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Livraria em Connecticut se especializa na publicação de livros brasileiros

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Livro de Machado de Assis traduzido para o inglês

Publicado no Achei USA

A Série Brasil da editora inclui volumes bilíngues de alguns dos maiores trabalhos de literatura clássica do Brasil

A New London Librarium, pequena editora literária localizada no estado de Connecticut, se tornou a principal editora de livros sobre cultura, história, literatura e temas brasileiros na América do Norte. “O Brasil ainda é um mistério para a maioria dos americanos”, disse Glenn Alan Cheney, editora-chefe da New London Librarium. “As praias, a Amazônia e algumas cidades são reconhecidas por muitos, mas as áreas mais profundas da cultura, história e literatura ainda estão fora do escopo do conhecimento geral.”

A Série Brasil da editora inclui volumes bilíngues de alguns dos maiores trabalhos de literatura clássica do Brasil. Quatro títulos são de Machado de Assis, considerado um dos maiores escritores da literatura ocidental. Outros escritores incluem Rubem Alves, um popular psicanalista e teólogo; João do Rio, um dos primeiros jornalistas literários; e Mário de Andrade, criador da ficção modernista brasileira.

Muitas das traduções foram possíveis com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional e do Ministério da Cultura. Com esse apoio, a editora espera produzir novos títulos escritos por Monteiro Lobato e Lima Barreto em breve.

“A New London Librarium é corajosa em seu nobre esforço de trazer a literatura brasileira para o mundo fora do Brasil”, diz a doutora Ana Lessa-Schmidt, editora de tradução sênior. “Embora o público em geral tenha pouco notado, acadêmicos e brasileiros nos EUA estão demostrando muito interesse em nossa coleção.” Lessa-Schmidt traduziu os recém-lançados Good Days! Chronicles of Machado de Assis 1888-1889 (Bons Dias! Crônicas de Machado de Assis, 1888-1889). Esta coleção bilíngue de ensaios da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro é a mais completa em qualquer idioma.

O catálogo da Série Brasil da New London Librarium pode ser baixado em NLLibrarium.com/brazil.

“Livraria chinesa usa espelhos no teto para criar ambientes além da imaginação”

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“Projeto do escritório XL Muse na China transporta a fantasia dos livros para o mundo real”


Publicado na Gazeta do Povo

“Transportar a fantasia dos livros para o mundo real não é das tarefas mais fáceis. Mas os arquitetos do escritório XL Muse a executaram com maestria no projeto da livraria Zhongshuge, localizado em Hangzhou, na China.”

“O encantamento começa já na fachada. Envidraçada e coberta por um texto escrito em diferentes línguas, ela dá para o primeiro dos quatros espaços da livraria, no qual pilares brancos fazem a vez de prateleiras e trazem um sem número de títulos, que dobram de quantidade a partir do reflexo espelhado pelo teto.”

“Fotos: Shao Feng/reprodução”

“Os espelhos, inclusive, são as grandes estrelas do projeto. Presentes em todos os ambientes da livraria, são eles os responsáveis não apenas por ampliar, mas também por destacar as cores, formas e soluções que trazem ludicidade ao projeto, como os displays coloridos da sala de leitura das crianças.

Reproduzindo formas de montanha-russa, carrossel, roda-gigante, navio pirata e balões de ar quente, ela é um convite à interação e à fantasia e sua explosão de cores faz com que seja difícil até mesmo precisar os limites físicos do ambiente.”

“Nos demais espaços, destinados aos adultos, quem reina é a madeira que, em tonalidade escura e alidada às luminárias dispostas ora no teto, de forma que parecem flutuar, ora sobre o assento da arquibancada (que também serve de prateleira), assegura a sensação de conforto aos espaços, indispensável para uma boa leitura.


Veja mais fotos do projeto”




“Harry Potter” ajuda a salvar histórica Livraria Lello, em Portugal

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Local se tornou passagem obrigatória para os fãs da franquia

Publicado no Correio do Povo

À beira da falência, a histórica livraria Lello, do Porto – que teria inspirado J.K. Rowling a escrever “Harry Potter” – foi salva ao cobrar entrada dos turistas, entre eles os fãs do bruxo. Com aparelhos fotográficos nas mãos, dezenas de pessoas fazem fila para visitar a livraria localizada no centro histórico do Porto, que se tornou uma das principais atrações turísticas da cidade do norte de Portugal.

