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ABL é processada por irregularidades no Acordo Ortográfico

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Publicado originalmente no Jornal do Brasil

A Academia Brasileira de Letras e demais autoridades públicas estão sendo processadas em ação popular movida pelo professor Ernani Pimentel, líder do movimento Acordar Melhor. A ação acusa a Academia de lesão ao patrimônio cultural brasileiro com a implantação do Novo Acordo Ortográfico. De acordo com o professor Ernani Pimentel, a execução do acordo a partir do próximo ano contraria e extrapola pontos acordados entre os países que falam a Língua Portuguesa, sem aprovação do Congresso Nacional. Além disso, segundo ele, a Academia não conta com a participação ativa de outras importantes entidades para definir as regras do Acordo, como exige a Legislação.

Entidades como ANPAC (Associação Nacional  dos Concursos Públicos), ABI(Associação Brasileira de Imprensa) e a OAB (Organização dos Advogados do Brasil) são contra o posicionamento da ABL. O processo movido prevê a prorrogação da implementação do acordo, de forma que ele seja reconduzido e à legalidade e adequado aos parâmetros pedagógicos atuais para beneficiar todos os países de Língua Portuguesa.

Para discutir o tema e fortalecer a consolidação de um acordo atualizado, o professor Ernani Pimentel, líder do movimento Acordar Melhor, realiza no dia 19 de outubro, às 20 horas, a palestra ”ACORDO ORTOGRÁFICO: O QUE SE ESCONDE”, na USP. O evento vai acontecer no Centro Universitário Maria Antonia, na Rua Maria Antonia, 258/294, Vila Buarque, São Paulo / SP. Entrada Gratuita.

Conheça os vencedores do prêmio Jabuti de 2011

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Via IG

O livro “Ribamar”, de José Castello (foto), ganhou o prêmio Jabuti de melhor romance do ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira. O livro derrotou concorrentes como “Paisagem com Dromedário”, de Carola Saavedra, e “Passageiro do Fim do Dia”, de Rubens Figueiredo.

Também foram premiados os livros “Desgracida”, de Dalton Trevisan (categoria contos e crônicas), “1822”, de Laurentino Gomes (categoria reportagem), e “Em Alguma Parte Alguma”, deFerreira Gullar (categoria poesia). No total, o Jabuti tem 29 categorias. O campeão de cada uma ganha R$ 3 mil.

Este ano, apenas um título é premiado em cada categoria. Até o ano passado, eram escolhidos três títulos e todos eles poderiam concorrer aos prêmios de livro do ano (ficção e não ficção). Este ano, apenas o vencedor de cada categoria entra na disputa.

Os Jabutis de livro do ano serão anunciados no dia 30 de novembro, em São Paulo. O prêmio é de R$ 30 mil, tanto ficção quanto não ficção. Veja abaixo os vencedores das principais categorias do Jabuti:

Romance
“Ribamar” – José Castello – Bertrand Brasil

Poesia
“Em Alguma Parte Alguma” – Ferreira Gullar – José Olympio

Contos e Crônicas
“Desgracida” – Dalton Trevisan – Record

Biografia
“Alceu Penna e as Garotas do Brasil” – Gonçalo Júnior – Amarilys

Reportagem
“1822” – Laurentino Gomes – Nova Fronteira

Infantil
“Obax” – André Neves – Brinque-Book

Juvenil
“Antes de Virar Gigante e Outras Histórias” – Marina Colasanti – Ática

Didático e paradidático
“Coleção Pessoinhas” – Ruth Rocha e Anna Flora – Editora FTD

Ilustração
“O Corvo” – Manu Maltez – Scipione

Ilustração de livro infantial ou juvenil
“Gildo” – Silvana Rando – Brinque-Book

Capa
“Invisível” – João Baptista da Costa Aguiar – Companhia das Letras

Arquitetura e Urbanismo
“Dois Séculos de Projetos no Estado de São Paulo” – Nestor Goulart Reis e Monica Silveira Britto – Imprensa Oficial

Artes
“Os Satyros” – Germano Pereira – Imprensa Oficial

Gastronomia
“Machado de Assis: Relíquias Culinárias” – Rosa Belluzzo – Editora UNESP

