Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged 1 ano

Os 23 livros que Mark Zuckerberg leu em 1 ano

0

quem-inventou-o-facebook-1

O primeiro livro sumiu dos estoques da Amazon apenas horas depois que o CEO informou que estava começando sua saga literária

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – A resolução de ano novo do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, foi ler um livro a cada duas semanas. A lista inclui títulos sobre criatividade, vacinação, tecnologia e ciência. A leitura de Zuckerberg teve impacto no mercado literário, com o primeiro livro sumindo dos estoques da Amazon apenas horas depois que o CEO informou que estava começando sua saga.

Veja os 23 livros que o bilionário leu em um ano e suas explicações sobre as escolhas:

1 – O fim do poder, por Moises Naim
“É um livro que explora como o mundo está mudando para dar aos indivíduos um poder que tradicionalmente só grandes governos, exércitos e outras organizações tinham. A tendência para dar mais poder às pessoas é algo em que acredito profundamente.”

2 – Os Anjos Bons da Nossa Natureza: Por que a violência diminuiu, por Steven Pinker
“É um livro atual sobre como e porque a violência tem caído de maneira constante ao longo de nossa história e como podemos manter essa tendência. Eventos recentes fazem com que violência pareçam mais comuns do que nunca, então é útil entender que toda essa violência – mesmo terrorismo – está caindo com o tempo. Se pudermos entender como estamos conquistando isso, poderemos manter nosso caminho rumo à paz. Algumas pessoas em quem confio me disseram que é o melhor livro que já leram.”

3 – Gang Leader for a Day, por Sudhir Venkatesh
“Gang Leader explora como é a vida daqueles que não vivem sob um governo eficaz. Estou ansioso para ler este e terminar o anterior.”

4 – Imunidade: Germes, Vacinas e Outros Medos, por Eula Biss
“Vacinação é um tema importante e atual. A ciência é completamente clara: vacinas funcionam e são importantes para a saúde de todos em nossa comunidade. Esse livro explora algumas razões que levam pessoas a questionar vacinas e então explica logicamente porque essas dúvidas não tem fundamentos e vacinas são eficazes e seguras. Este livro me foi recomendado por cientistas e amigos que trabalham com saúde pública. E também é um livro relativamente curto, que você pode ler em algumas horas.”

5 – Criatividade SA, por Ed Catmull e Amy Wallace
“Este livro foi escrito pelo fundador da Pixar e trata de sua experiência construindo uma cultura que incentiva a criatividade. Sua teoria é que as pessoas são fundamentalmente criativas, mas muitas forças ficam no caminho entre elas e seu melhor trabalho. Amo ler relatos de primeira mão sobre como construir grandes empresas como a Pixar e incentivar inovação e criatividade. Isso deve ser inspirador para qualquer um que quer fazer o mesmo – e espero que tenha lições que possamos aplicar para conectar o mundo.”

6 – A Estrutura das Revoluções Científicas, por Thomas S. Kuhn
“É um livro sobre a história da ciência que explora se ciência e tecnologia avançam de maneira consistente para a frente ou se o progresso vem em rajadas relacionadas a outras forças sociais. Tendo a crer que a ciência é uma força consistente para o bem do mundo. Acho que todos estaríamos melhores se investíssemos mais em ciência e agíssemos de acordo com os resultados de pesquisas. Estou animado para explorar esse tema em mais detalhes.”

7 – Rational Ritual: Culture, Coordination, and Common Knowledge, por Michael Suk-Young Chwe
“Esse livro trata do conceito de ‘senso comum’ e como as pessoas processam o mundo não apenas com base no que sabem pessoalmente, mas no que sabemos que outras pessoas sabem e também nossos conhecimentos compartilhados. É uma ideia importante para projetar redes sociais, já que frequentemente enfrentamos tradeoffs entre criar experiências personalizadas para cada indivíduo e criar experiências universais para todos.”

