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Diretor do Google vem ao Brasil para garantir fatia no mercado de e-books

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Robson Sales no TechTudo

Google ebooks (Foto: Logo)

O diretor de parcerias estratégicas do Google vem ao Brasil. Tom Turray virá com o objetivo de estreitar laços com editoras, livrarias e até com os próprios autores. De olho no mercado interno, a gigante das buscas quer ganhar espaço no setor brasileiro de livros digitais.

O Google já anunciou que abrirá, em breve, uma filial da e-bookstore, a Google eBooks, no Brasil. A loja virtual já existe há um ano nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

Mesmo o comércio de e-books no Brasil gerando apenas 1% da receita do mercado editorial, Turvey acredita que a fatia brasileira é promissora. “O Brasil é um dos países com maior índice de leitura na América Latina. A economia do país está crescendo, assim como o mercado de vendas online e de artigos digitais”, disse em entrevista ao jornal O Globo.

O executivo afirma que a grande vantagem do lançamento do Google é ter uma plataforma aberta, ao contrário da Amazon, por exemplo, que possui um ambiente fechado. “Os livros convencionais têm um formato razoavelmente padronizado, o que favoreceu a venda e o compartilhamento das obras ao longo dos anos. Graças a esse padrão de capa, encadernação e formato, os leitores podem comprar livros tradicionais em qualquer loja e lê-los da mesma maneira”, completou.

Turvey afirma que o Google não tem intenção de construir leitores eletrônicos – os chamados e-readers. A empresa apenas quer dar suporte ao máximo de aparelhos possível. Para isso, acredita o executivo, “o preço é um fator crucial. Esperamos que o alto preço, com o passar do tempo, e com os livros eletrônicos se popularizando, isso mudará aqui no Brasil também”, profetizou o diretor de parcerias estratégicas.

Palavras e palavrões

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Sempre às voltas com a falta do que fazer, cansado de televisão, beirando a desilusão com a cibernética (co’os diabos, estou frito!), minha cabeça não tem mais paciência com ela própria.

Ler? Cansa. Incapacidade de concentração. Um hábito que vem e que vai. Cada vez se indo mais.

Como sofro de insônia, as palavras me rondam a cabeça num ritual macabro, uma dança infernal que só me faz virar e revirar na cama.

Não tomo soníferos. O tempo me ensinou que só há uma técnica para dormir: cansar o corpo durante o dia e, uma vez apagada a luz e fechados os olhos, não pensar em termos de palavras.

Tudo que me passar pela cabeça tem que ser pictórico. Problema é que não tenho jeito ou condições para exercícios e a falta de imagens, mesmo cromos e aquele preto véio fumando, é paupérrima.

Eu deveria ter ido a mais museus, prestado mais atenção a naturezas mortas, não ter esta volta noturna a flashes desconexos de o que fiz, com quem fiz e porque fiz. A insônia é uma máquina do tempo devastadora.

Pior é quando, durante o dia, passando os olhos nisso ou naquilo outro, televisão ou jornal online, dou com assunto que posso, pretensioso que sou, transformar em texto para este belo site, ou sítio, que me honra em ceder espaço três vezes por semana.

Se achei algo que me chamou atenção, não tem por onde: é mais um motivo para passar a noite rolando na cama compondo frases, já que falta-me a competência para tecer considerações.

É verdade, estou sendo muito pessoal. Resultado óbvio de uma noite passada com apenas umas três horas abraçado a esse quase desconhecido, hoje em dia, que é Morfeu, mas que, tempos atrás, já foi meu íntimo.

Onde é que eu estava? Ah, sim. Sem dormir. Tentando evitar a tentação das palavras.

De sábado para domingo, batendo perna no computador, dei minha habitual chegada às nossas folhas e o que elas publicam sem cobrar. De súbito (não vou dizer “de repente”, que essa locução Vinícius tirou patente e eu não sou besta), lá estava um assunto prontinho, recém-saído do forno.

Bastava botar uma palavrinha depois da outra e garantir minha presença no meu canto habitual onde tanjo minha pobre lira. Lá estava e só faltava eu dar o que o Jaguar, de sacanagem, gostava de chamar de meu “molho inconfundível”. Pois tomem molho.

No dia 30 de novembro, em São Paulo, mediante grande interesse da mídia e do populacho, Rosana Ferreira, de 25 anos, foi consagrada com o título de “Miss Bumbum 2011”.

Além da glória da vitória entre 14 outras jovens (quero crer que jovens), ela abiscoitou R$ 5 mil e declarou aos vários repórteres e blogueiros que vai investir tudo em beleza.