Fotografia
“Fotografia de Natureza” – Luiz Claudio Marigo – Editora Europa

Comunicação
“Impresso no Brasil” – Anibal Bragança e Marcia Abreu – Editora UNESP e Fundação Biblioteca Nacional

Educação
“Impactos da Violência na Escola: Um Diálogo com Professores” – Simone Gonçalves de Assis, Patrícia Constantino, Joviana Quintes Avanci – Editora Fiocruz

Direito
“Fundamentos Constitucionais do Direito Ambiental Brasileiro” – Norma Sueli Padilha – Elsevier Editora

Economia, Administração e Negócios
“Multinacionais Brasileiras: Internacionalização, Inovação e Estratégia Global” – Moacir de Miranda Oliveira Junior – Bookman

Ciências Exatas
“Teoria Quântica: Estudos Históricos e Implicações Culturais” – Olival Freire Jr, Osvaldo Pessoa Jr, Joan Lisa Bromberg – Editora Livraria de Física e Editora EDUEPB

Ciências Humanas
“Manejo do Mundo: Conhecimentos e Práticas dos Povos Indígenas do Rio Negro” – Aloisio Cabalzar – Instituto Socioambiental

Ciências Naturais
“Bioetanol de Cana-de-Açúcar: P&D para Produtividade e Sunstentabilidade” – Luís Augusto Barbosa Cortez – Edgard Blücher Editora

Ciências da Saúde
“Atlas de Endoscopia Digestiva da SOBED” – Marcelo Averbach – Revinter

Psicologia e Psicanálise
“Coração… É Emoção” – Elias Knobel, Ana Lúcia Martins da Silva, Paola Bruno de Araújo Andreoli – Editora Atheneu

Tecnologia e Informática
“Aprendizagem a Distância” – Fredric M. Litto – Imprensa Oficial

Teoria / Crítica Literária
“Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944” – Marcos Antonio de Moraes – Global Editora

Turismo e Hotelaria
“Hospitalidade – A Inovação na Gestão das Organizações Prestadoras de Serviços” – Geraldo Castelli – Editora Saraiva

Projeto Gráfico
“Theodoro Sampaio – Nos sertões e nas cidades” – Karyn Mathuiy – Versal Editores

Tradução
“O Livro de Dede Korkut” – Marcos Syrayama de Pinto – Editora Globo

Vendas porta a porta ganham espaço no mercado de livros no país

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Vendedoras apresentam livros à moradora na Zona Sul de São Paulo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Vendedoras apresentam livros à família na Zona Sul de São Paulo

 

Darlan Alvarenga, no G1

“Ô de casa. Tem um minuto? É sobre escola, educação e cultura”, repete a vendedora Laís Alves de Souza, que se apresenta como agente de leitura, a cada residência abordada no Jardim Vaz de Lima, na periferia da Zona Sul de São Paulo. Por mais antiquada que possa parecer – diante da tendência de megalivrarias e sites com milhões de títulos – a venda de livros porta a porta e por catálogos disparou nos últimos anos e tem ajudado a alavancar o crescimento do mercado editorial brasileiro.

Dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Associação Brasileira de Difusão de Livros (ABDL) mostram uma alta de 40,9% nas vendas de exemplares pelo canal porta a porta em 2010 em relação ao ano anterior. No mesmo período, a venda total de livros no país cresceu 8,3%. Atualmente, 1 de cada 5 exemplares é vendido pelo canal porta a porta. Há 5 anos, essa relação era de 1 para cada 20.

De 2006 a 2010, a participação do segmento no total de vendas aumentou de 5,43% para 21,66%, segundo pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Atualmente, somente as livrarias e as distribuidoras estão na frente do porta a porta como canal de venda, com participação de 40,51% e 22,55%, respectivamente. A ABDL estima que as vendas pela internet respodem por cerca de 6% do mercado.

Arte venda livros (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

“O porta a porta está atuando como motor de crescimento do mercado editorial no país”, afirma Diego Drumond e Lima, presidente da ABDL e diretor-geral da Editora Escala. Segundo ele, o segmento reúne cerca de 80 editoras e 30 mil vendedores exclusivos de livros. “Temos mais de 5.500 municípios no país e apenas 2.300 livrarias. Então, o porta a porta, com a sua capilaridade, ajuda a suprir essa lacuna”, diz.