8 – Dealing with China: An Insider Unmasks the New Economic Superpower, por Henry M. Paulson
“Este livro é sobre a experiência de Paulson trabalhando com líderes chineses por mais de duas décadas enquanto era Secretário do Tesouro e chefe do Goldman Sachs. Ao longo dos últimos 35 anos, a China passou por uma das maiores transformações sociais e econômicas da história humana. Centenas de milhões de pessoas deixaram a pobreza. Qualquer métrica mostra que a China fez mais para tirar mais gente da pobreza que o resto do mundo junto. Tenho um interesse pessoal como estudante da cultura, história e linguagem chinesa. Estou animado para ler a perspectiva de Paulson sobre o que a ascensão da China significa para o mundo.”

9 – Orwell’s Revenge: The 1984 Palimpsest, por Peter Huber
“Muitos de nós estão familiarizados com o livro 1984 de George Orwell. Suas ideias do Grande Irmão, vigilância e duplipensar se tornaram medos penetrantes em nossa cultura. Orwell’s Revenge é uma versão alternativa de 1984. Após ver o que aconteceu com a história, a ficção de Huber descreve como ferramentas como a internet beneficiam as pessoas e mudam a sociedade para melhor.”

10 – A Nova Segregação. Racismo e Encarceramento em Massa, por Michelle Alexander
“Este livro sobre justiça social delineia as muitas maneiras em que o sistema de justiça criminal dos EUA discrimina contra minorias, coloca-as em desvantagem e previne todos de terem oportunidades iguais. Tenho me interessado pela reforma da justiça criminal há um tempo e este livro foi muito recomendando por muitas pessoas em quem confio.”

11 – THE MUQADDIMAH: An Introduction to History, por Ibn Khaldun
“É uma história do mundo escrita por um intelectual que viveu nos anos 1300. Seu foco é mostrar com a sociedade e cultura fluem, incluindo  a criação de cidades, políticas, comércio e ciência.

Enquanto muito do que era crença na época foi refutado ao longo de 700 anos de progresso, ainda é muito interessante ver o que era entendido na época e como, no geral, a visão de mundo mudou.”

12 – Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Noah Harari
“Este livro é uma grande narrativa da história da civilização humano – de como nos desenvolvemos de caçadores-coletores no começo a como organizamos nossa sociedade e economia hoje. Como livro seguinte ao Muqaddimah, que era a história da perspectiva de um intelectual de 1300, Sapiens é uma exploração contemporânea de muitas perguntas similares. Estou ansioso para ler essas perspectivas diferentes.”

13 – The Player of Games, por Iain M. Banks
“Este título é uma mudança de ritmo dos livros recentes sobre ciências sociais. É uma ficção científica sobre uma civilização avançada com inteligência artificial e uma cultura vibrante.”

14 – Energy: A Beginner’s Guide, por Vaclav Smil
“Este livro é sobre ciências físicas ao invés de ciências sociais. Explora tópicos importantes relacionados a como a energia funciona, como nossa produção e uso podem evoluir e como isso afeta as mudanças climáticas. Os trabalhos de Vaclav Smil são altamente recomendados por Bill Gates e outros. Também estou planejando ler seu outro livro, Making the Modern World, quando tiver uma oportunidade.”

15 – Genome: The Autobiography of a Species in 23 Chapters, por Matt Ridley
“O objetivo deste livro é contar a história da humanidade da perspectiva da genética em vez da sociologia. Ele deve complementar as outras histórias mais amplas que li esse ano, assim como seguir Energy nesse foco na ciência. Estou com vontade de ler os livros de Matt Ridley há um tempo. Seu livro mais recente, O Otimista Racional, sobre como progresso e economia evoluem, também está perto do topo da minha lista que só cresce de livros para ler.”

16 – As Variedades da Experiência Religiosa, por William James
“Quando li Sapiens, achei que o capítulo sobre a evolução do papel da religião na vida humana era o mais interessante e algo em que queria me aprofundar. William James era um filósofo dos anos 1800 que moldou muito do que é a psicologia moderna. Estou de férias essa semana com a Cilla e essa parecia uma leitura leve!”

