Canal Pavablog no Youtube

notícias

Brasil apresenta novas ações para internacionalizar literatura

0

Publicado originalmente na Folha.com

A uma plateia que reunia de tradutores alemães a editor iraniano e agente literária holandesa, a missão do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt apresentou na tarde desta quinta-feira, 13, seu programa para ampliar a inserção internacional da literatura brasileira.

Duas das ações, sete ao todo, já são conhecidas: o novo programa de bolsas de tradução anunciado na última Festa
Literária de Paraty, em julho, e a promoção de seminários internacionais sobre o tema, como o realizado na Bienal do Rio, em setembro.

Outras cinco, algumas que já ocorrem de modo assistemático ou menos frequente, devem ser implementadas a partir de 2012: turnês de autores brasileiros para eventos no exterior; apoio a tradutores estrangeiros que desejem pesquisar em temporadas no Brasil; programa específico para incentivar a edição de brasileiros em países lusófonos; maior participação brasileira em feiras internacionais; publicação de uma nova revista trimestral, em espanhol e inglês, com edições anuais num terceiro idioma.

Quando se folheia o catálogo com mais de 3 mil eventos da Feira do Livro de Frankfurt veem-se com frequência encontros e balanços de programas de tradução promovidos por Armênia, República Tcheca, Rússia, países de língua espanhola em conjunto. A própria Alemanha é uma das pioneiras, Portugal faz o mesmo há algum tempo.

O Brasil demorou? “Acho que estamos fazendo na hora certa”, disse Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. “Só agora estamos crescendo, e o clima internacional ajuda, o Brasil é a bola da vez”, concordou Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

Amorim e Pansa dizem que ainda é cedo para divulgar números de traduções e edições que devem se beneficiar dos programas. Parte ainda está sendo negociada.

Além da CBL e da Fundação Biblioteca Nacional, participam do esforço para internacionalizar a literatura brasileira os Ministérios da Cultura, do Desenvolvimento e do Turismo, o Itamaraty, universidades e organizações do terceiro setor.

Ex-gari vira professor da rede pública e sonha ser mestre em universidade

2

João Ailton dá aulas de português em escola de Diadema desde 2004 (Foto: Arquivo pessoal) (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Vanessa Fajardo, no G1

O menino que aos 12 anos ensinou o tio semianalfabeto a escrever o nome para preencher uma ficha de emprego já mostrava o talento para ensinar. Seguiu a intuição, entrou na faculdade de letras e para pagá-la aos 22 anos trabalhou como gari, varrendo as ruas de Diadema, no ABC, por mais de um ano. João Ailton de Oliveira Santos, de 33 anos, atua na rede pública do Estado de São Paulo e compõe o corpo docente da Escola Estadual José Fernando Abbud, em Diadema.

Neste sábado (15), Dia do Professor, diz que valeu a pena o esforço, que ensinar é gratificante, mas espera que a carreira seja mais valorizada. “Gosto de ser professor, é sensacional. Mas a profissão está um pouco difícil com salas superlotadas, falta de equipamento e salários baixos. O que compensa é o carinho dos alunos”, diz.

Santos dá aulas de português em turmas da quinta série, sétima série e do primeiro ano do ensino médio. Prefere os alunos dos anos iniciais por achar que eles se dedicam e demonstram mais afeto. Recentemente foi aprovado no concurso público da rede municipal de São Paulo e no próximo ano, se for convocado, pretende conciliar os dois empregos, em São Paulo e em Diadema, com um mestrado. A meta é lecionar em universidades.

‘Trabalhador fantasma’
O emprego como gari foi sugestão de seu pai que conhecia o gerente da empresa. Santos não teve dúvidas em aceitar, passou por uma entrevista e logo foi para o batente. O salário era de cerca de R$ 400 mensais, o suficiente para pagar a mensalidade.

“Nos primeiros dias foi um choque porque era um trabalho pesado e braçal que nunca tinha feito. Trabalhava um domingo sim e outro não. Era a pior parte porque neste dia fazíamos a coleta das feiras.”

À noite, na faculdade só os amigos mais próximos sabiam do ofício de Santos. “Não falava muito porque sabia que haveria discriminação. Gari é um trabalhador fantasma, alguém invisível. A pessoa está do seu lado, joga um papel no chão e nem olha para você.”

Santos não se envergonha da experiência e diz que nesta época aprendeu a ser perseverante, como um professor tem de ser. “A rotina era cansativa, mas não pensava em desistir. Sempre tive incentivo dos meus pais mas sabia que valia a pena batalhar por um objetivo.” O professor lembra que os colegas garis diziam que ele aguentaria no máximo dois meses de trabalho e que depois de superar a expectativa e conseguir se manter no cargo, virou exemplo.

O professor só deixou as vassouras quando conseguiu um estágio em um colégio no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, onde estudou. De estagiário, passou a professor eventual – que cobre faltas dos docentes titulares – até ser aprovado em um concurso, em 2004, e seguir para a escola José Fernando Abbud, onde está até hoje.

Beleza Interior: Língua viva de um país morto

0

Texto escrito por Fabrício Carpinejar no Zero Hora

São Lourenço do Sul é o tema de hoje da série Beleza Interior

Casados há cinco décadas, Álida e Arno só conversam em idioma pomerano

Casados há cinco décadas, Álida e Arno só conversam em idioma pomerano

Um olhar diferenciado sobre costumes e peculiaridades gaúchos é a proposta da série Beleza Interior, que vai percorrer um destino diferente do Rio Grande do Sul todos os sábados de 2011. A cidade visitada na edição de hoje é São Lourenço do Sul, que mantém viva a tradição e a cultura da Pomerânia.

