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Biblioteca Nacional aprova tradução de 28 livros brasileiros

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Programa de Apoio à Tradução busca difundir literatura do Brasil no exterior. Obras de Chico Buarque, Edney Silvestre e Clarice Lispector foram listadas.

Publicado no G1

'Leite derramado', de Chico Buarque, vai ganhar versão em francês (Foto: Grizar Júnior/AE)

Foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (9) informações sobre a aprovação de 28 bolsas de tradução para obras de autores brasileiros.

O Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros tem objetivo de difundir a literatura brasileira no exterior, por meio de apoio à tradução de livros previamente editados.

Por decisão de conselho de jurados da Fundação Biblioteca Nacional, serão traduzidas para o romeno os livros “Poesia completa”, de Carlos Drummond de Andrade; “Gabriela, cravo e canela”, de Jorge Amado; “A guerra do Bom Fim”, de Moacyr Scliar; “Sinfonia em branco”, de Adriana Lisboa; “Sombra severa”, de Raimundo Carreto; e “O movimento pendular”, de Alberto Mussa. As bolsas variam entre US$ 3 mil e US$ 7 mil.

As obras “Os deuses de Raquel” e “A guerra de Bom Fim”, de Moacyr Scliar, vão ganhar versões em alemão por meio do programa; assim como “A batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr. “Black music”, de Arthur Dapieve; “Azul-Corvo”, de Adriana Lisboa; “Elite da tropa 2”, de Luiz Eduardo Soares, Claudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel; “Cidade livre”, de João Almino; e “Leite derramado”, de Chico Buarque, serão traduzidos para o francês.

O único livro a ganhar versão em holandês é “Se eu fechar meus olhos agora”, de Edney Silvestre. “Perto do coração selvagem” e “Laços de família”, de Clarice Lispector, foram os escolhidos para o idioma sueco.

Há também versões em espanhol para o mercado uruguaio (“Várias histórias”, de Machado de Assis), argentino (“Ravenalas”, de Horácio Costa, e “Eles e elas”, de Julia Lopes de Almeida) e espanhol (“O Cemitério dos vivos”, de Lima Barreto; “Mastigando humanos”, de Santiago Nazarian; “O liveiro do Alemão”, de Otávio Júnior; e “Método prático de guerrilha”, de Marcelo Ferroni).

O programa concede bolsas de tradução a editoras estrangeiras, para que elas traduzam e publiquem no exterior livros brasileiros.

E-book pode ter final triste para autores independentes

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Por JEFFREY A. TRACHTENBERG via The Wall Street Journal

A publicação independente de livros hoje em dia tem cada vez mais desfechos completamente diferentes.

Há autores já conhecidos, como Nyree Belleville, que diz que ganhou meio milhão de dólares nos últimos 18 meses vendendo diretamente os livros, em vez de usar uma editora.

Mas também há estreantes como Eve Yohalem. Mais de um mês depois de publicar por conta própria o primeiro livro, ela só conseguiu faturar US$ 100 — depois de gastar US$ 3.400. Mas ela diz que não está com pressa.

A publicação independente existe há décadas. Mas graças à tecnologia digital e especialmente ao nascimento dos livros eletrônicos, o número de lançamentos de títulos independentes subiu 160% em 2010, para 133.036, ante 51.237 no ano anterior, calcula a R.R. Bowker, que monitora o segmento editorial.

Arte de Rob Shepperson

A Amazon.com Inc. alimentou esse crescimento quando ofereceu aos autores independentes até 70% da receita gerada pela venda dos livros digitais, a depender do preço final. Já as editoras tradicionais normalmente pagam 25% da receita líquida no segmento digital, e até menos para a venda de livros impressos.

Para alguns autores conhecidos, porcentagens como essas podem tornar a publicação independente um golaço. Belleville, por exemplo, uma escritora experiente de livros românticos que passou sete anos usando o pseudônimo Bella Andre e um ano como Lucy Kevin, publicou por conta própria seu primeiro e-book em abril de 2010. Desde então ela já conseguiu vender 265.000 cópias de seus dez títulos publicados de maneira independente, a maioria com preços que vão de US$ 2,99 a US$ 5,99. A quantia total obtida por ela com esses dez títulos publicados desde abril do ano passado: mais de US$ 500.000 depois das despesas, diz ela. Antes o máximo que ela conseguiu faturar com um livro foi US$ 33.000.

Darcie Chan, escritora indepentende voltada para o público feminino, assistiu à ascensão de seu novo livro, “The Mill River Recluse”, para o quinto lugar da lista do The Wall Street Journal de mais vendidos em formato digital na semana encerrada em 23 de outubro. Chan cobra apenas US$ 0,99 por cópia digital do livro, sobre uma viúva cheia de segredos que mora no Estado de Vermont. Ela diz que já vendeu “centenas de milhares” de cópias desde que começou a oferecê-lo na Amazon, em maio. O livro, que também está disponível na Barnes & Noble Inc. e em outros varejistas na internet, tinha sido rejeitado por algumas das maiores editoras americanas.

