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ONG ambulante empresta livros para moradores de rua

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Publicado originalmente no UOL

Bibloteca improvisada com uma caçamba circula pelo centro de São Paulo, espalhando cultura e diminuindo desigualdades

Apaixonado por literatura, Robson Mendonça teve de abdicar dos livros quando, sem ter onde morar, viveu nas ruas da capital paulista. Por falta de comprovante de residência, não podia fazer empréstimos em bibliotecas, e o ambiente, apesar de público, era hostil aos moradores de rua, que quase sempre carregam sacos plásticos com seus objetos pessoais e “destoam” dos frequentadores habituais. Hoje, diretor da organização não governamental (ONG) Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, Mendonça pôs em prática um sonho antigo: acoplou uma caçamba a uma bicicleta de três rodas e passou a circular pelo centro paulistano, emprestando obras literárias para pessoas que estão na mesma situação que ele viveu. Seu acervo conta com títulos de Truman Capote, Lima Barreto e Graciliano Ramos. Para saber mais sobre o projeto e doar livros para a Bicicloteca, que conta com um local físico para guardar o material, basta acessar o site www.bicicloteca.com.br ou entregá-los na biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo (rua da Consolação, no 94, República) e nos bicicletários do metrô.

O programa de incentivo à popularização da leitura

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Um programa com o objetivo de estimular a leitura por meio da comercialização de livros baratos, foi anunciado na última quinta-feira, 1, pela presidenta Dilma Rousseff, durante a abertura oficial da 15º Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Formulado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Biblioteca Nacional, o programa prevê um investimento inicial de R$ 36 milhões. A ideia é que os livros selecionados pelas editoras possam custar, no máximo, R$ 10 em todo o território nacional.

O primeiro edital, previsto para ser lançado ainda essa semana, será destinado às editoras, para que inscrevam os que se enquadram na categoria livros populares. Conforme o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, além das livrarias, estão sendo convidados pontos de venda, como bancas de jornais e revistas, além de pontos alternativos, para que façam a adesão ao programa.

Também será aberto outro edital voltado às bibliotecas municipais, rurais e comunitárias para receber os recursos do Livro Popular.

Agora, o Cidadão Repórter quer saber a sua opinião: Você concorda com o programa de incentivo à popularização da leitura? Comente e participe do nosso fórum!

“Tente se perder” ensina autora de “1000 lugares para conhecer antes de morrer”

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A americana Patricia Schultz conversa com iG antes de vir ao Rio, onde vai autografar seu best-seller na Bienal do Livro
Publicado originalmente por Valmir Moratelli no iG

Xangai. Laos. Paris. Rio. O mundo cabe na palma da mão da norte-americana Patricia Schultz. Ou, se não na palma da mão, ao menos em um livro. Com a bagagem de colunista de turismo do The New York Times, Patricia faz sucesso há quatro anos com o best-seller “1000 lugares para conhecer antes de morrer” , que se tornou grande referência no mercado.

Ela volta ao Rio nesta semana, quando participará da programação oficial da Bienal do Rio,

Roma (foto) é o lugar favorito da escritora

iG: Qual é a sua expectativa para a Bienal do Rio de Janeiro?
Será minha primeira vez na Bienal do livro do Rio, não sei bem o que esperar. E isso torna tudo mais emocionante. Feira de livros é sempre uma grande festa, cheia de gente interessante de todos os setores do mundo editorial.

iG: Qual foi o critério utilizado para escolher os mil lugares citados no livro?
Patricia Schultz: Cada um desses lugares foi muito especial para mim. Importante pela sua história, beleza natural,  integridade territorial, e às vezes porque eles eram muito divertidos. Cada um tinha algum tipo de fator, seja oferecendo uma grande refeição ou uma bela obra de arte ao turista.

iG: Em seu livro, você descreve várias regiões do Brasil. Existe alguma cidade brasileira que ainda deseja conhecer?
Patricia Schultz: Meus amigos falam muito sobre a beleza dos Lençóis Maranhenses. No Brasil, como nos Estados Unidos, as distâncias a algumas dessas preciosidades é grande, tornando a viagem mais imponente.

