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livros

O hábito de ler

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Texto de Taís Luso de Carvalho publicado originalmente no Porto das Crônicas

Lorenzo Mattotti

Sou de uma geração que curtiu muito os gibis; aprendemos a ler com os gibis, e era com ansiedade que íamos às bancas de revista comprar as novidades do mês. E a troca de gibis entre os amiguinhos era estimulante. Depois, se aprimorava o gosto com vários livros. Mas, estávamos criando o hábito da leitura. A criança precisa de ajuda e de estímulo para essa iniciação. E também na adolescência.
 
Lembro que na adolescência, tanto eu como minhas colegas de aula, perdemos um pouco desse hábito devido aos livros que a Escola oferecia como padrão: não queríamos os clássicos brasileiros; não queríamos ler por obrigação para fazermos uma resenha. Queríamos a liberdade de escolha, que nos foi negado. Acredito que isso desestimulou um pouco a nós todos. Há que se respeitar o gosto de cada um, e, à Escola, cabe analisar as preferências de seus alunos. O mesmo livro para todos os alunos? Foi um desastre; uns perguntavam aos outros a história – e a resenha estava feita! Ninguém aceitava uma leitura imposta.
 
Lembro que muitas de nós queríamos ler algo mais moderno, coisas da nossa época, para nosso momento. Lembro que me revoltei com isso e levei pra aula (colégio de freiras)  O Muro, de Sartre. Levei o livro para o recreio e caminhava pra lá e pra cá, meio que provocando… Era uma atitude pra encher o saco das freiras. Mas, em pouco tempo fui parar na sala da Madre Superiora, e meus pais foram chamados à escola:
 
Sua filha está muito rebelde, está dando mal exemplo aos colegas!
 
Foi nesta época que houve um desinteresse da parte de muitos alunos; não tínhamos opção, não tínhamos tempo de ler outras coisas, uma vez que a leitura dos clássicos brasileiros, obrigatórios, tinha prazo para a entrega do trabalho. Para tudo existe uma idade certa, era só ter esperado o amadurecimento dos alunos.  
 
A escola é a mola mestra; é nela que depositamos esperanças e mudanças. E cabe aos pais ajudar a incutir o hábito nas cabecinhas em formação; manter o elo, dar continuidade, estimular. Não impor! 
 

Se ficarmos pensando que somos um país em desenvolvimento, que os livros são caros, que o analfabetismo é enorme, que as crianças não são estimuladas à leitura, que as famílias têm outras prioridades, bem… então nada mais a fazer. É deixar como está pra ver como é que fica.

E vai piorar, uma vez que a educação é primordial para o desenvolvimento e a educação de um povo.  Quanto mais esclarecimentos,  mais qualificados seremos, mais oportunidades de trabalho, e consequentemente seremos mais felizes, aptos a cuidar mais de nossa saúde e de nossas famílias. 

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Alpinista brasileiro Rodrigo Raineri lança livro sobre seus desafios a mais de 8 mil metros de altitude

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Texto de Carol Knoploch publicado originalmente no O Globo

O frio é intenso, tempestades de neve são comuns, o ar é rarefeito; o terreno, hostil, com escaladas negativas ou em paredões de dar medo. Passa-se fome e sede. O esforço físico é extremo, algo para super homens, que têm de aguentar também a distância da família. O limite entre a vida e a morte é real e próximo. Lembrado a cada passo, a cada investida e quando se depara com corpos congelados que ficaram pelo caminho. Este turbilhão de sensações e sentimentos fez com que Rodrigo Raineri, que alcançou por duas vezes o ponto mais alto do planeta, o Monte Everest, com 8.844m de altitude, escrevesse uma carta de despedida para o filho. O texto foi entregue a um membro da expedição ao Aconcágua, na Argentina, em 2001, que, aliás, foi bem sucedida. Se ele morresse, o filho Rodrigo, hoje com 10 anos, receberia o texto. A carta (nesta página) é a abertura do livro “No teto do mundo”, sobre as façanhas de Raineri, escrito em parceria com o jornalista Diogo Schelp, da revista “Veja”.

FOTOGALERIA: Veja mais imagens das escaladas de Rodrigo Raineri

– Era como se fosse o Bope invadindo um morro. Podia não dar certo porque a face sul do Aconcágua não é brincadeira – compara Raineri – Meu filho ainda não tinha lido a carta. Viu no livro. Ficou feliz e disse que não imaginava que eu o amasse tanto – conta o alpinista, que levou o menino para escalar o Pão de Açúcar, no mês passado.

– Nada ficou de fora – garante Diogo, que também mata a curiosidade sobre tarefas do dia a dia no Everest.

Raineri discorda que seu esporte seja individualista, quando se refere aos familiares. Arriscar a vida longe deles.

– Quantas horas as pessoas trabalham diariamente, deixando de lado a família? E os riscos para motoboys, pilotos de avião? O alpinismo é meu esporte e minha profissão – afirma ele. – O mais difícil? Ficar longe do meu filho e da minha mulher. Se estivessem comigo na base da montanha, escalava o ano inteiro.

Os patrocínios de Raineri são apenas para as expedições. Não vive com salário mensal, mas conta com permutas que lhe permitem treinar durante o ano. Dá palestras, cursos, escreve sobre segurança e escalada, é contratado para expedições mundo afora… Hoje, tem uma empresa com 14 funcionários.

