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Artista cria efeito 3D com páginas de livros dobradas

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Publicado originalmente na Galileu

O artista Isaac Salazar, do Novo México, nos Estados Unidos, cria obras tridimensionais usando livros as páginas de livros velhos.

Para obter o efeito tridimensional, ele dobra cada página do livro individualmente para que seja possível observar um efeito de profundidade visual. Salazar vende suas obras por US$ 150 no site Etsy.

A palavra 'Ler' é vista na obra de Salazar

A palavra 'Ler' é vista na obra de Salazar

Com páginas dobradas, artista cria a palavra 'Sonho' no meio do livro

Com páginas dobradas, artista cria a palavra 'Sonho' no meio do livro

Seis anos após ser cassado, Dirceu lança livro e dá palestras

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Publicado originalmente no Terra
O ex-ministro petista José Dirceu ministrou uma palestra na última sexta-feira na sede da Força Sindical, em São Paulo, e discursou para cerca de 100 sindicalistas. Seis anos após ser derrubado da Casa Civil e cassado na Câmara por acusação de chefiar o esquema do mensalão. Dirceu voltou a sonhar com o retorno à cena política e marcou uma série de palestras e noites de autógrafos pelo País para se promover e badalar o livro “Tempos de planície”, que lançará dia 28 em Brasília. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

No livro, Dirceu se apresenta como mártir de uma “campanha política e midiática” para “derrubar o governo Lula ou impedir sua reeleição”. Nas palestras, ele relembra os tempos de ex-guerrilheiro, exalta feitos do PT e demonstra influência no governo Dilma Rousseff (PT). “O desafio que temos é manter o Brasil crescendo na turbulência internacional. Foi o que a nossa presidente falou agora na ONU”, disse ele para a Força Sindical, em tom de cumplicidade. Em 54 minutos, ele ainda citou Dilma mais oito vezes, referindo-se aos programas de seu governo sempre na primeira pessoa do plural.

Curiosidades Romanas

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O comportamento e os hábitos dos romanos, desde a época clássica até alguns séculos depois do início da Era Comum, podem parecer bizarros para os cidadãos do século 21 – muito embora tenham influenciado profundamente a cultura ocidental. Mas, em sua época de concepção, foram importantes e muito respeitados, defende o professor de latim J. C. McKeown – o que não torna menos esquisitas as frases, normas e explicações encontradas em diversos textos da época, escritos em grego ou latim. Observações que “impressionam por serem interessantes, curiosas ou simplesmente divertidas”, encontradas por McKeown em seus estudos, estão reunidas em O Livro das Curiosidades Romanas (240 págs., R$ 24,90), lançado pela Editora Gutenberg.

Entre as tais curiosidades, essas: um peixe de 15 centímetros teria conseguido evitar o avanço da capitânia de Marco Antônio durante a Batalha de Ácio; Milão tenha sido fundada após a aparição de um porco felpudo na futura área ocupada pela cidade, e tocar com os lábios as narinas de uma mula cessaria espirros e soluços.

O livro foi elaborado a partir de cartas e documentos dos territórios que já fizeram parte do império romano. Na obra, relatos sobre temas como a criação dos filhos, casamentos e divórcio, o arranjo de noivados em tenra idade, a busca pela beleza através de cosméticos e a força que a mulher possuía em conduzir uma relação dentro de sua casa. #Fica a dica de leitura!

Igreja do Livro Transformador

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Publicado originalmente em Interrogação

Não há outra forma de apresentar a ideia da Igreja do Livro Transformador sem soar um pouco sentimental e particular. Em 2010, o interrogAção teve a oportunidade de cobrir uma boa parte dos eventos que discutiam a produção literária atual na Bienal do Livro Paraná 2010, em Curitiba. Nesses dias — como você pode acompanhar aqui — estivemos em contato com muitas ideias e opiniões sensacionais sobre o ato de leitura, sobre o comportamento do leitor e ainda, soubemos de muitas experiências compartilhadas pelo outro lado do livro, o lado do autor-leitor.

Cada mesa do Café Literário — um dos eventos principais dentro da Bienal — era resumido em folhas e mais folhas de anotações e várias ideias iam surgindo, mas uma em especial foi ganhando corpo ao longo desses quase 12 meses depois: a Igreja do Livro Transformador. Tudo começou quando assistimos uma mesa do escritor Luiz Ruffato e a escritora Elvira Vigna chamada de Literatura: um ato de resistência? onde ambos expuseram seus históricos como leitores. No calor da conversa, Ruffato disse que apostava mesmo todas as fichas de que os livros transformam a vidas das pessoas e relatando todo o seu processo de formação de leitor contou que em um dado momento ele propôs, brincando, que houvesse a Igreja do Livro Transformador, onde as pessoas dariam seus testemunhos sobre os livros que deram outros rumos para suas vidas. A Bienal passou e tivemos outras oportunidades de ver o Luiz falando e reforçando sua ideia, que mesmo aparentemente cômica, era uma ótima desculpa para as pessoas falarem um pouco mais sobre o seu amor pelos livros e principalmente aqueles que deram novos rumos para suas vidas.

Sem muitas delongas, o própio Luiz Ruffato explica um pouco sobre a sua ideias no vídeo abaixo e nós tentaremos, ao longo do tempo, dar mais forma e vida para ela. A página da campanha é essa aqui. Participe!

O que é a Igreja do Livro Transformador?

Uma bíblia sem Deus

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Filósofo imita estrutura do livro sagrado em guia para ateus

Crédito: Tommy Ga-Ken Wan

Crédito: Tommy Ga-Ken Wan

O professor de filosofia da Universidade de Londres A. C. Grayling lançou o livro The Good Book: A Secular Bible (O Livro Bom: Uma Bíblia Secular, ainda sem edição no Brasil), uma espécie de guia para ateus. Ao lado do cientista Richard Dawkins e do escritor Christopher Hitchens, Grayling, 62 anos, é um dos expoentes do chamado Novo Ateísmo, que milita pelo abandono de religiões e superstições. Assim como na bíblia cristã, a obra de Grayling começa no Gênesis e segue para Lamentações e Provérbios, tudo organizado em capítulos e versos. “A estrutura bíblica é convidativa e acessível. O leitor pode escolher trechos ou seções para ler separadamente”, diz o autor.

Porém, nas 608 páginas da obra de Grayling não há sequer uma menção à palavra “Deus” ou qualquer outra referência divina, mas sim citações e conceitos de grandes pensadores como Aristóteles, Isaac Newton e, não podia faltar, Charles Darwin. O autor acredita que há pensamentos profundos e sérios sobre o bem nas grandes tradições não-religiosas que seriam mais humanos e vivíveis — sem estar sob o comando de uma autoridade.

Antevendo críticas, Grayling já declara: “Quase tudo escrito em meu livro vem de grandes mentes do passado. Quem atacá-lo automaticamente atacará Cícero, Confúcio e por aí vai”. Para terror dos católicos, Grayling chegou a elaborar os 10 mandamentos dos ateus, estes sim redigidos a partir de suas próprias ideias. “Só espero não me tornar um ‘deus’. Certamente eu não seria bom nisso.”

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