Mesmo em capitais como São Paulo, a oferta porta a porta segue firme e forte. Com a maior participação da mulher no mercado de trabalho, tem aumentado o número de campainhas que precisam ser tocadas para um vendedor conseguir apresentar sua oferta. Mas levam poucos minutos para encontrar um morador receptivo ao material e que vai logo convidando os revendedores para entrarem dentro de suas casas, conforme presenciou a reportagem do G1.

“Para ser sincera, não gosto muito de ler não, mas tenho que incentivar meus filhos e também estou pensando em voltar a estudar”, afirma a atendente de padaria Maria Telma da Silva Lima, de 32 anos, que parcelou em seis vezes um kit de apoio ao estudo no ensino fundamental e médio. (mais…)

Brasil será o convidado de honra da Feira do Livro de Bogotá em 2012

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Publicado originalmente no Terra

O Brasil será o país convidado de honra da 25ª edição da Feira do Livro de Bogotá, que será realizada na capital colombiana entre 18 de abril e 1º de maio de 2012, anunciaram fontes da organização nessa quinta-feira (13).

Brasil disporá de um pavilhão de três mil metros quadrados para exibir suas novidades literárias, além de um espaço para diversas manifestações artísticas, musicais e gastronômicas, informou através de um comunicado a Corferias.

“A Colômbia esteve afastada da literatura do Brasil, por isso queremos convidar escritores, poetas e contadores de histórias deste país para conhecermos melhor sua riqueza literária, além de trazer a música e outras expressões artísticas que fizeram grande sucesso em nosso país”, disse o presidente da Câmara Colombiana do Livro, Enrique González.

Durante a feira, o Ministério da Cultura do Brasil e a Fundação Biblioteca Nacional apresentarão um programa para promover a tradução e a reedição de livros escritos por autores brasileiros e assim dar uma projeção internacional à literatura de seu país, assinalou a nota de imprensa.

Além disso, a presença da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é esperada na inauguração da feira, como fizeram os líderes de países que foram convidados de honra em edições passadas.

Em 2012, estão confirmados mais de 400 escritores colombianos e internacionais, que participarão de mais de 700 atividades culturais, com destaque para uma exposição em homenagem ao poeta colombiano Rafael Pombo, falecido em 1912.

Brasil apresenta novas ações para internacionalizar literatura

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Publicado originalmente na Folha.com

A uma plateia que reunia de tradutores alemães a editor iraniano e agente literária holandesa, a missão do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt apresentou na tarde desta quinta-feira, 13, seu programa para ampliar a inserção internacional da literatura brasileira.

Duas das ações, sete ao todo, já são conhecidas: o novo programa de bolsas de tradução anunciado na última Festa
Literária de Paraty, em julho, e a promoção de seminários internacionais sobre o tema, como o realizado na Bienal do Rio, em setembro.

Outras cinco, algumas que já ocorrem de modo assistemático ou menos frequente, devem ser implementadas a partir de 2012: turnês de autores brasileiros para eventos no exterior; apoio a tradutores estrangeiros que desejem pesquisar em temporadas no Brasil; programa específico para incentivar a edição de brasileiros em países lusófonos; maior participação brasileira em feiras internacionais; publicação de uma nova revista trimestral, em espanhol e inglês, com edições anuais num terceiro idioma.

Quando se folheia o catálogo com mais de 3 mil eventos da Feira do Livro de Frankfurt veem-se com frequência encontros e balanços de programas de tradução promovidos por Armênia, República Tcheca, Rússia, países de língua espanhola em conjunto. A própria Alemanha é uma das pioneiras, Portugal faz o mesmo há algum tempo.

O Brasil demorou? “Acho que estamos fazendo na hora certa”, disse Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. “Só agora estamos crescendo, e o clima internacional ajuda, o Brasil é a bola da vez”, concordou Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

Amorim e Pansa dizem que ainda é cedo para divulgar números de traduções e edições que devem se beneficiar dos programas. Parte ainda está sendo negociada.

Além da CBL e da Fundação Biblioteca Nacional, participam do esforço para internacionalizar a literatura brasileira os Ministérios da Cultura, do Desenvolvimento e do Turismo, o Itamaraty, universidades e organizações do terceiro setor.

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