Contando e Cantando (Volume 2)

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Os 10 livros mais vendidos em 2015 na Amazon Brasil

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O Mundo de Gelo e Fogo: o livro de George R. R. Martin foi o décimo mais vendido no site

O Mundo de Gelo e Fogo: o livro de George R. R. Martin foi o décimo mais vendido no site

Marina Demartini, na Exame

São Paulo – A Amazon divulgou a lista dos dez livros impressos mais vendidos em 2015 no Brasil. O clássico O Pequeno Príncipe, do escritor Antoine de Saint-Exupéry, encabeçou o ranking, que é composto, em sua maioria, por livros de ficção. O único autor brasileiro que faz parte da classificação é Augusto Cury com seu livro Ansiedade.

Além dos impressos, a empresa também divulgou o ranking dos dez livros digitais mais vendidos na loja Kindle no ano passado. Grey, de E. L. James, que também está na lista anterior, conquistou o quinto lugar da classificação.

Segundo a Amazon, as listas foram criadas com base na quantidade de unidades vendidas pelo site da empresa no Brasil (amazon.com.br) nos últimos 12 meses.
Confira abaixo os dez livros impressos mais vendidos em 2015:

1. O Pequeno Príncipe – Edição de Luxo, por Antoine de Saint-Exupéry

2. Jardim Secreto. Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse, por Johanna Basford

3. Batman – O Cavaleiro das Trevas – Volume 1, por Frank Miller

4. Sherlock Holmes – Caixa, por Arthur Conan Doyle

5. Guerra Civil, por Mark Millar

6. Sapiens. Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Noah Harari

7. Ansiedade, por Augusto Cury

8. Grey: Cinquenta Tons de Cinza Pelos Olhos de Christian, por E. L. James

9. O Demonologista, por Andrew Pyper

10. O Mundo de Gelo e Fogo, por George R. R. Martin

Os 10 livros digitais mais vendidos em 2015 na loja Kindle, da Amazon:

1. Scrum – A Arte de Fazer o Dobro de Trabalho na Metade do Tempo, por Jeff Sutherland

2. 23 Hábitos Anti-Procrastinação: Como Deixar de Ser Preguiçoso e Ter Resultados Em Sua Vida, por S.J. Scott

3. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, por Laurentino Gomes

4. Uma breve história do tempo, por Stephen Hawking

5. Grey (Cinquenta tons de cinza), por E. L. James

6. Função CEO – A Descoberta da Verdade: A Descoberta da Verdade, por Tatiana Amaral

7. A Mágica da Arrumação: A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida, por Marie Kondo

8. O Poder do Hábito: Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, por Charles Duhigg

9. Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, por Leandro Narloch

10. As Espiãs do Dia D: Um Suspense Inspirado em História Real, por Ken Follet

Educação perde R$ 10,5 bi em 2015

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Publicado em UOL

O MEC (Ministério da Educação) perdeu R$ 10,5 bilhões, ou 10% do orçamento, em 2015, ano em que a presidente Dilma Rousseff escolheu o slogan “Pátria Educadora” como lema de seu segundo mandato. Cortes em programas, pagamentos atrasados e trocas de ministros marcaram o ano da pasta.

A presidente anunciou o lema já no primeiro dia de 2015, mas os problemas na área também apareceram depressa. Antes mesmo de oficializar o represamento de orçamento no âmbito do ajuste fiscal, a tesoura atingiu programas como o Fies (Financiamento Estudantil) e o Pronatec, as duas principais bandeiras de Dilma na área da educação durante as eleições de 2014.

Depois de uma expansão de financiamentos entre 2010 e 2014, o governo alterou as regras do Fies ainda nos últimos dias de 2014. Restringiu o acesso ao programa e chegou a adiar pagamentos a empresas educacionais. O ano fechou com 313 mil contratos, 57% menos do que o registrado em 2014.

