Livro não mata

0
“Livro é para não só passar o tempo, mas também, e principalmente, manter as pessoas ocupadas. Livro é para tirar a cabeça das pessoas da compra, venda ou troca de drogas. Livro é para não se sair por aí assaltando nosso semelhante. Livro não mata.”

Ivan Lessa

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

A caverna (13)

0

“Se não falamos somos infelizes, e se falamos desentendemo-nos.”

“O amor une, mas não a todos, e pode até suceder que os motivos de uns para a união sejam precisamente os motivos de outros para a desunião.”

“A boca é um órgão que será tanto mais de confiança quanto mais silencioso se mantiver.”

“Enquanto houver vida, teremos garantida a esperança.”

“..coma cabeçorra apoiada ao peito de Cipriano Algor, com tanta força que parecia querer passar-lhe para o lado de dentro.”

José Saramago, em A caverna (Companhia das Letras).

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

A caverna (13)

0

“Se não falamos somos infelizes, e se falamos desentendemo-nos.”

“O amor une, mas não a todos, e pode até suceder que os motivos de uns para a união sejam precisamente os motivos de outros para a desunião.”

“A boca é um órgão que será tanto mais de confiança quanto mais silencioso se mantiver.”

“Enquanto houver vida, teremos garantida a esperança.”

“..coma cabeçorra apoiada ao peito de Cipriano Algor, com tanta força que parecia querer passar-lhe para o lado de dentro.”

José Saramago, em A caverna (Companhia das Letras).

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

O leitor é criador

0

O texto é o lugar de uma experiência singular, privilegiada, de uma recreação da qual cada leitor pode se tornar o centro, por pouco que queira sair dessa passividade em que ele se empobrece, que o isola do texto, cujo sentido lhe escapa sempre em grande parte e necessariamente porque, fixado pelo autor, pertencendo somente ao autor, o leitor não tem parte nele. Que o leitor aprenda que ele não é o espectador deslumbrado ou entediado de uma história feita alhures com a qual ele não tem de ajustar contas. Que ele saiba apenas que o texto lhe fala dele e de sua própria história e, imediatamente, lhe aparecerão sentidos possíveis. O leitor aprenderá que o texto lhe traz em uma linguagem já codificada, que cabe somente a ele decodificar, o sopro noturno de sua vida mais longínqua, sepultada, indizível. Isto é dizer que o texto não tem um sentido fixado, que a variedade do texto está em todo o lugar e em lugar algum, que cada um tem o poder de fazer os sentidos existirem, de decidir os sentidos…

Serge Viderman, Le céleste et le Sublunaire.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

O leitor é criador

0

O texto é o lugar de uma experiência singular, privilegiada, de uma recreação da qual cada leitor pode se tornar o centro, por pouco que queira sair dessa passividade em que ele se empobrece, que o isola do texto, cujo sentido lhe escapa sempre em grande parte e necessariamente porque, fixado pelo autor, pertencendo somente ao autor, o leitor não tem parte nele. Que o leitor aprenda que ele não é o espectador deslumbrado ou entediado de uma história feita alhures com a qual ele não tem de ajustar contas. Que ele saiba apenas que o texto lhe fala dele e de sua própria história e, imediatamente, lhe aparecerão sentidos possíveis. O leitor aprenderá que o texto lhe traz em uma linguagem já codificada, que cabe somente a ele decodificar, o sopro noturno de sua vida mais longínqua, sepultada, indizível. Isto é dizer que o texto não tem um sentido fixado, que a variedade do texto está em todo o lugar e em lugar algum, que cada um tem o poder de fazer os sentidos existirem, de decidir os sentidos…

Serge Viderman, Le céleste et le Sublunaire.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top