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Silviano Santiago e Veronica Stigger vencem Prêmio Jabuti de 2017

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Silviano Santiago, vencedor do Jabuti de melhor romance por "Machado" (Companhia das Letras) - Adriano Vizoni/Folhapress

Silviano Santiago, vencedor do Jabuti de melhor romance por “Machado” (Companhia das Letras) – Adriano Vizoni/Folhapress

Publicado na Folha de S.Paulo

Com uma ficção sobre os últimos anos de Machado de Assis (1839-1908), o escritor e professor de literatura Silviano Santiago foi o vencedor do Prêmio Jabuti de Romance.

Com isso, o autor mineiro de 81 anos concorrerá ao troféu de Livro do Ano de Ficção, a ser anunciado na cerimônia de premiação do 59º Jabuti em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera.

Os vencedores desta e das outras 28 categorias do Jabuti foram divulgados na tarde desta terça (31) pela Câmara Brasileira do Livro, que organiza a premiação.

O colunista da Folha Antonio Prata participou do projeto vencedor da categoria Infantil Digital, com “Kidsbook Itaú Criança” (Agência Africa). Marcelo Gleiser, colaborador do jornal, ficou em segundo lugar na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática, com “A Simples Beleza do Inesperado” (Record).

Neste ano, foram introduzidas duas novas categorias; uma dedicada a livros brasileiros traduzidos no exterior –na qual “A Cup of Rage”, versão britânica de “Um Copo de Cólera”, de Raduan Nassar, saiu vencedora– e outra, aos quadrinhos.

“Castanha do Pará”, HQ independente de Gidalti Oliveira Moura Júnior, foi a ganhadora. “Hinário Nacional” (Veneta), de Marcello Quintanilha, ficou em segundo, e “Quadrinhos dos Anos 10” (Companhia das Letras), de André Dahmer, quadrinista da Folha, ficou em terceiro.

Eva Furnari, veterana de livros para crianças ficou em primeiro na categoria Infantil, com “Drufs” (Moderna).

“Se Eu Fosse… Um Bicho, uma Planta ou até um Objeto, Minha Vida Seria Muito Diferente” (Publifolhinha), de Luisa Massarani, com ilustrações de sua irmã, Mariana, ficou em segundo.

O livro reúne textos publicados no caderno “Folhinha”,da Folha, que deixou de circular no ano passado.

Em terceiro na categoria ficou “A Boca da Noite” (Zit), de Cristino Wapichana.

A homenageada com o prêmio Personalidade Literária deste ano também vem do universo infantojuvenil.

Ruth Rocha, autora de clássicos como “Marcelo, Marmelo, Martelo”, receberá o prêmio pelo conjunto de sua obra e contribuição à formação de gerações de leitores.

LIVROS DO ANO

“Quase Todas as Noites” (7Letras), de Simone Brantes, venceu na categoria Poesia; “Sul” (ed. 34), de Veronica Stigger, em Contos e Crônicas.

Elas, assim como Walcyr Carrasco, que venceu a de Adaptação por seu “Romeu e Julieta” (Moderna), concorrem a Livro de Ano de Ficção com os já mencionados Silviano Santiago, Gidalti Oliveira Moura Júnior e Eva Furnari, além de José Castello, autor do melhor Juvenil, “Dentro de Mim Ninguém Entra” (Berlendis & Vertecchia).

Nessa categoria, Daniel Munduruku ficou em segundo, com “Vozes Ancestrais” (FTD), e Susana Ventura, em terceiro, com “O Caderno da Avó Clara” (SESI-SP Editora).

Para o Livro do Ano de Não Ficção concorrem os primeiros lugares de 15 categorias, como Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática, cujo premiado foi “A Espiral da Morte” (Companhia das Letras), de Claudio Angelo.

Todos os ganhadores levam o troféu com o quelônio; os primeiros lugares de cada categoria são agraciados com R$ 3.500, ao passo que os vencedores de Livro do Ano recebem R$ 35.000 cada um.

A escritora Ruth Rocha será homenageada neste ano com o prêmio “Personalidade Literária” pelo conjunto de sua obra e contribuição à formação de gerações de leitores.

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Confira os vencedores:

Adaptação
1º Lugar – “Romeu e Julieta” (Moderna), de Walcyr Carrasco
2º Lugar – “A Ilha do Tesouro” (FTD Educação), de Rodrigo Machado
3º Lugar – “Samba de uma noite de Verão” (KAN Editora), de Renato Forin Jr.

