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Juíza adota doação de livros a escolas como pena alternativa

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Publicado na EPTV

Obras da literatura substituem cestas básicas em punições mais leves

Saem cestas básicas, entram livros infantis. Esta é a proposta da juíza federal Vera Cecília de Arantes Fernandes Costa, que desde setembro decidiu substituir as penas alternativas em Araraquara. Os réus que forem enquadrados em crimes como difamação são intimados a entregar obras de literatura infantil ou didáticas à rede pública de ensino da cidade. O objetivo é colaborar com o desenvolvimento da leitura nas escolas.

“Cada criança vai ter um ganho muito maior do que com uma cesta básica. A educação e a leitura são bases essenciais para a formação do indivíduo e para uma sociedade melhor. A cesta básica se esgota no mês seguinte, o que não acontece com o livro”, afirma Vera.

A ideia, copiada depois de uma iniciativa do Ministério Público Federal de São Carlos, foi implantada em setembro na 2ª Vara Federal de Araraquara. A primeira entrega aconteceu na última sexta-feira (25), quando 23 livros foram repassados à Escola Altamira Amorim Mantese. “É um prêmio e incentivo para a escola que receber esses livros daqui para a frente”, disse o secretário de Educação, Orlando Megati Filho.

A entrega dos livros deve ser feita justamente com a apresentação da nota fiscal de compra, apresentada pela secretaria após a entrega. Os livros doados devem estar entre as 163 opções dadas pela prefeitura. Os assuntos são língua portuguesa, matemática, hitória, geografia e ciências, entre outros.

Pippa Middleton: R$ 1 milhão por livro de dicas para festa

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A obra vai ter receitas, anedotas e informações sobre diferentes tipos de eventos

Pippa Middleton após o casamento de William e CatherinePippa Middleton após o casamento de William e Catherine (Ian Gavan/Getty Images)

Publicado na Veja

A partir de 2012, Pippa Middleton terá um aposto além de irmã mais nova da duquesa de Cambridge, Kate, e solteira mais cobiçada da Inglaterra. Pippa vai usar sua experiência profissional como planejadora de festas na empresa londrina Table Talk para faturar mais de 1 milhão de reais (400.000 libras) com um livro de dicas para recepções. A obra vai ter receitas, anedotas e informações sobre diferentes tipos de eventos.

O volume, que se tornou alvo de disputa entre editores no Reino Unido até ficar com Michael Joseph, da Penguin, deve sair depois do Jubileu do Diamante da Rainha, previsto para o verão inglês. A preocupação de Pippa é dissociar o lançamento do festejo da família real – e não parecer que está lucrando com os laços proporcionados pelo casamento da irmã. O lançamento não deve passar despercebido, porém. Especialistas projetam um grande volume de vendas para o livro, que chega às lojas a tempo das compras de Natal, de acordo com notícia do jornal britânico The Telegraph.

Ainda se definem datas e conteúdos, mas uma coisa sobre o livro já é certa: ele será uma cartilha muito diferente da que a baladeira Kelly Osbourne escreveria.

Alunos de uma escola pública em São Paulo queimam livros no meio da rua

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Publicado originalmente no G1

Os alunos da Escola Estadual Professora Heloísa Carneiro, na Vila Santa Catarina, Zona Sul de São Paulo, resolveram “comemorar” o fim de ano queimando os livros e apostilas didáticos. Foi preciso chamar o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo, resultado da queima de cadernos, livros e apostilas. O ato aconteceu na quinta-feira (24) e foi gravado por uma das alunas. As cenas foram parar na internet.

Os papéis foram jogados em cima de carros e de pessoas. A Rua Antônio Covello foi quase bloqueada. Nesta segunda-feira (28), a limpeza já havia sido feita, mas é possível encontrar restos de cadernos. “Começaram a botar fogo nas apostilas. Então jogaram todas no meio da rua e atearam fogo. Ficou um negócio até feio e achamos que ia pegar a fiação. Veio a polícia, o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo”, conta o dono de um pet shop Cláudio Miguel.

Depois da confusão, a escola tomou uma providência para evitar mais destruição. “Na sexta-feira, a diretora estava recolhendo [livros e apostilas] de todo mundo, passou de mesa em mesa”, conta a estudante Stefany Silva, do terceiro ano do ensino médio.

Segundo outra aluna que estudou na Heloísa Carneiro há dois anos, a queima de livros e apostilas é uma espécie de “tradição de fim de ano”. “Todo ano sempre tem. É uma forma de liberdade”, diz Tamires Eduarda.

Ao contrário do que falaram alunos e vizinhos, a diretora da escola, Rosana Kovaes, disse que isso não acontece todo ano. Ela afirma que os alunos armaram a comemoração pelas redes sociais.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou a atitude dos alunos da Escola Estadual Professora Heloísa Carneiro. “No dia do incidente, a direção da unidade acionou prontamente a Ronda Escolar e comunicou a Associação de Pais e Mestres (APM). Na sexta-feira (25), um dia após o fato, a direção da unidade passou de sala em sala para esclarecer o ocorrido e reforçar a campanha de conscientização”, diz o texto.

