Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged 2015

Como Eu Era Antes de Você | Terceiro livro da série será lançado em janeiro nos EUA

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Publicação se chamará Still Me

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A série Como Eu Era Antes de Você teve a data de seu terceiro livro confirmada. Escrita por Jojo Moyes, a publicação, intitulada Still Me, será lançada no dia 28 de janeiro nos EUA e teve sua capa em inglês e sinopse reveladas. Confira:

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A publicação chega após de Depois de Você, segundo livro da série que foi lançado em 2015. O livro mostrará como Louisa Clark lida com o relacionamento a distância com seu namorado, Sam.

Antes mesmo que perceba, Lou acaba se misturando com a alta sociedade da cidade e sente dificuldade de manter seus dois mundos unidos. Ela terá de lidar com segredos que vão causar mudanças catastróficas e colocar Lou frente a frente com a maior questão da sua vida: quem é a verdadeira Louisa Clark?

Como Eu Era Antes de Você foi publicado pela Intrínseca e foi um dos livros mais vendidos de 2016 no Brasil – leia mais.

Dez novos autores brasileiros para ficar de olho

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De contistas a romancistas, veja a lista de autores brasileiros promissores

Publicado no 24 Horas News

A literatura brasileira sempre foi muito rica e teve autores consagrados como Machado de Assis, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.

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Divulgação
Sheyla Smanioto é autora de “Desesterro”, romance vencedor dos prêmios da Biblioteca Nacional, Jabuti e Sesc de Literatura

Muita gente acredita que o País teve uma queda de qualidade na produção cultural nas últimas décadas, mas uma série de autores tem mantido o nível da literatura brasileira com ótimas e instigantes obras.

Na lista abaixo, o iG reúne 10 escritores da nova geração para você prestar atenção. Veja:
Bruna Beber

A fluminense Bruna Beber é conhecida por seus poemas e chama a atenção no cenário literário nacional há anos. Entre seus maiores trabalhos, estão “Rapapés & Apupos” e o recente “Rua da Padaria”, elogiado livro lançado em 2013.

Reconhecida internacionalmente, a autora já teve poemas publicados em antologias e sites na Alemanha, Argentina, Espanha, Itália, México e Portugal. Ela ainda representou o Brasil na Göteborg Book Fair, na Suécia, em 2014.
Ana Martins Marques

A mineira Ana Martins Marques também já está entre os nomes mais promissores da literatura brasileira há alguns anos, mas vem ganhando cada vez mais destaque com seus trabalhos. Graduada em Letras e doutora em literatura comparada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a poetisa lançou os livros “A vida submarina” (Editora Scriptum, 2009), “Da arte das armadilhas” (Companhia das Letras, 2011), “O livro das semelhanças”(Companhia das Letras, 2015) e “Duas janelas” (Luna Parque, 2016).

A escritora foi premiada no Brasil e reconhecida no exterior. Além de receber prêmios em Belo Horizonte e em outros estados brasileiro por seu trabalho, ela foi a terceira colocada no Prêmio Oceanos de 2016 com “O livro das semelhanças”.
Tatiana Salem Levy

Nascida em Lisboa, mas filha de brasileiros, Tatiana Salem Levy é mestre em estudos literários pela PUC-Rio e concluiu o doutorado na mesma universidade. Seu primeiro romance, “A Chave de Casa”, foi lançado em 2007 e traz elementos autobiográficos. O livro ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008.

Tatiana ainda ganhou outros três prêmios: Prêmio Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, em 2013; Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil, em 2015; e English Pen Translate, em 2015. Além de “A Chave de Casa”, ela já publicou “Dois Rios” (2011), “Paraíso” (2014) e “O Mundo Não Vai Acabar”, em maio deste ano.
Rafael Gallo

O paulista Rafael Gallo é um dos novos autores mais promissores da cena literária brasileira. Ele é autor da coletânea de contos “Réveillon e outros dias”, publicada em 2012, e do romance “Rebentar”, que saiu em 2015, ambos pela editora Record. Além disso, ele tem contos publicados em revistas e antologias.

