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Contra repressão, Occupy Wall Street cria biblioteca móvel

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Divulgação

Mobilidade em livros em Nova York
 
Publicado originalmente na Info Online
 
Os ativistas de Nova York que organizam a série de protestos contra o mercado financeiro e a crise econômica nos Estados Unidos encontraram uma forma criativa de fazer circular os livros da “Biblioteca do Povo”: usar carrinhos de feira.
 

A “Peoples Library”, como é chamada pelos ativistas, é uma biblioteca improvisada no entorno do distrito financeiro, em Nova York, e dedicada a receber, doar ou emprestar livros sobre sociologia e economia com temática crítica ao livre mercado e ao poder das corporações. 

Esta semana, porém, a polícia de Nova York decidiu impedir que os ativistas montassem barracas para dormir em Wall Street e recolheram os livros da “People´s Library” dispostos nas calcadas da cidade.A polícia usou o argumento de que as manifestações não podem atrapalhar a livre circulação de pessoas e ocupar em definitivo áreas públicas da cidade.

Desde hoje, os ativistas transformaram sua biblioteca em uma plataforma móvel, colocando os livros em carrinhos com rodinhas. Deste modo, a política não pode apreender as publicações ou enquadrar os ativistas por “ocupar” uma área pública, uma vez que eles podem mover-se sempre que desejarem.

Penguin lança serviço para autores independentes de livros eletrônicos

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Publicado originalmente no The Wall Street Journal

Num sinal de que as principais editoras de livros estão finalmente reconhecendo o potencial do setor de edição autônoma de livros digitais, o Penguin Group (USA) lançou na quarta-feira um serviço para ajudar escritores a publicar seus próprios livros.

Por uma taxa entre US$ 99 e US$ 549, mais um porcentual das receitas obtidas com eventuais vendas, uma subsidiária da Penguin chamada Book Country vai oferecer uma série de ferramentas – desde um conversor profissional para o formato e-book até programa para criar capas – para ajudar um escritor a deixar seu trabalho disponível em lojas de livros digitais e serviços de impressão sob demanda.

O negócio da auto-edição pode ajudar a Penguin a descobrir novos escritores, ao mesmo tempo em que cria um canal de receitas adicional.

A Penguin Group (USA) vem investindo “um substancial montante de dinheiro” em tecnologia para lançar o novo serviço”, diz o diretor-presidente David Shanks. “Se algum desses livros chegar à lista de best sellers, o serviço pode ser muito bem-sucedido.”

A Penguin poderia oferecer aos escritores mais bem-sucedidos na auto-edição contratos para serem publicados do modo tradicional caso eles desejem, acrescentou.

Por outro lado, o negócio de edição tradicional da Penguin não pretende atrair autores que a editora tenha rejeitado no negócio de auto-edição. Molly Barton, diretora global para a área digital da Penguin, disse que “não seria apropriado sugerir um caminho que envolvesse comissões” a um autor cujo original tenha sido rejeitado” pela Book Country.

Turbinado pelo aparecimento de e-readers e pela crescente popularidade dos e-books, o número de títulos auto-editados nos Estados Unidos triplicou para 133.036 em 2010, ante 51.237 em 2006, segundo a corretora R.R. Bowker LLC, que acompanha o setor de editoras.

E enquanto muitos ainda vendem poucos exemplares, a edição por conta própria pode ser extremamente lucrativa para outros. Amanda Hocking, autora de livros para jovens adultos, juntou-se neste mês ao Kindle Million Club, da Amazon.com Inc., por ter atingido vendas de mais de um milhão de cópias digitais de seus livros. Ela fechou um negócio com a editora St. Martin´s Press para republicar sua trilogia “Trylle”, em papel e meio digital, mais um quarteto de novos títulos a serem pulicados posteriormente.

Muitas empresas já atendem escritores de autônomos, incluindo as distribuidoras de e-books Smashwords Inc., Amazon.com e Barnes & Noble Inc.

A Penguin está usando o Book Country, um website especializado no gênero ficção, como base para seu novo serviço. Escritores já publicam originais no site, especializado em romances, fantasia, ficção cientifica, terror e mistério. Usuários comentam os manuscritos, e oferecem conselhos sobre a edição.

A Penguin diz que a Book Country, lançada em abril, já atraiu ao redor de 4.000 participantes, que publicaram aproximadamente 500 originais, alguns acabados, outros não – e pelo menos três desses autores já encontraram agentes para os representarem.

Fliporto atrai 80 mil pessoas e movimenta R$ 10 milhões em Olinda

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Publicado originalmente no NE10

Foto: Beto Figueiroa/Santo Lima; Divulgação

O balanço final da VII edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto, revela que o público deste ano foi 33% superior ao de 2010 (80 mil visitantes ante 60 mil da edição anterior), com 94% de aprovação. A Festa também superou as expectativas para a economia de Olinda. Durante os cinco dias do evento, foram movimentados um total de R$ 10 milhões na Cidade Histórica, sobretudo nos setores hoteleiro, gastronômico e editorial.

A programação literária contou com 46 autores e convidados, que protagonizaram 20 painéis na Tenda do Congresso Literário. A presença desses grandes nomes da literatura nacional e internacional, certamente, incentivou as compras de publicações. Ao todo, a Feira do Livro teve mais de 15 mil exemplares vendidos.

