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Fliporto atrai 80 mil pessoas e movimenta R$ 10 milhões em Olinda

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Publicado originalmente no NE10

Foto: Beto Figueiroa/Santo Lima; Divulgação

O balanço final da VII edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto, revela que o público deste ano foi 33% superior ao de 2010 (80 mil visitantes ante 60 mil da edição anterior), com 94% de aprovação. A Festa também superou as expectativas para a economia de Olinda. Durante os cinco dias do evento, foram movimentados um total de R$ 10 milhões na Cidade Histórica, sobretudo nos setores hoteleiro, gastronômico e editorial.

A programação literária contou com 46 autores e convidados, que protagonizaram 20 painéis na Tenda do Congresso Literário. A presença desses grandes nomes da literatura nacional e internacional, certamente, incentivou as compras de publicações. Ao todo, a Feira do Livro teve mais de 15 mil exemplares vendidos.

Com a curadoria geral do escritor e advogado Antônio Campos, a festa homenageou, este ano, o escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, e teve como tema “Uma Viagem ao Oriente”. A curadoria literária do evento foi assinada pelo jornalista e escritor Mário Hélio Gomes que, além do indiano Deepak Chopra, trouxe para o Estado nomes influentes da literatura mundial, como Abdel Bari Atwan (Palestina), Tariq Ali (Paquistão), Joumana Haddad (Líbano) e Derek Walcott (Santa Lúcia, Caribe) – vencedor de um Prêmio Nobel de Literatura-, e Gonçalo M. Tavares (Portugal).

A Festa também trouxe ao público o Cine Fliporto, segmento voltado para o cinema, que homenageou os cineastas Guel Arraes e Tizuka Yamasaki, com curadoria do crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

Outro polo que atraiu a atenção do público foi o Fliporto Digital, setor do evento que acolheu as novidades tecnológicas no ramo literário e que saudou os irmãos Sílvio e Luciano Meira. Toda a programação do evento foi transmitida ao vivo pela TV Fliporto.

Pedro Almodóvar apresenta livro que conta sua trajetória

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Publicado no Terra

Pedro Almodóvar disse que se considerava um diretor "underground". Foto: Divulgação.

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar apresentou nessa quarta-feira (9) em Los Angeles a primeira edição de The Pedro Almodóvar Archives, um livro que relembra a carreira do diretor desde sua estreia em 1980 com Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão.

Publicada pela editora Taschen, a obra possui 410 páginas e mais de 600 imagens, algumas delas inéditas, que ilustram os 18 filmes realizados por Almodóvar em suas mais de três décadas atrás das câmaras e será vendida por US$ 200 a partir do dia 1º de dezembro.

O diretor dedicou o livro às pessoas que trabalham em sua produtora, El Deseo, e à Espanha, um país que “algumas vezes é difícil”, mas que lhe deu “muitas razões para ser grato”, comentou no ato de lançamento na loja da Taschen em Beverly Hills, onde esteve acompanhado do ator Antonio Banderas.

“Minha vida, este livro e os filmes que fiz são o resultado da democracia na Espanha. Sem essa democracia eu não teria existido, ou teria existido em outros idiomas. Teria sido impossível fazer meus filmes sob a ditadura de Franco”, comentou o cineasta.

“Era consciente que tinha que fazer filmes muito baratos para contar tudo que queria porque o dinheiro sempre traz consigo um montão de compromissos. Eu me via como um diretor underground e os diretores underground tomam muitas drogas, têm uma vida noturna muito intensa e são sexualmente acessíveis”, considerou.

Para Banderas, personagem constante no livro já que participou de cinco produções de Almodóvar, a obra vai agradar “não só as pessoas que gostam de cinema, mas também quem gosta da vida”.

O ator contou como conheceu o diretor em uma cafeteria e que este lhe disse que tinha que se dedicar ao cinema porque “tinha uma cara muito romântica”.

