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Elite educacional do Brasil também fica entre as piores no Pisa 2012

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Média dos 25% alunos mais ricos do país é pior que a dos jovens de menor renda em nações desenvolvidas no exame internacional

Sala de aula de uma escola particular no Rio Eduardo Naddar / Agência O Globo

Sala de aula de uma escola particular no Rio Eduardo Naddar / Agência O Globo

Leonardo Vieira, Eduardo Vanini e Antônio Gois em O Globo

RIO — Os maus resultados do Brasil na Educação não se devem apenas à má qualidade da escola pública ou ao baixo desempenho dos alunos mais pobres. A elite brasileira, quando comparada com a de outros países, também se sai muito mal no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), exame divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que compara o aprendizado de jovens de 15 anos de idade em 65 países em testes de Matemática, leitura e Ciências. Este ano, o foco da avaliação foi o conhecimento dos alunos na área de Matemática.

Considerando apenas os alunos que, pelos critérios da OCDE, estariam entre os 25% de maior nível socioeconômico em cada nação, a elite brasileira figuraria apenas na 57ª posição entre os 65 países. O resultado deixa a desejar mesmo quando esse grupo é comparado com os mais pobres da média da OCDE, grupo que congrega principalmente nações desenvolvidas. Enquanto os brasileiros no topo da pirâmide social registraram uma média de 437 pontos, os 25% mais pobres da OCDE tiveram média de 452 pontos.

Veja aqui os resultados do Brasil e do mundo no Pisa 2012.

Na prática, com essa pontuação, a OCDE entende que os brasileiros de condições econômicas mais favoráveis já dominam operações matemáticas como frações, porcentagens e números relativos, sendo capazes de resolver problemas simples — cerca de 65% dos alunos brasileiros não atingiram esse nível no Pisa. No entanto, eles não conseguem formular e comunicar explicações e argumentos com base em suas interpretações e ações.

Outra maneira de comparar seria considerar um número ainda menor de alunos de elite, considerando que o percentual de 25%, para um país ainda em desenvolvimento como o Brasil, pode não ser um retrato fiel do topo da pirâmide social. Mesmo assim, se considerada só a média dos 5% de alunos com melhor desempenho nos 65 países, a posição do Brasil no ranking seguiria praticamente inalterada: 58ª.

O diagnóstico é o mesmo também quando se consideram apenas alunos cujos pais têm nível superior. Nessa comparação, o Brasil ficaria na 56ª posição. No topo desse ranking, aparece novamente a província chinesa de Xangai, cuja média dos alunos é 219 pontos superior à dos brasileiros. Pela escala do Pisa, isso equivale a dizer que essa elite brasileira com pais de alta escolaridade precisaria estudar mais cinco anos letivos para chegar ao nível de conhecimento dos chineses de Xangai em Matemática.

Os dados do Pisa foram divulgados uma semana depois de o resultado do Enem 2012 mostrar que as escolas com as melhores médias no exame do MEC são particulares. De acordo com um levantamento feito pelo GLOBO, nove dos dez colégios cariocas com as notas mais altas no Enem têm mensalidades acima de R$ 2 mil.

Na opinião do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os dados mostram que as escolas particulares no Brasil cobram muito por um serviço que não é assim tão melhor do que o oferecido pela rede pública. Segundo ele, o ensino privado no Brasil é desregulamentado e conserva margens de lucro superiores aos seus pares no exterior:

— É um comportamento parecido com um mercado de luxo: não presta um serviço tão bom assim, mas consegue fazer com que a elite se diferencie em termos de consumo. Para um determinado estrato da sociedade, colocar os filhos em escolas muito caras, independentemente da qualidade do serviço, é um caráter de diferenciação. E você tem chances também de construir um capital social: o filho de um grande empresário pode conviver com filhos de outro grande empresário — explica Cara.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (Sinepe), Vitor Notrica, o mau desempenho brasileiro dos 25% mais ricos no Pisa não se deve necessariamente às escolas, mas a questões culturais. Ele acha que esse rendimento abaixo da média pode estar ligado à relação entre alunos e professores no Brasil.

— A mensalidade da escola está ligada à sua proposta pedagógica. Tem escolas bilíngues, aplicadas em tecnologia, horário integral… Mas a qualidade do ensino depende, principalmente, do pulmão do professor. É fato que em países como a França e a Alemanha os alunos respeitam muito mais o professor, e por isso são cobrados com vigor. Isso pode também ser uma explicação para o resultado — afirma Notrica.