Ainda segundo a secretaria, o Caderno do Aluno é “de uso individual e consumível, ou seja, não é reutilizado em anos posteriores”.

Amazon deve chegar ao Brasil até o final de 2012

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Stella Dauer no MeioBit

A notícia esperada por muitos chegou na surdina. Há dois dias atrás, em uma vídeo-conferência na Feira do Livro de Santiago no Chile o diretor de conteúdo do Kindle Pedro Huerta disse ao povo que fica, ou que chega. De acordo com ele, em 18 meses, Argentina, Chile e Brasil terão a sua própria loja virtual da Amazon.

As informações são quase nulas, e não dá para saber se, além dos eBooks, a Amazon irá comercializar outros produtos por aqui. Todos esperam por eletrônicos, games, brinquedos e outros, mas o mais provável é que, de início, fiquemos apenas nos eBooks e livros impressos, mesmo. Não dá para saber nem se o Kindle Fire virá.

Em expansão visível, em 2011 a Amazon já abriu lojas oficiais na Espanha, Japão, Itália, França, Canadá, China, Alemanha e Reino Unido. Uma notícia recente mostrou que agora, na home da Kindle Store, há links diretos para acervos de cinco idiomas, incluindo o português. As novas versões dos softwares Kindle para eReaders e aplicativos também estão em novos idiomas. Quatro desses idiomas atendidos – francês, italiano, espanhol e alemão – já possuem lojas da Amazon.

Aqui no Brasil, francamente, essa notícia ainda não tem qualquer efeito. Para a internet e para a tecnologia, 18 meses são uma eternidade – a não ser que a Amazon esteja blefando para organizar alguma estratégia. Em 18 meses a Kobo já deve estar por aqui e vendendo eReaders e eBooks.

Outro fator bem importante são as editoras brasileiras. Ao contrário do que aconteceu com as editoras americanas, que aderiram em peso ao esquema controlador do site, as editoras brasileiras são um pouco mais marrentas, e ouvem-se rumores de que já teriam recusado diversos acordos com a Amazon. Esse problema pode ser um dos principais no que tange à chegada da empresa por aqui.

Mais um obstáculo se encontra no acervo digital que o Brasil possui. Com pouco mais de 5 mil títulos na loja da Amazon, a língua portuguesa não é das mais populares por lá. Fora os títulos de Paulo Coelho e o de algumas editoras famosas, boa parte desse pequeno catálogo é formado por obras de domínio público e de autores independentes.

Para chegar com força e vender horrores por aqui, a Amazon precisa ter obras à venda. E, para isso, o mercado editorial brasileiro tem que se mexer. Parece um círculo vicioso sem solução aparente, mas em 18 meses muita coisa pode – e deve – mudar…

Com informações do site FayerWayer e alt1040.

Livro que cita Lampião como homossexual e Maria Bonita como adúltera é proibido

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Pedro de  Morais informou que recorrerá da decisão e afirma que lançará o livro na próxima semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Aracaju.

Publicado originalmente no D24.am

A Justiça de Sergipe proibiu a publicação e comercialização do livro “Lampião – o Mata Sete”, de Pedro de Morais. A ação judicial foi movida pela família do “rei do cangaço”, que se sentiu ofendida porque, em um dos capítulos, ele é apontado como homossexual e sua companheira Maria Bonita, como adúltera.

No livro, o autor afirma que o Virgulino Ferreira, o Lampião, mantinha uma relação homoafetiva com um cangaceiro chamado Luiz Pedro, que também seria namorado de Maria Déia, a Maria Bonita, o que formaria triângulo amoroso.

Ainda no livro, o autor questiona a paternidade de Lampião em relação à única filha do casal, Expedita Ferreira Nunes, 79 anos. Segundo a obra, Lampião teria sido atingido por um tiro na genitália em 1922, o que lhe teria incapacitado de procriação.

A decisão judicial foi expedida ontem (27), momentos antes do lançamento do livro, que ocorreria em uma livraria de Aracaju. Assim, o autor está proibido de divulgar e comercializar o livro em qualquer parte do país. Pedro Morais poderá apenas se defender quanto ao conteúdo da obra.

Pedro de Morais informou que recorrerá da decisão e afirma que lançará o livro na próxima semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Aracaju. “Eu estudo sobre Lampião há muitos anos. Juntando artigos, revistas… Não tenho nada contra a homossexualidade, eu citei como um fato histórico”, justificou o autor.

“Essa teoria [homossexualidade] já existe há mais de 40 anos. Ex-cangaceiros e remanescentes do cangaço sempre confirmaram isso. Não sou eu o criador desse detalhe”, reforçou o autor, lembrando que o antrópologo e historiador Luiz Mott já teria levantando essa tese. “Quero lembrar que a possível homoafetividade de Lampião não é o tema central do livro”.

Dois projetos de lei apresentados na Câmara dos Deputados propõem permitir que o leitor brasileiro tenha acesso irrestrito a informações biográficas de figuras públicas. Os projetos dos deputados Newton Lima (PT-SP) e Manuela D’Ávila (PC do B-RS) acabam com a proibição às biografias não autorizadas.

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