“Quando eu perguntei a meus amigos quem era aquele cara, me responderam que seu nome era Pedro Almodóvar, que havia feito um filme e nunca faria um segundo”, comentou Banderas, provocando risadas na plateia do evento.

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Escola de SP usa Harry Potter para ensinar química e história

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Publicado originalmente no Terra
Como trabalhar conteúdos tradicionais de forma inovadora? No Colégio Saint Clair, de São Paulo, direção e professores se deram conta de que poderiam mesclar as atividades escolares com assuntos de domínio da garotada. Assim, desenvolveram o projeto Harry Potter e a Magia do Conhecimento, em que disciplinas como química e história são ensinadas tendo por base as aventuras do bruxo mais famoso da literatura e do cinema modernos. Como resultado, conseguiram o envolvimento em massa de alunos dos ensinos fundamental e médio.

Apesar da resistência inicial de alguns pais, que se opuseram à ideia principalmente por questões religiosas, o colégio seguiu dialogando até aprovar o projeto. “Mostramos que o contexto em que toda a ficção da série é inserida trazia muita riqueza científica e que permitir aos alunos adentrar em um mundo de criatividade e inteligência seria extremamente produtivo para o ensino”, explica Luciane Fazito, diretora da escola, que durante todo o ano costuma promover eventos educacionais com os mais diversos enfoques.

Com o Saint Clair transformado em uma Hogwarts, a escola de magia dos livros e filmes, os estudantes tiveram a oportunidade de descobrir como eram os colégios antigamente, com seus quadros-negros e aulas mais densas, diferentes das propostas das instituições mais modernas. “Até mesmo os ambientes vistos no filme foram utilizados como, por exemplo, a Floresta Proibida. Foi proposto aos alunos um estudo de como seria essa suposta floresta, com análise de vegetação, animais e clima, buscando encontrar uma floresta real com as mesmas características”, conta a diretora.

A partir da ficção, os alunos aprenderam sobre a Inquisição durante a Idade Média (história), quando os “bruxos” eram perseguidos pela Igreja, sobre o ábaco e outras ferramentas antigas de cálculos (matemática) e realizaram atividades bem interativas como o jogo de xadrez (raciocínio) em que as peças eram as próprias pessoas, em alusão ao primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal.

A parte da “bruxaria” ficou por conta dos experimentos químicos como as experiências de alteração da cor da água e métodos de elaboração de perfume. Usando com base o envelhecimento dos personagens da série, as turmas aprenderam sobre as etapas de crescimento do ser humano.

Para completar a diversidade dos trabalhos, teve até invenções robóticas: uma coruja e uma aranha mecânicas, alusivas aos exemplares desses animais que apareceram na série.

Biblioteca Nacional aprova tradução de 28 livros brasileiros

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Programa de Apoio à Tradução busca difundir literatura do Brasil no exterior. Obras de Chico Buarque, Edney Silvestre e Clarice Lispector foram listadas.

Publicado no G1

'Leite derramado', de Chico Buarque, vai ganhar versão em francês (Foto: Grizar Júnior/AE)

Foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (9) informações sobre a aprovação de 28 bolsas de tradução para obras de autores brasileiros.

O Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros tem objetivo de difundir a literatura brasileira no exterior, por meio de apoio à tradução de livros previamente editados.

Por decisão de conselho de jurados da Fundação Biblioteca Nacional, serão traduzidas para o romeno os livros “Poesia completa”, de Carlos Drummond de Andrade; “Gabriela, cravo e canela”, de Jorge Amado; “A guerra do Bom Fim”, de Moacyr Scliar; “Sinfonia em branco”, de Adriana Lisboa; “Sombra severa”, de Raimundo Carreto; e “O movimento pendular”, de Alberto Mussa. As bolsas variam entre US$ 3 mil e US$ 7 mil.

