Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged 2016

Li 52 livros este ano. Confira o que aprendi

0

Surreal writer

Abigail Williams, no Brasil Post

 

Sou realmente péssima em manter minhas resoluções de Ano Novo. Meus objetivos para o novo ano de fazer dieta e me exercitar, normalmente, caem por água abaixo em cerca de um mês. Minha promessa do ano passado de limitar a ingestão de açúcar durou apenas três dias.

Por isso, este ano, resolvi adotar uma postura diferente em relação à minha resolução de Ano Novo: em vez de fazer vagas promessas para comer adequadamente ou me exercitar, me foquei nos livros como método de autoperfeiçoamento.

Nas palavras da fracassada jornalista Rory Gilmore: “Vivo em dois mundos. Um é um mundo de livros”.

Embora eu reconheça a ironia de citar uma personagem de TV aqui, o argumento ainda é o mesmo. Desde menina, tenho vivido cercada por livros. Não, eu não estava lendo Proust aos 16, como Rory Gilmore. Mas escrevi o ensaio de admissão para a faculdade sobre Neville Longbottom, então isso deve valer para algo.

lendo hp
Como vocês podem ver claramente, eu tinha muitos amigos.

Como muitos homens e mulheres instruídos de minha geração, fui para a faculdade e imediatamente me esqueci como se lia. Claro, estava lidando com livros constantemente — como meu bacharelado era em inglês, muitas de minhas matérias davam como tarefas centenas de páginas de leitura por semana.

O enorme volume de tarefas lançadas em meu caminho me tornou uma especialista em peneirar. Escolhia minhas batalhas. Sabia quais passagens aperfeiçoar, destacar e analisar para a aula. Quando me formei, havia “lido” centenas de livros e artigos. Mas apenas me lembrava de alguns em detalhes.

Então, ao me sentar em um bar chinfrim em Atlanta na véspera de Ano Novo, com uma cerveja na mão e gordura de pizza escorrendo pelo queixo, decidi voltar às minhas raízes em 2016. Eu me desafiei a ler 52 livros apenas por prazer ao longo do ano — um livro por semana.

Pela primeira vez na vida, cumpri uma resolução de Ano Novo. Em 9 de dezembro de 2016, havia lido 52 livros este ano. Confira o que aprendi:

1. Os livros são um espelho.

Os livros irão apenas refletir o que você é capaz de ver, mas o ato de ler ainda tem um verdadeiro valor transformador. Os melhores livros que li este ano mostraram um espelho para ver minhas falhas. Mostraram que sou imperfeita, egoísta, com traços frágeis e que me conectava com muitos deles.

Esta autoconsciência se refletiu tanto no nível pessoal quanto no profissional — e, de fato, pesquisas mostram que funcionários com maior autoconsciência levam a um melhor desempenho da equipe, desde qualidade de decisões até a administração de conflitos.

2. A leitura me tornou mais empática.

Estudos mostram que a leitura de ficção literária na idade adulta está ligada a uma melhora da Teoria da Mente, ou seja, inteligência emocional e empatia. Vi que leituras complicadas e narrativas humanas complexas me tornaram mais sensíveis às experiências e sentimentos de outras pessoas. Em um ano no qual a tensão e o ódio atingiram tantas vidas, esta lição de empatia foi essencial.

3. Não critique antes de experimentar.

Isto pode surpreender a muita gente, mas não gosto de esportes. Não posso assistir a um jogo de futebol [americano], mas, depois de ler The Blind Side [livro no qual foi baseado o filme Um Sonho Possível], posso explicar a evolução da posição da esquerda na linha defensiva.

Comemorei com o resto do país quando o Chicago Cubs venceu a World Series, mas sua vitória significou muito mais porque Moneyball — O Homem que Mudou o Jogo me ensinou a jogada de Theo Epstein. A título de observação, li outros autores além de Michael Lewis.

4. Ler não deve ser sempre uma fuga.

Acho que todos podemos concordar que 2016 foi um ano para se jogar na lixeira. Muitas pessoas recorreram à leitura como fuga, mas ler não me afastou do ódio, da raiva ou do desgosto que se espalharam ao longo deste ano.

Mas os livros de fato me forneceram um método para lidar com as coisas. Mostraram personagens em crise que modelaram a graça e a força que eu podia levar comigo para o mundo real.