17 – Portfolios of the Poor: How the World’s Poor Live on $2 a Day, por Daryl Collins, Jonathan Morduch, Stuart Rutherford e Orlanda Ruthven
“É incrível que quase metade do mundo – quase 3 bilhões de pessoas – vivem com US$ 2,50 ou menos por dia. Mais de um bilhão de pessoas vive com US$ 1 ou menos por dia. Este livro explica como essas famílias investem seu dinheiro para se financiarem melhor. Espero que esta leitura oferece insights em relação ao que podemos fazer para apoiá-los também.”

18 – Por que as Nações Fracassam. As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza, por Daron Acemoglu e James Robinson
“Este livro explora diferentes tipos de instituições sociais e incentivos que nações aplicaram para encorajar prosperidade, desenvolvimento econômico e eliminação da pobreza. É um bom complemento ao nosso último livro, Portfolios of the Poor, que foca em como as pessoas vivem na pobreza. Este discute porque a pobreza ainda existe e como reduzi-la.”

19 – O Otimista Racional, por Matt Ridley
Dois dois livros que li este ano – Os Anjos Bons de Nossa Natureza and Por que as Nações Fracassam – exploraram como progresso econômico e social trabalham juntos para fazer o mundo melhor. Os Anjos Bons argumenta que os dois se alimentam, enquantoPor que as Nações Fracassam argumenta que progresso social e político, no fim, controla o progresso econômico de uma sociedade. Este próximo livro fala o contrário: que progresso econômico é a força maior por trás do avanço social. Estou interessado em ver qual ideia ressoa mais depois de explorar esses dois frameworks. Este também é o segundo livro de Ridley que leio este ano. Aqui está uma foto tirada há algumas semanas em que estou lendo seu livro Genome, com meu cachorro Beast.”

20 – O Problema dos Três Corpos, por Cixin Liu
“Este é um livro chinês de ficção científica que se tornou tão popular que agora há um filme sendo feito em Hollywood com base nele. Também vai ser um descanso legal de todos os livros sobre economia e ciências sociais que tenho lido.”

21 – The Idea Factory: Bell Labs and the Great Age of American Innovation, por Jon Gertner
“Tenho muito interesse nas causas da inovação – que tipos de pessoas, questões e ambientes [estão envolvidos]. Esse livro explora essa pergunta ao olhar para o Bell Labs, um dos laboratórios mais inovadores da história.”

22 – Ordem Mundial, por Henry Kissinger
“Meu próximo livro para o A Year of Books é Física Quântica Para Bebês! Brincadeira. Na verdade, é Ordem Mundial, por Henry Kissinger, sobre relações internacionais e como podemos construir relações pacíficas pelo mundo. É importante para criarmos o mundo que queremos para nossos filhos, e é algo em que estou pensando nos últimos dias.”

23 – The Beginning of Infinity: Explanations That Transform the World, por David Deutsch
“Faz sentido terminar o ano com The Beginning of Infinity, de David Deutsch, sobre como o jeito que explicamos as coisas destrava maiores possibilidades.”

Número de moradores de rua com curso superior cresce 75% em 1 ano no RJ

0
Moradores de rua dormem em frente à Defensoria Pública; muitos se arrumam ali antes de irem trabalhar (Foto: Bruno Albernaz / G1)

Moradores de rua dormem em frente à Defensoria Pública; muitos se arrumam ali antes de irem trabalhar (Foto: Bruno Albernaz / G1)

 

No Centro, área de maior concentração, muitos deles dormem por ali para ficar perto do trabalho, sem gastar passagem ou aluguel.

Bruno Albernaz, no G1

No período de 2015 a 2016, o número de moradores de rua com ensino superior completo aumentou de 40 para 70, representando um crescimento de 75%, de acordo com dados estatísticos do Programa de Apoio e Inclusão Social à População de Rua. O estudo é da Prefeitura do Rio.

No Centro, área de maior concentração de moradores em situação de rua, muitos deles dormem por ali para ficar perto do trabalho. Sem dinheiro para passagem e aluguel, acordam bem cedo e se arrumam debaixo de marquises, como a do prédio da Defensoria Pública, e em becos.

Conheço engenheiros, ex-gerentes financeiros de multinacional, advogados. Muitos morando na rua. E não por causa de droga. Uns usam droga, mas para muitos o motivo é outro. É o pessoal que está aí por causa da vida mesmo, da crise”, disse ao G1 um morador de rua.

