notícias

Editora chinesa vende livro falso de “conselhos de Jobs”

0

Publicado originalmente na Mac+

Os problemas com produtos piratas e falsificações na China não são nenhuma novidade, quanto muito para a Apple, que já sofre há algum tempo com isso. Já foi a vez das Apple Stores, dos iPhones e agora: de um livro do Steve Jobs!

Steve Jobs, ex-CEO da Apple, que faleceu no início de outubro.

Mas antes que você pense que a nova biografia de Jobs – ou qualquer outro livro sobre o ex-CEO da Apple – tenha sido copiado ilegalmente, não é bem isso, visto que a edição chinesa oficial do livro de Walter Isaacson fez bastante sucesso por lá. Em outubro, a editora Encorebooks, que opera na China e em Taiwan, lançou o livro Steve Paul Jobs’ Eleven Pieces of Advice for Young People Today. Em pouco tempo, o livro, que continha histórias banais e anedotas como “faça o que você quer” ou “siga o seu coração” e nenhuma edição original em inglês, foi acusado de ser falso e removido das livrarias.

Agora, a Reuters dá conta que a editora Encorebooks atacou novamente e lançou outro livro, chamado 25 lessons that Steve Jobs taught the young (25 lições que Steve Jobs ensinou aos jovens, em tradução livre) – sim, mais lições! O livro conta inclusive com um texto de – pasmem novamente – Barack Obama na orelha.

Quanto tempo até este livro ser removido?

 

Ziraldo é condenado por estelionato

3

Sentença definiu pena de 2 anos e 2 meses; advogado de Ziraldo diz que vai recorrer da decisão

A Justiça Federal do Paraná condenou o cartunista Ziraldo Alves Pinto a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão pelo registro indevido da marca do Festival Internacional do Humor de Foz do Iguaçu, realizado em 2003. Ziraldo foi enquadrado no crime de estelionato. Através de seu advogado, Gustavo Teixeira, o cartunista negou o crime.

Segundo Teixeira, Ziraldo, que também é seu tio, ficou “extremamente revoltado” com a sentença proferida pelo juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa. “Foi uma sentença que o acusou de um crime que ele não cometeu, que não aponta qual é o prejuízo, de uma marca que ele nunca utilizou e, no final das contas o condenou a uma pena que não é aplicável, está prescrita”, diz.

O crime de estelionato prescreve após 5 anos – que é o tempo máximo para a pena. Mas, independente de haver ou não prescrição, o advogado de Ziraldo afirmou que vai recorrer da condenação. “Para o Ziraldo, não significa nada isso (se prescreveu ou não).”

Ele também criticou o juiz por ter considerado que a culpabilidade de Ziraldo deveria “ser valorada negativamente” por ele ser um nome reconhecido. “A notoriedade e o prestígio gozados pelo réu, sobretudo sua representatividade perante o público infantil, fazem com que o agir ilícito dele se revista de maior grau de reprovabilidade”, anotou o magistrado na sentença.

O caso

Em 2003, Ziraldo participou do Festival Internacional de Humor Gráfico de Foz do Iguaçu, aparecendo como presidente de honra do evento. O cartunista também foi responsável pela criação do cartaz do festival, o que lhe rendeu R$ 75 mil – previstos no edital, mediante a cessão perpétua do desenho. Em 2004, representado por uma das organizadoras do evento, Arlete Andrion Bonato, o cartunista registrou o desenho em seu nome no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi). Em sua ação, o Ministério Público Federal denunciava o registro junto ao Inpi, pois ele caracterizaria a intenção de Ziraldo de utilizar a marca comercialmente.

Para Teixeira, a acusação não faz sentido. “Onde essa marca foi veiculada para poder gerar benefício financeiro para o Ziraldo? Não há vantagem”, afirma. O advogado ad mite que seu tio possa ter errado ao registrar a marca – chega a definir o gesto como burrice. Mas, diz ele, não houve dolo. “Estelionato tem que ter vontade de cometer o crime, tem que ter a prova do dano. Registrou errado a marca? Então desfaz”, defende. O advogado afirma que a intenção de seu tio ao fazer o registro era evitar pirataria. Teixeira argumentou ainda que o cartunista tem outras marcas que rendem e não precisa da marca criada para um “festival sazonal”.