5. Minha resolução de ler foi mais fácil de cumprir do que qualquer outra que tentei.

Focar em algo como a leitura é uma clara vitória. Primeiro, transforma seu objetivo em algo tangível, em vez de noções vagas como “comer mais saudavelmente”.

Segundo, você pode facilmente rastrear seu progresso — eu usei ferramentas como planilhas de Excel para anotar meu ritmo e me cobrar. E exige que você encontre tempo para trabalhar em sua resolução. Eu usei meu trajeto de uma hora de metrô e o transformei na minha hora diária de leitura.

Quebrar uma meta aparentemente intransponível em vários pedaços pequenos é essencial — de fato, pesquisas indicam que planejar quando e como conquistar seu objetivo é eficaz para ajudá-lo a cumpri-lo.

Dito isso, o volume não é tudo quando se trata da leitura. A profundidade do entendimento é, muitas vezes, mais importante do que a amplitude do conhecimento. Se você passar um ano inteiro lendo e analisando Os Irmãos Karamazov, por exemplo, é uma pessoa mais corajosa do que eu e deve considerar que seu ano foi bem vivido.

Se estiver interessado em ler mais em 2017, sinta-se à vontade para se inspirar em minha lista de 2016 abaixo. Preparei a seleção a partir de outras listas de recomendações de livros, best-sellers do New York Times, estantes de amigos e sugestões da minha mãe e avó — ambas leram bem mais do que eu em 2016.

Não fraqueje diante das resoluções para 2017 — você é capaz.

Crise derrota até Harry Potter e venda de livros cai no Brasil

0
Livrarias: para especialistas, ninguém poderia salvar as vendas neste ano, exceto um novo fenômeno como "50 tons de cinza"

Livrarias: para especialistas, ninguém poderia salvar as vendas neste ano, exceto um novo fenômeno como “50 tons de cinza”

 

Nem fenômenos de vendas como Jojo Moyes, padre Marcelo Rossi e J. K. Rowling conseguiram salvar o mercado editorial neste ano

Publicado na Exame

Nem Jojo Moyes, dos best-sellers Como Eu Era Antes de Você e Depois de Você (Intrínseca), nem Padre Marcelo Rossi, tampouco o novo Harry Potter.

Duramente afetado pela crise econômica brasileira, o mercado editorial não teve um fenômeno de vendas em 2016, como acontecera em 2015 com os livros de colorir, e termina o ano sem um final feliz.

De janeiro a novembro, de acordo com o Painel das Vendas de Livros do Brasil, realizada pela Nielsen BookScan Team sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a queda no volume de livros vendidos foi de 13,21%, e no faturamento, de 4,78%.

A comparação da lista dos best-sellers de 2016 e 2015 do Publishnews, portal especializado no segmento livreiro, é bastante ilustrativa: de Jardim secreto (Sextante), o campeão de 2015, foram vendidos 719.626 exemplares no ano, mais do que a soma dois primeiros lugares de 2016, Como Eu Era Antes de Você e Ruah (Principium), do Padre Marcelo Rossi.

A diferença no desempenho do religioso, autor cujos números superam 12 milhões, também é significativa: esse ano, foram 225.229 livros com Ruah; em 2015, 446.653 com Philia, que ficara em terceiro lugar no ranking.

“Ninguém seria capaz de reverter os números desse ano. Teria que ser um fenômeno fora da curva, como foi O Código Da Vinci (Sextante, de 2004) ou 50 Tons de Cinza (Intrínseca, de 2011)”, avaliou o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira, da Sextante.

“O mercado editorial não é algo separado do resto da economia. Mas eu não esperava uma queda tão expressiva no número de exemplares, é isso o que mais chama a atenção. É algo que vem de 2015, só que os livros de colorir compensaram. É uma falácia essa crença de que os livros são um lugar de escape em momentos de crise.”

Lançado em outubro, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Rocco), que veio para aplacar a saudade dos fãs da saga, melhorou um pouco os resultados do fim de 2016.

Os números podem subir ainda com o impacto da Black Friday, que fez crescer as vendas em 50%, graças a descontos de até 80%, e as compras de Natal.

