Contando e Cantando (Volume 2)

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Livros mais baratos para atrair a classe C na Bienal do Rio

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Publicado originalmente no Último Segundo IG.

Editores promovem preços especiais em livros vendidos na feira literária

O livro “1822” (Nova Fronteira), de Laurentino Gomes, pode ser encontrado nas livrarias com preço que varia em torno de R$ 45,00. Na Bienal do Livro, que acontece no Rio de janeiro até o dia 11 de setembro, o mesmo título é encontrado por R$ 23,90. Os preços estão mais em conta.

A ideia é atrair um novo tipo de público consumidor, com um poder esquisito que até então não permitia se dar ao luxo de gastar com leitura. É a classe C o principal alvo dos livreiros e editores que expõem no Riocentro, local do evento.

Thalita Alvarez, gerente de marketing da Planeta, afirma que a editora dará 30% de desconto em preço de capa de todos os 400 títulos de livros vendidos no estande. “Queremos aumentar o faturamento, aproveitando que o mercado está aquecido e que tem mais gente ganhando melhor”, afirma. Na prateleira, a maior aposta é pelo “Tempo de esperas”, do padre Fabio de Mello, que custava R$ 19,90 e está saindo por R$ 15,00.

Na editora Record, a promoção é para quem leva mais livros. O primeiro sai com 10% de desconto. O segundo, com 20%, o terceiro por 25% e quatro ou mais por 30%. Na Leya editora, comprando acima de R$ 149,00, o consumidor leva para casa uma bolsa personalizada.

O nível de leitura do brasileiro, entretanto, ainda é muito baixo. Ainda que a projeção do futuro seja promissora. Segundo Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), tirando os livros didáticos, o brasileiro lê menos de dois livros por ano. “Quero salientar que jovens lendo mais é uma amostra do que vem por aí. São eles que estão impulsionando o mercado, além de serem os leitores do futuro. São cidadãos que já crescem com o hábito da leitura”, diz.

Basta uma volta pela Bienal, em meio aos três pavilhões e 950 expositores, para se verificar os cartazes chamativos de livros custando a partir de R$ 1,00. Para quem dava como desculpa pela falta de leitura o alto preço dos livros, agora é só questão de pechinchar um bom título.

Ziraldo lança seu primeiro livro infantil para iPad

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“O Menino da Terra” conta com recursos como vídeos e espaço para “autógrafo digital”; versão da obra chega em setembro, durante a Bienal do Rio

 Publicado originalmente na MacWorldBrasil

O autor de livros infanto-juvenis Ziraldo, conhecido pela série “O Menino Maluquinho” lançará sua primeira obra em formato de aplicativo para iPad durante a XV Bienal do Livro Rio, que acontece na capital fluminense entre os dias 1 e 11 de setembro. 

Com título “O Menino da Terra”, a obra, desenvolvida pela Punch! e publicada pela editora Melhoramentos,  conta a história de um garoto que tenta recriar a natureza da Terra em outro planeta, já que esta foi devastada pelo homem.

Na versão para iPad, o livro possui ferramentas interativas que utilizam o acelerômetro do aparelho para simular movimento de objetos, vídeos, recursos para gravação de voz e um documentário, que conta histórias de pessoas que esperavam na fila para obter um autógrafo do autor, de acordo com desenvolvedora. 

O app custa 6 dólares e estará disponível na App Store assim que a Bienal tiver início no Rio de Janeiro. A empresa responsável pelo aplicativo afirmou também que versões do software em espanhol e inglês serão lançadas em breve. 

 

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A obra é a primeira do autor a chegar em versão para o tablet

Livro de dieta para crianças cria polêmica antes mesmo de chegar às livrarias

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Maggie Goes on a Diet

Publicado originalmente no Virgula

Num mundo em que modelos de editoriais de moda e atrizes da TV e do cinema são absurdamente magras, até crianças acabam sendo afetadas pela ditadura da magreza.

Um livro que trata de dietas para pequenos vem dando o que falar nos blogs e sites especializados em educação. Maggie Goes on a Diet (“Maggie de regime”) fala sobre uma menina que transforma sua vida e se torna uma heroína em sua escola ao perder peso. Bem típico daqueles filminhos em que as meninas “feiosas” se tornam populares quando tiram os óculos, o aparelho ortodôntico e colocam roupas bacanas.

O livro de 44 páginas do autor americano Paul M. Kramer é recomendado para crianças a partir de 6 anos de idade. Começou a ser alvo de críticas desde que entrou em pré-venda na mega loja online Amazon. Seu texto foi elaborado em versos e, segundo o autor, seu objetivo seria o de incentivar hábitos alimentares saudáveis na população americana, cada vez mais obesa. O controverso livro conta a história de uma menina de 14 anos que entra no time de futebol da escola depois de perder peso. 

Apontado como um possível incentivador de distúrbios alimentares, o autor esteve no programa de televisão Good Morning America para defender sua obra: “minha ideia era apenas escrever um livro que fizesse as crianças se sentirem melhores sobre si mesmas, descobrirem uma nova forma de comer, aprenderem a fazer exercício, tentar se inspirar em Maggie e aprender com sua experiência”. 

Quando perguntado o porquê de ter usado a palavra “dieta” no título, o autor respondeu que “trata-se de uma palavra mal entendida, que tem muitos, muitos significados”. 

Em entrevista ao jornal Daily Mail, Christine Gibson, mãe de uma adolescente de 16 anos que morreu no ano passado devido a anorexia, criticou a mensagem do livro: “É um livro que os pais devem garantir que seus filhos não leiam. É uma bomba relógio. Ter um livro como esses para crianças e jovens é terrível. Há várias crianças que vão ler e não serão afetadas por ele, mas algumas vão entendê-lo como resposta para uma série de coisas”, disse Chistine.

Apesar da polêmica, o livro de Kramer começará a ser vendido a partir do mês de outubro em todas as livrarias físicas e virtuais.

Rio: estudantes recebem Dilma com protesto na Bienal do Livro

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Estudantes do Colégio Pedro II cobram da presidente mais investimentos em educação. Foto: Thony Serdoura//Futura PressEstudantes do Colégio Pedro II cobram da presidente mais investimentos em educação
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Luís Bulcão, no Terra
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Estudantes do colégio Pedro II, da rede federal de ensino público, em greve desde agosto, receberam com protesto a presidente Dilma Rousseff na abertura da Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. A manifestação atrasou a cerimônia de abertura por mais de uma hora. Os alunos, que faziam um cordão na entrada do portão do Pavilhão Cinco do Rio Centro, pedem que 10% do PIB seja reservado para a educação, além de plano de carreira para professores.

Representantes dos alunos foram recebidos pelo ministro da Educação Fernando Haddad, mas o protesto não acabou. A cerimônia, que além da presidente Dilma e de Haddad, conta com a presença dos ministros Helena Chagas e Ana de Holanda, do prefeito Eduardo Paes e do governador Sérgio Cabral, começou com metade dos assentos reservados à platéia vazios. Isso porque seguranças barraram a entrada dos estudantes, que continuaram gritando em frente à entrada.

Servidores técnico-administrativos das universidades federais, que estão em greve desde junho, também participavam da manifestação. O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (Sintuff), Pedro Rosa, disse que eles cobram da presidente melhores salários e a contratação, via concurso público, de mais servidores para a área.

Foto: Thony Serdoura/Futura Press

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