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Como ensinar habilidades socioemocionais para as crianças por meio da Literatura

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Crianças aproveitam o “faz de conta” para elaborar suas prórias questões: Crédito: Pixabay

Além de estimular sentimentos como empatia, personagens podem ensinar crianças e adolescentes a lidar com emoções complexas no processo de crescimento

Camila Cecílio, na Nova Escola

Observar através da janela a cidade que, embora às vezes suja, guarda muitas belezas. Perceber que há pessoas diferentes convivendo em um mesmo espaço – um rapaz tatuado que não tira os olhos do celular, um homem cego com seu cão-guia, um músico e seu violão ou uma senhora segurando um vidro cheio de borboletas. Essas são algumas das experiências que o menino Cadu tem ao andar de ônibus no livro Última parada, Rua do Mercado, de Matt de la Pena.

Ao lado da avó, Cadu aprende que é preciso ser gentil com os outros, dizer boa tarde e oferecer o assento no ônibus a quem mais precisa. “É um convite para olhar ao redor com disponibilidade para perceber a poesia nos detalhes e, principalmente, nos outros”, diz a obra, que faz parte do conteúdo trabalhado com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Colégio Marista Anjo da Guarda, em Curitiba (PR), para desenvolver nos pequenos habilidades socioemocionais, como a empatia.

Estudos feitos por universidades ao redor do mundo indicam que ler torna as pessoas mais empáticas. A pesquisa de autoria do professor Keith Oatley, do Departamento de Psicologia Aplicada e Desenvolvimento Humano da Universidade de Toronto, no Canadá, aponta que, ao investigar a vida de personagens da ficção – suas emoções, motivações e pensamentos –, o leitor pode formar suas próprias ideias e aplicá-las na vida real.

Para Oatley, que também é romancista, o estudo reforça a necessidade das humanidades em escolas e universidades como parte do processo educacional. Fortalece, ainda, a ideia de que a ficção, não apenas em livros, mas em romances, contos, peças e filmes, não é apenas entretenimento, mas “tão importante quanto estudos de engenharia e negócios”.
Literatura, uma aliada no dia a dia escolar

Professora e pós-doutora em Artes pela Universidade de Campinas (Unicamp), Fernanda Maria Macahiba Massagardi acredita que ensinar não é simplesmente determinar, informar e deixar as crianças ansiosas com “uma quantidade desumana de conteúdo sem sentido”, mas sim mediar, levar o aluno a pensar e agir a partir de reflexões individuais e coletivas. Ela sustenta que, além de possibilitar a imersão em um mundo de sensibilidades, a educação literária contribui para o desenvolvimento cognitivo e afetivo, na medida em que proporciona a formação de um sujeito crítico, que não apenas decodifica, mas interpreta e recria situações. Em sua tese de doutorado, Percursos da Literatura na Educação – Ensinar Contando Histórias, a pesquisadora analisa as obras Nárnia, de C. S. Lewis, e Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, nas quais aponta a relação de alguns personagens com o desenvolvimento da criança.

Livros usados por escola pública de Fortaleza (CE). Crédito: Camila Baccin

Trazer essas relações para a sala de aula requer um professor com conhecimento sobre o processo criativo, a representação do mundo na criança, a aquisição de conhecimentos, a vida real e os sonhos de seus alunos – além de entender quais fatores incentivam as crianças a buscar momentos de prazer e conhecimento na leitura.

Por seu lado, as crianças aproveitam o “faz de conta” para elaborar, ainda que de maneira inconsciente, seus pontos de vista. Celize Ogg Nascimento Domingos, coordenadora pedagógica dos anos iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Marista Anjo da Guarda, em Curitiba (PR), conta que os pequenos são capazes de observar conflitos e emoções de personagens. Na instituição, o conteúdo trabalhado com alunos do 1º ao 5º ano aborda, especialmente, questões relacionadas às diferenças, presentes em livros como Diversidade, de Tatiana Belinky, O Reizinho Mandão, de Ruth Rocha, e o já citado Última Parada, Rua do Mercado. Os efeitos da literatura transpõem a sala de aula e acabam chegando aos responsáveis, diz a coordenadora.