Mas a recuperação só é esperada para o segundo semestre de 2017 ou em 2018, junto com a da economia brasileira. O Snel vê luz no fim do túnel, com maior adequação das empresas ao panorama de recessão em termos de gestão.

O desejo por ora é que a queda nos números seja estancada, para que o mercado possa voltar a crescer.

“Em 2015, os efeitos já vinham sendo sentidos, não só com a crise, mas também com a diminuição nas vendas para os programas de bibliotecas do governo federal. O que me preocupa é o futuro desse público leitor. O gosto pela leitura e a criação do hábito acontece na escola, desde a alfabetização”, analisou a presidente da Record, Sônia Machado Jardim. A Record teve um ano menos sofrido, por causa dos bem sucedidos títulos de ficção A Garota do Calendário (Audrey Carlan) e A Garota do Trem (Paula Hawkins).

Na Intrínseca, o ano foi “excelente”, disse o editor, Jorge Oakim. Principalmente por conta do sucesso de Jojo Moyes, puxado pelo filme Como Era Antes de Você, fenômeno de bilheterias. A romancista inglesa segue sendo uma aposta para bons resultados em 2017.

“Tivemos o mesmo número de vendas e faturamento em 2016 e em 2015, o que é um super vitória num ano de crise. Se você tem bons livros, você vende”, afirmou Oakim.

A observação da década 2006-2015, foco da pesquisa “Dez anos de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada há quatro meses, mostra que as más notícias para o segmento vêm de longe. O preço real no período (descontada a inflação) foi de 36%. O faturamento real caiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,4 bilhão.

A pesquisa usou dados de 189 das 700 editoras do País. A redução do número de livros comprados pelo governo federal para abastecer o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) foi outro revés detectado pelo levantamento, assim como a expansão insuficiente do mercado digital.

A mais grave queda no período foi de 2014 para 2015; no entanto, o cenário vem se depreciando desde 2011. De lá para cá, a boa nova foi o crescimento de 20% na categoria CTP (científicos, técnicos e profissionais), consequência do boom do ensino superior vivido na esteira do Programa Universidade para Todos (ProUni), de concessão de bolsas em universidades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Bill Gates elege suas leituras favoritas de 2016

0

07093950503037-t1200x480

Felipe Gugelmin, no TecMundo

Um dos nomes responsáveis pelo sucesso da Microsoft, Bill Gates continua sendo uma figura pública influente mesmo não exercendo mais o cargo de CEO da empresa. Ciente disso, ele costuma postar em seu blog pessoal opiniões sobre o mundo da tecnologia, política e outros assuntos.

Gates também mantém a tradição de recomendar alguns livros que o inspiraram a ter novas ideias e descobrir novos assuntos. “Ler livros é minha maneira favorita de aprender sobre um novo tópico. Tendo lido uma média de um livro por semana desde que era criança. Mesmo quando meu calendário está fora de controle, eu dedico muito tempo à leitura”, afirmou ele em seu blog oficial.

Em 2016, Gates elegeu como suas melhores leituras livros que tratam de assuntos que vão da tecnologia do genoma até lideranças políticas. Confira a seleção feita pelo “pai” da Microsoft, notando que a maioria dos títulos infelizmente ainda não possui uma tradução oficial para o português.

String Theory – David Foster Wallace

“Esse livro não tem nada a ver com Física, mas seu título vai fazer você parecer muito esperto caso esteja lendo em um trem ou em um avião”, afirma Gates. A obra de Wallace reúne ensaios do romancista sobre tênis, esporte que ele usa como base para falar sobre suas experiências de vida e outros assuntos.

A Marca da Vitória – Phil Knight

A biografia do cofundador da Nike mostra como ele ajudou a estabelecer sua companhia como uma das principais referências esportivas do mundo. “Aqui Knight se abre de uma maneira que poucos CEOs querem fazer. Eu não acredito que Knight quer ensinar algo ao leitor. No lugar disso, ele faz algo melhor. Ele conta sua história da maneira mais honesta possível. É um conto incrível”.