Membro do Conselho Nacional de Educação e professor da UFMG, Francisco Soares alerta que, mesmo no grupo de 25% mais ricos do Brasil, ainda há alta heterogeneidade:

— Separar em quatro grupos de mesmo tamanho não é razoável para um país tão desigual como o Brasil. Nós temos uma elite, sim, mas não é de 25%. Se formos lá na nata das nossas escolas, talvez elas não deixem a desejar em relação ao resto do mundo. Há escolas, sim, que estão cobrando caro, mas estão colocando os alunos na elite mundial.

O diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, segue a mesma linha de análise de Francisco Soares, mas ressalta que apenas 1% dos estudantes brasileiros atingiu os níveis mais elevados na prova de Matemática do Pisa:

— Os 25% não são uma comparação ideal num país com renda tão concentrada como o Brasil. Nossa elite se aproxima dos 10% ou 5%, em média. Mas a grande questão é que ninguém está indo muito bem em Educação aqui. Mesmo nessa amostra, somente 1% dos nossos alunos conseguiu alcançar notas boas. Esse é o dado mais assustador. Temos pouquíssimos alunos que sabem bem.

Eliane Porto é gerente-geral no Rio da agência de intercâmbios CI, que envia jovens brasileiros para cursar parte do ensino médio no exterior. Segundo ela, os alunos voltam empolgados com o ensino lá fora:

— Eles elogiam muito a infinidade de matérias eletivas, que vão da prática de esportes a aulas de marcenaria. Tudo isso os deixa mais envolvidos e motivados com a escola.

Diferença no respeito ao professor

Cursando o 2º ano do ensino médio num colégio particular do Rio, o aluno Decio Greenwood, de 16 anos, conhece pelo menos duas realidades distintas. Devido ao trabalho de seus pais, o adolescente já passou por escolas inglesas duas vezes: a primeira aos 12 anos; a segunda, no começo deste ano. Segundo ele, as diferenças já começam pelo tratamento dado à rede pública.

— Estudei lá fora em escolas públicas, que são tão boas ou melhores que as particulares daqui. Este ano, frequentei por um mês um colégio que fica perto de Oxford e notei como o ensino de lá é mais preocupado em proporcionar uma vivência ampla ao aluno. Os estudantes têm laboratórios de tecnologia, aulas de culinária e muitas opções esportivas. Enquanto no Brasil as escolas se preocupam em mostrar que um mais um são dois, os professores de lá estão mais interessados em mostrar por que um mais um são dois — compara.

A valorização dos professores nas escolas inglesas também chamou a atenção de Decio.

— Os professores na Inglaterra são muito respeitados. Independentemente da idade deles, os alunos os tratam com muito respeito. Esses profissionais são elevados a um nível muito acima do que esse que notamos aqui, onde nem mesmo o governo os respeita — diz.

Cabine Literária: Lançamentos de julho

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Sempre numa deliciosa vibe bem-humorada, Danilo Leonardi e Gabriel Utiyama apresentam lançamentos recentes. Visitem o Tumblr dos caras. #recomendo

2012 – O ano das mudanças se aproxima: Veja os livros sobre o tema

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Publicado originalmente em O Girassol

De acordo com o calendário Maia, 2012 é o ano em que o mundo acaba. Mas seria real esta afirmação? Segundo pesquisadores e cientistas, o planeta terra passará por um processo de mudança chamado inversão geomagnética, do qual seus efeitos no planeta seriam irreparáveis, como: maremotos e tsunamis, erupções vulcânicas, radiação solar, falha no sistema de comunicação entre outros.

Na visão popular, essas crenças dão-se ao retorno do apocalipse, ao juízo final, o fim dos tempos pelo dilúvio eterno. Grandes dúvidas ainda nos cercam sobre o que realmente acontecerá em 2012. De acordo com as profecias Maias, grandes mudanças se fazem necessárias no planeta e nos homens e isso vem ocorrendo desde 1999. O ano profético, apesar de seus mistérios, não pode ser ignorado pelos homens, pois as evidências estão em todas as partes como livros, filmes e documentários.

Muitos são os livros que detalham os diversos processos de mudanças no planeta, inclusive a Editora Pensamento-Cultrix têm obras que ajudam a compreender possíveis acontecimentos, como: A Grande Mudança, Projeto Gaia 2012, O Cataclismo Mundial em 2012, Como sobreviver a 2012, O Fator Maia, Serpente de Luz, Oráculo 2013 entre outros vários títulos.

Confira abaixo algumas obras:
A Grande Mudança (206 páginas, Editora Cultrix) – Como participar da criação de um novo mundo a partir de 2012 – Lee Carroll / Tom Kenyon / Patrícia Cori (206 páginas, Editora Cultrix).
A Grande Mudança reúne várias fontes com importantes informações a respeito das mudanças que estão ocorrendo em nosso mundo, em nós mesmos e no processo de evolução da consciência, e que estão nos conduzindo para a virada que ocorrerá em 2012. Os seus autores vêm há muitos anos atuando nessa área e propiciam instruções práticas sobre o que fazer para participar ativamente da criação de uma nova ordem mundial.