“Pedimos aos pais para buscar na literatura formas de conversar com a criança, que muitas vezes não sabe verbalizar algumas coisas, mas encontra na fantasia um repertório maior para se comunicar”, diz ela. Celize cita como exemplo crianças que sempre pedem para ouvir as mesmas histórias. “Significa que aquele enredo vai além da fantasia, que está trazendo emoções que fazem com que ela, de alguma forma, se reconheça ali”.

A noção de que os livros guardam não apenas ensinamentos, mas também sentimentos e realidades particulares e sociais foi um aprendizado pessoal da pesquisadora Fernanda Massagardi. Para ela era mágico perceber que a Narizinho de Monteiro Lobato, como ela, também subia em árvores e gostava de se debruçar sobre as margens de um rio. “A mágica da literatura é que ela pode não ser real, mas oferece experiências muito mágicas”.
O aluno como protagonista de sua própria história

Para os jovens, a percepção da relação entre a literatura e as habilidades socioemocionais é um pouco diferente, mas o impacto é tão grande quanto. A experiência da Escola Estadual Aloysio Barros Leal, no Ceará, mostra que por meio do exercício de se colocar no lugar das pessoas é que se aprende a ter um olhar generoso.

Situada na periferia de Fortaleza, com uma significativa parcela da comunidade do entorno de origem negra, há três anos a escola passou a trabalhar obras das escritoras Conceição Evaristo e Angela Davis com seus alunos. “Quando trago Conceição Evaristo, trago uma escritora negra que traz na cor de sua pele o mapa de sua história, trago alguém que relata a história das mães, avós e bisavós desses alunos, que conta a história das mulheres brasileiras”, conta a professora Camile Baccin, especialista em Ensino Metodológico de Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Com isso, diz ela, os alunos exercitam autoconhecimento, empatia, sensibilidade. “Muitos dos meninos e meninas se identificam e se reconhecem nas narrativas e na poética dessa escritora”.

O projeto surgiu de uma preocupação da professora em desenvolver nos jovens as competências socioemocionais para lhes dar ferramentas e lidar com um cotidiano em que o preconceito e os tantos “nãos” ouvidos todos os dias contribuem para torná-los insensíveis. “Comecei a me perguntar de que forma a literatura poderia impactar no desenvolvimento socioemocional desses jovens que vêm de uma realidade tão árida, de vidas tão duras, cheios de faltas, sem estrutura familiar e socioeconômica”, diz.

Partindo do que considera os principais pilares das habilidades socioemocionais – conhecer, fazer, ser e conviver – Camile apoiou seu trabalho na música e na literatura. “A gente se questiona: como é que minhas experiências podem desenvolver uma relação com a arte da literatura? Peço a eles que tragam suas histórias e seus relatos para que possamos confrontar com os textos. Eu trago as músicas dos Racionais MC e eles reconhecem as características da vida deles nas músicas do Mano Brown, enfrentando e quebrando paradigmas de uma sociedade tão injusta”.

O que diz a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem 10 Competências Gerais como pilares: conhecimento; pensamento científico, crítico e criativo; repertório cultural; comunicação; cultura digital; trabalho e projeto de vida; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e cooperação; e responsabilidade e cidadania.

As competências são definidas como uma mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

Socioemocionais na prática

Essa definição aponta para a necessidade de os alunos serem capazes de utilizar os saberes adquiridos para dar conta do seu dia a dia, sempre respeitando princípios universais, como a ética, os direitos humanos, a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

Na prática, as escolas devem promover não apenas o desenvolvimento intelectual, mas também o social, o físico, o emocional e o cultural, compreendidos como dimensões fundamentais para a perspectiva de uma educação integral. A despeito de todas as novas tecnologias, Fernanda Massagardi reforça que “o professor é o grande guardião do saber na hora de ensinar habilidades socioemocionais”.