“Minha intenção era divulgar gradualmente meu nome como escritora, porque quando o livro foi rejeitado uma das coisas que ouvi foi que ninguém me conhecia”, diz Chan. “Jamais esperei que isso fosse acontecer”, diz ela sobre as vendas na internet.

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Viradão Literário movimenta cidade do Rio esta semana

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Publicado no SRZD

Leitura, música, teatro, bate-papos literários, narração de histórias, teatro. Mais de 100 atrações literárias movimentarão os bairros da cidade de 4 a 11 de novembro durante a 19ª edição da Campanha Paixão de Ler. Com uma programação extensa e inteiramente gratuita, o evento pretende incentivar o acesso da população aos livros, às bibliotecas e outros espaços culturais que realizam atividades relacionadas ao mundo da literatura.

A festa literária, uma iniciativa da coordenação de Livro e Leitura da Secretaria Municipal de Cultura, neste ano homenageia o Rio de Janeiro, com o tema “Crônicas do Rio”, em um verdadeiro encontro de gerações de artistas e escritores, que será aberto pelos cronistas Zuenir Ventura e Antonio Prata, no auditório da Biblioteca Nacional. A proposta deste ano é discutir sobre o lugar da crônica hoje e as diferentes leituras feitas sobre a cidade do Rio de Janeiro. O público estimado para o evento é de 30 mil pessoas.

No sábado, o grupo Assalto Poético invade os trens da Central do Brasil com uma ocupação poética e apresentações que levam a literatura para dentro dos vagões. O grupo tem como proposta, dentro da cidade do Rio de Janeiro, levar poemas em vez de revólveres. A ‘dupla de capangas’ estabelece um jogo cênico em que o assaltante se funde com o clown e o poeta. Poemas de vários autores consagrados, como Ferreira Gullar, Maiakovski, Fernando Pessoa, entre outros, são trazidos ao público de um modo impactante e surpreendente.

No domingo, dia 6, o Parque das Ruínas se torna palco de uma ocupação literária. Durante toda a tarde, espetáculos com textos de Machado de Assis, Lima Barreto, João do Rio, Stanislaw Ponte Preta, Nei Lopes e outros, tomam conta do espaço cultural mais tradicional de Santa Teresa, com destaque para a peça Dentro da Noite, dirigida pelo cantor Ney Matogrosso.

A Barca de Paquetá é mais um local que recebe atrações do evento no domingo. O artista Augusto Pessoa apresenta uma performance na qual leva histórias do Rio, de autorias diversas, como Artur Azevedo, Stanislaw Ponte Preta e outros populares, todas embaladas por uma trilha sonora referente à cidade do Rio.

Ferreira Gullar, Carlos Heitor Cony, Marcelo Madureira e outros nomes da literatura também marcam presença na programação, que conta com debates, realizados na Biblioteca de Botafogo, com curadoria do jornalista Marcelo Moutinho. A proposta deste ano é discutir sobre o lugar da crônica hoje e as diferentes leituras feitas sobre a cidade do Rio de Janeiro. O público estimado para o evento é de 30 mil pessoas.

Divulgação

Outro destaque da programação é a homenagem, feita pelo cantor Marcos Sacramento, ao poeta Mario Lago, que no dia 26 deste mês completaria 100 anos. Com letras de escritas por Lago, os shows do músico acontecem nas bibliotecas da cidade.

“A crônica é um gênero literário que nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, contribuindo para sua construção simbólica. Através das crônicas, acreditamos chegar mais perto dos leitores, através do humor, da crítica e do poético, sempre presentes nesse tipo de texto. Assim, enfatizamos a importância da leitura como instrumento de transformação do cidadão e fortalecemos o sonho de um Rio literário”, diz a coordenadora de Livros e Leitura, da Secretaria Municipal de Cultura.

A campanha Paixão de Ler é o ápice de um projeto que se estende por todo ano nas bibliotecas e escolas do Rio de Janeiro, através dos seguintes projetos: Ciranda de Histórias, que leva mensalmente para oito bibliotecas diferentes da cidade, um grupo profissional de Contadores de História; o Circuito Jovem de Leitura, onde escritores contemporâneos se encontram com crianças e jovens das escolas da rede municipal e abordam o livro e a escrita através da leitura de trechos de seus livros; Os Encontros Literários, que promovem debates entre grandes escritores sobre assuntos do mundo literário; e o Tardes Culturais, que leva para o público adulto, nas bibliotecas populares, rodas de leitura, saraus poéticos, literários e musicais.

As atrações estarão por toda parte, como praças, parques, centros culturais, bibliotecas, trens e barcas. Serão espetáculos de recitação e interpretação, ocupações e bate-papos literários, troca-troca de livros, intervenções e apresentações com artistas renomados. A programação completa pode ser encontrada no site www.rio.rj.gov.br/web/smc/.