Dados atualizados até sexta (1) mostram que a União gastou R$ 12 bilhões com o Fies em 2015, 16% menos do que os R$ 13,7 bilhões de 2014 –apesar de já haver mais contratos acumulados. No Pronatec, o início de novas turmas foi adiado no primeiro semestre e também houve atraso de pagamentos às escolas. O MEC defende que foi registrado 1,1 milhão de novas matrículas em 2015.

No decorrer do ano, outras iniciativas sofreram com a escassez de recursos, como o Mais Educação, voltado a escolas de tempo integral, e o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), que transfere verbas diretamente para as unidades. Bolsas de programas de iniciação à docência e de alfabetização também atrasaram. O corte na verba de custeio provocou reflexos nas universidades federais, que agonizaram com problemas de caixa. O MEC ainda teve de lidar com uma greve de cinco meses de duração dos professores universitários federais.

Longo prazo

Com dificuldade de arcar com os compromissos já existentes, a pasta viu a expansão de gastos com a educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), ser ameaçada. Aprovado em 2014, o PNE estipula 20 metas para a educação em 10 anos e traz a previsão de ampliação dos recursos da área para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Atualmente, esse porcentual fica em torno de 6%.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o ano não foi bom para o setor. “Pensamos no início que a Pátria Educadora significaria o cumprimento do PNE dentro do primeiro mandato, mas o cumprimento neste ano foi ruim”, diz. “O motivo foi o ajuste fiscal excessivo. O próprio governo impediu a realização de seu lema”, completa.

O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Carlos de Freitas, analisa que, embora tenha seu peso, a questão orçamentária não é o único problema enfrentado na área. “Em um ano de mandato estamos no terceiro ministro. A educação é uma área com um imenso passivo motivado pelo acúmulo histórico de falta de prioridade e investimento e há uma pressão muito grande para que os resultados apareçam logo. No entanto, não há atalhos para a boa educação”, diz.

A primeira opção para o MEC no segundo mandato da presidente Dilma era o ex-governador do Ceará Cid Gomes. Ficou 76 dias no cargo e saiu após chamar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de achacador. Em seguida, assume o professor da USP Renato Janine Ribeiro, que fica cinco meses no MEC. Em outubro, é substituído por Aloizio Mercadante, que volta ao cargo que já havia ocupado entre 2011 e 2014.

De acordo com Janine Ribeiro, não foi possível prever que o golpe financeiro no MEC seria tão grande. “Em um ano sem dinheiro, fica um problema muito grande”, diz ele, que defende a melhora nos gastos e critica o PNE. “O PNE é um plano de gastos, não é de melhora nos gastos. Passa a ter a crise e não se sustenta a expansão prevista.”

Ações estruturantes

Em nota, o MEC defendeu que, mesmo com as restrições orçamentárias impostas pela necessidade do ajuste fiscal, foram preservados os “programas e as ações estruturantes do MEC”. “Em 2015, foi dado mais um passo importante nesses 13 anos de governos que mantiveram o projeto educacional de compromisso com a ampliação do acesso e da permanência nos diferentes níveis de ensino e com a qualidade da educação”, completa a nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A garota no trem, de Paula Hawkins

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Cristine, no Cafeína Literária

A chamada na capa é um chamariz e tanto. Afinal, Garota exemplar, de Gillian Flynn, é um dos melhores thrillers que li nos últimos meses. E A garota no trem não decepciona. É parecido, mas é diferente e esta é uma grande vantagem, pois o inesperado da trama chega ao leitor de outra forma. E como se não bastasse a referência a Garota exemplar, George R.R. Martin (sim, ele mesmo – aquele senhor que está nos devendo os volumes finais de Game of thrones) indicou a leitura.

Todas as manhãs, Rachel toma o trem das 8:04 de Ashbury a Londres. Conhece o trajeto de cor, sabe os pontos em que o trem diminui a velocidade, e anseia pela parada num dos sinais, em que observa determinada casa e seus habitantes, um casal desconhecido a quem ela batiza de Jess e Jason. Numa das manhãs, presencia uma coisa que a faz mudar de opinião sobre a vida perfeita que ela creditou ao casal. E quando Jess é dada como desaparecida, o que Rachel viu pode se tornar relevante para entender o que aconteceu com ela.