Ele pediu para ter a imagem preservada para manter a possibilidade de voltar ao mercado de trabalho. Com curso superior e experiência no mercado marítimo em empresas de offshore – termo da língua inglesa que significa “afastado da costa”, ou o trabalho embarcado –, ele conta que a crise financeira que atingiu o mercado levou ele e outros profissionais com curso superior completo a morar nas ruas do Rio.

Número triplica de 2013 para 2016

Índices do levantamento mostram ainda que o número total de moradores de rua vem aumentando ano a ano: saltou de 5.580, em 2013, para quase 15 mil em 2016. Praticamente triplicou em três anos.

O morador aposta no fim da corrupção e na reativação da economia para voltar ao mercado de trabalho.

“Solução é difícil, mas é tentar formas de reativar a economia a qualquer custo para o pessoal voltar, inclusive eu, para o mercado de trabalho. Não vão conseguir debelar essa corrupção totalmente, mas, pelo menos, não chega aos níveis em que estava no último governo. É preciso que o contexto do Brasil melhore.”

O taxista Jorge Claudio Guilhermino trabalha ao lado das sedes da Defensoria Pública e do Ministério Público. Ele diz observar o comportamento dos moradores de rua há, pelo menos, dois anos. Segundo ele, muitos acordam cedo para ir trabalhar.

“Muitos deles trabalham. Por volta das 5h30 da manhã eles pegam suas mochilas e vão para o trabalho. Há quase dois anos que venho observando. E vem aumentando gradativamente o número de moradores de rua”, comenta o taxista.

Guilermino conta ainda que muitos moradores procuram os taxistas para desabafar e contar os motivos pelos quais foram parar na rua. “Pela conversa, muitos têm o grau de cultura bem elevado”, diz.

De acordo com a prefeitura, a cidade do Rio tem, atualmente, 38 abrigos próprios, 22 conveniados e dois Hotéis Acolhedores, destinados a quem quer apenas pernoitar. Com o aumento da população de rua, as 2.177 vagas disponíveis não são suficientes para atender quase 15 mil pessoas.

Café da manhã solidário

Uma das iniciativas para atender os moradores de rua é o Projeto Voar, feito por voluntários de diversas frentes religiosas, que se reúnem uma vez por semana para oferecer a primeira refeição do dia aos moradores de rua.

Café da manhã é oferecido por voluntários todas as segundas-feiras em praça no Flamengo (Foto: Bruno Albernaz / G1)

Café da manhã é oferecido por voluntários todas as segundas-feiras em praça no Flamengo (Foto: Bruno Albernaz / G1)

 

Em uma praça no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voluntários levam sucos, café, sanduíche e roupas. Em filas organizadas, essa população é alimentada e ainda ouve palavras de incentivo durante a ação solidária do grupo. Segundo o advogado e voluntário Chrisóstomo Telésforo, muitos possuem empregos e estão na rua de forma transitória.

Pedido por doações

Os voluntários do Projeto Voar contam ainda que o alimento oferecido gratuitamente não é suficiente para alimentar toda a população de rua.

“O grupo se esforça muito para fazer o trabalho. Mas aumentou muito a população de rua. Nós atendemos mais de 300 moradores. O café consiste em frutas, café com leite, chocolate, água, suco e sanduíche. Fazemos isso com muito sacrifício. O que a gente pede é que venham até a gente trazendo sua contribuição”, diz uma voluntária.

Chrisóstomo Telésforo diz que conhece gente que conseguiu arrumar um emprego, como, por exemplo, cozinheiro e segurança, e pôde sair das ruas.

“Muitas pessoas estão na rua e querem sair. Eles usam a rua como forma transitória. Assim que eles arrumam esses empregos com carteira assinada, eles conseguem, em pouco mais de um mês, dormir em um alojamento. Ou arrumam um lugar para ficar”, diz o advogado.

O pintor Luiz Cláudio Nascimento, de 46 anos, veio de Minas Gerais para o Rio com o sonho de trabalhar na construção civil no estado. Segundo ele, tem dia que não é possível ir trabalhar por falta de dinheiro.