Projeto Gaia 2012 – As Grandes mudanças pelas quais passará a Terra – Hwee-Yong Jang (216 páginas, Editora Pensamento).
Você está preparado? A Terra já está passando por um processo de purificação que faz parte de um grande plano cósmico chamado Projeto Gaia. Esse processo, marcado por desastres naturais, doenças, guerras e caos social, terminará com a ascensão do nosso planeta a uma nova dimensão.
Este livro visionário revela como podemos nos preparar para a “Grande Mudança” e tomar parte da expansão universal da consciência. Além de apresentar uma descrição detalhada do propósito do Projeto Gaia, este manual para o futuro inclui uma seção de perguntas e respostas, uma lista de leituras recomendadas e um glossário que proporcionam informações adicionais sobre as mudanças e oportunidades sem precedentes que nos aguardam.

O Cataclismo Mundial em 2012 – A contagem regressiva Maia para o fim do mundo – Patrick Geryl (288 páginas, Editora Pensamento).
Há sólidas evidências, na literatura de antigas civilizações, de que semelhantes desastres já ocorreram no passado e indícios de que elas sabiam quando irão ocorrer novamente. O Código de Dresden dos maias, por exemplo, contém os segredos do ciclo de manchas solares, assunto sobre o qual nossos modernos astrônomos ignoram quase tudo! O Calendário Maia termina em 21 de dezembro de 2012. O Zodíaco astronômico dos egípcios traz as datas exatas dos cataclismos anteriores e também indica 2012 como o momento em que o giro retrógrado de Vênus assinalará outra devastação geral.

Como Sobreviver a 2012 – Locais e Táticas de sobrevivência para enfrentar a Inversão Polar – Patrick Geryl (240 páginas, Editora Pensamento).
Neste livro, o autor ensina como aqueles que pretendem sobreviver a 2012 devem se preparar para as catástrofes. Enumera, em detalhes, os muitos problemas que os sobreviventes terão de enfrentar e o modo de resolvê-los. Ele espera que, munidas dessas informações, pessoas em número suficiente possam escapar para restabelecer a civilização e dar seguimento à vida humana na Terra.

O Fator Maia – Apocalipse 2012 – José Argüelles (232 páginas, Editora Cultrix).
O Fator Maia, pedra seminal do trabalho que Argüelles desenvolve até hoje, e também a mais completa obra numerológica maia para compreender desde a atualidade até o ano de 2012, mostra uma saída, um caminho além da tecnologia material, e nos dá o instrumental necessário para realmente compreender a talvez mais importante profecia de todos os tempos: o Apocalipse Maia de 2012.

Serpente de Luz – Uma Aurora Espiritual após 2012 – Drunvalo Melchizedek (264 páginas, Editora Pensamento).
Guia espiritual e ao mesmo tempo diário de aventuras de viagem, este novo livro de Drunvalo é um relato em primeira mão sobre um processo que só acontece a cada 13 mil anos, quando a energia Kundalini da Mãe Terra – a chamada Serpente de Luz – emerge das entranhas do planeta e desliza como uma serpente até a sua nova morada.
Neste livro, Drunvalo conta histórias dos 35 anos que passou servin¬do à Mãe Terra e à Serpente de Luz. Viaje com ele ao redor do mundo enquanto ele segue a orientação de seus mentores espirituais e do seu próprio e crescente conhecimento interior. As suas histórias são uma cadeia viva de cerimônias para ajudar a curar corações, alinhar energias e corrigir antigos desequilíbrios no planeta – em resumo, aumentar a nossa consciência da indivisibilidade da vida no universo.

Oráculo 2013 – O despertar da Terra para a consciência galáctica após o ano de 2012 – David Carson / Nina Sammons / Arte: Gigi Borri (216 páginas, acompanha cartas coloridas, Editora Pensamento).
Em Oráculo 2013, David Carson reúne esses conhecimentos ancestrais para nos ajudar a sair dos embates e conflitos íntimos desta época e conhecer um mundo de possibilidades infinitas. Os maias, toltecas e outras civilizações nos legaram esse compêndio de sabedoria, que foi entalhado em pedra e incorporado à arquitetura de suas cidades e aos seus calendários.
Este belíssimo kit, composto do livro explicativo, das cartas e do “Cenote Sagrado” (um encarte para disposição das cartas) está repleto de informações esclarecedoras e ilustrações que tornarão muito mais fácil a interpretação dessas mensagens simbólicas e também ajudarão você a encontrar respostas para as suas perguntas mais prementes.

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