A seguir, a professora Camile Baccin explica, passo a passo, como trabalhar habilidades socioemocionais com alunos do Ensino Médio. Para isso, ela escolheu uma atividade que pode ser desenvolvida em quatro horas de aula, com o intuito de despertar a empatia por meio do texto literário.

Passo 1: A escolha do texto
A escolha do conteúdo a ser trabalhado com os alunos deve ser minuciosa. Camile, por exemplo, avaliou todo o contexto de suas turmas do Ensino Médio e decidiu priorizar a literatura feminina negra com textos que recaem, sobretudo, na existência difícil das personagens femininas afrodescendentes, que enfrentam um cotidiano racista, estruturado num sistema historicamente preconceituoso. Tudo é intersecção: gênero, raça e classe, por isso a escolha do material.

Passo 2: Conhecendo os escritores

Os escritores podem ser apresentados aos alunos por meio de slides e/ou entrevistas disponíveis em vídeos em plataformas como o Youtube. Para isso, a dica é organizar a sala em semicírculo para, em seguida, iniciar um debate.

Passo 3: A entrega do texto escolhido
Camile propõe que o material escolhido seja entregue individualmente a cada aluno. O momento deve ser de leitura individual e silenciosa.

Passo 4: A apresentação do conteúdo
A ideia é apresentar o conteúdo para toda a classe. Se for a leitura de um poema, por exemplo, a sugestão da professora Camile é que cada aluno leia, de forma voluntária ou escolhidos pelo professor, uma estrofe.

Passo 5: As vozes da sala
Agora é hora de ouvir os alunos. Promover o debate a partir do conceito de identidades e levantar a questão: quem se identifica com o livro/texto/poema?

Passo 6: O que é empatia?
Nesse debate, discuta o significado de empatia para preparar os alunos para uma produção escrita. A sugestão é que os alunos escrevam relatos pessoais relacionando suas histórias com o conteúdo abordado na aula.

Passo 7: Anotações
As anotações serão entregues à professora para uma revisão e devolvidos na aula seguinte para a reescritura. O resultado do processo pode ser um painel com a exposição dos relatos e dos textos lidos. O título do painel sugerido: Por que desenvolver a empatia é importante?

Aprenda sete dicas para conservar livros

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Mesmo com toda as possibilidades tecnológicas de leitura, o livro físico ainda é fonte de imenso prazer. A encadernadora Christiana Lee, do Ateliê Manufatura , ensina como mantê-lo sempre nos trinques.

Publicado no IBahia

1. Umberto Eco já sabia

Lave as mãos antes e depois de manusear livros antigos. Sempre que possível, use luvas descartáveis e não molhe as pontas dos dedos para virar uma folha. A saliva é ácida e danifica o papel. Além disso, o exemplar pode ter focos de fungos e bactérias. Quem já leu “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, sabe do que se trata.

2. Para ler, não escrever

Não use livros como apoio. Esse hábito pode danificar as capas, e o peso força a lombada, desestruturando-a. Anotações também estragam as folhas. Se for necessário, use lápis de grafite macio. Lapiseiras e canetas deixam marcas, e, com o tempo, a tinta pode furar o papel.

3. Sem sujeira

Limpe a biblioteca com espanador ou flanela seca para não acumular poeira. Isso evita que as laterais dos volumes escureçam e a sujeira se instale por dentro. Uma vez por ano, passe uma trincha de cerdas macias dentro deles. Abrir os volumes com frequência também evita cheiro forte ou que as páginas grudem.

4. Nada no meio

Não guarde folhas, flores ou papéis velhos dentro do livro. Esses materiais podem manchar as páginas e facilitar o aparecimento de fungos. Não consuma alimentos enquanto estiver lendo, já que restos de comida atraem bichos.

