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Escritora de ‘True blood’ lança livro que Ridley Scott já adapta para a TV

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Charlaine Harris e a vida depois de ser atingida por um raio em ‘Surpresa do  além’

Publicado no O Globo

Quando pequena, Harper Connelly foi atingida em cheio por um relâmpago. Não  foi fulminada por sorte, mas saiu da traumática experiência com o dom  sobrenatural de localizar cadáveres desaparecidos. Hoje, a personagem criada  pela escritora americana Charlaine Harris para ser a protagonista do livro  “Surpresa do além” (no detalhe) — que chega ao Brasil nesta semana pela editora  Leya, com tradução de Cassius Medauar — vem dando trabalho a Ridley Scott. O  diretor vai transformar a história em série de TV.

— Não pretendo me meter nessa fase do projeto, mas servirei de conselheira — diz a escritora ao GLOBO, por telefone. — É sempre surpreendente ver um livro  ganhar vida na TV, mas eu costumo adorar o resultado.

Apesar de se dizer “uma mulher do sul dos Estados Unidos com pouca capacidade  para línguas e escasso conhecimento sobre o mundo”, Charlaine é cultuada em  muitas partes do planeta. Em 2001, escreveu o primeiro dos 11 livros da série  “The Sookie Stackhouse” e deu origem ao aclamado seriado “True blood”, da HBO.  Em 2011, depois de publicar a última obra da saga, transformou-se na quarta  autora viva a atingir a cifra de um milhão de livros vendidos no Kindle. Sua  ficção científica arrasa quarteirões.

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Daniel Clowes lança quadrinhos de ‘Wilson’

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Publicado originalmente no Estadão

Em entrevista ao ‘Estado’, quadrinista fala da ideia de abordar consciência coletiva nas histórias

Inconformado com sua incapacidade de ajudar o pai que agonizava em um hospital, o cartunista americano Daniel Clowes, enquanto aguardava por notícias, tentava relaxar desenhando. “Fiz vários quadrinhos engraçados sobre as divagações de um cara cuja personalidade se revelou logo no primeiro instante”, conta Clowes. “Era algo que eu fazia apenas para me distrair, sem pensar muito, deixando o comando com a mão, livremente, sem censura.”

Wilson. Ele tenta, mas não consegue, se conectar com o mundo / Divulgação

Quando se deu conta, tinha desenhado dezenas de quadrinhos que, se não contavam uma história coerentemente, ao menos revelavam um personagem sólido, um homem de meia-idade, solitário, egoísta, que, apesar de insistir, não consegue se relacionar com outras pessoas. “Na iminência de perder o pai, ele tenta juntar os cacos e remontar o que fora uma família”, continua Clowes, que conversou com o Estado por telefone. A partir desse fio de meada, ele retrabalhou o material e criou Wilson, álbum que a Companhia das Letras apresenta nesta semana em seu selo de quadrinhos.

Lançada em 2010, a graphic novel tornou-se um sucesso instantâneo, para surpresa do próprio autor. Afinal, ao contrário de homens indestrutíveis, Wilson traz como protagonista um senhor por vezes antipático, que diz em voz alta o que a maioria apenas pensa. Basta a leitura de uma das séries de quadrinhos, intitulada Lanchonete: enquanto aguarda pela ex-mulher, Wilson a descreve como uma prostituta sem perceber que está diante da própria – é a garçonete. Em outra, Portão 27, Wilson puxa conversa com um engravatado no saguão do aeroporto. Ao descobrir que ele é gerente sênior de um pequeno fundo de negócios, Wilson tenta convencê-lo de que está na profissão errada, algo que só vai descobrir quando estiver no leito de morte. Como o rapaz garante ter orgulho do que faz, Wilson, desconsolado, segura o rosto com as mãos e se lamenta: “Ah, Deus, que horror o jeito como as pessoas vivem!”.

“Guerra e Paz” é considerado por russos como livro mais importante da história

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O portal Superjob realizou uma pesquisa sobre as obras que os russos incluiriam na lista de livros mais relevantes da história.
Publicado na Gazeta Russa
A seleção é encabeçada por “Guerra e Paz”, de Tolstói Foto: Rossiyskaya Gazeta

O portal russo Superjob pesquisou quais obras os russos incluiriam na lista dos livros mais relevantes da história. A seleção é encabeçada por “Guerra e Paz”, de Tolstói: 32% dos entrevistados consideram que sua leitura deveria ser obrigatória para qualquer aluno do ensino médio. Um dos motivos citados foi que “Guerra e Paz” é capaz de formar “uma visão de mundo unificadora para a nação”. Além disso, segundos os russos, “tais clássicos são admiráveis e eternos”. Em segundo lugar, ficou o romance “O Mestre e a Margarida”, de Mikhail Bulgákov, com 19% dos votos.

