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Alunos de uma escola pública em São Paulo queimam livros no meio da rua

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Publicado originalmente no G1

Os alunos da Escola Estadual Professora Heloísa Carneiro, na Vila Santa Catarina, Zona Sul de São Paulo, resolveram “comemorar” o fim de ano queimando os livros e apostilas didáticos. Foi preciso chamar o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo, resultado da queima de cadernos, livros e apostilas. O ato aconteceu na quinta-feira (24) e foi gravado por uma das alunas. As cenas foram parar na internet.

Os papéis foram jogados em cima de carros e de pessoas. A Rua Antônio Covello foi quase bloqueada. Nesta segunda-feira (28), a limpeza já havia sido feita, mas é possível encontrar restos de cadernos. “Começaram a botar fogo nas apostilas. Então jogaram todas no meio da rua e atearam fogo. Ficou um negócio até feio e achamos que ia pegar a fiação. Veio a polícia, o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo”, conta o dono de um pet shop Cláudio Miguel.

Depois da confusão, a escola tomou uma providência para evitar mais destruição. “Na sexta-feira, a diretora estava recolhendo [livros e apostilas] de todo mundo, passou de mesa em mesa”, conta a estudante Stefany Silva, do terceiro ano do ensino médio.

Segundo outra aluna que estudou na Heloísa Carneiro há dois anos, a queima de livros e apostilas é uma espécie de “tradição de fim de ano”. “Todo ano sempre tem. É uma forma de liberdade”, diz Tamires Eduarda.

Ao contrário do que falaram alunos e vizinhos, a diretora da escola, Rosana Kovaes, disse que isso não acontece todo ano. Ela afirma que os alunos armaram a comemoração pelas redes sociais.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou a atitude dos alunos da Escola Estadual Professora Heloísa Carneiro. “No dia do incidente, a direção da unidade acionou prontamente a Ronda Escolar e comunicou a Associação de Pais e Mestres (APM). Na sexta-feira (25), um dia após o fato, a direção da unidade passou de sala em sala para esclarecer o ocorrido e reforçar a campanha de conscientização”, diz o texto.

Ainda segundo a secretaria, o Caderno do Aluno é “de uso individual e consumível, ou seja, não é reutilizado em anos posteriores”.

Amazon deve chegar ao Brasil até o final de 2012

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Stella Dauer no MeioBit

A notícia esperada por muitos chegou na surdina. Há dois dias atrás, em uma vídeo-conferência na Feira do Livro de Santiago no Chile o diretor de conteúdo do Kindle Pedro Huerta disse ao povo que fica, ou que chega. De acordo com ele, em 18 meses, Argentina, Chile e Brasil terão a sua própria loja virtual da Amazon.

As informações são quase nulas, e não dá para saber se, além dos eBooks, a Amazon irá comercializar outros produtos por aqui. Todos esperam por eletrônicos, games, brinquedos e outros, mas o mais provável é que, de início, fiquemos apenas nos eBooks e livros impressos, mesmo. Não dá para saber nem se o Kindle Fire virá.

Em expansão visível, em 2011 a Amazon já abriu lojas oficiais na Espanha, Japão, Itália, França, Canadá, China, Alemanha e Reino Unido. Uma notícia recente mostrou que agora, na home da Kindle Store, há links diretos para acervos de cinco idiomas, incluindo o português. As novas versões dos softwares Kindle para eReaders e aplicativos também estão em novos idiomas. Quatro desses idiomas atendidos – francês, italiano, espanhol e alemão – já possuem lojas da Amazon.

Aqui no Brasil, francamente, essa notícia ainda não tem qualquer efeito. Para a internet e para a tecnologia, 18 meses são uma eternidade – a não ser que a Amazon esteja blefando para organizar alguma estratégia. Em 18 meses a Kobo já deve estar por aqui e vendendo eReaders e eBooks.

