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O que pensam os professores brasileiros

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O “Diário de Classe” – Isadora Faber, de 13 anos, mostrou as mazelas de sua escola e quase foi processada por professores (Marco Dutra/UOL/Folhapress)

As pessoas que optam pela carreira de professor não são derrotadas. Pelo contrário, são profundamente idealistas e querem mudar o mundo, mudando a vida de seus alunos, mostra pesquisa em VEJA desta semana. Mas persiste um problema: os profissionais sabem que eles não estão aprendendo

Gustavo Ioschpe, na Veja on-line

Eis as explicações dos professores para as dificuldades de aprendizagem dos alunos: 94% apontam a “falta de assistência e acompanhamento da família”, 89% citam o “desinteresse e a falta de esforço do aluno” e 84% dizem ser “decorrentes do meio em que o aluno vive”. Nossos alunos, especialmente os pobres, são massacrados por um mar de descrença e descompromisso do sistema que a sociedade financia para educá-los. Só 7% dos professores acreditam que quase todos os seus alunos entrarão na universidade

É impressionante como sabemos pouco sobre os principais atores do nosso sistema educacional, os professores. Claro, se você acredita na maioria das notícias e artigos veiculados sobre eles, já deve ter um quadro perfeito formado na cabeça: os professores são desmotivados porque ganham pouco, precisam trabalhar em muitas escolas para conseguir pagar as contas do fim do mês. O sujeito se torna professor, no Brasil, por falta de opção, já que não consegue entrar em outros cursos superiores. Portanto, já chega à carreira desmotivado, e, ao deparar com o desprezo da sociedade e seus governantes, desiste da profissão e só permanece nela por não ter alternativa. Essa é a versão propalada aos quatro ventos. Mas eu gostaria que você, dileto leitor, considerasse uma hipótese distinta. E para isso não quero usar a minha opinião, mas dar voz aos próprios professores. Os dados que vêm a seguir são extraídos de questionários respondidos por professores da rede pública brasileira, em um caso para compor um “Perfil do Professor Brasileiro” da Unesco, em outro em pesquisa Ibope para a Fundação Victor Civita e, finalmente, na Prova Brasil de 2009 (a última com microdados disponíveis. A íntegra dos três pode ser encontrada em twitter.com/gioschpe).

Comecemos pelo início. Não é verdade que os professores caiam de paraquedas na carreira. O acaso motivou a entrada de só 8% dos mestres, e só 2% foi dar aula por não conseguir outro emprego. Sessenta e três por cento dos docentes têm inclusive outros membros da família na profissão. Perguntados sobre a motivação para exercerem a carreira, 53% dizem que é por “amor à profissão” e outros 14% apontam ser para “contribuir para uma sociedade melhor”. Só 15% citam motivos que podem ser interpretados como oportunistas ou indiferentes à função social da profissão (9% mencionam “realização profissional” e 6%, “salário/benefícios oferecidos”). O professor não tem uma má percepção da sua profissão: 81% concordam que são “muito importantes para a sociedade” e 78% dizem ter orgulho de ser professor(a).

As pessoas que optam pela carreira de professor não são derrotadas. Pelo contrário, são profundamente idealistas. Querem mudar o mundo, mudando a vida de seus alunos. Quase três quartos dos professores (72%) acham que uma das finalidades mais importantes da educação é “formar cidadãos conscientes”. Nove entre dez professores concordam que “o professor deve desenvolver a consciência social e política das novas gerações”. Apenas 45% acreditam que “o professor deve evitar toda forma de militância e compromisso ideológico em sala de aula”.

Esse jovem idealista então vai para a universidade estudar pedagogia ou licenciatura na área que lhe interessa (falo sobre esses cursos em breve). Depois começa a trabalhar.

As condições objetivas de sua carreira são satisfatórias. A ideia de que o professor precisa correr de um lado para o outro, acumulando escolas e horas insanas de trabalho, não resiste à apuração dos fatos. Quase seis em cada dez professores (57%) trabalham em apenas uma escola. Em três ou mais escolas, só 6% do total. Um terço dos professores dá até trinta horas de aula por semana. Vinte e oito por cento lecionam quarenta horas (a carga normal do trabalhador brasileiro) e só um quarto dos professores tem jornada acima de quarenta horas por semana. Dois terços dos professores têm estabilidade no emprego — é praticamente impossível demiti-los. Felizmente, casos de violência na escola são menos comuns do que a leitura de jornais nos faria crer: 10% dos professores se disseram vítimas de agressão física no último ano. Por tudo isso, a sensação geral dos professores com sua carreira é de satisfação. Quase dois terços (63%) estão mais ou igualmente satisfeitos com a profissão quando entrevistados do que no início de sua carreira. O grau de satisfação médio do professor, de zero a 10, é de 7,9. Só 10% dizem querer abandonar a carreira. (mais…)

Helen Fielding lançará terceiro livro sobre Bridget Jones

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“A autora inglesa disse que o livro irá explorar ”um etapa diferente da vida de Bridget”

Publicado na revista Exame

Filme O Diário de Bridget Jones

                                        Filme O Diário de Bridget Jones: A escritora não revelou o título que do novo livro

 

Londres – A escritora Helen Fielding anunciou nesta sexta-feira que publicará um novo romance sobre as peripécias da solteira favorita do Reino Unido, Bridget Jones, 13 anos após a publicação do segundo livro da saga.

A autora inglesa disse em entrevista para rádio ”BBC” que o livro irá explorar ”um etapa diferente da vida de Bridget” e que a história será desenvolvida em Londres, embora não tenha contado muito sobre seu conteúdo.

Helen assinalou, no entanto, que ”havia coisas que gostaria de contar”, como a nova obsessão da famosa solteira por seus seguidores no Twitter, embora o tabaco, o álcool e as calorias ingeridas continuam sendo as causas das maiores preocupações da protagonista.

”Minha vida continuou e a sua também. Ela seguirá tentando deixar a bebida, o tabaco e continua com a dieta. Ela estará melhor, mas nunca vai mudar realmente”, disse a autora.

Adquirido pelo editorial Jonathan Cape, a obra com as novas peripécias de Bridget deve sair à venda em outubro de 2013, segundo assegura nesta sexta-feira o site do ”The Telegraph”.

A escritora não revelou o título que do novo livro e nem ao menos comentou se os personagens Mark Darcy e Daniel Cleaver, os dois homens com os quais Bridget tentou encontrar o amor nos livros anteriores, aparecerão nessa nova fase da protagonista.

”Alguns personagens permanecem e outros desaparecem. Como acontece na nossa vida, há amigos que duram e permanecem a vida inteira, mas todo mundo segue adiante”, comentou a escritora de 54 anos, que começou a escrever sobre Bridget Jones em 1995, em uma coluna semanal do jornal britânico ”The Independent”.

Um ano depois, em 1996, o primeiro romance apareceu nas livrarias, e em 1999, foi lançado o segundo livro sobre a personagem.

Ambos os livros viraram best-sellers (venderam um total de 15 milhões de cópias, em mais de 40 países) e foram adaptados ao cinema em 2001 e 2004, com Renée Zellweger no papel de Bridget Jones, Hugh Grant como Daniel Cleaver e Colin Firth como Mark Darcy.

Atualmente, Helen trabalha no terceiro filme da saga Bridget Jones, que não se baseia em nenhuma romance, sendo um musical sobre as aventuras da solteira.

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