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Para curar um mundo fraturado (1)

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“Ser humano significa ser consciente e ser responsável” (Viktor Frankl).

“Um dos conceitos mais característicos e estimulantes do judaísmo é sua ética da responsabilidade, a noção de que Deus nos convida a ser, segundo a expressão rabínica, ‘seus sócios na Criação’.”

“A vida é o chamado de Deus à responsabilidade.”

“Maimônides, o grande rabino da Idade Média, viveu aquilo que ensinou. Valorizava a solidão e a meditação e escreveu com eloquência sobre esses temas. Disse que, somente quando distanciada do cotidiano, a alma pode alcançar uma união intelectual com o Autor da existência.”

“Quando os discípulos do rabino Chayim de Brisk (1853-1918) pediram a seu mestre que definisse a tarefa de um rabino, ele respondeu: ‘Aliviar a dor daqueles que estão sozinhos e abandonados, proteger a dignidade do pobre e salvar o primido das mãos do opressor’.”

Rabino Jonathan Sacks, em Para curar um mundo fraturado (Séfer).

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Ostra feliz não faz pérola (2)

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“Quando tudo estiver acabado: escrever sem preocupação de ordem. Tudo o que me passar pela cabeça” (A. Camus, em Primeiros cadernos).

“Conselho aos jovens pregadores: se vocês querem ser bem-sucedidos digam aos membros de suas igrejas o que eles desejam ouvir.”

“Nunca mostres teu poema a um não poeta.”

“Ser ‘perverso’, em psicanalisês não quer dizer ‘malvado’. Do latim, ‘perversus’, virado, ao contrário, feito contra o costume e a razão.”

“Barthes disse que a preguiça é parte essencial da experiência escolar.”

Rubem Alves, em Ostra feliz não faz pérola (Planeta).

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Ostra feliz não faz pérola (2)

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“Quando tudo estiver acabado: escrever sem preocupação de ordem. Tudo o que me passar pela cabeça” (A. Camus, em Primeiros cadernos).

“Conselho aos jovens pregadores: se vocês querem ser bem-sucedidos digam aos membros de suas igrejas o que eles desejam ouvir.”

“Nunca mostres teu poema a um não poeta.”

“Ser ‘perverso’, em psicanalisês não quer dizer ‘malvado’. Do latim, ‘perversus’, virado, ao contrário, feito contra o costume e a razão.”

“Barthes disse que a preguiça é parte essencial da experiência escolar.”

Rubem Alves, em Ostra feliz não faz pérola (Planeta).

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Para Viver um Grande Amor (1)

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“Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a da verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.”

Vinícius de Moraes, em Para Viver um Grande Amor (Companhia das Letras).

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O apocalipse do fim do livro

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Os alardes sobre o fim do livro têm suscitado vários debates. A maioria deles, no entanto, baseia-se em discursos equivocados, pois ignoram a evolução dos suportes de informação. Desde a pré-história, os homens registram o seu conhecimento, o homem primitivo esculpia símbolos em rochas, o homem antigo, por sua vez, começou utilizando tabletes de argila e evoluiu para o pergaminho (pele de animas) e papiro (o precursor do papel atual).

A invenção da imprensa por Gutenberg, no fim do século 15, e a possibilidade de imprimir documentos em larga escala, foi o prenúncio do que na contemporaneidade chamamos de “explosão bibliográfica”. Após a II Guerra Mundial, uma nova ferramenta que modificaria para sempre as rotinas de gestão documental surgiu: o computador. Com o advento das tecnologias de informação e comunicação, questionamentos sobre os suportes de informação surgiram: quais os suportes mais adequados para o armazenamento de informações? As bibliotecas e os livros vão acabar? Os livros vão virar objetos de museus?

O surpreendente dos debates com intelectuais que estão falando sobre o tema é a falta de objetividade dos discursos.

Os que afirmam a permanência do livro dizem:

– Não podemos viver sem o cheiro do livro!

– É bom dormir abraçado com o seu livro favorito!

– É muito mais prático carregar um livro do que um computador! (ignorando os livros eletrônicos, os quais já cabem no bolso).

Os que acreditam no fim do livro profetizam:

– A humanidade optará pelo livro eletrônico em função da consciência ecológica!

– As pessoas acessarão tudo pela internet e não precisarão mais de bibliotecas!

O que falta a alguns “profetas” é conhecimento biblioteconômico.

Primeiro: O livro é só um suporte de informação, como o foram os tabletes de argila. O que vale é a informação que ele contém. Sendo assim, enquanto objeto, ele pode sim virar artigo de museu.

Segundo: Os atuais suportes digitais de informação ainda não podem substituir o livro em papel por uma série de fatores como obsolescência, confiabilidade, autenticidade e longevidade desses suportes.

Terceiro: as bibliotecas nunca vão acabar, pois não prestam “serviços de livros” e sim “serviços de informação”, estejam essas informações em qualquer tipo de suporte. Por fim, para aqueles que amam o suporte livro, seu cheiro, manuseio, seu custo-benefício, fiquem tranquilos: estudos indicam que eles perdurarão. Certamente, nossa terceira geração ainda circulará abraçada neles. Mas não se iludam: a história prova que todos os suportes tiveram seu tempo, uns suplantando os outros. Por que com o livro seria diferente?

Magali Lippert da Silva é bibliotecária

Fonte: Zero Hora

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