Outro fator bem importante são as editoras brasileiras. Ao contrário do que aconteceu com as editoras americanas, que aderiram em peso ao esquema controlador do site, as editoras brasileiras são um pouco mais marrentas, e ouvem-se rumores de que já teriam recusado diversos acordos com a Amazon. Esse problema pode ser um dos principais no que tange à chegada da empresa por aqui.

Mais um obstáculo se encontra no acervo digital que o Brasil possui. Com pouco mais de 5 mil títulos na loja da Amazon, a língua portuguesa não é das mais populares por lá. Fora os títulos de Paulo Coelho e o de algumas editoras famosas, boa parte desse pequeno catálogo é formado por obras de domínio público e de autores independentes.

Para chegar com força e vender horrores por aqui, a Amazon precisa ter obras à venda. E, para isso, o mercado editorial brasileiro tem que se mexer. Parece um círculo vicioso sem solução aparente, mas em 18 meses muita coisa pode – e deve – mudar…

Com informações do site FayerWayer e alt1040.

Livro que cita Lampião como homossexual e Maria Bonita como adúltera é proibido

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Pedro de  Morais informou que recorrerá da decisão e afirma que lançará o livro na próxima semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Aracaju.

Publicado originalmente no D24.am

A Justiça de Sergipe proibiu a publicação e comercialização do livro “Lampião – o Mata Sete”, de Pedro de Morais. A ação judicial foi movida pela família do “rei do cangaço”, que se sentiu ofendida porque, em um dos capítulos, ele é apontado como homossexual e sua companheira Maria Bonita, como adúltera.

No livro, o autor afirma que o Virgulino Ferreira, o Lampião, mantinha uma relação homoafetiva com um cangaceiro chamado Luiz Pedro, que também seria namorado de Maria Déia, a Maria Bonita, o que formaria triângulo amoroso.

Ainda no livro, o autor questiona a paternidade de Lampião em relação à única filha do casal, Expedita Ferreira Nunes, 79 anos. Segundo a obra, Lampião teria sido atingido por um tiro na genitália em 1922, o que lhe teria incapacitado de procriação.

A decisão judicial foi expedida ontem (27), momentos antes do lançamento do livro, que ocorreria em uma livraria de Aracaju. Assim, o autor está proibido de divulgar e comercializar o livro em qualquer parte do país. Pedro Morais poderá apenas se defender quanto ao conteúdo da obra.

Pedro de Morais informou que recorrerá da decisão e afirma que lançará o livro na próxima semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Aracaju. “Eu estudo sobre Lampião há muitos anos. Juntando artigos, revistas… Não tenho nada contra a homossexualidade, eu citei como um fato histórico”, justificou o autor.

“Essa teoria [homossexualidade] já existe há mais de 40 anos. Ex-cangaceiros e remanescentes do cangaço sempre confirmaram isso. Não sou eu o criador desse detalhe”, reforçou o autor, lembrando que o antrópologo e historiador Luiz Mott já teria levantando essa tese. “Quero lembrar que a possível homoafetividade de Lampião não é o tema central do livro”.

Dois projetos de lei apresentados na Câmara dos Deputados propõem permitir que o leitor brasileiro tenha acesso irrestrito a informações biográficas de figuras públicas. Os projetos dos deputados Newton Lima (PT-SP) e Manuela D’Ávila (PC do B-RS) acabam com a proibição às biografias não autorizadas.

Editora chinesa vende livro falso de “conselhos de Jobs”

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Publicado originalmente na Mac+

Os problemas com produtos piratas e falsificações na China não são nenhuma novidade, quanto muito para a Apple, que já sofre há algum tempo com isso. Já foi a vez das Apple Stores, dos iPhones e agora: de um livro do Steve Jobs!

Steve Jobs, ex-CEO da Apple, que faleceu no início de outubro.

Mas antes que você pense que a nova biografia de Jobs – ou qualquer outro livro sobre o ex-CEO da Apple – tenha sido copiado ilegalmente, não é bem isso, visto que a edição chinesa oficial do livro de Walter Isaacson fez bastante sucesso por lá. Em outubro, a editora Encorebooks, que opera na China e em Taiwan, lançou o livro Steve Paul Jobs’ Eleven Pieces of Advice for Young People Today. Em pouco tempo, o livro, que continha histórias banais e anedotas como “faça o que você quer” ou “siga o seu coração” e nenhuma edição original em inglês, foi acusado de ser falso e removido das livrarias.