O local se tornou passagem obrigatória para os fãs de “Harry Potter”. A romancista britânica J.K. Rowling, que viveu no Porto no início dos anos 1990, inspirou-se no local para descrever o ambiente e decorações da saga. Como outras livrarias independentes do país, a Lello esteve prestes a fechar as portas quatro anos atrás, mas agora recebe perto de 4.000 visitantes diariamente na alta temporada.

Atualmente, livraria cobra 5 euros para o acesso e vende, em média, 1.200 livros por dia | Foto: Miguel Riopa / AFP / CP

Para evitar a falência, a direção da livraria teve a ideia de aumentar as atividades culturais e de cobrar uma entrada, que agora é de 5 euros. O preço do direito de entrada é como um “bônus dedutível quando você compra um livro”, explicou um dos assessores de imprensa da livraria.

Esse sistema instalado há quatro anos “facilitou a regulação do fluxo de turistas” e “transformou o visitante em leitor”, comemorou Aurora Pedro Pinto, presidente do conselho de administração. Este modelo é um sucesso, porque fez a livraria se recuperar e superar um milhão de visitantes em 2018, passando de nove funcionários em 2015 para 60 no começo de 2019, e vendendo em média 1.200 livros por dia, segundo números divulgados pela Lello.

Esta livraria neogótica, com sua fachada branca e sua famosa marca “Lello & Irmao”, é considerada um “templo da literatura”, com um estoque de mais de 60 mil livros, e viu os maiores escritores portugueses circularem por suas estantes. Suas paredes, portas, janelas e colunas esculpidas em madeira, sua imensa claraboia colorida no teto, suas prateleiras de vários metros de altura e, especialmente, sua escadaria em forma de oito coberta de laca vermelha, concederam a ela – que comemora seu aniversário de 113 anos -, a possibilidade de ser distinguida várias vezes como uma das mais belas do mundo.

Cinco livrarias para conhecer em Nova York

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Taynara Prado, no Casa e Jardim

Strand (Foto Divulgação)

Strand
A livraria favorita dos nova-iorquinos vive lotada e faz jus à fama de maior loja de livros de segunda mão do mundo. Disputada por moradores locais, turistas e pesquisadores, o estabelecimento possui um estoque de mais de 3 milhões de livros. Por lá você encontra edições raríssimas de títulos antigos do mundo inteiro. Localizada próxima à Union Square, é possível levar seu próprio café e se acomodar em algum espaço dos seus dois andares para ler desde best-sellers da ficção até poesia erudita.

Rizolli (Foto Divulgação)

Rizzoli
Referência em livros de design, arquitetura e interiores, a Rizzoli de Nova York é ponto de encontro dos arquitetos de Manhattan. Com decoração clássica, há quem diga que é a livraria mais sofisticada da cidade por suas estantes imponentes e ambiente silencioso. Sua sessão de livros de gastronomia conta com os títulos mais vendidos da editora inaugurada em 1964.

Bookbook (Foto Divulgação)

Bookbook
Situada no coração do bucólico bairro Greenwich Village, a BookBook é uma livraria independente com ares vintage e curadoria alternativa. Frequentada por celebridades e escritores, seus corredores são estreitos, as estantes superlotadas e os achados literários imperdíveis. A sessão infantil é parada obrigatória para quem está de passagem com crianças.

Taschen (Foto Divulgação)

Taschen
Com entrada clean e piso de cimento, a livraria da editora Taschen no bairro Soho é parada obrigatória para quem curte livros de moda, cinema, histórias em quadrinhos, viagens e sexo. No fundo da livraria, desça as escadas para conferir uma curadoria especial de fotografias e edições limitadas dos maiores clássicos da editora.

Bookmarc (Foto Divulgação)

Bookmarc
A famosa livraria do estilista Marc Jacobs é o lugar certo para quem quer investir em livros de arte. Com uma curadoria especial de design, moda e fotografia, a livraria tem ainda uma linha exclusiva de papelaria e ítens escolares personalizados. Localizada na esquina da tradicional Bleecker Street, embaixo de um prédio charmoso da década de 1950, a Bookmarc de Nova York é tão charmosa quanto suas unidades de Paris e Londres.

