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O livro Revival, de Stephen King, ganha nova edição de colecionador

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Publicado oficialmente em 2014, o livro Revival do consagrado Stephen King ganha uma tenebrosa edição para colecionadores. O título conta a história de um homem utilizando poderes elementares para preencher alguns espaços entre os mortos e os vivos, titulada como uma das melhoras obras de King.

Nos Estados Unidos Revival ganhou uma edição da LetterPress Publications com a inclusão de 16 ilustrações realizada por François Vaillancourt que avivaram ainda mais a história. Por outro lado, esse exemplar de colecionador contem um prefácio escrito por Josh Bonne, diretor de A Culpa é uma Estrela.

Essa é uma adaptação exclusiva em território internacional, já que a Editora Suma não pronunciou uma nova edição do título para o Brasil e após a pré-venda não será produzido mais exemplares.

É válido ressaltar que a adaptação em filme de Revival ainda está sendo desenvolvido, o primeiro comunicado foi feito em 2016, mas com essa novidade foi reforçado que inicialmente o projeto da CBS All Access com um clássico de Stephen King está sendo prioridade.

O título será lançado dia 31 de maio.

Veja algumas imagens da nova edição, todas disponibilizadas pela LetterPress Publications;

43% das escolas públicas têm banda larga, contra 80% das privadas

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Nº de escolas públicas equipadas é menor que o das privadas em 2008.
Levantamento do Instituto Ayrton Senna comparou dados do Censo 2014.

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Publicado em G1

Em 2014, só metade das escolas de educação básica no Brasil tinham acesso à internet de banda larga, segundo um estudo feito pelo Instituto Ayrton Senna, ao qual o G1 teve acesso. De acordo com os dados, a porcentagem de escolas públicas nessa situação em 2014 era de 42,7%, taxa menor que a registrada seis anos antes pelas escolas particulares, de 48,8%.

No ano passado, na rede privada, 80,2% das escolas já tinham acesso à internet de alta velocidade. Os dados foram levantados a partir das últimas sete edições do Censo Escolar.

Segundo os números do Censo, o Brasil tinha um total de 149.098 escolas públicas e 39.575 escolas privadas de educação básica em 2014. Embora as escolas privadas representem 20,9% do total de escolas no país, elas respondem por 33,3% do total de escolas brasileiras com internet de banda larga.

É possível notar, a partir do levantamento, que o investimento público em banda larga privilegia os estudantes do ensino médio. Na divisão entre o ensino fundamental e o ensino médio, 79,4% das escolas públicas de ensino médio tinham banda larga em 2014, contra 90,8% das escolas particulares.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que considera que o número de alunos atendidos é o melhor indicador. “Ao contrário do que apresenta o estudo, o Brasil já atende 70% do total de alunos do ensino fundamental público, ou seja, mais de 16,8 milhões, e 84% dos estudantes do ensino médio público, o que representa 6,1 milhões de matrículas”, afirma o ministério.

“O governo federal trabalha para ampliar a quantidade de alunos e escolas atendidos pelo Programa Banda Larga nas Escolas, por meio do qual as operadoras de telecomunicações instalam uma conexão em alta velocidade e oferecem a ampliação periódica dessa velocidade para manter a qualidade e a atualidade do serviço durante a vigência da oferta, até 2025. O programa é resultado de uma parceria entre os ministérios da Educação e das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)”, informa o ministério.

Regiões
De acordo com o levantamento, em todos os estados do Brasil, a rede particular apresentou níveis de acesso à banda larga nas escolas mais alto do que as redes públicas. No caso das escolas públicas, em 16 dos 26 estados e do Distrito Federal a porcentagem de escolas públicas com banda larga representa menos da metade do total de escolas.

Já na rede particular, só no Amapá a porcentagem ficou abaixo de 50%. Nesse caso, só 25,4% das escolas privadas tinham banda larga em 2014, contra 6,3% das escolas públicas.

O Distrito Federal tinha, em 2014, a maior porcentagem de escolas públicas com acesso à internet de alta velocidade (88,9%), seguido de São Paulo, com 77%, e Mato Grosso do Sul, com 74,3%.