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Usando um recurso que virou modinha desde George R.R. Martin, o livro tem três linhas narrativas, três vozes femininas que contam a história: Rachel Watson, Jess (cujo nome verdadeiro é Megan Hipwell) e Anna Watson, atual esposa do ex-marido de Rachel. Interessante como, aparentemente, os homens – Tom Watson e Jason (na verdade, Scott Hipwell) são meros coadjuvantes na narrativa de cada uma delas.

A narração é toda em primeira pessoa, o que de imediato dá a dica de que o que é “contado” ao leitor pode não ser necessariamente o que aconteceu, mas sim a visão de cada personagem. E, levando em conta que Rachel é a que passa mais tempo narrando, é por seus olhos que acompanhamos a maioria dos fatos. Mas temos aí um problema, ou melhor, um recurso narrativo que oblitera a percepção do leitor propositalmente: o uso de um narrador não confiável. Se, em algumas obras, descobrimos apenas próximo do final que não deveríamos ter confiado no narrador, nesta, logo no início somos levados a questionar o quanto são verídicos e fidedignos os fatos que Rachel conta. Afinal, Rachel é alcóolatra e descobre-se que vem mentindo à sua amiga sobre estar desempregada há 3 meses – não é spoiler, já que está no começo da história e consta em várias sinopses. Como confiar no relato de alguém com amnésia alcoólica, se até mesmo a própria personagem duvida da veracidade de suas lembranças? Esse ingrediente a mais é o que deixa o leitor “com a pulga atrás da orelha”, sem saber direito em que se basear para montar a sequência dos fatos em sua cabeça à medida que a leitura avança.

“De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvore ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.”
(pag.144)

E não é apenas a situação atual de Rachel que a torna uma narradora pouco confiável. O ponto de vista de Anna reforça essa ideia, mesmo que – não se esqueçam – o que se lê é o que ela nos conta, da forma como ela vivenciou os fatos. Para Anna, Rachel é uma stalker que insiste em rondar e invadir sua nova vida com Tom e o bebê recém-nascido. Alguém que não consegue admitir que seu relacionamento com o ex terminou e que é incapaz de seguir em frente e deixá-los, efetivamente, em paz. E o leitor, ao se deparar com duas versões para o mesmo evento, tende a dar mais credibilidade a uma mãe de família do que a uma desempregada, mentirosa, que vive sob efeito do álcool. Dessa forma, mesmo quando Rachel começa a se recordar do que houve na noite em que Megan desapareceu, o quanto disso pode ser levado em consideração?

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Paula Hawkins

Por fim, há a narrativa de Megan que, aos poucos, vai revelando ao leitor detalhes importantes sobre os eventos. Detalhes que tanto complementam o que Rachel presenciou de longe, da janela do trem, como revelam fatos desconhecidos tanto de Anna quanto de Rachel. Fatos que conduzem o leitor a conclusões totalmente diversas das que ele tira inicialmente sobre o que pode ter ocorrido a Megan.

É interessante notar que, a princípio, as vozes narrativas parecem muito semelhantes – algo que me incomodou um pouco, afinal as personagens são bem diferentes entre si. Mas, aos poucos, o estilo vai se modificando, se moldando à personalidade delas, de forma que em dado momento é possível saber quem é mesmo sem ter lido a identificação no início do capítulo.