Amazon põe em alerta as editoras tradicionais

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Depois de revolucionar o mundo das livrarias, a gigante digital avança sobre o filão editorial

Texto de David Streitfeld (The New York Times) publicado originalmente na revista Veja

A escritora Laurel Saville, em sua casa em Nova York - 11/10/2011A escritora Laurel Saville, em sua casa em Nova York: contrato com a Amazon, depois de muitas rejeições (Heather Ainsworth/The New York Times)

A Amazon.com ensinou aos leitores que eles não precisam de livrarias. Agora, ela os está estimulando a deixar de lado seus editores. No outono do hemisfério Norte, a Amazon publicará 122 livros em diversos gêneros, tanto físicos quanto eletrônicos. Essa é uma notável aceleração do programa de edição da Amazon, que colocará o varejista em concorrência direta com as casas de Nova York que são também seus fornecedores mais importantes.
 
A empresa criou uma linha principal comandada pelo veterano editor Laurence Kirshbaum para lançar marcas de ficção e não-ficção. Ela assinou seu primeiro contrato com o autor de autoajuda Tim Ferriss, um favorito dos homens jovens. Recentemente, anunciou também uma biografia da atriz e diretora Penny Marshall, pela qual pagou 800 000 dólares, segundo uma fonte com conhecimento direto da negociação.
 
Editores dizem que a Amazon está cortejando agressivamente alguns de seus principais autores. E a empresa está roubando serviços que as editoras, críticos e agentes costumavam oferecer. Diversas grandes editoras se recusaram a falar oficialmente sobre os esforços da Amazon. ”Os editores estão aterrorizados e não sabem o que fazer’’, afirmou Dennis Loy Johnson, da Melville House, que é conhecido por falar o que pensa. ”Todos têm medo da Amazon’’, concordou Richard Curtis, experiente agente que é também editor de livros eletrônicos. ”Se você é uma livraria, a Amazon já é sua concorrente há algum tempo. Se você é uma editora, algum dia você irá acordar e a Amazon será também sua concorrente. E se você é um agente, a Amazon pode estar roubando seu almoço, pois ela está oferecendo aos autores a oportunidade de publicar diretamente, cortando você da jogada’’. Conclui Curtis: ”Trata-se da antiga estratégia de dividir para conquistar.’’
 
Executivos da Amazon não quiseram comentar quantos editores a empresa contratou ou quantos livros possui sob contrato. Mas eles minimizaram o poder da Amazon e afirmaram que as editoras estavam obcecadas por sua própria morte. ”É sempre o fim do mundo’’, disse Russell Grandinetti, um dos principais executivos da Amazon. Ele ressaltou, porém, que a paisagem estava mudando pela primeira vez desde que Gutenberg inventou o livro moderno, há quase 600 anos. ”As únicas pessoas realmente necessárias no processo de edição hoje são o escritor e o leitor’’, afirmou ele. ”Todos que ficam entre esses dois têm riscos e oportunidades’’.
 
A Amazon começou a dar a todos os autores, publicando ou não, acesso direto aos cobiçados dados de vendas de livros da Nielsen BookScan, que registram quantos livros físicos estão sendo vendidos em mercados individuais como Milwaulkee ou Nova Orleans. Ela está introduzindo o tipo de comunicação pessoal entre autores e seus fãs que costumava ocorrer apenas em turnês de livros. Isso transformou um obscuro romance alemão num best-seller sem a interferência de qualquer crítico profissional.

Menores livros do mundo divertem o público

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Obras completas chegam a medir apenas o tamanho de uma unha

Publicado originalmente na GazetaWeb

Stand está sendo bastante visitado (Fotos: David Lucena)

O stand ‘Os Menores Livros do Mundo’, da editora peruana Ciex, tem chamado a atenção do público que visita a V Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Com edições de até 1,5cm de altura, a editora leva ao extremo o conceito de ‘livros de bolso’.

A maioria dos ‘pocket books’ do stand mede 5cm de largura por 6cm de altura. Neste formato, os visitantes podem encontrar livros dos mais diversos gêneros e todas as obras são completas. Há desde Dom Casmurro ao Kama Sutra, passando pelo Manifesto do Partido Comunista e escritos de Nietzsche, além de dicionários e histórias infantis.

Há até a Bíblia Sagrada completa, no formato de 5x6cm. No entanto, por ser muito extensa, esta obra foi feita para ser lida somente com o uso de uma lupa.

Obras completas dos mais diversos gêneros em formatos minúsculos

Em geral, os livros custam R$ 22,00 e medem aproximadamente o tamanho da palma de uma mão. Os menores, de 1cm de largura por 1,5cm de altura, são de tamanho equivalente a uma unha. “Há um formato ainda menor, 0,5cm por 1cm, mas está em falta aqui”, afirmou o peruano Elias Avilio, responsável pelo stand.

Além de português, é possível encontrar ‘mini’-livros’ em inglês, espanhol, italiano e francês. Elias Avilio explica que a editora já trabalha com esses formatos minúsculos há 40 anos. “O pessoal que passa por aqui se diverte com o tamanho dos livros. Estamos vendendo bastante”, afirma Elias.

A estudante Emanuelle Barbosa visitou o stand e gostou dos ‘mini-livros’. “Nunca tinha visto! Eles são muito pequenos. Adorei, é realmente muito interessante. E dá pra ler tudo”, declarou Emanuelle.

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