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Livros velhos viram arte

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A artista inglesa Bronia Sawyer faz esculturas coloridas e originais usando como matéria-prima livros antigos, dobrando, cortando e pintando suas páginas. O resultado você confere abaixo. Mais informações no site da artista AQUI ou na conta do FLICKR

 

 

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Alfabeto visual com livros

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Originalmente publicado no Designlov.





Um perfil de Philip Yancey

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Philip Yancey escreve para salvar seu passado – e o futuro de outros.

Tim Stafford

Conheci Philip Yancey quando ambos tínhamos 22 anos. Éramos ambos editores recém-formados na revista Campus Life, de Youth for Christ [Mocidade para Cristo]. Ele era de altura mediana, sem nenhuma gordura em seu corpo e tinha um cabelo enrolado numa espécie de loiro afro. Magro, embora não atlético, possuía toda a energia necessária. Ele chegou ali vindo de uma criação fundamentalista na Georgia, através do Columbia Bible College e do mestrado no Wheaton College. Sua mãe o criou como mãe solteira enquanto ensinava turmas de escola bíblica; Yancey cresceu pobre, em um trailer, junto com o irmão. Ambos foram criados para tocar piano e apreciar música clássica, de que, aliás, Yancey gosta até hoje. Eles aprenderam a trabalhar duro e a respeitar autoridades – e, mais ainda, aprenderam o Cristianismo fundamentalista. Nada importava muito, comparado a isso. Muitos se esquecem da infância fundamentalista, mas Yancey não foi um destes. Ele absorveu o caminho estreito, sua mentalidade rígida e sua forte e brava abordagem da verdade. E depois a rejeitou. Quando o conheci, ele havia escapado deliberadamente do fundamentalismo, mas isso já seria outra história…

Philip Yancey havia deixado aquele mundo, mas não penso que saiu ileso. A força do fundamentalismo é sua pressão e pureza. Fundamentalistas sabem no que acreditam e são firmes em promover sua crença. Geralmente, eles podem dizer o que você pensa também; muitas vezes, são melhores em definir e criticar as posições dos outros do que em ouvir sobre como os outros os entendem. O que parece permanecer com os ex-fundamentalistas são os princípios, a vontade de lutar pela verdade e também uma forte reação à sabedoria rígida da mente dos fundamentalistas. Pelo menos é o que vejo em Yancey: um poderoso senso de honestidade e idealismo, e resistência sobre fazer julgamentos. Em Wheaton, aquele que logo seria um dos mais celebrados escritores cristãos trabalhou para reconstruir seu mundo, procurando limpar-se das características fundamentalistas enquanto preservava (e descobria) a fé genuína e honesta.

A bem da verdade, Yancey havia chegado ao Wheaton College a fim de preparar-se para o campo missionário, em parte porque seu pai, falecido em decorrência de pólio quando os filhos eram crianças, havia planejado ser missionário. Quem conhece Philip Yancey sabe que o que ele planeja fazer, faz. Campus Life, no entanto, foi um acidente, e não algo planejado. Ele precisava de um emprego enquanto freqüentava a escola e a revista lhe ofereceu esta oportunidade. A publicação era praticamente toda escrita pela equipe. O trabalho de um editor era, mais do que qualquer coisa, escrever. Tornou-se óbvio imediatamente para Harold Myra, nosso chefe e mentor, que Yancey era um talentoso e ativo escritor. Foi um achado para a revista – da mesma forma, um achado para ele.

Esclarecido, cheio de vitalidade e criativo, Yancey teria sido bem-sucedido em qualquer coisa. Seria, sem dúvida, um ótimo missionário. Mas o ato de escrever deu a ele a oportunidade de colocar sua energia e sua inventividade em prol de seus ideais e princípios. Durante os anos em que trabalhei na Campus Life, nunca o vi esquecer um só detalhe. Ele era perfeccionista e determinado; tinha uma personalidade controlada e dirigida, que o levava a mergulhar sem reservas em tudo o que fazia. Mas era muito mais compreensivo do que a maioria dos perfeccionistas. Acho que o levei à loucura com os meus esquecimentos, mas raramente ele se mostrou impaciente. Suspeito que isso se deva ao seu passado fundamentalista. Simplesmente, ele não queria julgar os outros e machucá-los como os outros o haviam ferido. Seus escritos melhoraram de forma incrível ao longo dos anos. Não me lembro de nenhum sinal, nos primeiros anos que trabalhamos juntos, de que ele seria um artista com as palavras, um escritor capaz de nos encantar. (mais…)

Jesus Potter, Harry Cristo

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O autor Derek Murphy acaba de promover o lançamento de seu novo livro. Desde já ele está criando  polêmica com “Jesus Potter, Harry Christ”, que tem como subtítulo “a fascinante história do Jesus literário”.

O livro, que estará disponível no final de dezembro, explora as semelhanças e as relações entre Jesus e Harry. Sua conclusão é que a única diferença entre Harry Potter e Jesus Cristo é que Jesus tem tradicionalmente sido considerado por seus seguidores um personagem histórico.

Segundo a editora, o livro “não é principalmente sobre Harry Potter, mas sobre a história religiosa, a mitologia astrológica, o simbolismo esotérico e a tradição literária de Jesus Cristo. O título apenas se refere ao argumento central deste livro: Jesus Cristo e Harry Potter têm muito em comum. O aspecto principal é o fato de que ambos são construções literárias, ou em outras palavras, personagens de ficção.

Derek Murphy, que estudou teologia na ilha de Malta e está agora na Ásia, fazendo doutorado em literatura comparada, afirma: “Eu sempre fui um grande fã de Harry Potter. Como eu estava fazendo minha pesquisa sobre religião e literatura esotérica, descobri tantos paralelismos entre Harry, Jesus e as fontes ainda mais antigas. Fiz a minha tese de mestrado sobre a influência mística tanto em Harry Potter quanto na literatura bíblica.

O mais fascinante, especialmente à luz da controvérsia em torno do livros de Harry Potter (que promoveriam a feitiçaria e o satanismo entre as crianças, etc), é que estas semelhanças vêm sobretudo de fontes pré-cristãs”.

O fato de no final da saga, que reúne 7 volumes, onde Harry acaba morrendo uma morte sacrifical e ressuscita para derrotar de uma vez por todas seu arqui-inimigo, Valdemort, contribui muito para as comparações e paralelos. Cerca de uma dúzia de outros livros sobre a relação entre Jesus e Harry Potter já foram publicados. A maioria é de autores cristãos ansiosos em ajudar a suavizar a tensão entre a popularidade de Harry e as comunidades conservadoras que desejam denunciá-lo como agente do mal. “Jesus Potter, Harry Christ” porém, é um livro para mudar esse jogo, defendendo que as semelhanças entre Jesus e Harry não fazem Harry mais “santo” – apenas tornar Jesus mais obviamente fictício. “A verdadeira questão que precisamos fazer não é se Harry Potter é uma ‘figura de Cristo’ (semelhante a um salvador histórico religioso), mas se Jesus Cristo é uma” figura de Potter “(um redentor, criado a partir de símbolos mitológicos e filosóficos), argumenta o livro.

O livro será lançado em 21 de dezembror (solstício de inverno e aniversário do autor). Conheça melhor o material em www.jesuspotterharrychrist.com.

Fonte: Holy Blasphemy

Tradução e edição: Jarbas Aragão. Todos os direitos de tradução reservados

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