5. Onde parei?

Não use clips para indicar em que ponto interrompeu a leitura. A ferrugem de objetos metálicos corrói a celulose. Também não dobre os cantinhos, pois, com o tempo, o papel fica quebradiço e acaba se rasgando. Use um marcador apropriado.

6. Maneire na luz

Não exponha exemplares ao sol ou à luz forte, pois as cores ficam desbotadas e o papel, amarelado e quebradiço. Já a umidade facilita a proliferação de fungos, então, se o livro molhar, deixe-o aberto em local arejado.

7. Guarde na vertical

Livros devem ficar retos, não muito apertados e com espaço entre o fundo da estante, para que “respirem”. Obras grandes podem até ficar deitadas, mas o ideal é que tenham o mesmo tamanho ou formem uma pirâmide pequena, pois o peso deixa marcas naquelas que estão embaixo.

Por um 2019 de mais leituras: como otimizar o tempo e aumentar o número de livros lidos?

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Isabel Costa, no Leituras da Bel

Resolvi colocar por aqui algumas dicas para otimizar o tempo e garantir mais leituras em 2019.

1 – Leia todos os dias, mesmo que apenas por alguns minutos
O compromisso diário é um exercício. Ler todos os dias vai deixar você mais atento, mais próximo dos objetivos, mais compromissado. De preferência, estabeleça um horário fixo para a leitura – pode ser antes de dormir ou no intervalo do almoço, por exemplo.

2 – Tenha um caderno para anotar impressões, citações, personagens…

Nunca gostei de riscar ou amassar os livros. Então, sempre mantive um caderno e uma caneta por perto para anotar impressões, passagens interessantes, frases de personagens e outros apontamentos. Com o tempo, acabei percebendo que esse hábito me deixava mais concentrada na leitura e me fazia ter mais interesse pelo que estava lendo.

3 – Leia em todos os lugares
Essa é uma dica velha. Fila de banco, fila da padaria, fila das lotéricas, no ônibus, no metrô… Aproveitar cada momento para ler é salvador. Ao invés de perder tempo com o celular e as redes sociais, use essas brechas para garantir mais algumas páginas lidas.

4 – Estabeleça metas reais
Essa dica vale para várias áreas da vida. “Vou ler dois livros por semana” pode não estar dentro das suas possibilidades. Então, por qual motivo vamos estabelecer metas irreais? O ideal é colocar boas metas, tangíveis, reais, mensuráveis, realizáveis. Acredite, isso vai evitar o sentimento de frustração por não ter alcançado aquela proposta prometida.

5 – Leia contos e poesias!
Sim, muitas vezes, nós subestimamos os contos e as poesias. Colocamos como leituras apenas aqueles romances enormes e acabamos por não conseguir avançar muito nas páginas. Por que não colocar um conto como meta semanal? E um livro de poesias para o mês? São leituras ricas, frutíferas e que darão a sensação de “tarefa realizada”.

6 – Busque clubes de leitura
Ler é uma atividade solitária, é claro. Mas compartilhar as impressões sobre o livro é muito divertido. Em Fortaleza, por exemplo, há diversos clubes de leitura – com os mais variados temas e horários. Além disso, ter o compromisso para terminar a leitura até “data x” vai fazer você ler mais rápido e com mais dedicação.

7 – Crie boas rotinas de leitura
A minha é fazer um chá e ficar lendo enquanto aguardo “esfriar”. Cada pessoa pode ter um ritual próprio – capaz de despertar os sentidos e dar prazer. Rituais fazem parte da valorização do nosso momento com os livros.