Zélio

Teixeira comentou ainda a condenação de Zélio, irmão de Ziraldo, que também ajudou na coordenação do evento. Ele foi condenado por pagamento duplicado. Segundo o advogado, Zélio foi responsável pela organização do evento nos dias das atividades e houve confusão em relação aos pagamentos das diárias. Segundo o advogado, não houve pagamento duplicado. “Se tivesse havido, o Zélio teria pago mais do que o que ele recebeu”, afirmou. Além de Ziraldo e Zélio, outras cinco pessoas que participaram do Festival do Humor foram condenadas.

Médicos podem aprender muito com Shakespeare

2

Publicado originalmente no Clicrbs

Escritor se destacou por sua capacidade de vincular sintomas físicos e angústia mental

Segundo pesquisador, inspiração em Shakespeare poderia ajudar médicos a fazerem diagnósticos melhores

Os médicos devem ler Shakespeare, é a indicação de um estudo recente e incomum divulgado e que afirma que o Bardo era excepcionalmente habilidoso em detectar sintomas psicossomáticos.

Kenneth Heaton, médico da Universidade de Bristol, no oeste da Inglaterra, analisou as 42 principais obras de Shakespeare e 46 trabalhos do mesmo gênero de contemporâneos do escritor. Ele descobriu que Shakespeare se destacou por sua capacidade de vincular sintomas físicos e angústia mental.

Vertigem e tontura são sentidas por cinco personagens masculinos no auge de problemas emocionais, em A Megera Domada, Romeu e Julieta, Henrique VI, Parte 1, Cimbelino, e Troilo e Créssida.

Onze episódios de falta de ar relacionados a emoções extremas são encontrados em Os dois cavalheiros de Verona, O estupro de Lucrécia, Vênus and Adônis e Troilo e Créssida.

Mágoa ou angústia aparecem através de sintomas de fadiga em Hamlet, O mercador de Veneza, Do jeito que você gosta, Ricardo II e Henrique IV, Parte 2.

Distúrbios de audição em períodos de crise mental aparecem em Rei Lear, Ricardo II e Vida e morte do Rei João.

Enquanto isso, frieza e desmaios, emblemáticos de choque profundo, ocorrem em Romeu e Julieta, Julius Caesar, Ricardo III e em outras obras.

— A percepção de Shakespeare de que torpor e sensações fortes podem ter uma origem psicológica parece não ter sido compartilhada por seus contemporâneos, nenhum deles incluiu estes fenômenos nos trabalhos examinados — observa Heaton.

Shakespeare pode ajudar hoje em dia médicos que precisam atender a pacientes cujo estado físico mascara problemas emocionais profundos, sugere o pesquisador. Segundo ele, muitos médicos são relutantes em atribuir sintomas físicos a distúrbios emocionais, e isso resulta em diagnósticos tardios, mais investigação e tratamentos impróprios.

— Eles poderiam aprender a ser médicos melhores estudando Shakespeare. Isto é importante porque os chamados sintomas funcionais são a principal causa de visitas a clínico geral e a encaminhamentos para especialistas — diz Heaton.

O estudo foi divulgado na quarta-feira em uma publicação britânica, o Journal of Medical Humanities.

Cheirando livros

1

Texto escrito por Vanessa Barbara no Blog da Companhia

Em 2010, a norte-americana Rachael Morrison arrumou um emprego como bibliotecária-assistente do MoMA (Museum of Modern Art), de Nova York. Tomada por um irrefreável ímpeto artístico, resolveu aproveitar seu horário de almoço para dedicar-se à performance “Smelling the Books” (Cheirando os livros), que consistia em cheirar todos os volumes da biblioteca.