Eu trabalho, sou pintor de parede. Às vezes não é possível ir trabalhar por não ter como comprar a passagem. Banho, por exemplo, é muito difícil. Eu tomo banho no meu trabalho. É muito difícil ficar na rua. Eu estou só esperando juntar meu dinheirinho para ir embora”, conta Luiz Cláudio.

O idoso Waldecir Pereira é morador de rua e também ajuda o grupo com trabalho voluntário. Para ele, quem mora na rua só não se alimenta e não trabalha se quiser.

Quem tá na rua e disser que passa fome é mentira. Só se não correr atrás de nada mesmo. Se não trabalhar e não correr atrás, aí passa fome. Até trabalho tem. Cata lata, cata papelão, alguma coisa a pessoa tem que fazer para poder se manter na rua.

Aprovado em medicina aos 14 anos, José Victor, lança livro em Aracaju

0

Lançamento será realizado a partir das 16h deste sábado (12) na Escariz.
Trabalho aborda os segredos de quebrar os mitos e desafios do exame.

enem01

Publicado em G1

O estudante sergipano José Victor Menezes Teles vai lançar seu primeiro livro ‘Como vencer aos 14’, a partir das 16h deste sábado (12) na Livraria Escariz, localizada na Avenida Jorge Amado, 960, no Bairro Jardins, em Aracaju.

José Victor segue com a agenda cheia depois de ser aprovado aos 14 anos como o mais jovem aluno de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Após a repercussão do feito na mídia, ele recebeu e aceitou convites para dar palestras motivacionais enquanto as aulas na universidade estavam suspensas por causa da greve dos professores e servidores técnico-administrativos, o período letivo estava previsto para iniciar no dia 3 de agosto. José Victor também aproveitou o tempo livre para escrever o livro.

“Minha vida continua muito agitada, mas gosto disso. Gosto de passar a minha trajetória, e desta forma, incentivar mais jovens. E, a literatura também me encanta, sou muito apaixonado. Então, nada mais justo que escrever um livro”, revela José Victor.

Com 15 anos, o adolescente diz que os convites para as palestras surgiram logo após ter se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ser aceito em medicina com média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação. “Inicialmente fui convidado para dar palestras em Sergipe e depois surgiu a oportunidade de falar para estudantes de outros estados”, conta Victor Teles.

livroenem

Sobre a rotina de compromissos, o estudante revela que tudo é que é bem flexível e que nem sempre ganha dinheiro com as palestras.

“Se for uma instituição pública ou filantrópica eu não cobro e recebo apenas a ajuda de custo como passagens e alimentação. Mas se for particular o valor pode variar entre R$ 500 e R$ 1.500, depende do que for negociado e o tempo dedicado”, destaca o jovem sem querer revelar mais detalhes sobre os bastidores das negociações.

Para o adolescente, o futuro como palestrante ainda parece indefinido. “Vai depender da rotina das aulas de medicina. Mas enquanto houver tempo livre penso em aproveitá-lo ministrando palestras”, diz.

Trajetória em livro
A participação em palestras fez com que surgisse a ideia de escrever um livro sobre a trajetória da escola até a universidade em menor tempo que os demais estudantes, isso porque ele foi aceito em medicina tendo cursado apenas até o 1º ano do ensino médio. Ainda não há data prevista para o lançamento da publicação.

“Muitas pessoas me perguntavam o que eu fiz para conseguir resultados tão positivos. Então resolvi explicar como foi todo esse processo para, quem sabe, ajudar outros estudantes”, revela José Victor Teles.

Sobre o desafio da universidade, o calouro de medicina diz: “é mais um desafio, mas estou muito tranquilo com tudo o que pode vir dessa experiência”.

Preparação
O estudante cursava o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Murilo Braga, no município de Itabaiana, quando alcançou a média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação do Enem. Com o resultado, José Victor conquistou uma das 100 vagas para o curso de medicina da UFS e ficou em 7º lugar no grupo de alunos de escolas públicas.
Como tinha 14 anos e apenas o 1º ano do colégio, Victor Teles precisou de uma decisão judicial que autorizou ele a se matricular na universidade.