iG: Como conhecer lugares badalados sem se chatear com a quantidade de turistas?
Patricia Schultz:
 Acho que lugares muito badalados podem ser uma decepção, porque são cheios demais. Mas não é tão difícil superar isso. Vá fora de  alta temporada. Pense em Veneza em janeiro. É mágico. Em primeiro lugar, deve-se descobrir o que fez estes lugares tão populares. Eu sou uma grande fã de viajar fora de época, por isso mesmo. Contanto que não haja tufão ou estação de chuvas…

iG:  Qual é a sua cidade favorita no mundo?
Patricia Schultz:
 Será para sempre Roma, caput mundi (capital do mundo, em latim). É antiga e moderna, tanto vila como uma metrópole caótica. A comida é celestial, o povo é bonito e os artistas, “la dolce vita”. Todo mundo parece um personagem de um filme de Fellini. Roma formou a civilização ocidental na forma que conhecemos hoje. Acho que sou meio italiana (risos).

iG: Que lugar você não voltaria de jeito nenhum?
Patricia Schultz:
 Há muitos lugares que não iria de novo, principalmente porque estou consciente dos inúmeros locais que ainda tenho que visitar. Mas poucos lugares são uma decepção para mim. Há sempre alguém interessante que cruza seu caminho ou um momento de sorte que ilumina a experiência. Há algo a ser digerido de cada lugar. Alguns lugares podem não ser bonitos aos nossos olhos, mas eles podem ter um rico patrimônio cultural a se desvendar.

iG: Prefere viajar sozinha ou acompanhada?

Patricia Schultz: Alguns destinos são uma alegria para viajar sozinha. As grandes cidades europeias, por exemplo. Mas eles também são divertidos com um bom amigo, irmã ou num clima mais romântico. Há tanta coisa para compartilhar, passear, museus, teatros… Estou acostumada a viajar sozinha. A única coisa que nunca gosto de fazer, no entanto, é jantar sozinha.

iG: Lembra da sua primeira viagem?
Patricia Schultz:
 Quando eu tinha quatro anos, fiz a primeira de muitas viagens para a praia em Nova Jersey com a minha família. Fiz minha primeira grande viagem quando tinha 15 anos, ao visitar um amigo de escola que vivia em Santo Domingo (República Dominicana) por duas semanas. Foi imersão total e começou o meu amor por todas as coisas latinas. Ele abriu o meu mundo.

iG: Há ainda algum lugar que você gostaria de conhecer?
Patricia Schultz:
 Tenho uma lista muito longa de lugares que ainda não visitei. Adoraria ir para Mongólia e ouço que a Antártica é mágica.

iG: Quais são os mandamentos imprescindíveis a todo viajante?
Patricia Schultz:
 
Tente se perder, é uma coisa boa. E aprenda uma dúzia de palavras do idioma local.

Paris é a capital romântica por excelência para a autora do best-seller

Livros de moda para crianças ganham espaço no mercado editorial

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Publicações apresentam um olhar histórico e sociológico sobre as vestimentas

Publicado originalmente em Zero Hora

Reprodução / Divulgação

A literatura de moda no Brasil ainda está crescendo. Aos poucos, recebemos traduções de livros importantes. Em um ritmo mais lento, lançamos autores nacionais especializados no universo fashion.

No meio dessa exploração do mercado, aparece um novo nicho: os livros de moda para crianças. Essas publicações têm surgido desde 2008 e trazem dois tipos de histórias. Algumas falam, com uma linguagem mais simples e divertida, de fatos e de personagens da moda. Mas também têm surgido histórias de meninos e meninas que gostam de se vestir de forma diferente. A ideia é passar a mensagem: seja você mesmo, vista-se como gosta.

— Esses livros não querem expressar uma tendência da moda, mas sim trazer um background sociológico e histórico que permita às novas gerações entenderem o lugar da vestimenta dentro da sociedade — analisa Isabel Lopes Coelho, editora dos livros infantojuvenis da Cosac Naify.

Os livros de moda para crianças fazem sucesso com meninos e meninas, é claro. Mas também com adultos. O livro Moda, uma História para Crianças, por exemplo, foi publicado em 2004 e já vendeu mais de 14 mil exemplares. Foi adotado pela Faculdade Santa Marcelina como leitura obrigatória para os alunos do curso de moda.

— Em efeitos práticos, esperamos que os leitores se interessem mais pelo assunto. Queremos até mesmo inspirar estilistas com a poesia e a criatividade expressa nos livros — conclui Isabel.

Livros velhos viram arte

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A artista inglesa Bronia Sawyer faz esculturas coloridas e originais usando como matéria-prima livros antigos, dobrando, cortando e pintando suas páginas. O resultado você confere abaixo. Mais informações no site da artista AQUI ou na conta do FLICKR

 

 

(mais…)

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