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Divulgação
Rafael Gallo é um dos jovens autores premiados no Brasil

Apesar de ser um nome novo, Gallo já é bastante reconhecido no País: seus dois livros foram finalistas do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura no Brasil. Além disso, “Réveillon e outros dias” venceu o Prêmio Sesc de Literatura 2011/2012 e “Rebentar” levou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2016.
Julián Fuks

O paulistano Julián Fuks vem chamando a atenção há pelo menos uma década, mesmo com poucos livros publicados. Em toda sua carreira, ele publicou quatro livros: “Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu”, “Histórias de literatura e cegueira”, “Procura do romance” e “A resistência”, seu mais recente.

Desses, três livros foram premiados. “Histórias de literatura e cegueira”, de 2007, foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Portugal Telecom, enquanto “Procura do romance” também chegou à final de ambos os prêmios e do Prêmio São Paulo de Literatura. Com “A Resistência”, de 2015, ele finalmente ganhou o Prêmio Jabuti e ficou em segundo no Prêmio Oceanos.
Natalia Borges Polesso

A gaúcha Natalia Borges Polesso é mestre em Letras pela UCS (Universidade de Caxias do Sul) e estudiosa da obra da romancista Tânia Faillace. Ao todo, ela tem três livros: “Recortes para álbum de fotografia sem gente”, “Coração à corda” e “Amora”, o mais recente.

Em 2016, ela ganhou o Prêmio Jabuti com “Amora”. Antes, em 2013, a escritora levou para casa o Prêmio Açorianos, tradicional no estado do Rio Grande do Sul, por “Recortes para álbum de fotografia sem gente”.
Sheyla Smanioto

Uma das mais empolgantes novas autoras do Brasil, Sheyla Smanioto é de Diadema, na Grande São Paulo, e mestre em Teoria e História Literária pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), estudando a relação entre a experiência do corpo e a escrita.

Em 2015, ela lançou o romance “Desterro”, premiado e elogiado no Brasil e no exterior. Com a obra, a paulista venceu os prêmios Jabuti, Sesc de Literatura e o Biblioteca Nacional. Ela ainda foi apontada pela Forbes como uma das esritoras mais promissoras do País e representou o Brasil no Printemps Littéraire Brésilien e no Salão do Livro de Paris de 2017.
Carol Rodrigues

A carioca Carol Rodrigues estreou na literatura em 2015, com “Sem Vista para o Mar”, livro que reúne vários contos curtos escritos por ela. Sua entrada no mundo literário deu tão certo que ela já estreou sendo premiada e reconhecida.

O livro foi o vencedor dos prêmios Jabuti e Clarice Lispector em 2015, além de ter aparecido na lista de vencedores do Prêmio Literário da Biblioteca Nacional. Agora, a escritora radicada em São Paulo trabalha em seu segundo livro, “Os Maus Modos”.
Débora Ferraz

A pernambucana Débora Ferraz é formada em jornalismo pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e escreve desde 2003. Natural de Serra Talhada, no sertão paraibano, ela se mudou para a capital João Pessoa em 2001 para trilhar o caminho acadêmico. Nesse tempo, ela lançou dois livros: “Os Anjos” e “Enquanto Deus não está olhando”, o mais recente.
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bruno vinelli/divulgação
A pernambucana Débora Ferraz

Foi com o segundo livro que ela venceu os maiores prêmios da carreira, o Prêmio Sesc de Literatura de 2014 e o Prêmio São Paulo de Literatura de 2015.
Jacques Fux

O mineiro Jacques Fux tem uma formação um pouco diferente dos outros escritores: ele é graduado em matemática e mestre em ciência da computação pela UFMG, doutor e pós-doutor em literatura pela UFMG, pela Universidade de Lille 3 (França) e pela Unicamp, além de pesquisador visitante na Universidade de Harvard.