O Enem só dá certificação a alunos com mais de 18 anos, mas o adolescente conseguiu na Justiça o direito de fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed). Ele foi aprovado e recebeu o certificado de conclusão do Ensino Médio.

“Além do conteúdo dado em sala de aula, passei o ano passado estudando para o Enem. Sem dúvida as técnicas para estudar e armazenar o conhecimento foram decisivas para o meu desempenho. É preciso saber organizar o tempo e também se preparar para saber como será a prova no dia”, finaliza.

Crianças de 1 ano já têm contato com tablets em escolas

0

17

Publicado no Diário de Pernambuco

Mal deram os primeiros passos e os bebês já dominam tablets e smartphones. Mas os pais ainda têm dúvidas sobre a influência dos cliques no desenvolvimento infantil. Algumas escolas, de olho nas potencialidades pedagógicas, usam os aparelhos com alunos desde 1 ano de idade.

A bancária Vanessa Brandani deu um tablet de presente para a filha Isabela, que acabou de completar 3 anos. No aparelho, a criança curte brincadeiras tradicionais em versão high-tech, como jogo da memória e quebra-cabeça. “Mesmo novinha, ela manuseia com muita facilidade. Aprendeu quase sozinha. Parece que estava conectada desde a barriga”, brinca.

Para a mãe, há vantagens. “Ela identifica o próprio nome na tela. Tem aplicativos de pintar, desenhar. Desenvolve a coordenação motora”, disse. “Sei que alguns especialistas são contra. Mas no restaurante é um santo remédio. Ela se distrai”, afirma Vanessa, de 36 anos. “Controlo tudo o que ela acessa e não deixo usar por tempo demais.”

Em classe

No Colégio Mater Dei, no Jardim Paulista, zona oeste da capital, os games e a internet entraram na rotina dos alunos pequenos. O bebê, de só 1 ano, desliza o dedo pela tela em um teclado virtual. Em outro jogo, escuta o ruído de um animal ao clicar na foto correspondente. “É tudo adaptado para cada faixa etária, com planejamento e limite de horário”, explica Lucila Cafaro, coordenadora de educação infantil.

Os aplicativos ajudam na identificação de cores e formas, para os mais novos, e na grafia de letras ou quantificação de números na fase de pré-alfabetização. “E não são apenas joguinhos: eles também veem vídeos e fazem tour virtual por museus”, exemplifica. Mas a ideia, reforça Lucila, não é substituir as atividades físicas e manuais, mas complementar.

Mesmo antes de entrar em classe, a tecnologia tem efeitos. As crianças da era digital têm perfil diferente daquelas do passado. “Têm mais conhecimento prévio. E, por causa da tecnologia, são mais criativas”, descreve Lucila. “A maior dificuldade é o contato com o próximo. São mais individualistas.” Outra demanda, disse ela, é por dinamismo: têm ainda menos paciência para ficar muito tempo na mesma atividade.

Paola Carone, de 5 anos, está entusiasmada com os tablets em sala de aula. O uso da tecnologia começou no ano passado na Escola PlayPen, no Cidade Jardim, zona oeste. “É legal porque a gente pode escolher o jogo. Só não pede o que precisa escrever porque a gente não sabe ainda”, contou ela. Cada turma tem um pacote próprio de games para evitar contato precoce com alguns conteúdos.

Em casa, Paola usa o tablet dos irmãos, mas quer um próprio. Gabriel Penalva, de 5 anos, colega de Paola, já tem um aparelho. E a intimidade com o teclado faz o menino preferir escrever o nome na tela ao papel. “Às vezes eu não lembro como faz a letra ‘e’. Na tela, já aparece e aperto.”

Segundo Glaucia Rosas, coordenadora de tecnologia da PlayPen, os equipamentos facilitam um trabalho mais personalizado. “A professora consegue ficar com o grupo de alunos que precisa de atenção individual. Enquanto isso, pode deixar um grupo mais avançado sozinho porque o iPad já dá o feedback que o aluno precisa”, afirmou.

Go to Top