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia
1º Lugar – “A Modernidade Impressa: Artistas Ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre” (Editora da UFRGS), de Paula Ramos
2º Lugar – “Millôr: Obra Gráfica” (IMS), de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires
3º Lugar – “Lentes da Memória: A descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930)” (Bazar do Tempo), de Adriana Martins Pereira

Biografia
1º Lugar – “Caio Prado Júnior: Uma biografia política” (Boitempo), de Luiz Bernardo Pericás
2º Lugar – “Xica da Silva: a Cinderela Negra” (Record), de Ana Miranda
3º Lugar – “Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral” (Intrínseca), de Joaquim Ferreira dos Santos

Capa
1º Lugar – “História da Teoria da Arquitetura” (Editora da Universidade de São Paulo), do capista Casa Rex / Gustavo Piqueira
2º Lugar – “Millôr: Obra Gráfica” (IMS), dos capistas Celso Longo e Daniel Trench
3º Lugar – “Diário de Francisco Brennand: O Nome do Livro e o Nome do Outro” (Inquietude Brennand Fortes Produções Culturais), do capista Flavio Flock

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática
1º Lugar – “A Espiral da Morte” (Companhia das Letras), de Claudio Angelo
2º Lugar – “A Simples Beleza do Inesperado” (Record), de Marcelo Gleiser
3º Lugar – “Os Cientistas da Minha Formação” (Livraria da Física), de Mario Novello

Ciências da Saúde
1º Lugar – “Zika: do Sertão Nordestino à Ameaça Global” (Civilização Brasileira), de Debora Diniz
2º Lugar – “Medicina Cardiovascular – Reduzindo o Impacto das Doenças” (Atheneu), de Roberto Kalil Filho, Valentin Fuster e Cícero Piva de Albuquerque
3º Lugar – “Neurofisiologia Básica para Profissionais da Área de Saúde” (Atheneu), de Márcia Radanovic e Eliane Mayumi Kato-narita

Ciências Humanas
1º Lugar – “A Nervura do Real II” (Companhia das Letras), de Marilena Chauí
2º Lugar – “A Radiografia do Golpe: Entenda Como e Por Que Você Foi Enganado” (Leya), de Jessé Souza
3º Lugar – “A Tentação Fascista no Brasil: Imaginário de Dirigentes e Militantes Integralistas” (Editora da UFRGS), de Hélgio Trindade

Comunicação
1º Lugar – “Manual de Editoração e Estilo” (Editora da Unicamp), de Plinio Martins Filho
2º Lugar – “Bota o Retrato do Velho Outra Vez: a Campanha Presidencial de 1950 na Imprensa do Rio de Janeiro” (Paco Editorial), de Luís Ricardo Araujo da Costa
3º Lugar – “Todos os Monstros da Terra. Bestiários do Cinema e da Literatura” (EDUC – Editora da PUC-SP / FAPESP), de Adriano Messias

Contos e Crônicas
1º Lugar – “Sul” – Autor(a): Veronica Stigger – Editora: Editora 34
2º Lugar – “Se For pra Chorar que Seja de Alegria” (Global), de Ignácio de Loyola Brandão
3º Lugar – “Caixa Rubem Braga – Crônicas” (Autêntica), de Rubem Braga (autor), André Seffrin, Bernardo Buarque de Hollanda, Carlos Didier (organização)

Didático e Paradidático
1º Lugar – “África e Brasil História e Cultura” (FTD Educação), de Eduardo D’Amorim
2º Lugar – “Com os Pés na África” (Moderna), de Sérgio Túlio Caldas
3º Lugar – “Terra de Cabinha: Pequeno inventário da vida de meninos e meninas do Sertão” (Peirópolis), de Gabriela Romeu

Direito
1º Lugar – “Comentários ao Código de Processo Civil – Coleção Completa 17 Volumes” (Revista dos Tribunais), de Diretor: Luiz Guilherme Marinoni, Coords.: Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero
2º Lugar – “A ‘tradução’ de Lombroso na Obra de Nina Rodrigues: O Racismo como Base Estruturante da Criminologia Brasileira” (Revan), de Luciano Góes
3º Lugar – “Os Direitos da Mulher e da Cidadã por Olímpia de Gouges” (Saraiva), de Dalmo de Abreu Dallari