Ele lançou os livros “Antiterapias”, “Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor” e “Meshugá”. Um dos autores mais promissores da nova geração, o mineiro foi finalista do Prêmio APCA em 2016 e venceu o Prêmio São Paulo de Literatura em 2013.

‘Anatomia do paraíso’ é escolhido o melhor romance de 2015

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Beatriz Bracher foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura com ‘Anatomia do paraíso’ - Leo Martins / Agência O Globo

Beatriz Bracher foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura com ‘Anatomia do paraíso’ – Leo Martins / Agência O Globo

 

Além do prêmio de R$ 200 mil, Beatriz Bracher irá à Feira de Guadalajara

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO — Beatriz Bracher recebeu na noite desta segunda-feira o Prêmio São Paulo de Literatura de melhor romance do ano, com “Anatomia do paraíso” (Editora 34). Entre os estreantes, Marcelo Maluf venceu na categoria reservada a autores com mais de 40 anos, com “A imensidão íntima dos carneiros” (Reformatório), e Rafael Gallo na de escritores com menos de 40, com “Rebentar” (Record). É a primeira vez, desde a criação do concurso, em 2008, que autores paulistas ganham em todas as categorias.

— Tem prêmios que são muito importantes, mas este tem uma importância maior porque é uma meio de fazer o meu livro chegar ao leitor. Este romance, inclusive, intimida as pessoas, que podem achar muito difícil o fato de ter um poema, “Paraíso perdido”, do John Milton, como tema. Mas não é necessário. Acho que a história tem mais a ver com o aprofundamento das relações entre o homem e a mulher — disse Beatriz.

Além do prêmio de R$ 200 mil, a vencedora desta edição ganhará um bônus: Beatriz participará da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Gallo e Maluf receberam R$ 100 mil cada um.

— Embora inicialmente o júri tivesse opiniões divergentes, não foi difícil chegar a um consenso, o que indica um corpo de finalistas muito bom e também uma escolha final muito segura. Sobre o fato de serem autores paulistas, é uma novidade para mim, porque não levamos isso em conta em momento algum — disse o escritor Estevão Azevedo, vencedor em 2015 (com “Tempo de Espalhar Pedras”), e que fez parte do corpo de jurados, com o professor Adriano Schwartz, a crítica Elisabeth Brait, a editora Heloísa Jahn e o poeta Ronald Polito de Oliveira.

Escritora, editora e roteirista de cinema, a paulistana Beatriz, de 55 anos, estreou na literatura com “Azul e dura” (2002, 7 Letras). Mas ganhou projeção com seu terceiro livro, “Antonio” (2007, Editora 34), que ficou em terceiro lugar no Prêmio Jabuti e em segundo lugar no Prêmio Portugal Telecom e foi finalista do Prêmio SP de Literatura. “Meu amor” (2009, Editora 34) recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, de melhor livro de contos de 2009.

Mais ambicioso dos três romances premiados, “Anatomia do paraíso” conta a história de um jovem estudante de classe média que escreve uma dissertação de mestrado sobre o poema épico “Paraíso perdido” (1667), de John Milton, e seu envolvimento com as vizinhas. Propõe, diz Azevedo, várias camadas de leitura:

— Por um lado, o livro conversa com a literatura, a crítica literária e a tradução; por outro, tem um drama urbano que fala do corpo que sofre e que goza.

FICÇÃO E REALIDADE

“A imensidão íntima dos carneiros” parte de um dado autobiográfico de Maluf, nascido em Santa Barbara D’oeste, em uma família de imigrantes libaneses, para criar um romance de ficção. O autor se coloca como personagem da saga que remonta à história do avô nas montanhas de Zahl, no Líbano, e chega até a ditadura no Brasil.

Em “Rebentar”, por sua vez, Gallo, também paulistano, faz uma prosa realista, na qual não há espaço para a fabulação. No romance, ele conta a história de Ângela, uma mãe que espera pelo filho desaparecido há três décadas e, apesar de tudo, precisa fazer sua vida seguir adiante.