 

O autor seguinte na lista de preferências é Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, e seu romance “Crime e Castigo”, que atraiu 16% dos votos. Em seguida vem o romance em verso “Evguêni Onéguin”, de Aleksandr Púchkin, obra que carrega o subtítulo de “enciclopédia da vida russa”. O último dos cinco livros mais importantes é “O Dom Tranquilo”, de Mikhail Cholokhov: 5% dos entrevistados consideram obrigatória a leitura dessa epopeia.

 

Os visitantes do portal também consideram importante incluir na lista vários clássicos do século 19: “O mal da razão”, de Aleksandr Griboiédov, todas as obras de Aleksandr Púchkin, “Almas Mortas”, de Nikolai Gogol, “Pais e Filhos”, de Ivan Turgueniev, e “O Idiota”, de Fiódor Dostoiévski – cada um desses livros obteve 4% dos votos. “Todas essas obras permanecem atuais”,garantem os russos. A mesma porcentagem de entrevistados considera que os alunos de hoje em dia deveriam ler a Bíblia, “o livro que contém mais sabedoria e, que lamentavelmente, não é recomendado nas escolas”.

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Vida de Picasso é retratada em série de histórias em quadrinhos

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Publicado por Terra

Os primeiros anos de Picasso em Paris, impregnados de boêmia, mulheres, tragédia e pincéis, chegam às livrarias francesas em uma série de quatro volumes de histórias em quadrinhos assinados pelo desenhista Clément Oubrerie e pela roteirista Julie Birmant.

Lançada pela editora Dargaud, a série de quadrinhos, que recria as vivências do pintor entre 1900 e 1912, estreia com Pablo 1. Max Jacob e recupera as lembranças de Fernande Oliver, uma modelo que posava para alguns dos artistas instalados em Paris no início do século XX e que se transformou no primeiro grande amor de Pablo Picasso (1881-1973).

“Trata-se também do resgate de uma época de esplendor e do célebre bairro de Montmartre, a colina onde fica a basílica do Sagrado Coração e onde ficavam muitos dos artistas que desfilaram por Paris há um século”, explicou à Agência Efe Julie Birmant, que vive a poucos metros de onde Pablo Picasso tinha seu estúdio.

“Todas as manhãs passo pelo local onde ficava sua casa para levar a minha filha ao colégio. Também passo pelo café onde se reuniam os anarquistas espanhóis”, comentou a roteirista e responsável pelo projeto, que escolheu Oubrerie para ilustrar a série porque seus desenhos tinham “uma espécie de nudez” que encaixava com a história que queria publicar.

As tirinhas da série compõem o perfil de um Picasso enérgico e ambicioso, fascinado pela Paris das exposições universais e pelas mulheres da Belle Époque.

“Era complicado evocar a Picasso em história em quadrinhos porque é proibido retomar suas obras. Finalmente, essa limitação me permitiu encontrar uma via paralela e trabalhar cada tirinha como um pequeno quadro”, resume Oubrerie, o desenhista da série.

Em 87 páginas de tirinhas cheias de ímpeto e com uma tiragem de 37 mil exemplares, o volume inaugural da série relata a chegada do gênio espanhol a Paris. Na época, Picasso tinha apenas 20 anos e era acompanhado de seu íntimo amigo e também pintor Carlos Casagemas, com quem compartilharia um estúdio no número 49 da rua Gabrielle.

Um ano depois, Casagemas se suicidaria com um tiro na cabeça, após ter tentado assassinar Germain, uma dançarina do cabaré Le Moulin Rouge com quem mantinha uma relação. Aquele drama marcou profundamente ao gênio cubista, que derivou então sua escala cromática e inaugurou o período azul, que se estenderia até 1904.

A história em quadrinhos, que não se priva de ilustrar os incontáveis romances de Picasso, detalha como a morte de Casagemas desordenou o artista, que pintava obsessivamente enquanto não estava entre amantes e garrafas de álcool.

“O que chama atenção em Picasso é sua capacidade de mudar de registro. Nesta série, eu fiz o mesmo, utilizando tanto o lápis como o carvãozinho, a tinta e a aquarela. Representei de maneira um pouco iconoclasta, mas ao mesmo tempo abstrato, sempre fazendo com que de forma alguma fosse reconhecível”, acrescentou Oubrerie.

Poucos meses depois a morte do amigo, Picasso apresentava sua primeira exposição e chamava a atenção do público na galeria que frequentava o prestigiado Ambroise Vollard, retrata a história em quadrinhos.

Aquela mostra de 25 de junho de 1901, a qual o pintor terminou uma centena de quadros em um mês, também marca o início de sua relação com o crítico de arte Max Jacob. Jacob, que dá nome ao primeiro título do romance gráfico, refugiou Picasso quando o artista já estava com fama de “poeta maldito”. Nesta ocasião, em 1904, o amor de Fernanda entra na vida do pintor espanhol, que já se encontrava instalado em seu célebre estúdio Bateau-Lavoir, em Montmartre.