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer
1º Lugar – “Finanças Públicas” (Record), de Felipe Salto e Mansueto Almeida
2º Lugar – “A Crise Fiscal e Monetária Brasileira” (Civilização Brasileira), de Edmar Bacha
3º Lugar – “Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial” (Editora da Universidade de São Paulo), de Pedro Jaime

Educação e Pedagogia
1º Lugar – “Alfabetização: A Questão dos Métodos” (Contexto), de Magda Soares
2º Lugar – “A Instrução Pública nas Vozes dos Portadores de Futuros (Brasil – Séculos 19 e 20)” (EDUFU), de Carlos Monarcha
3º Lugar – “Currículos Integrados no Ensino Médio e na Educação Profissional: Desafios, Experiências e Propostas” (Editora Senac São Paulo), de Francisco de Moraes e José Antonio Küller

Engenharias, Tecnologias e Informática
1º Lugar – “Nanotecnologia Experimental – Autor(a): Henrique Eisi Toma, Delmárcio Gomes da Silva e Ulisses Condomitti – Editora: (Blucher)
2º Lugar – “Acústica de Salas – Projeto e Modelagem” (Blucher), de Eric Brandão
3º Lugar – “Introdução à Engenharia de Produção – Conceitos e Casos Práticos” (LTC), de Orlando Roque da Silva e Délvio Venanzi

Gastronomia
1º Lugar – “Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma): Cogumelos” (Instituto Socioambiental), de Moreno Saraiva Martins
2º Lugar – “Todas as Sextas” (Melhoramentos), de Paola Carosella
3º Lugar – “Mari Hirata Sensei Por Haydée Belda” (Bei Editora), de Haydée Belda

Histórias em Quadrinhos
1º Lugar – “Castanha do Pará” (Publicação Independente), de Gidalti Oliveira Moura Júnior
2º Lugar – “Hinário Nacional” (Veneta), de Marcello Quintanilha
3º Lugar – “Quadrinhos dos Anos 10” (Companhia das Letras), de André Dahmer

Ilustração
1º Lugar – “Knispel: Retrospectiva 1950-2015” (Maayanot), do ilustrador Gershon Knispel
2º Lugar – “Outras Meninas” (Independente), da ilustradora Manu Cunhas
3º Lugar – “Rio Sketchbook” (Marte Cultura e Educação), do ilustrador Eduardo Bajzek

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Lugar – “Adélia” (Editora Pulo do Gato), do ilustrador Jean-Claude Alphen
2º Lugar – “Teleco, o Coelhinho”, (Editora Positivo), de Odilon Moraes
3º Lugar – “Nuno e as Coisas Incríveis” (Jujuba Editora), de Andre Neves

Infantil
1º Lugar – “Drufs” (Moderna), de Eva Furnari
2º Lugar – “Se Eu Fosse… Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente” (Publifolha), de Luisa Massarani
3º Lugar – “A Boca da Noite”, da Zit Editora (Meneghetti’s Gráfica e Editora), de Cristino Wapichana

Infantil Digital
1º Lugar – “Kidsbook Itaú Criança” (Agência Africa), de Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Fernanda Takai e Ina Carolina, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi
2º Lugar – “Nautilus – Baseado na Obra Original de Jules Verne: Vinte Mil Léguas Submarinas” (Storymax), de Maurício Boff e Fernando Tangi (ilustrador)
3º Lugar – “Quanto Bumbum!” (Caixote/Webcore), de Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte)

Juvenil
1º Lugar – “Dentro de Mim Ninguém Entra” (Berlendis & Vertechia), de José Castello
2º Lugar – “Vozes Ancestrais” (FTD Educação), de Daniel Munduruku
3º Lugar – “O Caderno da Avó Clara” (SESI-SP Editora), de Susana Ventura

Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1º Lugar – “A Cup Of Rage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk
2º Lugar – “Enigmas of Spring – Autor(a): João Almino – Editora: Dalkey Archive Press – Editora Internacional: Dalkey Archive Press
3º Lugar – “Mijn Duitse Broer – Autor(a): Chico Buarque – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: De Bezige Bij

Poesia
1º Lugar – “Quase Todas as Noites” (7Letras), de Simone Brantes
2º Lugar – “A Palavra Algo” (Iluminuras), de Luci Collin
3º Lugar – “Identidade” (Urutau), de Daniel Francoy