O livro conta como a Nike se transformou em uma das marcas mais fortes do mundo
O Gene – Siddhartha Mukherjee

“Em seu livro mais recente, Mukherjee nos guia pelo passado, presente e futuro da ciência do genoma, com um foco especial nas grandes questões éticas que as mais recentes e maiores tecnologias da área provocam. Mukherjee escreveu esse livro para uma audiência leiga porque ele sabe que as novas tecnologias de genoma estão prestes a nos afetar de maneiras profundas”, explica Gates.
The Myth of the Strong Leader: Political Leadership in the Modern Age – Archie Brown

Os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’

“Brown mostra que os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’. Na verdade, eles tendem a ser aqueles que colaboram, delegam e negociam — e reconhecem que nenhuma pessoa tem ou deveria ter todas as respostas”.

Bill Gates cita como “menção honrosa” a obra “The Grid: The Fraying Wires Between Americans and Our Energy Future”, de Gretchen Bakke, que trata sobre o envelhecimento da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. “Mesmo que você nunca tenha pensado um momento sobre como a eletricidade atinge seu destino, acredito que esse livro vai convencê-lo a ver a grade elétrica como uma das maiores maravilhas de engenharia do mundo moderno”, explica.

Game of Thrones | Autor tirará férias em 2017 para completar novo livro da saga

0

george-rr-martin

Caio Coletti, no Observatório do Cinema

George R.R. Martin avisou os fãs em seu blog pessoal que não vai fazer muitas aparições públicas ou encontro com os fãs em 2017 – tudo porque ele deseja se concentrar na finalização do novo livro da saga As Crônicas de Gelo e Fogo, de onde saiu a série Game of Thrones.

O volume intitulado Winds of Winter é aguardado há anos, mas Martin garantiu que de 2017 não passa: “Vou aparecer na Feira de Livros de Guadalajara e será minha última aparição em 2016. Minha agenda em 2017 será muito limitada até que eu complete Winds”, escreveu o ator.

Game of Thrones volta para sua sétima e penúltima temporada em meados de 2017.

Conheça cinco escritores estrangeiros que estarão na Feira do Livro de Porto Alegre

0
David Grossman, Futhi Ntshingila, Jeremías Gamboa, Jorge Volpi e Teresa Cárdenas Foto: Divulgação / Editoras / Editoras

David Grossman, Futhi Ntshingila, Jeremías Gamboa, Jorge Volpi e Teresa Cárdenas Foto: Divulgação / Editoras / Editoras

 

A 62ª edição do evento começa no dia 28 de outubro e se estende até 15 de novembro

Publicado no Zero Hora

A programação da Feira do Livro de Porto Alegre foi divulgada nesta quinta-feira, com destaques nacionais e internacionais. Entre as atrações de fora do país, algumas se destacam, sendo selecionadas para a lista abaixo. Confira quando alguns dos grandes destaques estarão na Capital:

David Grossman
No dia 30, às 11h, o escritor David Grossman, israelense mundialmente conhecido por seu discurso pacifista, vai falar ao público no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n). O encontro comemora, na Feira do Livro, os 10 anos do Fronteiras do Pensamento. Haverá distribuição de senhas para entrada, em data ainda não divulgada.

Futhi Ntshingila
A escritora sul-africana Futhi Ntshingila lançará o romance Sem gentileza participará de debate sobre literatura africana e o espaço da mulher no mercado editora com a jornalista Priscila Pasko e a escritora Julia Dantas. O bate-papo está marcado para o dia 14 de novembro, às 18h30min, no Auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Andradas, 1223).

Jeremías Gamboa
Elogiado por Vargas Llosa, o peruano Jeremías Gamboa é encarado como um dos grandes nomes da jovem literatura latino-americana. No dia 29 de outubro, às 18h, o autor conversará com o público na Sala Leste do Santander Cultural (7 de Setembro, 1.028), acompanhado de Carlos André Moreira e de Deise Leite Bittencourt Friedrich.

Jorge Volpi
O mexicano jorge Volpi irá autografar Memorial da fraude no dia 30 de outubro, na Praça da Alfândega, às 20h. Mesclando realidade e ficção, o autor aborda na obra o impacto da crise financeira de 2008 em seu país.

Teresa Cárdenas
Vencedora do prêmio Casa de las Américas por Cartas para minha mãe, a autora cubana conversará com o público no dia 1º de novembro, às 18h, na Sala Leste do Santander Cultural (Rua 7 de Setembro, 1028), apresentada por Caio Riter e Angela Rolla.

Go to Top