Investimento em internet móvel
O levantamento também pesquisou a porcentagem das escolas que contam com laboratório de informática para os estudantes. Nesse caso, o número é parecido entre as redes: na pública, 44,7% das escolas têm o equipamento. Na privada, a porcentagem foi de 45,3% em 2014, e caiu pela segunda vez consecutiva (a taxa mais alta de presença desse equipamento nas escolas particulares foi de 47,4%, registrada no Censo de 2012).

Mesmo assim, entre as escolas públicas que têm laboratórios de informática, cerca de um terço não conseguem realizar algumas atividades porque falta a internet de banda larga. De acordo com os dados, em 2014, 21.273 escolas das redes públicas brasileiras estavam nesta situação.

Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do instituto, os números mostram que o investimento das escolas particulares está mais concentrado no campo dos smartphones e notebooks que podem ser usados dentro da sala de aula. “É um sinal de que a necessidade da banda larga é estratégica para desenvolver a aprendizagem no século 21, que não fica na aula tradicional do professor.” Segundo ele, o professor vai se transformar mais em tutor do que em um instrutor tradicional. “Será um indutor pela busca do conhecimento qualitativo.”

Na rede pública, em 2014 a porcentagem de escolas de ensino médio com laboratórios de informática (89,9% do total) já era maior que o de escolas particulares no mesmo nível de ensino (77,9% do total).

Para Ramos, nos próximos dois anos a rede pública deve ultrapassar a particular em número de laboratórios em todos os níveis. Porém, segundo ele, é fundamental investir no acesso à banda larga, pois em muitos locais a velocidade da internet é um limitante para o uso dos computadores.

“O laboratório ainda é importante, mas é necessário lembrar que a sala de aula mudou e a tendência do século 21 é um modelo híbrido de aprendizagem. A banda larga não é luxo, é a democratização do conhecimento. O notebook é o lápis do século 21”, disse Ramos.

Educação perde R$ 10,5 bi em 2015

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Publicado em UOL

O MEC (Ministério da Educação) perdeu R$ 10,5 bilhões, ou 10% do orçamento, em 2015, ano em que a presidente Dilma Rousseff escolheu o slogan “Pátria Educadora” como lema de seu segundo mandato. Cortes em programas, pagamentos atrasados e trocas de ministros marcaram o ano da pasta.

A presidente anunciou o lema já no primeiro dia de 2015, mas os problemas na área também apareceram depressa. Antes mesmo de oficializar o represamento de orçamento no âmbito do ajuste fiscal, a tesoura atingiu programas como o Fies (Financiamento Estudantil) e o Pronatec, as duas principais bandeiras de Dilma na área da educação durante as eleições de 2014.

Depois de uma expansão de financiamentos entre 2010 e 2014, o governo alterou as regras do Fies ainda nos últimos dias de 2014. Restringiu o acesso ao programa e chegou a adiar pagamentos a empresas educacionais. O ano fechou com 313 mil contratos, 57% menos do que o registrado em 2014.

Dados atualizados até sexta (1) mostram que a União gastou R$ 12 bilhões com o Fies em 2015, 16% menos do que os R$ 13,7 bilhões de 2014 –apesar de já haver mais contratos acumulados. No Pronatec, o início de novas turmas foi adiado no primeiro semestre e também houve atraso de pagamentos às escolas. O MEC defende que foi registrado 1,1 milhão de novas matrículas em 2015.

No decorrer do ano, outras iniciativas sofreram com a escassez de recursos, como o Mais Educação, voltado a escolas de tempo integral, e o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), que transfere verbas diretamente para as unidades. Bolsas de programas de iniciação à docência e de alfabetização também atrasaram. O corte na verba de custeio provocou reflexos nas universidades federais, que agonizaram com problemas de caixa. O MEC ainda teve de lidar com uma greve de cinco meses de duração dos professores universitários federais.

Longo prazo

Com dificuldade de arcar com os compromissos já existentes, a pasta viu a expansão de gastos com a educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), ser ameaçada. Aprovado em 2014, o PNE estipula 20 metas para a educação em 10 anos e traz a previsão de ampliação dos recursos da área para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Atualmente, esse porcentual fica em torno de 6%.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o ano não foi bom para o setor. “Pensamos no início que a Pátria Educadora significaria o cumprimento do PNE dentro do primeiro mandato, mas o cumprimento neste ano foi ruim”, diz. “O motivo foi o ajuste fiscal excessivo. O próprio governo impediu a realização de seu lema”, completa.