Pomerânia não está pintada de azul no mapa mundi.

Era um país eslavo, na fronteira entre a Alemanha e a Polônia, reduzido a ducado no século 11, apequenado em província no século 18 e que deixou de existir de vez com o fim da II Guerra Mundial, em 1945 (85% do território foi incorporado pelos poloneses e 15% acabou sob domínio dos alemães). Mas seu idioma áspero ainda é falado no Rio Grande do Sul.

Em São Lourenço do Sul, cidade de 43 mil habitantes, a 195 quilômetros da Capital, famílias mantêm viva a língua de uma região extinta. Para não sofrer boicote, as lojas são condicionadas a contratar funcionários que respeitem a tradição.

O agricultor Arno Bubolz, 76 anos, defende a bandeira com unhas, dentes e enxada. Bisneto de um dos primeiros imigrantes da Pomerânia a desembarcar no Rio Grande do Sul (Fritz desceu no Porto da Lagoa dos Patos, em 1868), não abre mão da origem. Conversa exclusivamente em pomerano com os parentes.

– É o nosso código de amor – afirma Álida Bubolz, 74 anos, sua mulher há cinco décadas.

– Ela me diz cada coisa no ouvido que apenas eu entendo e não posso traduzir – reage Arno.

– Meu marido adora xingar no idioma dos avós. Mas não xinga de ruim, para amaldiçoar, xinga de faceiro, de orgulho – completa Álida.

De largo chapéu de palha e inseparáveis tamancos, Arno é simpatia pura. Álida aproveita a vulnerabilidade de seu riso para beliscar as faces rosadas.

– Até seu beijo é pomerano. Ele transmite sua felicidade pelos lábios – confidencia a esposa.

– Temos uma paixão pelo som. Em vez dos olhos, observamos a boca para ver se a pessoa está mentindo – argumenta Arno.

O dialeto tem uma pronúncia semelhante ao alemão. Resiste apenas como língua oral no Estado, sem representações por escrito.

– Fui entender português tardiamente, aos sete anos, na escola – esclarece Hilmar, 46 anos, um dos seis filhos do casal.

Ao longo das bodas de ouro, o par honrou os rituais dos antepassados da costa do Mar Báltico. Preservou hábitos diferentes, a princípio estranhos para seus vizinhos gaudérios. Um deles é o vestido negro da noiva.

– Matrimônio é luto para mulher. Significa abdicar da proteção dos pais – explica Arno.

O casório é permeado de regras especiais. Não é permitido convite impresso. A cultura estabelece a figura do convidador: um padrinho – de preferência de fígado forte – que visita a comunidade convocando os amigos para a festa. Ele é obrigado a beber um gole de maischnaps, cachaça típica feita com 32 ervas, em cada residência.

– Certo que volta embriagado da missão, e não lembra quem realmente convidou. Depois a cerimônia enche de penetras – ri Arno.

Outro ritual é colocar o primogênito de castigo na hipótese de o caçula casar antes.

– São castigos divertidos. O filho encalhado é condenado a passar uma tarde inteira sentado no fogão, para aprender a não ser mais bobo – pontua Hilmar.

Arno e Álida já são os professores de pomerano dos 13 netos, criançada que lota todo o galpão da fazenda na Estrada da Divisa.

– Não seremos o último capítulo do idioma. O livro não termina com o fim.

The End. Ou, para os íntimos dos antigos celtas, Yho.

Biografia autorizada de Steve Jobs chega ao Brasil em 24 de outubro

0

Livro que conta história do fundador da Apple terá lançamento simultâneo nos EUA e Brasil e custará R$ 49,90

Texto de Claudia Tozzeto publicado originalmente no IG

A Companhia das Letras, editora que lançará a primeira biografia autorizada de Steve Jobs, co-fundador e ex-CEO da Apple, acaba de anunciar que o livro chegará ao Brasil em 24 de outubro, mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos.

O lançamento do livro estava previsto para novembro, mas a editora decidiu adiantar o lançamento do livro, escrito pelo jornalista Walter Isaacson, após a morte do executivo ocorrida ontem. Em apenas um dia as vendas do livro nos EUA aumentaram 42.000%. Na Amazon, o livro passou do 424º lugar para o 1º no dia seguinte a morte de Jobs.

O livro conta a história do visionário de tecnologia com base em mais de 40 entrevistas de Isaacson com Jobs. Segundo a Companhia das Letras, o livro custará R$ 49,90 no Brasil e já está em pré-venda em algumas livrarias.

Parque suspenso em Nova York atrai milhões e vira tema de livro

0

Publicado originalmente na BBC Brasil

Um parque suspenso em Nova York tem atraído milhões de visitantes de todo o mundo, sucesso que o fez virar tema de livro.

O High Line, como é conhecido, surgiu em uma ferrovia suspensa desativada e se estende por uma das áreas mais movimentadas da cidade, o sul da ilha de Manhattan.

A história do jardim suspenso é a história de dois jovens nova-iorquinos sem experiência em planejamento urbano ou arquitetura, mas que se interessaram por transformar uma área abandonada da cidade em um charmoso parque urbano.

O livro que contará essa transformação urbana também se chamará High Line.

O sucesso do parque já fez até com que ele ganhasse outras finalidades – entre elas, abrigar um festival de cinema.

Go to Top