As obras “Os deuses de Raquel” e “A guerra de Bom Fim”, de Moacyr Scliar, vão ganhar versões em alemão por meio do programa; assim como “A batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr. “Black music”, de Arthur Dapieve; “Azul-Corvo”, de Adriana Lisboa; “Elite da tropa 2”, de Luiz Eduardo Soares, Claudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel; “Cidade livre”, de João Almino; e “Leite derramado”, de Chico Buarque, serão traduzidos para o francês.

O único livro a ganhar versão em holandês é “Se eu fechar meus olhos agora”, de Edney Silvestre. “Perto do coração selvagem” e “Laços de família”, de Clarice Lispector, foram os escolhidos para o idioma sueco.

Há também versões em espanhol para o mercado uruguaio (“Várias histórias”, de Machado de Assis), argentino (“Ravenalas”, de Horácio Costa, e “Eles e elas”, de Julia Lopes de Almeida) e espanhol (“O Cemitério dos vivos”, de Lima Barreto; “Mastigando humanos”, de Santiago Nazarian; “O liveiro do Alemão”, de Otávio Júnior; e “Método prático de guerrilha”, de Marcelo Ferroni).

O programa concede bolsas de tradução a editoras estrangeiras, para que elas traduzam e publiquem no exterior livros brasileiros.

E-book pode ter final triste para autores independentes

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Por JEFFREY A. TRACHTENBERG via The Wall Street Journal

A publicação independente de livros hoje em dia tem cada vez mais desfechos completamente diferentes.

Há autores já conhecidos, como Nyree Belleville, que diz que ganhou meio milhão de dólares nos últimos 18 meses vendendo diretamente os livros, em vez de usar uma editora.

Mas também há estreantes como Eve Yohalem. Mais de um mês depois de publicar por conta própria o primeiro livro, ela só conseguiu faturar US$ 100 — depois de gastar US$ 3.400. Mas ela diz que não está com pressa.

A publicação independente existe há décadas. Mas graças à tecnologia digital e especialmente ao nascimento dos livros eletrônicos, o número de lançamentos de títulos independentes subiu 160% em 2010, para 133.036, ante 51.237 no ano anterior, calcula a R.R. Bowker, que monitora o segmento editorial.

Arte de Rob Shepperson

A Amazon.com Inc. alimentou esse crescimento quando ofereceu aos autores independentes até 70% da receita gerada pela venda dos livros digitais, a depender do preço final. Já as editoras tradicionais normalmente pagam 25% da receita líquida no segmento digital, e até menos para a venda de livros impressos.

Para alguns autores conhecidos, porcentagens como essas podem tornar a publicação independente um golaço. Belleville, por exemplo, uma escritora experiente de livros românticos que passou sete anos usando o pseudônimo Bella Andre e um ano como Lucy Kevin, publicou por conta própria seu primeiro e-book em abril de 2010. Desde então ela já conseguiu vender 265.000 cópias de seus dez títulos publicados de maneira independente, a maioria com preços que vão de US$ 2,99 a US$ 5,99. A quantia total obtida por ela com esses dez títulos publicados desde abril do ano passado: mais de US$ 500.000 depois das despesas, diz ela. Antes o máximo que ela conseguiu faturar com um livro foi US$ 33.000.

Darcie Chan, escritora indepentende voltada para o público feminino, assistiu à ascensão de seu novo livro, “The Mill River Recluse”, para o quinto lugar da lista do The Wall Street Journal de mais vendidos em formato digital na semana encerrada em 23 de outubro. Chan cobra apenas US$ 0,99 por cópia digital do livro, sobre uma viúva cheia de segredos que mora no Estado de Vermont. Ela diz que já vendeu “centenas de milhares” de cópias desde que começou a oferecê-lo na Amazon, em maio. O livro, que também está disponível na Barnes & Noble Inc. e em outros varejistas na internet, tinha sido rejeitado por algumas das maiores editoras americanas.

“Minha intenção era divulgar gradualmente meu nome como escritora, porque quando o livro foi rejeitado uma das coisas que ouvi foi que ninguém me conhecia”, diz Chan. “Jamais esperei que isso fosse acontecer”, diz ela sobre as vendas na internet.

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