O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Carlos de Freitas, analisa que, embora tenha seu peso, a questão orçamentária não é o único problema enfrentado na área. “Em um ano de mandato estamos no terceiro ministro. A educação é uma área com um imenso passivo motivado pelo acúmulo histórico de falta de prioridade e investimento e há uma pressão muito grande para que os resultados apareçam logo. No entanto, não há atalhos para a boa educação”, diz.

A primeira opção para o MEC no segundo mandato da presidente Dilma era o ex-governador do Ceará Cid Gomes. Ficou 76 dias no cargo e saiu após chamar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de achacador. Em seguida, assume o professor da USP Renato Janine Ribeiro, que fica cinco meses no MEC. Em outubro, é substituído por Aloizio Mercadante, que volta ao cargo que já havia ocupado entre 2011 e 2014.

De acordo com Janine Ribeiro, não foi possível prever que o golpe financeiro no MEC seria tão grande. “Em um ano sem dinheiro, fica um problema muito grande”, diz ele, que defende a melhora nos gastos e critica o PNE. “O PNE é um plano de gastos, não é de melhora nos gastos. Passa a ter a crise e não se sustenta a expansão prevista.”

Ações estruturantes

Em nota, o MEC defendeu que, mesmo com as restrições orçamentárias impostas pela necessidade do ajuste fiscal, foram preservados os “programas e as ações estruturantes do MEC”. “Em 2015, foi dado mais um passo importante nesses 13 anos de governos que mantiveram o projeto educacional de compromisso com a ampliação do acesso e da permanência nos diferentes níveis de ensino e com a qualidade da educação”, completa a nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em 13 anos, dobra número de cidades com ensino superior, mostra IBGE

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Publicado em Folha de S.Paulo

Com a forte expansão das faculdades particulares, o número de municípios com unidades de ensino superior dobrou em pouco mais de uma década no país, divulgou o IBGE na manhã desta segunda (14).

Em 2001, 1.079 municípios brasileiros (19,6% dos 5.507 então existentes) tinham unidades de ensino superior em seu território. Em 2014, esse grupo tinha dobrado para 2.222 cidades (39,9% dos 5.570 totais).

Os dados são do suplemento cultural do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2014, divulgados pelo IBGE. O trabalho se propõe a levantar informações da área desde espaços culturais a atividades de ensino e pesquisa.

De 2001 para cá, o setor privado de educação passou por um rápido ciclo de expansão e consolidação, o que gerou gigantes do ensino como Kroton, Estácio, Anima e Ser Educacional, por exemplo.

Esse crescimento foi incentivado, além do aumento de renda da população, por programas do governo federal, como o ProUni (Programa Universidade para Todos), que oferece bolsas a estudantes de famílias pobres, e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que financia a graduação.

O indicativo de que foi o setor privado –e não o público– que fez dobrar o número de municípios com ensino superior vem de outra pesquisa, o Mapa do Ensino Superior, elaborado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior.

Segundo esse mapa, o número de instituições privadas de ensino superior saltaram de 1.391 em 2001 para 2.391 em 2013. Nesse período, a expansão na rede pública foi de 183 para 301 instituições.

Com a forte expansão das universidades no período, o número de estudantes de 18 a 24 anos no ensino superior cresceu de 32,9% em 2004 para 58,5% em 2014, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE.

O Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2014 mostra ainda que os arquivos públicos e de documentação cresceu estavam presentes em 21,7% dos municípios em 2014. Em 2012, quando o dado passou a ser pesquisado, esse percentual era de 18%.

Trigênias: Filhas de agricultores do ES se tornam campeãs de matemática

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Publicado em Folha de S.Paulo

A chance de uma gravidez naturalmente resultar em trigêmeos é de aproximadamente uma para cada dez mil. Encontrar trigêmeas que sejam, as três, nota dez em matemática é, comprovadamente, muito mais difícil que ganhar na Mega Sena.