8 – Leia no formato virtual
Eu sou uma amante do papel. Gosto do cheiro, do peso do livro e de todo o resto. Mas, admito, os formatos virtuais são salvadores. Podemos ler um capítulo no celular, pegar algumas poesias no tablet…

9 – Busque novos livros e novos autores
O mundo está repleto de autores incríveis e livros nunca lidos. Por qual razão estamos sempre buscando as mesmas referências? Diversificar as leituras é um caminho para nos deixar instigados! Então, vamos ler aquela autora norueguesa da qual nunca ouvimos falar, sim! E vamos ler aquele livro de título estranho, mas que pode se tornar a obra da nossa vida!

10 – Mescle leituras
Um livro da faculdade, outro por fruição. Um livro teórico, uma revista em quadrinhos. Mesclar leituras nos deixa mais descansados e dispostos para encarar a próxima obra.

Como ler mais em 2019? Selecionamos 8 dicas para você

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A leitura não precisa ser solitária.

Ana Beatriz Rosa, no Huffpostbrasil

A leitura é vista, na maioria das vezes, como uma atividade individual. Mas isso não quer dizer que ela precise ser solitária. Os clubes de leitura têm raízes no século 18 e remontam à ideia dos grandes salões franceses, bem como às reuniões de mulheres que marcaram a história política dos Estados Unidos.

Mas, atualmente, eles ganharam uma nova roupagem – e recebem cada vez mais adeptos reunidos com a ajuda das redes sociais. O advogado Pedro Pacífico, por exemplo, coordena o clube de leitura Book.ster no Instagram e já conta com mais de 70 mil seguidores ávidos pelas dicas de leituras e suas experiências com os textos.

Ele conta que, antes de iniciar o perfil, usava como referência a lista de livros mais populares das livrarias para escolher as suas leituras. Porém, ao começar a interagir com perfis sobre literatura no Instagram, passou a conhecer obras diferentes que nunca teria acesso sozinho.

“Com esses perfis, também aprendi a perder o medo dos clássicos e de autores considerados difíceis. Foi até por isso que criei o @book.ster. Se eu fui influenciado por perfis literários, também queria influenciar os outros. O objetivo é mostrar que um leitor comum consegue ir além dos best sellers e que tem muita recomendação boa de leituras que nem sempre chega ao grande público.”

Na rede social, ele compartilha posts praticamente diários com resenhas e dicas de leitura. Além disso, promove leituras conjuntas com seus seguidores e faz transmissões ao vivo para comentar as obras.

A interação do clube de livro virtual deu tão certo que Pacífico resolveu extrapolar as redes e criou encontros presenciais com leitores de São Paulo. Os encontros acontecem mensalmente no hub de criatividade Tucupi, localizado em uma casinha aconchegante no bairro de Vila Nova Conceição, na capital.

Lá, um grupo de cerca de 20 pessoas se reuniu em dezembro para discutir a leitura de As Meninas, um romance clássico brasileiro da autora paulistana Lygia Fagundes Telles.

O enredo é trabalhado sob a perspectiva de múltiplas protagonistas, com uma forte dose de fluxos de consciência e com uma estrutura de tempo não linear, o que torna a leitura um tanto confusa para aqueles que enfrentavam o primeiro contato com a escrita da autora.

A compreensão, então, foi facilitada por meio da mediação do advogado Pedro Pacífico, que começou antes mesmo do grupo se encontrar por meios de mensagens no WhatsApp do clube.

Chegado o dia do encontro, o que antes pareciam dúvidas sobre a narrativa, acabaram por se tornar interpretações sobre a obra.

Na roda de conversa, surpreendia a capacidade de atenção dos leitores que se lembravam de vários detalhes do enredo e não poupavam ao contribuir com referências de suas vidas pessoais para dar novos sentidos à obra.

“Gostaria que fosse mais comum esse tipo de leitura conjunta como acontece nos clubes de livro. Assim, temos acesso a várias perspectivas de uma mesma história. Acho que, hoje em dia, a leitura ainda é vista como uma atividade muito individual, mas não deveria. Inclusive, precisamos de mais políticas públicas para que essas discussões cheguem às pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de participar de um clube do livro”, compartilha Isabelle Freitas, uma das participantes.