Esse também é o momento que conclui Pablo 1. Max Jacob, que terá continuidade nos três livros dedicados a outros três grandes amigos do artista, o literato Guillaume Apollinaire, a escritora Gertrude Stein e o pintor Henri Matisse.

O romance gráfico de Picasso, que será publicado em espanhol em 2013, não é a única biografia em história em quadrinhos. Isso porque, a temporada literária na França também recebeu obras sobre Virgínia Woolf, de Michèle Gazier e Bernard Ciccolini, e Freud, de Corinne Maier e Anne Simon.

Dica do Jarbas Aragão

Adaptação de Shakespeare com detentos-atores surpreende Berlim

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Publicado por G1

‘Cesare deve morire’, dos irmãos Taviani, é versão intensa de ‘Júlio César’.
Elenco tem presos condenados à prisão perpétua por homicídio.

Os irmãos Taviani apresentam "Cesare deve morire" no Festival de Berlim (Foto: AP)

Os célebres cineastas italianos Paolo e Vittorio Taviani surpreenderam neste sábado o público da Berlinale com seu intenso “Cesare deve morire” (“César deve morrer”), uma adaptação da obra “Júlio César”, de Shakespeare, interpretada por detentos da prisão de segurança máxima de Rebibbia.

A obra de Shakespeare, que conta a conspiração para matar o ditador romano Júlio César em 44 a.C., permite aos presos, alguns deles condenados à prisão perpétua por homicídio, expressar sobre os temas do poder, a morte e a traição com um grande realismo e energia.

 

Os irmãos Taviani, de 83 e 85 anos, insistiram que este filme-documentário, que disputa o Urso de Ouro, é “o relato da descoberta do poder da arte por homens que vivem uma tragédia, não apenas pelos delitos que cometeram, como pela vida dura na prisão”.

Cena de "Cesare deve morire" (Foto: Divulgação)

“Foi uma grande experiência voltar a descobrir com eles a obra de Shakespeare, da qual tínhamos recordações de leituras no colégio. Nós a desmembramos e a reconstruímos, em nome de um espetáculo. Achamos que Shakespeare teria gostado de ver esta representação numa prisão”, declarou Vittorio Taviani.

Prisão

“A sorte, o azar, têm um papel importante em nossas vidas. Uma pessoa nos perguntou se desejávamos ir a um teatro onde se chora. Isso nos chamou a atenção. Tratava-se do teatro da prisão modelo de Rebibbia, onde há pessoas condenadas por pertencimento à máfia, à camorra, à ndrangheta”, explicou Paolo Taviani.

“Essa obra que fazia o público chorar era ‘O inferno’, de Dante, e, em especial, o episódio de Francisca e Paolo, um amor impossível. Os presos nos fizeram sentir como nunca a possibilidade desse amor”, acrescentou.

“Quando chegamos pela primeira vez à prisão, um lugar onde as pessoas sofrem, nos parecia que não tínhamos o direito de vê-los sofrer, mas depois nos demos conta de que eles também tentavam se expressar, e que podem chegar a sentir amizade e afeto, ainda que tenham cometido delitos terríveis”, acrescentou.

“César deve morrer”, interpretada pelos presidiários em seus próprios dialetos – calabrês, siciliano, napolitano ou romano – começa com a seleção de elenco e a atribuição dos papéis por um verdadeiro ator de teatro, Fabio Cavalli, que há dez anos leva a dramaturgia às prisões sicilianas.

Cavalli contou que montou na prisão de Rebibbia, “O inferno”, de Dante, “A tempestade”, de Shakespeare, e “Il Candelaio”, de Giordano Bruno. “O teatro de Rebibbia já não é apenas o teatro da prisão, como também uma sala que depende da prefeitura de Roma e a qual regularmente vão os estudantes ver nossas encenações”, acrescentou Cavalli.

Vittorio Taviani insistiu que “atribuir à prática do teatro na prisão uma função terapêutica é algo limitante”. “Fazer com que os presos descubram o poder da arte lhes abre outra dimensão do cérebro, a das relações humanas. Assim compreendem melhor o que deixaram de ter ao perder a liberdade e alguns pode aspirar reconstruir-se”.

O único ator ex-presidiário presente na Berlinale era Salvatore Striano, que interpreta no filme Brutos, o personagem-chave da tragédia de Shakespeare.

“Striano estava condenado a uma pena muito longa e, graças a uma anistia, pôde sair antes da prisão, onde descobriu sua vocação de ator. Desde que saiu, se integrou a uma companhia de teatro”, contou Paolo Taviani.

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