Boa de “bumbum” (vamos ver essa história já, já), abunda também em Rosana uma inteligência vivaz e uma séria disciplina de vida.

Conforme suas próprias palavras, “não ligo para homem que se interessa pelos meus atributos físicos, pois isso é normal e sei me defender. Quero agora participar de outros concursos e estudar psicologia”.

Rosana malha duro, segundo a nota que li, afim de manter o bumbum firme. Ela encerra a breve reportagem com uma frase de sua lavra que me tirou o raio do sono: “Miss Bumbum tem que ter conteúdo”. Ah, tem, lá isso tem.

Agora minha cisma. Vamos ser francos. O que já foi chamado de “palavrão” entre nós acabou de 20 anos para cá. Homem, mulher, criança e papagaio usam hoje com a maior naturalidade o que eram chamados “termos de baixo calão”.

Isso deve ser saudável, suponho, já que americanos e franceses há muito que deixaram essas bobagens de “palavrão” para lá. “Palavrão”, asseguram-me profissionais, facilita a comunicação.

Aceita essa proposta, apresento minha modesta sugestão. Parem com essa bobagem de “bumbum”. É bunda mesmo e não tem nada demais, mesmo que seja mole ou de menos. Rosana deveria ser a Miss Bunda 2011.

Bunda, como ela diria, tem mais conteúdo e não soa a bobagem. Bumbum quem tem é criança e bebê. Nós, crescidos, e principalmente a Rosana, temos mesmo é bunda. Ela, por sinal, uma senhora bunda a se julgar pelo que vi na net.

Está aí o bom Houaiss e outros dicionários que contam a história da palavra direitinho. Bunda significa isso que sabemos: região glútea, nádegas. Seu original era nbunda e empregada e utilizada pelos angolenses quimbundos da região oeste de Angola, esse simpático país nosso irmão.

Portanto, juntando minha insônia, minha intimidade com dicionários e, mesmo de longe, os atributos físicos de Rosana Ferreira, uma miss Bunda com conteúdo – e que conteúdo! – fica combinado o seguinte: bunda é bunda mesmo e não se fala mais nisso que eu preciso dormir em paz.

Com mistura de arte e jornalismo, HQs pintam retrato fiel de guerras

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‘Palestina’ e ‘O Fotógrafo’ são fontes preciosas de informação e contam histórias que não tem espaço nos grandes jornais

Publicado no Opera Mundi

“Devia ter lido isso antes”, foi minha sensação ao terminar os quadrinhos ‘Palestina’, de Joe Sacco, e ‘O Fotógrafo’, do trio Didier Lefèvre, Emmanuel Guibert e Frédéric Lemercier. Se você quer saber alguma coisa sobre as guerras mais intrincadas do planeta, invista suas economias em histórias em quadrinhos.

Tanto ‘Palestina’ quanto Fotógrafo’ são clássicos do HQ de reportagem, um gênero que mistura jornalismo e arte, sem trair o compromisso com a verdade. Mesmo para um repórter que há mais de dez anos trabalha com jornalismo internacional, esses livros representam uma fonte preciosa de informação. Mais do que isso, transmitem a sensação de proximidade com os personagens e de imersão impressionista na história, sem o pedantismo de muitas obras acadêmicas e sem os maneirismos aos quais estamos condenados quando fazemos reportagem num jornal ou numa revista. Além disso, é arte pop da melhor qualidade.

‘Palestina’ é um relato pessoal do jornalista maltês naturalizado americano Joe Sacco em sua primeira viagem a Israel e aos territórios palestinos ocupados. O traço lembra Crumb – figuras exageradas, sob ângulos distorcidos, legendas irônicas e muito sarcasmo, acidez, bom humor.

A editora Conrad do Brasil lançou este ano uma belíssima edição especial, de capa dura, em português, com 286 páginas, por R$ 69,90. Além dos quadrinhos em papel de boa gramatura e impressão, o livro traz ainda um brilhante prefácio escrito por Edward Said, acadêmico da Universidade Columbia e autor, entre outros, do clássico ‘A Questão Palestina’, um dos pilares do assunto. Outro bônus inédito por aqui são as 22 páginas de making of do livro, onde Sacco mostra os rascunhos, roteiros, fotos e anotações que estão por trás da versão final da obra.

“’Palestina’, por si só, já bastaría como prova de que é possível fazer boas reportagens em quadrinhos. O ‘The Nation‘ (semanário americano de opinião e análise em política e cultura) já colocou Palestina como a melhor reportagem sobre a questão já publicada nos EUA”, disse ao Opera Mundi Rogério de Campos, diretor da Conrad.