A peripécia teve início com o primeiro livro da primeira prateleira, conforme a classificação oficial: o AC5.S4, Sermons by artists, e irá terminar com o número ZN3.R45, Bibliography of the history of art. Há 300 mil volumes ao todo e, até o presente momento, ela só cafungou 300. “É uma ideia corajosa”, declarou David Senior, bibliógrafo do MoMA, “pois alguns dos nossos livros cheiram muito mal.”

Rachael tem o cuidado de discriminar cada fragrância num caderno de registros, anotando o número, o título da obra e uma descrição de seu olor. O objetivo dessa exploração farejadora é suscitar uma discussão sobre o futuro da mídia impressa e a relação do olfato com a memória.

Em suas anotações, o livro Collected papers on museum preparation and installation, de 1927, foi imortalizado com uma só frase: “cheiro de sovaco”. Outro volume, de 1967, American folk art in the collection of the Newark Museum, possui “um cheiro nojento de cocô de cachorro”. The civic value of museums evoca o odor de fumaça de cigarro e de chá, e An experiment in museum instruction tem cheiro de chuva de verão e papel velho. Outros aromas catalogados são o de “abraçar a vovó com sua blusa de lã”, o de cola, urina, talco, sótão, fogueira, parte de baixo do sofá, móveis de madeira, cabelo, esmalte, fritura, cera de chão, protetor solar, meia suja e “nenhum”.

Procurada pela reportagem deste blog, Rachael diz que ainda não chegou a conclusões definitivas, mas que, curiosamente, entre os cheiros mais populares estariam o de flores, sovaco, barro e tomilho.

Diz-se que os livros mais antigos têm um peculiar aroma de baunilha devido a um polímero orgânico presente na madeira, a lignina – similar à vanilina. De acordo com o manual Perfumes: um guia de A a Z, de Luca Turin e Tania Sanchez (inédito no Brasil), a lignina é uma substância presente nas árvores, que serve para unir as fibras da celulose à parede vegetal e aumentar sua rigidez, impermeabilidade e resistência. Altamente volátil, o composto seria exalado pelo papel com o passar do tempo e, por ser muito ácido, também o acabaria amarelando e acelerando sua decomposição.

Essa hipótese se aplicaria somente aos papéis provenientes de pastas de madeira mecânica (“groundwood”), processo que emitiria fragrâncias de vanilina, anisol e benzaldeído. Por outro lado, os compostos resinosos derivados de terpeno (mais impermeáveis à tinta) resultariam em fedores mais canforados, gordurentos e amadeirados. Um cheiro de cogumelos estaria associado a álcoois alifáticos bem fortes, e não estou inventando. Os cientistas também consideram que a presença de 2-etil-hexanol pode gerar emulsões levemente florais e que a combinação de etilbenzeno e tolueno dá em aromas mais adocicados.

Do que se conclui, portanto, que o cheiro dos livros se deve aos compostos voláteis emitidos pelos diferentes materiais de que são fabricados, e que não existe um cheiro específico de “livro velho”. Mais de cem compostos diferentes já foram identificados no papel, entre ácidos, aldeídos, álcoois, cetonas, alcano e terpenos. Ainda assim, na busca de uma unanimidade, pesquisadores da Universidade de Londres publicaram um artigo na revista Analytical Chemistry na qual definem o cheiro de livro velho como sendo “uma combinação de notas campestres com um buquê de ácidos e um toque de baunilha sobre uma base de bolor”.

Os bumbuns de Lady Gaga e Nicole Scherzinger na sua biblioteca

0

Enquanto muitas mulheres cobram cachês exorbitantes para posarem nuas, Lady Gaga e Nicole Scherzinger mostraram seus derrières em nome da arte.

As cantoras são os destaques do livro Culo, organizado pelo rapper P. Diddy, em parceria com fotógrafo Raphael Mazzucco e o produtor musical Jimmy Iovine, nos Estados Unidos.

Enquanto a foto de Lady Gaga é fruto dos photoshootings para o álbum Born this way, Nicole posou especialmente para a publicação com flores no cabelo e corpo tatuado, como se em sua terra natal, o Havaí, estivesse.

Go to Top