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SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura

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Publicado originalmente na Mobilidade Verde

SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura from Mobilidade Verde on Vimeo.

Todos os meses os catadores que trabalham na coleta seletiva de materiais para serem reciclados, recolhem 1 tonelada de livros por mês, eles são retirados de escritórios, residências. Os livros são triturados e vendidos como papel para serem reciclados pela indústria. A venda de papel triturado é um recurso importante que sustenta centenas de catadores de material reciclado na cidade de São Paulo. Grande parte dos livros recolhidos estão em boas condições e poderiam ser utilizados pela população.

O Instituto Mobilidade Verde realizou uma parceria com a Cooper Glicério para que os livros sejam separados e vendidos pelo mesmo preço do papel triturado e serão doados para o Projeto Bicicloteca e Bibliotáxi.

Os livros serão distribuídos gratuitamente para a população que não tem acesso a leitura.

Para isso ser uma realidade, estamos solicitando a ajuda da população para “Salvarem os Livros”, eles valem mais nas mãos das pessoas do que destruídos.

Pesquisa revela que moradores da Região Metropolitana de Recife leem pouco

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Publicado originalmente na PE 360 graus

Entre as atividades realizadas no tempo livre, a leitura só aparece em quinto lugar; apenas 20% incorporam o hábito no cotidiano

Com o grande número de visitantes na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em Olinda, que segue até o próximo domingo (02), uma pesquisa sobre a leitura chama a atenção. Mesmo com tantos leitores na feira em busca de novas publicações, um estudo feito por professor da Faculdade Fafire revela o que os moradores da Região Metropolitana fazem quando estão de folga. A leitura ficou em quinto lugar, apenas 20% das pessoas usam o tempo livre para ler. Um fato curioso é que as mulheres lêem mais que os homens.

“Além de conhecer uma celebridade, também estamos absorvendo cultura. A gente se apaixona pelos livros e acaba se identificando”, é o que conta a estudante Lígia Paulino, que veio da Paraíba para encontrar uma autora na Bienal. Exemplos como esse não são regra. O que o professor Uranilson Carvalho ouviu 700 pessoas com mais de 16 anos, em agosto deste ano, e descobriu que em primeiro vem sair com os amigos, depois, ouvir música, ver tv e acessar a internet.

O levantamento também revelou que entre os homens 18% tem o costume de ler, enquanto as mulheres, 23%. O hábito de ler também está ligado à escolaridade, quanto maior o estudo, mais tempo dedicado à leitura. Apenas 6% dos que estão no ensino fundamental lêem no tempo livre. Já entre os pós-graduados, o número sobe para 40%. A situação é parecida com relação à remuneração, 18% de quem ganha entre um e dois salários mínimos vêem o livro como uma forma de lazer. Há um aumento, para 38%, entre os que ganham mais de 10 salários.

Outro dado interessante é que 47% das pessoas responderam que não lêem porque não tem tempo, 20% não gostam, 19% não têm costume, 10% por preguiça e 2% porque acham o livro caro. Esses números não falam apenas de leitura, mas de cidadania. “O cidadão com uma melhor formação tem condições de questionar, de cobrar mais das autoridades, e, inclusive, usam os recursos públicos da melhor forma possível. Com isso, ganha todo mundo, a família, a sociedade e o próprio estado”, explica o autor da pesquisa, Uranilson Carvalho.

Já a escritora Paula Pimenta acredita que a leitura pode ser o começo de uma grande revolução. “Eu acho que em alguns anos, como os adolescentes estão lendo mais hoje em dia, os adultos e o Brasil inteiro vão ler mais”, diz.

Criador de Astérix encontra sucessor

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Publicado originamente no Boas Notícias

Já existe um sucessor para dar continuidade aos livros de Astérix. O gaulês mais famoso dos livros aos quadradinhos vai continuar as suas aventuras pela mão de um desenhista que trabalha há muito tempo com Uderzo, um dos criadores da história.

A notícia foi dada pelo próprio Albert Uderzo, esta segunda-feira, em entrevista à rádio RTL. “Este desenhista é alguém que nos tem acompanhado durante algum tempo no estúdio que criamos”, cita a AFP.

As Aventuras de Astérix começaram a ser publicadas em 1959 e desde logo fizeram muito sucesso. Os criadores, René Goscinny e Albert Uderzo, conheceram-se em Paris em 1951 e foram responsáveis também pelas aventuras de Oumpah-pah, Jehan Pistolet e Luc Junior.

O primeiro livro de Astérix chamou-se “Astérix, O Gaulês”. Desde então as aventuras passadas numa localidade imaginária, na Bretanha não pararam, nem mesmo quando Goscinny morreu, em 1977.

Uderzo continua a ilustrar os livros, à média de uma nova aventura a cada 3 a 5 anos. No lugar do autor aparecem ainda os nomes dos dois criadores.

Uderzo tem agora 84 anos e, preocupado com a continuidade das aventuras de Astérix, garante que já encontrou um sucessor. “Quando René Goscinny faleceu, em 5 de novembro de 1977, tinha a ideia de terminar tudo, como Hergé (criador de Tintin), mas reconsiderei. Desejo que esta continuidade dure geração após geração”, completou Uderzo.

Os 33 volumes da série venderam 33 milhões de exemplares no mundo.

Pesquisa revela crescimento de mais de 13% na venda de livros no Brasil

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Uma das explicações é que as publicações ficaram mais baratas – o preço caiu quase 5% em 2010; outro motivo é a dedicação dos vendedores de livros de porta a porta

Publicado originalmente no pe360graus

Uma pesquisa da Câmara Brasileira de Livros revelou um aumento de 13,12% na venda de livros no Brasil entre 2009 e 2010, inclusive no Nordeste. O faturamento chegou a R$ 4,5 bilhões.  Uma das explicações é que o livro ficou mais barato – o preço caiu quase 5% no ano passado. É um círculo virtuoso: quanto mais livro se vende, mais barato ele fica.

