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Livro reúne ilustrações de Salvador Dalí para o clássico “Alice no país das maravilhas”

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Lívia Deodato na revista Marie Claire
 

Editora Globo

 

Você se lembra de como conheceu Alice no país das maravilhas, a obra clássica de  Lewis Carroll, escrita em 1865? Talvez tenha sido por um belo livro ilustrado, passado de geração para geração. Talvez tenha ouvido a sua professora primária contar. Talvez pelo primeiro filme ilustrado feito por Walt Disney, em 1951.

Editora Globo

 

Mas dificilmente foi através de uma dessas belíssimas ilustrações de ninguém menos que o surrealista Salvador Dalí (1904-1989). O artista plástico espanhol realizou 12 heliogravuras (um tipo de impressão de ilustrações por meio de placas gravadas em baixo-relevo) para cada um dos capítulos do livro, além de uma gravura original assinada em quatro cores na frente.

Biografia de Frida Khalo finalmente ganha versão em português

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Lançada em 1983, biografia de Frida ganha tradução em português e apresenta pinturas e amores da artista

Marta Barbosa no UOL

Capa da biografia "Frida" / Foto: Divulgação

Há inúmeros livros, novas e antigas edições, sobre Frida Khalo (1910 – 1954) e suas obras de encantadora dor latente. A vida da artista mexicana, marcada por seu temperamento forte, pela sua bissexualidade e por fortes dores causadas por um acidente na adolescência, foi até enredo de Hollywood (de Julie Taymor, com a atriz Salma Hayek no papel principal).

Muito se sabe e muito se escreve sobre Frida, popular ao ponto de ter o rosto estampando a nova cédula de 500 pesos no México. O que torna, então, “Frida – A Biografia” (Globo Livros, tradução Renato Marques) uma leitura imperdível não é exatamente o que se diz, mas como se diz.

Este livro, enfim traduzido ao português, marcou a retomada da artista nos Estados Unidos, e consequentemente no resto do mundo. Foi lançado originalmente em 1983 e foi escrito por Hayden Herrera, famosa historiadora de arte, especializada em América Latina. Foi com base nesta densa obra que o roteiro para o cinema foi desenvolvido.

Hayden foi professora da Universidade de Nova York, já escreveu para New York Times e Connoisseur e traz neste livro um trabalho de apuração de fôlego. São 624 páginas e cadernos de ilustração com reproduções de quadros marcantes de Frida, além de imagens do arquivo pessoal da artista.

Além de interessantes notas sobre a vida de Frida, a autora conduz instigantes descrições dos quadros. Um exemplo é “Umas facadinhas de nada”, pintura de 1935 baseada numa notícia de jornal. Um homem bêbado matou a namorada com vinte facadas, sem nenhuma razão aparente, e disse à polícia que deu apenas “umas facadinhas nela”.

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Contra repressão, Occupy Wall Street cria biblioteca móvel

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Divulgação

Mobilidade em livros em Nova York
 
Publicado originalmente na Info Online
 
Os ativistas de Nova York que organizam a série de protestos contra o mercado financeiro e a crise econômica nos Estados Unidos encontraram uma forma criativa de fazer circular os livros da “Biblioteca do Povo”: usar carrinhos de feira.
 

A “Peoples Library”, como é chamada pelos ativistas, é uma biblioteca improvisada no entorno do distrito financeiro, em Nova York, e dedicada a receber, doar ou emprestar livros sobre sociologia e economia com temática crítica ao livre mercado e ao poder das corporações. 

Esta semana, porém, a polícia de Nova York decidiu impedir que os ativistas montassem barracas para dormir em Wall Street e recolheram os livros da “People´s Library” dispostos nas calcadas da cidade.A polícia usou o argumento de que as manifestações não podem atrapalhar a livre circulação de pessoas e ocupar em definitivo áreas públicas da cidade.

Desde hoje, os ativistas transformaram sua biblioteca em uma plataforma móvel, colocando os livros em carrinhos com rodinhas. Deste modo, a política não pode apreender as publicações ou enquadrar os ativistas por “ocupar” uma área pública, uma vez que eles podem mover-se sempre que desejarem.

Penguin lança serviço para autores independentes de livros eletrônicos

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Publicado originalmente no The Wall Street Journal

Num sinal de que as principais editoras de livros estão finalmente reconhecendo o potencial do setor de edição autônoma de livros digitais, o Penguin Group (USA) lançou na quarta-feira um serviço para ajudar escritores a publicar seus próprios livros.