A nona edição do Prêmio São Paulo de Literatura teve finalistas de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e Rio de Janeiro. Também teve, pela primeira vez, um finalista internacional, o moçambicano Mia Couto, com “Mulheres de cinzas — As areias do Imperador 1” (Cia. das Letras).

Os melhores livros infantis de 2015

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No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

 

Confira uma lista elaborada por especialistas dos melhores títulos publicados no último ano

Publicado no Carta Educação

Quais foram os grandes destaques dentre os livros para crianças lançados em 2015? Denise Guilherme Viotto, mestre em Educação e curadora do A Taba, plataforma que auxilia pais e professores a escolherem as próximas leituras das crianças, respondeu à esta pergunta com a pequena lista que você confere abaixo.

Malala, a menina que queria ir para a escola, de Adriana Carranca. Ilustrações de Bruna Assis Brasil. Companhia das Letrinhas

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Esse livro, com certeza, merece ser mencionado. Especialmente porque inaugura um novo gênero para crianças – o livro reportagem. Com linguagem acessível, a autora nos convida a fazer uma viagem ao Paquistão, descobrindo a diversidade da vida e a cultura de um povo que ainda é um mistério para o Ocidente.

As ilustrações de Bruna Assis Brasil misturam desenhos, colagens e fotografias, criando cenas que representam diferentes momentos da história. Se por um lado, os desenhos e as colagens se aproximam daquelas realizadas por crianças, as fotografias trazem realismo à narrativa, fazendo-nos conhecer melhor a paisagem na qual vive Malala.

Histórias como a de Malala precisam ser contadas. Os valores que ela busca defender com sua vida ainda não são garantidos em muitos lugares do mundo. Há milhares de meninas e meninos fora da escola e que não têm seus direitos básicos assegurados, sendo vítimas de todo tipo de violência. Conhecer a trajetória dessa garota – agora com 18 anos – pode nos inspirar a olhar muito além do nosso mundo e nos tornar, quem sabe, mais próximos de pessoas nas quais, a princípio, só enxergamos a diferença.

O sonho de Lu Shzu, de Ricardo Gómez. Ilustrações de Tesa González. Mov Palavras

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Somos convidados a conhecer duas histórias que se entrelaçam: a de uma boneca muito desejada e a de uma menina que sonha com algo que não pode possuir. O texto sensível do espanhol Ricardo Gómez nos torna cúmplices nessa aventura, aproximando-nos de uma realidade dura que está por trás de objetos que consumimos e que, muitas vezes, não queremos enxergar.

As ilustrações belíssimas de Tesa González, cheias texturas e nuances, escondem detalhes que serão descobertos apenas pelos leitores mais atentos. O texto e a ilustração conversam o tempo todo, um completando e ampliando o sentido do outro.

De maneira delicada e tocante, Ricardo Gómez utiliza a voz de uma boneca para nos fazer conhecer uma menina que trabalha em uma fábrica por muitos anos sem sequer conhecer o que produz. Em paralelo, o leitor também descobre que o brinquedo que se tornou o mais querido não foi feito em uma fábrica, mas surgiu das mãos de uma avó que soube acolher e aceitar os sonhos de sua neta.

Roupa de brincar, de Eliandro Rocha. Ilustrações de Elma. Pulo do Gato

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Capa Roupa de BrincarNesse livro, uma menina conta sua relação com uma tia muito especial e seu divertido guarda-roupas. É nesse espaço inusitado que as duas se encontram e brincam de se vestir com cores e estampas variadas.

Porém, algo acontece na vida da tia e o guarda-roupas que convidava à alegria torna-se um lugar vazio e monocromático. O livro fala das ausências e dos espaços vazios que, às vezes, precisam ser ressignificados.

Chama a atenção a escolha do tema e a unidade do projeto editorial. Texto e imagem dialogam de maneira sensível em todas as páginas. Ao escolherem contar a história a partir da voz da menina e de sua relação com a tia, Eliandro e Elma construíram uma narrativa em que o amor e aceitação guardam espaço para o luto e também para trazer as cores de volta à vida.

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