Com a curadoria geral do escritor e advogado Antônio Campos, a festa homenageou, este ano, o escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, e teve como tema “Uma Viagem ao Oriente”. A curadoria literária do evento foi assinada pelo jornalista e escritor Mário Hélio Gomes que, além do indiano Deepak Chopra, trouxe para o Estado nomes influentes da literatura mundial, como Abdel Bari Atwan (Palestina), Tariq Ali (Paquistão), Joumana Haddad (Líbano) e Derek Walcott (Santa Lúcia, Caribe) – vencedor de um Prêmio Nobel de Literatura-, e Gonçalo M. Tavares (Portugal).

A Festa também trouxe ao público o Cine Fliporto, segmento voltado para o cinema, que homenageou os cineastas Guel Arraes e Tizuka Yamasaki, com curadoria do crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

Outro polo que atraiu a atenção do público foi o Fliporto Digital, setor do evento que acolheu as novidades tecnológicas no ramo literário e que saudou os irmãos Sílvio e Luciano Meira. Toda a programação do evento foi transmitida ao vivo pela TV Fliporto.

Pedro Almodóvar apresenta livro que conta sua trajetória

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Publicado no Terra

Pedro Almodóvar disse que se considerava um diretor "underground". Foto: Divulgação.

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar apresentou nessa quarta-feira (9) em Los Angeles a primeira edição de The Pedro Almodóvar Archives, um livro que relembra a carreira do diretor desde sua estreia em 1980 com Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão.

Publicada pela editora Taschen, a obra possui 410 páginas e mais de 600 imagens, algumas delas inéditas, que ilustram os 18 filmes realizados por Almodóvar em suas mais de três décadas atrás das câmaras e será vendida por US$ 200 a partir do dia 1º de dezembro.

O diretor dedicou o livro às pessoas que trabalham em sua produtora, El Deseo, e à Espanha, um país que “algumas vezes é difícil”, mas que lhe deu “muitas razões para ser grato”, comentou no ato de lançamento na loja da Taschen em Beverly Hills, onde esteve acompanhado do ator Antonio Banderas.

“Minha vida, este livro e os filmes que fiz são o resultado da democracia na Espanha. Sem essa democracia eu não teria existido, ou teria existido em outros idiomas. Teria sido impossível fazer meus filmes sob a ditadura de Franco”, comentou o cineasta.

“Era consciente que tinha que fazer filmes muito baratos para contar tudo que queria porque o dinheiro sempre traz consigo um montão de compromissos. Eu me via como um diretor underground e os diretores underground tomam muitas drogas, têm uma vida noturna muito intensa e são sexualmente acessíveis”, considerou.

Para Banderas, personagem constante no livro já que participou de cinco produções de Almodóvar, a obra vai agradar “não só as pessoas que gostam de cinema, mas também quem gosta da vida”.

O ator contou como conheceu o diretor em uma cafeteria e que este lhe disse que tinha que se dedicar ao cinema porque “tinha uma cara muito romântica”.

“Quando eu perguntei a meus amigos quem era aquele cara, me responderam que seu nome era Pedro Almodóvar, que havia feito um filme e nunca faria um segundo”, comentou Banderas, provocando risadas na plateia do evento.

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Escola de SP usa Harry Potter para ensinar química e história

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Publicado originalmente no Terra
Como trabalhar conteúdos tradicionais de forma inovadora? No Colégio Saint Clair, de São Paulo, direção e professores se deram conta de que poderiam mesclar as atividades escolares com assuntos de domínio da garotada. Assim, desenvolveram o projeto Harry Potter e a Magia do Conhecimento, em que disciplinas como química e história são ensinadas tendo por base as aventuras do bruxo mais famoso da literatura e do cinema modernos. Como resultado, conseguiram o envolvimento em massa de alunos dos ensinos fundamental e médio.

Apesar da resistência inicial de alguns pais, que se opuseram à ideia principalmente por questões religiosas, o colégio seguiu dialogando até aprovar o projeto. “Mostramos que o contexto em que toda a ficção da série é inserida trazia muita riqueza científica e que permitir aos alunos adentrar em um mundo de criatividade e inteligência seria extremamente produtivo para o ensino”, explica Luciane Fazito, diretora da escola, que durante todo o ano costuma promover eventos educacionais com os mais diversos enfoques.

Com o Saint Clair transformado em uma Hogwarts, a escola de magia dos livros e filmes, os estudantes tiveram a oportunidade de descobrir como eram os colégios antigamente, com seus quadros-negros e aulas mais densas, diferentes das propostas das instituições mais modernas. “Até mesmo os ambientes vistos no filme foram utilizados como, por exemplo, a Floresta Proibida. Foi proposto aos alunos um estudo de como seria essa suposta floresta, com análise de vegetação, animais e clima, buscando encontrar uma floresta real com as mesmas características”, conta a diretora.

A partir da ficção, os alunos aprenderam sobre a Inquisição durante a Idade Média (história), quando os “bruxos” eram perseguidos pela Igreja, sobre o ábaco e outras ferramentas antigas de cálculos (matemática) e realizaram atividades bem interativas como o jogo de xadrez (raciocínio) em que as peças eram as próprias pessoas, em alusão ao primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal.

A parte da “bruxaria” ficou por conta dos experimentos químicos como as experiências de alteração da cor da água e métodos de elaboração de perfume. Usando com base o envelhecimento dos personagens da série, as turmas aprenderam sobre as etapas de crescimento do ser humano.

Para completar a diversidade dos trabalhos, teve até invenções robóticas: uma coruja e uma aranha mecânicas, alusivas aos exemplares desses animais que apareceram na série.

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