Apesar de o texto de Hawkins não ser tão envolvente quanto o de Flynn, ela cria a necessidade de continuar lendo entrelaçando os fatos com engenhosidade. Conduzindo o leitor habilmente e induzindo-o a querer encaixar a próxima peça do quebra-cabeça o mais rápido possível. Apesar de as reviravoltas no enredo não serem tão intensas ou surpreendentes quanto em Garota exemplar – algumas são, mas a maioria a gente quase “vê chegando” mesmo que não conscientemente – a autora consegue manter o ritmo da narrativa mesmo em trechos mais amenos que, aparentemente, não agregam muito à trama. Digo aparentemente, pois Hawkins faz um bom uso do recurso de “pista/recompensa” – aquele detalhe que nos parece insignificante e às vezes até desnecessário, mas que capítulos adiante adquire todo um novo significado ao ser inserido em outro contexto.

Enfim, quem resolver ler por ter gostado de Garota exemplar não vai se arrepender. E tomara que a transposição do livro para a tela também seja tão eficiente, quanto foi com o livro de Gillian Flynn.

Vale um capuccino

Bienal reúne jovens leitores que impulsionam o mercado

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Jovem leitor na Livraria da Cultura (Foto: Felipe Fittipaldi)

Jovem leitor na Livraria da Cultura (Foto: Felipe Fittipaldi)

Fãs de livros com idades entre 14 e 24 anos influenciam os lançamentos de títulos e autores e criam best-sellers instantâneos

Sofia Cerqueira, na Veja Rio

Maior evento literário do país, a Bienal do Livro do Rio passou por mudanças drásticas para sua próxima edição, que começa na quinta (3). A área de exibição teve um aumento de 55 000 para 80 000 metros quadrados, em comparação com a do evento de 2013, e novidades foram incorporadas, como um jardim com mesas de piquenique, esteiras para leitura e um pátio de food trucks. Outra inovação é uma central para distribuição de senhas para as sessões de autógrafos dos autores mais requisitados e espaço suficiente para acomodar filas com até 1 200 pessoas. Para quem não dispensa o registro da visita nas redes sociais, haverá um imenso painel onde será possível tirar selfies para postar no Facebook e no Instagram. O motivo de tantas transformações é agradar a um público bastante específico, que tem feito a festa das editoras no mercado brasileiro de livros: os jovens leitores. Trata-­se de uma legião de aficionados com idade entre 14 e 24 anos, ávidos por novidades e fanáticos por seus autores favoritos. Na edição anterior, os organizadores do evento se surpreenderam com a devoção dessa turma. Um de seus autores prediletos, o americano Nicholas Sparks, que escreveu Diário de uma Paixão, passou oito horas autografando livros. Ainda assim, cerca de 2 000 fãs ficaram do lado de fora da sessão. “Tivemos de nos render a essa nova demanda. Vivemos uma invasão jovem”, diz Marcos Pereira, sócio da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), entidade responsável pela mostra.

Natalia Leal, de 17 anos: fã das distopias e leitura de até dez livros por mês (Foto: Felipe Fittipaldi)

Natalia Leal, de 17 anos: fã das distopias e leitura de até dez livros por mês (Foto: Felipe Fittipaldi)

A relevância dessa onda juvenil de leitores é confirmada em números. Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Snel mostrou que em 2014, no que se refere à quantidade de exemplares produzidos no mercado nacional, os números da literatura infantojuvenil superaram os da literatura adulta: 57,3 milhões contra 48,4 milhões, respectivamente. E uma rápida análise da lista de mais vendidos de VEJA comprova o poder desse segmento. Só na categoria ficção, sete dos dez líderes do ranking têm esse público como alvo. Um reflexo da consistência do fenômeno é a própria Bienal carioca. Se na edição de 2007 apenas 24% dos visitantes estavam na faixa etária dos 14 aos 24 anos, na edição passada o porcentual foi de 44%. “Chegamos a criar áreas e programação específicas para jovens antes, mas fomos deixando a proposta de lado, uma vez que eles simplesmente não frequentavam esses espaços. A história hoje é outra”, atesta Tatiana Zaccaro, diretora da Fagga, que organiza a feira com o Sindicato dos Editores.