Fábia, Fabiele e Fabíola Loterio, 15, são do distrito de Rio do Norte, em Santa Leopoldina, interior do Espírito Santo (46 km de Vitória) e conseguiram o notável feito de ganharem, as três, medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2014.

Apenas 500 de um total de 18.192.526 inscritos de todo o país conseguiram o ouro (0,0027%). As trigêmeas são de uma família humilde de agricultores. “Não sei de onde vem essa capacidade, mas a gente fica muito feliz e orgulhosa”, diz a mãe das garotas, Lauriza, 52.

O caminho até lá foi uma batalha. Em 2011, quando estavam no sexto ano do ensino fundamental, as três “só” ganharam menção honrosa. Em 2012, Fabíola ganhou a primeira medalha da família –de bronze. As irmãs ganharam novamente menção honrosa.

Além da medalha, Fabíola conquistou uma vaga no PIC (Programa de Iniciação Científica Júnior) do ano seguinte e começou a participar de reuniões mensais em Vitória para aprender uma matemática mais sofisticada e, entre outras coisas, a forma correta de se “escrever a lógica” do raciocínio, explica Luzia Casati, professora aposentada da Universidade Federal do Espírito Santo que coordena o programa no Estado.

O PIC envolve atividades feitas pela internet. Fabíola passava o que aprendia para as irmãs e usava uma LAN house para entregar as lições, já que não tinha computador.

Em 2013, subiram de categoria ao ir para o oitavo ano. A prova ficou mais difícil, mas o resultado foi o mesmo de 2012: bronze para Fabíola. Fabiele ficou sem medalha, mas teve nota para se matricular no PIC. Fábia conquistou vaga e bolsa de R$ 100 mensais no “corpo a corpo”, indo com as irmãs assistir às aulas.

“Foi no PIC que eu aprendi matemática de uma maneira interessante e comecei a me apaixonar por ela, além de encontrar pessoas que compartilhavam do mesmo sentimento”, conta Fábia.

DISCIPLINA EM ALTA

Andréia Biasutti, professora das trigêmeas no ginásio, diz que o sucesso das meninas fez aumentar o interesse por matemática na escola da cidade: em 2014, outros três estudantes obtiveram menção honrosa na Obmep.

Dentro de casa, as trigêmeas também têm um bom exemplo: aos 23 anos, a irmã Flávia, após se formar em farmácia e concluir o mestrado, está no doutorado e trabalha em um projeto que visa recuperar movimentos em pacientes que tiveram AVC.

Flávia é uma das primeiras pessoas de Santa Leopoldina (de apenas 12 mil habitantes) a atingir esse nível de formação. Conseguiu ainda menção honrosa na Obmep, em 2007, quando cursava o segundo ano do ensino médio.

Para ir diariamente à faculdade, na cidade vizinha de Santa Teresa, Flávia percorria 30 km de moto. Mais ao norte, o distrito de São João do Petrópolis foi o destino das mais novas, onde fica o Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo) do município.

Elas passaram em primeiro, segundo e terceiro lugares para cursar o ensino médio profissionalizante em agropecuária. Moram no alojamento do campus e vão para Santa Leopoldina aos fins de semana ver a família.

Não sobra tempo para hobbies devido à rotina de estudos. Elas se acostumaram a ficar longe de casa. “Mesmo assim sinto falta da minha mãe”, conta Fábia.

A conquista das trigêmeas serve de incentivo para mais meninas se interessarem pela disciplina e pela competição, opina César Camacho, diretor do Instituo Nacional de Matemática Pura e Aplicada –que organiza a olimpíada.

Em 2014, apenas 19% dos medalhistas de ouro eram meninas, apesar da participação de 50% do sexo na segunda fase da olimpíada. As trigêmeas estão pensando seguir carreira e fazer graduação, é claro, em matemática. Pelo desempenho em 2014, elas devem receber as medalhas de ouro na segunda-feira (20), no Theatro

Municipal do Rio de Janeiro, com a presença do matemático brasileiro Artur Ávila, pesquisador do Impa e ganhador da Medalha Fields, o “nobel” da matemática.

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