A Mensagem Secreta de Jesus

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Meu amigo Tony Campolo […] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. […] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida […].

Quando saíram, Tony teve uma ideia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. […] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor ideia de que Tony fosse um pregador. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo”.

A Mensagem Secreta de Jesus, Brian McLaren, ed. Thomas Nelson.

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Tempo

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Essa é uma das coisas que tenho medo. As agonias, os momentos enlouquecedores à meia-noite devem, no decurso da natureza, dissipar-se aos poucos; mas o que se seguirá? Só essa apatia, essa insipidez mortal? Será que há de vir um tempo em que eu não pergunte mais por que o mundo é como uma rua sórdida, porque tomarei a sordidez como normal?

C. S. Lewis, A Anatomia de uma dor – Um luto observado (Editora Vida).

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Albert Camus e o Teólogo (1)

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Na qualidade de um dos mais conhecidos escritores existencialistas da época, Camus certamente era ateu. Pelo resto do dia, fiquei tentando avaliar o significado daquele encontro.

– Eu acreditava que os ideias do Partido nos libertariam da pobreza e da intolerância – continuou Camus. – Mas, quando vi Stalin ignorando o sofrimento de seus condidadãos, não pude mais suportar o comunismo. Muitos de meus amigos foram capazes de ignorar condutas antiéticas em favor da política abstrata, mas eu não pude. Sempre me perturbou o conflito entre a teoria e a prática.

Ele queria mais do que uma compreensão da fé. Ele queria experimentar essa fé, e tê-la agindo em sua vida.

Howard Mumma em Albert Camus e o Teólogo (Carrenho Editorial)

+
Leia um capítulo do livro

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Albert Camus e o Teólogo (1)

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Na qualidade de um dos mais conhecidos escritores existencialistas da época, Camus certamente era ateu. Pelo resto do dia, fiquei tentando avaliar o significado daquele encontro.

– Eu acreditava que os ideias do Partido nos libertariam da pobreza e da intolerância – continuou Camus. – Mas, quando vi Stalin ignorando o sofrimento de seus condidadãos, não pude mais suportar o comunismo. Muitos de meus amigos foram capazes de ignorar condutas antiéticas em favor da política abstrata, mas eu não pude. Sempre me perturbou o conflito entre a teoria e a prática.

Ele queria mais do que uma compreensão da fé. Ele queria experimentar essa fé, e tê-la agindo em sua vida.

Howard Mumma em Albert Camus e o Teólogo (Carrenho Editorial)

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Meu coração desnudado – LVI

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Por que motivo o espetáculo do mar é tão infinitamente e tão eternamente agradável?
Porque o mar oferece, a um tempo, a idéia da imensidade e a do movimento. Seis ou sete léguas representam para o homem o raio do infinito. Eis aí um infinito diminutivo. Que importa, se ele basta para sugerir a idéia do infinito total? Doze ou quatorze léguas de líquido em movimento bastam para dar a mais alta idéia de beleza que se ofereça ao homem no seu habitáculo transitório.

Charles Baudelaire, em “Meu coração desnudado” (Ed. Nova fronteira)

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