Maria Eduarda Oliveira, de 14 anos: biblioteca de 200 livros e viagem a Los Angeles com autora favorita (Foto: Felipe Fittipaldi)

Maria Eduarda Oliveira, de 14 anos: biblioteca de 200 livros e viagem a Los Angeles com autora favorita (Foto: Felipe Fittipaldi)

Dos 27 convidados estrangeiros da edição atual, treze escrevem para esse público. Entre os destaques internacionais estarão Colleen Hoover (autora de Hopeless), Sophie Kinsella (da série Os Delírios de Consumo de Becky Bloom) e o britânico Joseph Delaney (As Aventuras do Caça-Feitiço). Fã de romances e de literatura fantástica, a estudante Natalia Leal, de 17 anos, já planeja uma maratona de tietagem no Riocentro, que visitará em seis dos dez dias de Bienal. “Adoro ler. Cheguei a devorar dez livros em um mês. O autógrafo de um autor que eu aprecie faz muito mais sentido para mim do que o de um ator famoso”, diz a jovem, que estará nas filas de assinatura de Leigh Bardugo e Sophie Kinsella. Estudante de letras, Mariana Bittencourt, de 18 anos, pretende sair de casa, no Catumbi, às 5 da manhã rumo a Jacarepaguá em todos os dias do evento. “Quero ser uma das primeiras a entrar. Já fiz loucuras para ver os autores de perto”, conta. Há pouco mais de um mês, ela passou quinze horas na porta do Cine Odeon atrás de um garrancho do escritor John Green, em visita ao Rio para o lançamento do filme Cidades de Papel, baseado em seu livro homônimo.

Mariana Bittencourt: quinze horas de plantão para conseguir um autógrafo de John Green (Foto: Felipe Fittipaldi)

Mariana Bittencourt: quinze horas de plantão para conseguir um autógrafo de John Green (Foto: Felipe Fittipaldi)

O movimento que se observa no Brasil não é um fato isolado, mas parte de um contexto global. Trata-se de um fenômeno que eclodiu com obras como a saga Crepúsculo, dos vampiros e lobisomens adolescentes criados por Stephanie Meyer, que registrou mais de 120 milhões de exemplares vendidos mundo afora, e se mantém por meio de outros lançamentos que repetem aqui sua trajetória bem-­sucedida no exterior. É o caso da série Diário de um Banana: essa coleção de nove livros, que conta as desventuras de um garoto que é humilhado pelos colegas na escola, vendeu 5 milhões de exemplares no mercado nacional, apenas 500 000 a menos do que nos Estados Unidos. É no embalo de tal performance que o autor, o americano Jeff Kinney, de 44 anos, desembarca na cidade pela segunda vez (a primeira foi em 2013, para o lançamento do sétimo livro da coleção). “A vendagem alcançada no Brasil foi uma surpresa. Acredito que a Bienal será um marco na minha carreira”, comenta ele, bem informado sobre o frisson que costuma envolver os encontros de autores com os fãs no Riocentro. (mais…)

Mundo precisará de 8,4 milhões de professores até 2030, diz Unesco

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professor

Publicado em UOL

Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), serão necessários 8,4 milhões de professores até 2030 para garantir as necessidades educacionais das crianças do ensino primário e secundário.

Os dados, que fazem parte do relatório “A tea­cher for every child: projecting global teacher needs from 2015 to 2030” (Um professor para toda criança: projetando necessidades globais por professores de 2015 a 2030), mostram que a África subsaariana é a região do mundo que terá a maior carência de professores: aproximadamente 4,6 milhões.

Segundo a organização, a região da América Latina e Caribe tinha cerca de 5,2 milhões de professores primários e secundários no ano de 2011. Daqui a 15 anos, serão necessários 160 mil novos professores para atender às demandas educacionais.

Devido ao aumento do número de alunos, estima-se que em países como a Nigéria, Eriteia, Costa do Marfim ou Malaui a demanda de professores seja maior no ano de 2030. A Unesco aponta ainda uma maior necessidade de docentes com conhecimentos específicos sobre cada matéria.

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