Perambulando pela zona de guerra

Na passagem de 1991 para 1992, Sacco passou dois meses e meio zanzando sozinho por campos de refugiados palestinos, durante a primeira Intifada. E se você não sabe o que é Intifada, embora sempre ouça falar, os quadrinhos te mostrarão não apenas do que se trata o discurso, o fato político, mas, principalmente a revolta, o levante dos palestinos contra as forças israelenses de ocupação; no cotidiano, nas ruas, longe das câmeras. Nos quadrinhos.

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Pelos filhos, leitores de e-books insistem no papel

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Os digitais representam menos de 5% do total anual de vendas de livros infantis, em comparação com mais de 25% em algumas publicações adultas

Publicado na revista Veja

Matt Richtel e Julie Bosman, do The New York Times

Educação infantil: os pais Ari Wallach e Sharon leem livros para as filhas gêmeas Ruby (direita) e Eliana, em Nova York

Educação infantil: os pais Ari Wallach e Sharon leem livros para as filhas gêmeas Ruby (direita) e Eliana, em Nova York (Suzanne DeChillo / The New York Times)

Os livros impressos podem estar sendo sitiados pela ascensão dos livros eletrônicos, mas um grupo em particular não abre mão deles: as crianças. Os pais, no entato, insistem que essa geração de leitores passe seus primeiros anos com livros à moda antiga. Esse é o caso até de pais que adoram baixar livros para Kindles, iPads, laptops e celulares – eles querem os filhos cercados por livros impressos, para experimentar o ato de virar páginas físicas enquanto aprendem sobre formatos, cores e animais.

Os pais também dizem ainda que gostam de se aconchegar com os filhos e um livro, e temem que uma engenhoca brilhante possa roubar toda a atenção. Além disso, se a criança vomitar, o livro pode ser mais fácil de limpar do que um tablet. “É a intimidade de ler e tocar o mundo. É a maravilha de ela tocar uma página comigo”, diz Leslie Van Every, 41 anos, usuária leal do Kindle, cujo marido, Eric, lê no iPhone. Para a filha Georgia, de dois anos, no entanto, a única opção são os livros de papel. “Ela somente lê livros impressos”, disse Van.

À medida que o mundo do livro adulto se torna digital, em um ritmo superior ao que as editoras esperavam, as vendas de livros eletrônicos de títulos voltados para menores de oito anos mal se mexeram. Elas representam menos de 5% do total anual de vendas de livros infantis, segundo estimativa de várias editoras, em comparação com mais de 25% em algumas categorias de livros adultos. Muitos livros infantis também são dados como presente, já que a maioria das crianças de seis anos não tira proveito das delícias de um vale presente da Amazon.

No papel – Os livros infantis também são um ponto alto das livrarias físicas, pois os pais geralmente folheiam o livro inteiro antes de comprá-lo, algo que nem sempre dá para fazer no similar eletrônico. Um estudo encomendado pela HarperCollins, em 2010, constatou que os livros comprados para crianças de três a sete anos eram adquiridos com frequência numa livraria local – 38% das vezes.

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Juíza adota doação de livros a escolas como pena alternativa

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Publicado na EPTV

Obras da literatura substituem cestas básicas em punições mais leves

Saem cestas básicas, entram livros infantis. Esta é a proposta da juíza federal Vera Cecília de Arantes Fernandes Costa, que desde setembro decidiu substituir as penas alternativas em Araraquara. Os réus que forem enquadrados em crimes como difamação são intimados a entregar obras de literatura infantil ou didáticas à rede pública de ensino da cidade. O objetivo é colaborar com o desenvolvimento da leitura nas escolas.

“Cada criança vai ter um ganho muito maior do que com uma cesta básica. A educação e a leitura são bases essenciais para a formação do indivíduo e para uma sociedade melhor. A cesta básica se esgota no mês seguinte, o que não acontece com o livro”, afirma Vera.

A ideia, copiada depois de uma iniciativa do Ministério Público Federal de São Carlos, foi implantada em setembro na 2ª Vara Federal de Araraquara. A primeira entrega aconteceu na última sexta-feira (25), quando 23 livros foram repassados à Escola Altamira Amorim Mantese. “É um prêmio e incentivo para a escola que receber esses livros daqui para a frente”, disse o secretário de Educação, Orlando Megati Filho.

A entrega dos livros deve ser feita justamente com a apresentação da nota fiscal de compra, apresentada pela secretaria após a entrega. Os livros doados devem estar entre as 163 opções dadas pela prefeitura. Os assuntos são língua portuguesa, matemática, hitória, geografia e ciências, entre outros.

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