“O poder aquisitivo do povo está aumentando e o livro está ficando mais barato. Então junta a fome com a vontade de comer. O livro mais barato e a pessoa ganhando mais. Essa atividade está aumentando a cada dia, porque se você vende mais, você tem mais dinheiro”, afirma José Alventino, presidente Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros).

Mas também existe um profissional que tem colaborado bastante para esse sucesso de vendas: o vendedor de livros. Profissionais que percorrem maratonas com os livros nas mãos, batendo de porta em porta. A pernambucana Amara Rodrigues faz isso há 30 anos: a pé, ela caminha pelos bairros do Recife, indo de casa em casa oferecer as publicações.

Graças a profissionais como a Amara, as vendas diretas nas casas dos consumidores aumentou em 21,66%. De vendedor em vendedor, eles formam um exército anônimo que se espalha por todo o País, principalmente no Norte e no Nordeste, onde o número de livrarias é menor. Só em Pernambuco são 10 mil vendedores que estão popularizando o acesso aos livros.

Muito comunicativa e cheia de bons argumentos, Amara é uma vendedora que não perde a viagem. Ela não mede distância, nem esforço para vender. São seis horas de andanças por dia. É uma apaixonada pelos livros que adora a profissão e não pode reclamar da sorte. “Consegui dois apartamentos, formei minha filha, minhas coisas são tudo organizadas, consegui tudo vendendo livro”, conta.
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Biografia de fundador do WikiLeaks chega às livrarias no Reino Unido

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Publicado originalmente no AEIOU

Julian Assange, fundador WikiLeaks, classifica a biografia como "memórias prostituídas"

Julian Assange, fundador WikiLeaks, classifica a biografia como "memórias prostituídas"

“The man behind Wikileaks” (“Julian Assange: A Biografia Não Autorizada”) já está nos escaparates no Reino Unido. O fundador do WikiLeaks criticou hoje o editor britânico da Canongate pela divulgação de um rascunho das suas memórias sem a sua aprovação, salientando não ter conhecimento do conteúdo do livro.

A publicação, que Julian Assange classifica como “memórias prostituídas”, foi hoje colocada à venda também através da Internet.

A biografia não autorizada de Julian Assange tem 339 páginas e foi escrita por Andrew O’ Hagan depois de 50 horas de entrevistas com o ativista, que após o primeiro capítulo tentou romper o contrato com a editora.

Julian Assange, que está a ser acusado de violação – crime que volta a negar categoricamente na biografia não autorizada – aguarda em liberdade condicional a decisão do tribunal de Londres sobre o pedido de extradição apresentado pela Suécia.

Assange: sexo com duas mulheres foi consentido

Segundo a edição de hoje do jornal britânico “The Independent” – que teve acesso em primeira mão a alguns trechos da publicação-, o livro trará ao público pela primeira vez os relatos do fundador do WikiLeaks sobre o seu encontro com as mulheres que agora o acusam de abuso sexual e violação.

Assange assegura que teve relações sexuais consentidas com as duas e garante que o seu processo de extradição é uma farsa.

O fundador do WikiLeaks – que se declara “um pouco autista, como todos os hackers” – afirma que o governo norte-americano quis preparar-lhe uma “armadilha”.

No livro, Julian Assange recorda que ao chegar à Suécia, a 11 de agosto, foi informado por uma das suas fontes de uma agência de serviços secretos que o governo norte-americano reconhecia ser difícil processá-lo, mas considerava lidar com o fundador do WikiLeaks “de forma ilegal”.

“A fonte especificou o que isso significava: encontrar algum tipo de vínculo entre Bradley Manning – o soldado acusado de ser a principal ponte na fuga de mensagens diplomáticas – e o WikiLeaks, e se isso não fose possível, encontrariam outras maneiras (de o implicar)”, diz alegadamente Assange.

Entre os meios ilegais, estariam “pôr drogas nos meus pertences”, “encontrar pornografia infantil no meu computador”, e “procurar uma forma de me envolver em acusações de conduta imoral”, explica.

A biografia não autorizada revela também, através de uma visão pessoal, a maneira como Julian Assange passou de praticamente desconhecido a personalidade internacional num período de um ano.

Ativista terá recebido 570 milhões de euros

A pequena editora escocesa está a lançar a biografia apesar de o australiano ter anulado em junho o contrato com a Canongate Books e desautorizado o lançamento do livro. Assange decidiu cancelar o contrato com a editora após ler a primeira versão do manuscrito.

A editora garante ter pago os direitos de publicação a Julian Assange em 2010 – meio milhão de libras, ou seja, 570 mil euros, de acordo com a imprensa britânica – e explicou que o fundador do WikiLeaks começou a escrever o livro com um escritor-fantasma, tendo mais tarde abandonado o projeto e tentado cancelar o contrato.

Como Julian Assange não reembolsou a editora, esta decidiu publicar o primeiro rascunho que o o fundador da WikeLeaks entregou na editora em março.

Numa declaração feita à agência Associated Press, Julian Assange acusa agora a Canongate de pretender fazer dinheiro com um trabalho “inacabado e erróneo” e sustenta que não é uma questão de liberdade de informação, mas “oportunismo e duplicidade”.

Entretanto, a Canongate já vendeu os direitos de publicação da obra a outros 30 editores em todo o mundo, incluindo a norte-americana Alfred A. Knopf.

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