Por uma taxa entre US$ 99 e US$ 549, mais um porcentual das receitas obtidas com eventuais vendas, uma subsidiária da Penguin chamada Book Country vai oferecer uma série de ferramentas – desde um conversor profissional para o formato e-book até programa para criar capas – para ajudar um escritor a deixar seu trabalho disponível em lojas de livros digitais e serviços de impressão sob demanda.

O negócio da auto-edição pode ajudar a Penguin a descobrir novos escritores, ao mesmo tempo em que cria um canal de receitas adicional.

A Penguin Group (USA) vem investindo “um substancial montante de dinheiro” em tecnologia para lançar o novo serviço”, diz o diretor-presidente David Shanks. “Se algum desses livros chegar à lista de best sellers, o serviço pode ser muito bem-sucedido.”

A Penguin poderia oferecer aos escritores mais bem-sucedidos na auto-edição contratos para serem publicados do modo tradicional caso eles desejem, acrescentou.

Por outro lado, o negócio de edição tradicional da Penguin não pretende atrair autores que a editora tenha rejeitado no negócio de auto-edição. Molly Barton, diretora global para a área digital da Penguin, disse que “não seria apropriado sugerir um caminho que envolvesse comissões” a um autor cujo original tenha sido rejeitado” pela Book Country.

Turbinado pelo aparecimento de e-readers e pela crescente popularidade dos e-books, o número de títulos auto-editados nos Estados Unidos triplicou para 133.036 em 2010, ante 51.237 em 2006, segundo a corretora R.R. Bowker LLC, que acompanha o setor de editoras.

E enquanto muitos ainda vendem poucos exemplares, a edição por conta própria pode ser extremamente lucrativa para outros. Amanda Hocking, autora de livros para jovens adultos, juntou-se neste mês ao Kindle Million Club, da Amazon.com Inc., por ter atingido vendas de mais de um milhão de cópias digitais de seus livros. Ela fechou um negócio com a editora St. Martin´s Press para republicar sua trilogia “Trylle”, em papel e meio digital, mais um quarteto de novos títulos a serem pulicados posteriormente.

Muitas empresas já atendem escritores de autônomos, incluindo as distribuidoras de e-books Smashwords Inc., Amazon.com e Barnes & Noble Inc.

A Penguin está usando o Book Country, um website especializado no gênero ficção, como base para seu novo serviço. Escritores já publicam originais no site, especializado em romances, fantasia, ficção cientifica, terror e mistério. Usuários comentam os manuscritos, e oferecem conselhos sobre a edição.

A Penguin diz que a Book Country, lançada em abril, já atraiu ao redor de 4.000 participantes, que publicaram aproximadamente 500 originais, alguns acabados, outros não – e pelo menos três desses autores já encontraram agentes para os representarem.

Fliporto atrai 80 mil pessoas e movimenta R$ 10 milhões em Olinda

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Publicado originalmente no NE10

Foto: Beto Figueiroa/Santo Lima; Divulgação

O balanço final da VII edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto, revela que o público deste ano foi 33% superior ao de 2010 (80 mil visitantes ante 60 mil da edição anterior), com 94% de aprovação. A Festa também superou as expectativas para a economia de Olinda. Durante os cinco dias do evento, foram movimentados um total de R$ 10 milhões na Cidade Histórica, sobretudo nos setores hoteleiro, gastronômico e editorial.

A programação literária contou com 46 autores e convidados, que protagonizaram 20 painéis na Tenda do Congresso Literário. A presença desses grandes nomes da literatura nacional e internacional, certamente, incentivou as compras de publicações. Ao todo, a Feira do Livro teve mais de 15 mil exemplares vendidos.

Com a curadoria geral do escritor e advogado Antônio Campos, a festa homenageou, este ano, o escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, e teve como tema “Uma Viagem ao Oriente”. A curadoria literária do evento foi assinada pelo jornalista e escritor Mário Hélio Gomes que, além do indiano Deepak Chopra, trouxe para o Estado nomes influentes da literatura mundial, como Abdel Bari Atwan (Palestina), Tariq Ali (Paquistão), Joumana Haddad (Líbano) e Derek Walcott (Santa Lúcia, Caribe) – vencedor de um Prêmio Nobel de Literatura-, e Gonçalo M. Tavares (Portugal).

A Festa também trouxe ao público o Cine Fliporto, segmento voltado para o cinema, que homenageou os cineastas Guel Arraes e Tizuka Yamasaki, com curadoria do crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

Outro polo que atraiu a atenção do público foi o Fliporto Digital, setor do evento que acolheu as novidades tecnológicas no ramo literário e que saudou os irmãos Sílvio e Luciano Meira. Toda a programação do evento foi transmitida ao vivo pela TV Fliporto.

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