Agora, a Reuters dá conta que a editora Encorebooks atacou novamente e lançou outro livro, chamado 25 lessons that Steve Jobs taught the young (25 lições que Steve Jobs ensinou aos jovens, em tradução livre) – sim, mais lições! O livro conta inclusive com um texto de – pasmem novamente – Barack Obama na orelha.

Quanto tempo até este livro ser removido?

 

Ziraldo é condenado por estelionato

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Sentença definiu pena de 2 anos e 2 meses; advogado de Ziraldo diz que vai recorrer da decisão

A Justiça Federal do Paraná condenou o cartunista Ziraldo Alves Pinto a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão pelo registro indevido da marca do Festival Internacional do Humor de Foz do Iguaçu, realizado em 2003. Ziraldo foi enquadrado no crime de estelionato. Através de seu advogado, Gustavo Teixeira, o cartunista negou o crime.

Segundo Teixeira, Ziraldo, que também é seu tio, ficou “extremamente revoltado” com a sentença proferida pelo juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa. “Foi uma sentença que o acusou de um crime que ele não cometeu, que não aponta qual é o prejuízo, de uma marca que ele nunca utilizou e, no final das contas o condenou a uma pena que não é aplicável, está prescrita”, diz.

O crime de estelionato prescreve após 5 anos – que é o tempo máximo para a pena. Mas, independente de haver ou não prescrição, o advogado de Ziraldo afirmou que vai recorrer da condenação. “Para o Ziraldo, não significa nada isso (se prescreveu ou não).”

Ele também criticou o juiz por ter considerado que a culpabilidade de Ziraldo deveria “ser valorada negativamente” por ele ser um nome reconhecido. “A notoriedade e o prestígio gozados pelo réu, sobretudo sua representatividade perante o público infantil, fazem com que o agir ilícito dele se revista de maior grau de reprovabilidade”, anotou o magistrado na sentença.

O caso

Em 2003, Ziraldo participou do Festival Internacional de Humor Gráfico de Foz do Iguaçu, aparecendo como presidente de honra do evento. O cartunista também foi responsável pela criação do cartaz do festival, o que lhe rendeu R$ 75 mil – previstos no edital, mediante a cessão perpétua do desenho. Em 2004, representado por uma das organizadoras do evento, Arlete Andrion Bonato, o cartunista registrou o desenho em seu nome no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi). Em sua ação, o Ministério Público Federal denunciava o registro junto ao Inpi, pois ele caracterizaria a intenção de Ziraldo de utilizar a marca comercialmente.

Para Teixeira, a acusação não faz sentido. “Onde essa marca foi veiculada para poder gerar benefício financeiro para o Ziraldo? Não há vantagem”, afirma. O advogado ad mite que seu tio possa ter errado ao registrar a marca – chega a definir o gesto como burrice. Mas, diz ele, não houve dolo. “Estelionato tem que ter vontade de cometer o crime, tem que ter a prova do dano. Registrou errado a marca? Então desfaz”, defende. O advogado afirma que a intenção de seu tio ao fazer o registro era evitar pirataria. Teixeira argumentou ainda que o cartunista tem outras marcas que rendem e não precisa da marca criada para um “festival sazonal”.

Zélio

Teixeira comentou ainda a condenação de Zélio, irmão de Ziraldo, que também ajudou na coordenação do evento. Ele foi condenado por pagamento duplicado. Segundo o advogado, Zélio foi responsável pela organização do evento nos dias das atividades e houve confusão em relação aos pagamentos das diárias. Segundo o advogado, não houve pagamento duplicado. “Se tivesse havido, o Zélio teria pago mais do que o que ele recebeu”, afirmou. Além de Ziraldo e Zélio, outras cinco pessoas que participaram do Festival do Humor foram condenadas.

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