Além de retomarem um costume por vezes esquecido, os clubes de leitura são ótimas oportunidades de criar um compromisso e alimentar o hábito da leitura. O espaço é aberto ao leitor comum, que não necessariamente tem conhecimento técnico sobre o gênero literário, mas tem vontade de compartilhar suas impressões sobre as personagens e as emoções despertadas pela obra.

A seguir, o clube de leitura Book.Ster listou 8 dicas para quem quer retomar o hábito da leitura ou simplesmente se arriscar em novas histórias em 2019.

1. Tenha uma rotina

“Eu amadureci como leitor quando comecei a criar uma rotina de leituras. O primeiro passo foi tornar a leitura um hábito do meu dia. Ler um pouco todos os dias. No começo pode parecer difícil, mas em pouco tempo você já começa a se acostumar e a leitura se torna parte do cotidiano. É um tempo que você foca só em você.” – Pedro Pacífico

2. Separe um cantinho de sua casa dedicado a leitura

“Eu tenho um ‘lugar’ só para a leitura. É uma poltroninha confortável na varanda, deixo o meu celular longe, levo meu livro e um lápis para rabiscar as partes importantes e só. Me ajuda bastante a concentrar no meu momento.” – Isabelle Freitas

3. Aproveite o deslocamento nos transportes públicos

“Eu sempre leio no ônibus e metrô. Ajuda bastante porque seria um ‘tempo perdido’.” – Samuely

4. Tenha sempre um livro em mãos

“Eu leio enquanto tomo café da manhã, pelo menos 1 página, antes de começar de fato o dia. Antes de dormir também. E carrego para todo lado o Kindle (ou o próprio livro, se for pequeno).” – Raissa Barbosa

5. Esconda o celular

“Eu preciso esconder o celular e deixar o livro bem acessível.” – Thomas

6. Intercale os gêneros literários

“O que eu acho importante é escolher temas e gêneros bem diferentes para não se confundir com a leitura. A melhor maneira para começar é pegar um livro de ficção e outro de não ficção. Com isso, você dificilmente cansará de uma obra e você irá perceber que o ritmo de leitura melhora muito.” – Pedro Pacífico

7. Compartilhe as suas leituras

“Tenho mania de querer ler trechos que me tocam para as pessoas que estão a meu lado, contextualizo e leio. Normalmente elas não dão muita bola, acho que é por não estarem envolvidas na leitura como eu. Mas mesmo assim continuo com essa mania, me faz bem reler ou compartilhar o que estou lendo.” – Tipiti

8. Participe de um clube do livro (virtual ou não)

“Gostaria que fosse mais comum esse tipo de leitura conjunta como acontece nos clubes de livro. Assim temos acesso a várias perspectivas de uma mesma história. Acho que hoje em dia a leitura ainda é vista como uma atividade muito individual.” – Isabelle Freitas

7 Aparadores de livros para amantes do mundo geek

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Cristina Danuta

 

Nem precisa perguntar, quem é geek adora ler. E que tal se o mestre Yoda te desse uma “forcinha” com os livros? Ou se a Eleven te desse uma ajudinha na hora de organizar a estante? Veja abaixo alguns aparadores (ou porta-livros) que são o sonho de consumo de todo geek:

 

Que a força e os livros estejam com você!

Vi no Casa e Jardim

 

Para os fãs de GOT:

Vi no Nerdstore

 

Já estamos atrasados para a hora da leitura?

Vi no Artgeek

 

Tem feitiço pra ajudar a gente a conseguir ler mais livros ao ano?

 

Vi na Imaginarium

 

Meus preciosos!

 

Vi no Artgeek

 

Para os fãs de Stranger Things:

Vi no Geek10

 

Até o cavaleiro das trevas merece uma pausa para a leitura:

Vi no Elo7

 

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