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Kindle Touch tem 3G livre no mundo todo, mas só para baixar livros

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Publicado originalmente no Techtudo

Usuários do novo Kindle Touch 3G não poderão acessar seus sites preferidos pelo browser do aparelho, usando a conexão que a Amazon promete ser disponível em qualquer lugar e a custo zero. A conectividade do novo leitor de e-books é dedicada exclusivamente à aquisição e ao download de novos livros para a sua biblioteca virtual.

Kindle Touch 3G não permite que o usuário use a conexão para navegar na web (Foto: Divulgação)

Kindle Touch 3G não permite que o usuário use a conexão para navegar na web (Foto: Divulgação)

A limitação de uso soa como banho de água fria para àqueles que apostaram no aparelho como sério concorrente ao iPad (como leitor de notícias, revistas e e-books). A estratégia da Amazon em limitar a experiência de uso do seu novo aparelho pode se explicar no esforço da empresa em comercializar e-books e em popularizar o formato. Além disso, como a Amazon subsidia a conexão 3G dos aparelhos, os custos de uma navegação livre de seus usuários mundo à fora poderia ser proibitivos.

A atitude pode ser um tiro no pé. Tablets de concorrentes, que possibilitem experiência agradável de leitura e navegação livre pelo 3G, podem roubar o mercado da consolidada marca Kindle. Além disso, a opção da Amazon soa como aquele tipo de coisa que não resiste a alguns meses de criatividade geek. Limitações de software estão aí para serem dribladas, e o que não falta são usuários querendo fazer isso.

Em todo caso, a Amazon confirmou no fórum oficial do Kindle que o 3G não permite navegação na internet, e que a conexão se destina unicamente às consultas ao Wikipedia e ao download de conteúdos da Kindle Store. Para poder navegar na internet livremente, o usuário terá que usar uma conexão Wi-Fi convencional.

Capitães de Areia, de Jorge Amado, é adaptado para o cinema

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Cecília Amado, neta de Jorge, leva às telas o romance Capitães da areia . A produção, que estreia na sexta-feira, retrata a vida dos menores de rua de Salvador.

Texto de Carol Braga publicado originalmente no UAI

Foto de Guy Gonçalves

Cecília Amado era uma aspirante a cineasta quando ouviu do avô uma confissão curiosa. “Ele me revelou que o sonho de juventude era ter sido diretor de cinema, e não escritor”, conta. Seria um saudosismo banal se não se tratasse de um dos maiores autores que o Brasil já teve: Jorge Amado. O desejo de juventude do baiano explica – e muito – o fascínio que as obras dele causam até hoje no cinema e TV, despertando o interesse dos profissionais da área.

Sexta-feira, estreia em pelo menos 120 salas de cinema do país a primeira adaptação nacional de Capitães da areia. A trama sobre Pedro Bala e a turma de meninos abandonados nas ruas de Salvador já foi contada na telona em 1971 pelo cineasta americano Hall Bartlett. Agora, em parceria com Hilton Lacerda (Baixio das bestas e Amarelo manga), Cecília assina não só o roteiro do longa, mas assume também a direção. “Fui fazer Capitães porque li o livro aos 14 anos e foi muito marcante para mim. Fui fiel ao meu avô. Mas ao Jorge que conheci. Ele já tinha um olhar muito mais amadurecido que quando escreveu o livro”, avisa.

Capitães da areia faz parte da fase comunista de Jorge Amado. Considerado subversivo, foi lançado em 1937, poucos meses antes do golpe para instauração do Estado Novo de Getúlio Vargas. “Os livros foram recolhidos de livrarias e bibliotecas. Foi feita uma grande fogueira em praça pública, em Salvador, com mais de mil exemplares de Jorge Amado. Capitães era o que tinha o maior número de cópias”, conta o professor da UFMG Eduardo de Assis Duarte, autor de Jorge Amado: romance em tempo de utopia.

Mesmo 74 anos depois de seu lançamento, Capitães da areia ainda é o livro mais vendido do escritor, tanto a edição padrão quanto a de bolso. Para Eduardo de Assis Duarte, as primeiras obras escritas por Jorge Amado, de tom mais militante, são as mais interessantes. “Depois ele cai numa espécie de crônica de costumes baianos, que fica meio repetitivo”, avalia.

No caso de Capitães da areia, o especialista acredita que parte do êxito se deve à identificação do público com a trama. “Ele toca fundo em um problema seríssimo da realidade brasileira: a crueldade com que o país trata suas crianças. Há uma empatia muito grande, porque essas crianças não são colocadas como vilãs. São vítimas de um sistema injusto”, completa.
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Rubem Alves está entre os finalistas ao Prêmio Jabuti

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Rubem Alves diz que é emocionante concorrer ao Jabuti com Dalton Trevisan. “A Pedagogia dos Caracóis” disputa na categoria Contos e Cronicas.

Texto de Fernando Eduardo Pacífico publicado originalmente na EPTV

Usado como metáfora em uma das mais emblemáticas músicas cantadas por Caetano Veloso, o caracol volta à cena por meio de palavras fotografadas, como gosta de apresentar Rubem Alves. O escritor e morador de Campinas está entre os finalistas do 53º Prêmio Jabuti com o livro “A Pedagogia dos Caracóis”, formado por crônicas independentes. “É emocionante chegar à final e ter um nome como o dele na concorrência, até porque não planejei nada”. Ao dizer “dele”, o mineiro de Boa Esperança refere-se ao escritor curitibano Dalton Trevisan, que também concorre ao prêmio na categoria Contos e Crônicas.