Sonho em explorar cavernas

Raineri chegou ao cume do Everest por duas vezes em quatro tentativas, sendo a última em 20 de maio deste ano. Seu objetivo era descer de paraglider, mas a neblina impediu, adiando o desafio para 2013.

– Também sonho explorar cavernas de gelo, no meio de um glaciário gigante. Seria como escalar dentro da terra. E medir as três maiores cachoeiras do Brasil, como fiz com a do Pai Nosso, no Amazonas (em 2001) – conta Raineri, que foi convidado a descer de rapel toda a extensão desta cachoeira e medi-la com precisão (353 metros). Este trabalho ganhou um capítulo do livro. – Para ser um projeto, tem de ter desafio. Não necessariamente difícil. Se não, faço no fim de semana. E tenho uma lista…

E é de perder de vista. Entre os sonhos, destacou escalar a Esfinge, no Peru, e a Table Mountain, na Cidade do Cabo.

– Não dá para fazer tudo em uma vida – constata Raineri, que chegou a ouvir da própria mãe uma pergunta inusitada. – Quando contei que queria ser alpinista, ela me perguntou para que servia isso… (risos). Acho que minhas histórias podem inspirar as pessoas nos seus desafios. Quem não me conhece me chama de doido. Mas sou um batalhador.

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Livro reúne fotos de Hitler feitas em 3D

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Propaganda do regime do ditador usou técnica desde 1936
 
Publicado originalmente na Band
 

Mulher vê imagens do livro "A face da ditadura: o II Reich em fotos 3D" / John Macdougall AFP

Um livro reunindo fotografias de Hitler em 3D, procedimento utilizado na época pela propaganda nazista, foi apresentada nesta sexta-feira, dia 16, na Alemanha.

Em “A face da ditadura: o III Reich em fotos 3D”, o historiador e jornalista Ralf Georg Reuth apresenta uma centena de imagens do ditador, de soldados nazistas, ou de eventos marcantes da época.

A obra é fornecida com óculos 3D. O autor pesquisou os arquivos da Biblioteca Nacional de Munique, onde estão 6.966 fotos em três dimensões do fotógrafo pessoal de Hitler, Heinrich Hoffmann.

Hoffmann elaborou seu primeiro álbum de imagens em 3D em ocasião dos Jogos Olímpicos de Munique-1936.

Na introdução, o jornalista, autor de várias biografias de lideranças nazistas, ressalta até que ponto a fotografia servia para a propaganda do III Reich.

“As primeiros imagens 3D dos nazistas surgiram em 1936, e isso durou pelo tempo que havia vitórias a celebrar”, comenta. Vinte álbuns foram comercializados entre 1936 e 1942.

“A anexação da Áustria e as jornadas do partido estão entre as obras mais vendidas”, segundo Ralf Georg Reuth.

O museu de história em quadrinhos da China

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Via Nerd e Geek

Complexo de edifícios na cidade de Hangzhou terá forma de balões e apresentará atrações interativas aos visitantes.

A cidade de Hangzhou, na China, ganhará uma construção no mínimo inusitada. Os oito edifícios interligados que terão as formas de balões de quadrinhos abrigarão o “China Comic and Animation Museum”, um museu dedicado às histórias em quadrinhos e animações de todo o mundo.

O exótico complexo de 32 quilômetros quadrados contará com cinemas, exposições interativas, bibliotecas de quadrinhos e muitas outras atrações. Acompanhe o tour virtual abaixo para saber todos os detalhes:

 

 

Se você está pensando em ir até lá agora para conferir, guarde seu dinheiro: as construções do museu só começarão em 2012 e a empresa responsável pela ideia, a MVRDV, não deu data de conclusão das obras.

Rede de livrarias Border’s fecha as portas neste domingo

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Fachada da livraria Borders nos Estados UnidosFachada da livraria Borders nos Estados Unidos (Jeff Kowalsky/Bloomberg via Getty Images)

Publicado na Veja Online

A Border’s, que já foi uma das maiores redes de livrarias do mundo, fecha neste domingo suas últimas 31 lojas, todas nos Estados Unidos. Fundada em 1971 por um casal de estudantes da Universidade de Michigan, a empresa chegou a ter 1200 livrarias, com filiais na Grã Bretanha, na Austrália e em Singapura. Sua incapacidade de criar uma estratégia para lidar com o crescimento do e-commerce, no entanto, acabou por levá-la à falência.

Segundo declarou à imprensa americana Mike Edwards, o último presidente da companhia,  a decisão de expandir continuamente o número de pontos de venda físicos sem o desenvolvimento paralelo de uma estratégia online mostrou-se fatal. Até 2008, a Border’s delegou à Amazon – uma de suas maiores concorrentes – a tarefa de representá-la nas vendas pela internet.

Apesar do fim da empresa, a marca Border’s pode voltar a ser usada no comércio. Ela foi vendida na quarta-feira juntamente com outros bens da companhia, num leilão que arrecadou cerca de 16 milhões de dólares.

A maior rede de livrarias dos Estados Unidos é hoje a Barnes & Noble, com 717 lojas em operação. Mas a maior varejista americana de livros é mesmo a Amazon, líder nas vendas tanto de livros em papel quanto de e-books.

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