Livraria da Travessa vai abrir loja em Lisboa e em São Paulo

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A primeira loja da Travessa em São Paulo foi inaugurada em 2017 no Instituto Moreira Salles (Foto: IMS/Divulgação)

Na contramão da crise que coloca em xeque o futuro das livrarias Cultura e Saraiva, Livraria da Travessa deve registrar crescimento de 15% em 2018; inauguração das lojas de São Paulo e de Lisboa será em 2019

Maria Fernanda Rodrigues, na Folha de S.Paulo

Enquanto as livrarias Cultura e Saraiva estão às voltas com suas recuperações judiciais, com o abastecimento das lojas para o Natal, tradicionalmente um bom período para o mercado editorial, e, sobretudo, com a sua sobrevivência, a Livraria da Travessa prepara voos maiores.

Rui Campos, criador, nos anos 1990, da rede que conta hoje com nove lojas (no Rio, em SP e Ribeirão Preto), está em Lisboa para planejar sua primeira livraria internacional. Prevista para ser inaugurada ainda no primeiro semestre e com projeto de Bel Lobo, como as outras unidades da rede desde a primeira – a de Ipanema –, ela terá 300 m² e será instalada no térreo de um casarão tombado no bairro cult de Príncipe Real. É nesse palacete que fica a Casa Pau-Brasil, um espaço que abriga, desde 2017, marcas brasileiras (de sabonete, chocolate, roupa, etc.) e artistas.

Rui não vê o movimento como um projeto de expansão, algo que tenha sido planejado. Mas apareceu o convite e ele achou que dava para fazer lá uma livraria com a alma da Travessa. “Os portugueses são apaixonados pelo mundo da edição, da literatura e, principalmente, da poesia – o que remete a um espaço de livraria como é a Travessa. Isso nos deu a certeza de que podemos fazer esse trabalho em Portugal”, conta o livreiro, que nunca imaginou que teria uma loja fora do País.

Casa Pau-Brasil, ilustração de Plinio Castilho (Casa Pau-Brasil/Divulgação)

Ao contrário do que se pode supor, a livraria não será exclusiva de obras de autores brasileiros, explica Rui. “Os livros brasileiros são fundamentais no projeto e a expectativa é que eles estejam lá, claro. Mas a ideia é trabalhar fortemente também o livro europeu – de autores portugueses, mas também franceses e ingleses. Lisboa é uma cidade absolutamente capitalista.”

A livraria contará com cerca de 40 mil títulos e o investimento será de R$ 1 milhão. O valor é um pouco mais alto do que o que será usado para abrir sua primeira loja de rua em São Paulo – um sonho antigo de Rui, que nunca tinha encontrado o lugar que imaginava, e dos editores, que consideram a Travessa uma das mais sérias livrarias do País, e que foi revelado na semana passada.

A Travessa já tem uma loja pequena (180 m² no Instituto Moreira Salles, com títulos de arte e fotografia, e uma provisória na Bienal de São Paulo, que termina domingo. A partir de março, estará também na altura do número 400 da Rua dos Pinheiros, ocupando uma casa de 180 m² – mais compacta do que as outras. Será sua primeira loja de rua em São Paulo.

“Ainda não é o que a Travessa poderia oferecer em Pinheiros, mas esta loja, que estamos chamando de cubo Travessa por causa do formato da casa, será mais focada. Faremos uma curadoria de livros mais afinada”, conta o livreiro.
Os dois projetos da rede coincidem com o formato que tem sido mais bem-sucedido no momento: o das livrarias médias. “As megas não estão bem e as de tamanho médio estão conseguindo manter o foco no atendimento, na curadoria e na criação de um ambiente agradável. É o caso da Travessa, da Martins Fontes e da Livraria da Vila, que não estão reclamando de nada e têm um modelo que está fazendo sucesso no mundo todo”, diz.

O livreiro Rui Campos (Foto: Daniel Mello/Divulgação)

Rui comenta que havia uma expectativa de crise, mas que este final de ano está sendo “impressionante”. Em novembro, sua empresa registrou crescimento de 30% em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho anual deve ser 15% melhor do que o de 2017. Outro plano dele para evitar a crise é investir em papelaria de luxo, sacolas e coisas do gênero. “É um paradoxo: neste mundo cada vez mais virtual, nunca se consumiu tanto lápis e caderno”, diz. A ideia é tentar compensar as perdas com CDs e DVDs, que já representaram 20% do negócio e hoje estão na casa dos 8%.

O erro da concorrência, que amarga sua pior crise, avalia o livreiro, foi ter “perdido o foco no livro, no atendimento e no que significa ser uma livraria”.

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