Apegando-se à ideia de travessia proposta por Guimarães Rosa, o escritor explica que os textos da obra são permeados pela valorização da expressão “virtude da vagareza” – palavras que combinam com o movimento do famigerado animal. O intuito é exprimir que o processo educativo deve ser mais trabalhado do que o foco no resultado.

“Falta leveza na educação e um espaço para que as crianças possam exercitar o olhar e assombro diante do mundo, justamente pela correria e pressão”, pondera. Uma das crônicas propõe justamente a presença de um educador que modifica o processo pedagógico ao avistar um molusco do gênero. “O vestibular é uma tormenta e a expressão ‘grade curricular’ é obscena”, opina.

Sem conseguir mensurar o tempo que levou para escrever as 95 páginas do livro, Alves cita Nietzsche para explicar à reportagem do EP Campinas as características da linguagem empregada no trabalho.“As crônicas são resultados do trabalho com as imagens. Gosto de escrever ‘com sangue’, de querer compartilhar com o leitor”. O autor valoriza ainda a influência do haikai, forma poética de origem japonesa. “Somente os machados e serras são apressados”, brinca.

Sobre as diversas inspirações que repercutiram na criação de “A Pedagogia dos Caracóis” (Verus Editora, R$24,90), o escritor cita momentos da própria infância. “Fui muito pobre, morava em uma casa de pau-a-pique e me lembro somente de felicidade. Hoje as crianças sofrem muito e falta uma reeducação de espírito aos professores”.

Pai de três filhos, o autor de 78 anos deleita-se para falar da passagem que o impulsionou a dedicar parte da carreira aos livros infantis. “Houve uma noite em que minha filha, então com dois anos, me acordou às seis horas com medo. Ela me perguntou: ‘Papai, quando você morrer, vai sentir saudades? Fiquei perplexo. Ela respondeu: ‘Não chore, pois vou abraçar você”, descreve emocionado. Desde então, o mineiro escreveu mais de 100 livros. Pelo menos 35 são para crianças. Em 2009, o escritor conquistou o 2º lugar no Prêmio Jabuti com “Ostra feliz não faz pérola”.

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Livro vai a julgamento por ter estereótipos racistas

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Publicado originalmente no Terra

Um congolês pediu a um tribunal belga nesta sexta-feira para retirar o livro “Tintim no Congo” do mercado, alegando que a história está recheada de estereótipos racistas envolvendo os africanos. “É uma história em quadrinhos racista, que celebra o colonialismo e a supremacia da raça branca sobre a negra”, criticou Bienvenu Mondondo na abertura do julgamento, que acontece em Bruxelas.

“Vamos continuar tolerando esse tipo de livro hoje em dia?”, questionou Mondondo, cujo processo contra a editora de “Tintim” é apoiado por um grupo antirracismo francês.

Um dos advogados de Mondono, Ahmed L’Hedim, argumentou que o livro, escrito pelo celebrado cartunista belga Hergé, em 1931, viola as leis antirracismo belgas. “Imagine uma menina negra de 7 anos descobrindo Tintim no Congo com os colegas de escola”, sugeriu o advogado, criticando a descrição feita pelo livro de um homem negro, como sendo “devagar, submisso e estúpido”, além de “incapaz de falar francês corretamente”.

Os advogados argumentam que as aventuras do intrépido repórter no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, deveriam ao menos exibir um aviso ou uma explicação sobre seu contexto histórico. A editora Casterman e a empresa que detém os direitos comerciais do personagem, Moulinsart, alegam que a queixa ameaça a liberdade de expressão.

“Se censurarmos Tintim no Congo, toda a literatura mundial viria acabar nos tribunais, de Simenon até a Bíblia”, disse um de seus representantes, Alain Berenboom. Hergé, cujo nome verdadeiro era Georges Remi (1907-1983), explicou que o livro é um mero reflexo da visão ingênua daquela época. Alguns trechos foram revisados em edições posteriores.

SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura

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Publicado originalmente na Mobilidade Verde

SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura from Mobilidade Verde on Vimeo.

Todos os meses os catadores que trabalham na coleta seletiva de materiais para serem reciclados, recolhem 1 tonelada de livros por mês, eles são retirados de escritórios, residências. Os livros são triturados e vendidos como papel para serem reciclados pela indústria. A venda de papel triturado é um recurso importante que sustenta centenas de catadores de material reciclado na cidade de São Paulo. Grande parte dos livros recolhidos estão em boas condições e poderiam ser utilizados pela população.

O Instituto Mobilidade Verde realizou uma parceria com a Cooper Glicério para que os livros sejam separados e vendidos pelo mesmo preço do papel triturado e serão doados para o Projeto Bicicloteca e Bibliotáxi.

Os livros serão distribuídos gratuitamente para a população que não tem acesso a leitura.

Para isso ser uma realidade, estamos solicitando a ajuda da população para “Salvarem os Livros”, eles valem mais nas mãos das pessoas do que destruídos.

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