Projeto Gráfico
1º Lugar – “Estórias da Rua que foi Balsa: Trilhas e Intuições na Educação Popular em Saúde” (Guayabo Edições), responsáveis pelo projeto gráfico: Patrícia Rezende e Valquíria Rabelo
2º Lugar – “História da Teoria da Arquitetura” (Editora da Universidade de São Paulo), do responsável pelo projeto gráfico: Casa Rex / Gustavo Piqueira
3º Lugar – “Aniki Bóbó – Responsável pelo Projeto Gráfico” (Verso Brasil Editora), de Beatriz Lamego

Psicologia, Psicanálise e Comportamento
1º Lugar – “A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento” (Escuta), de Miriam Debieux Rosa
2º Lugar – “O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual” (Editora da Universidade de São Paulo / FAPESP), de Cláudia Prioste
3º Lugar – “De que Cor Será Sentir? : Método Psicanalítico na Psicose” (Manole Editora), de Marina de Oliveira Costa

Reportagem e Documentário
1º Lugar – “Petrobras: Uma história de Orgulho e Vergonha” (Companhia das Letras), de Roberta Paduan
2º Lugar – “Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra” (Contexto), de Marcos Guterman
3º Lugar – “O Livro dos Bichos” (Companhia das Letras), de Roberto Kaz

Romance
1º Lugar – “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago
2º Lugar – “A Tradutora” (Record), de Cristovão Tezza
3º Lugar – “Outros Cantos” (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas
1º Lugar – “Machado de Assis e o Cânone Ocidental: Itinerários de Leitura” (Eduerj), de Sonia Netto Salomão
2º Lugar – “O Mundo Sitiado: A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial” (ed. 34), de Murilo Marcondes de Moura
3º Lugar – “De Volta ao Fim: O ‘Fim das Vanguardas’ Como Questão da Poesia Contemporânea” (7Letras), de Marcos Siscar

Tradução
1º Lugar – “Conversações com Goethe nos Últimos Anos de Sua Vida: 1823-1832” (Unesp), do tradutor Mário Luiz Frungillo
2º Lugar – “Romeu e Julieta” (Companhia das Letras), do tradutor José Francisco Botelho
3º Lugar – “Ouça a Canção do Vento / Pinball, 1973” (Companhia das Letras), da tradutora Rita Kohl

Prêmio Jabuti anuncia finalistas de 2017

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Na categoria romance, apenas uma editora emplacou sete dos dez selecionados

Na categoria romance, apenas uma editora emplacou sete dos dez selecionados

Publicado em O Globo

RIO – Principal premiação literária do país, o Prêmio Jabuti divulgou nesta terça-feira a lista dos seus primeiros finalistas.

Entre os selecionados da principal categoria, romances, estão:

– “Descobri que estava morto” (Tusquets), de João Paulo Cuenca

– “A tradutora” (Record), de Cristovão Tezza

– “Simpatia pelo demônio” (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho

– “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago

– “Tristorosa”, de Eugen Weiss

– “Soy loco por ti America” (Companhia das Letras), de Javier Arancibia Contreras

– “Outros cantos” (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

– “O marechal de costas” (Companhia das Letras), de José Luiz Passos

– “O tribunal da quinta-feira” (Companhia das Letras), de Michel Laub

– Concorre ainda “Como se estivéssemos em palimpsesto de putas” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna, morta em julho.

Assim como aconteceu com os finalistas do Prêmio Oceanos, anunciados em setembro, o grupo Companhia das Letras domina a categoria, com sete dos dez livros escolhidos.

A novidade deste ano é a adição de duas categorias às 27 já existentes:história em quadrinhos e livro brasileiro publicado no exterior. No ano passado, representantes do mundo da HQ haviam feito campanha para que a categoria entrasse no Jabuti. Concorrem “Hinário nacional” (Veneta), de Marcelo Quintanilha, e “Quadrinhos dos anos 10″(Companhia das Letras), de André Dahmer (quadrinista do jornal O GLOBO), entre outros.

Já a categoria livro brasileiro publicado no exterior contempla livros de autor(es) brasileiro(s) nato(s)/naturalizado(s) publicados no exterior em qualquer gênero, ficção ou não ficção. Raduan Nassar concorre com dois livros: “A cup of rage” e “Ancient tilage” (tradução, respectivamente, para o inglês de seus “Copo de cólera” e “Lavoura arcaica”).

INFANTIL DIGITAL

Na categoria infantil digital, os colunistas do GLOBO Luis Fernando Verissimo (com Willian Santiago) e Adriana Carranca (com Brunna Mancuso) concorrem ao lado de Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Fernanda Takai e Ina Carolina, Antonio Prata e Caio Bucaretchil, com “Kidsbook Itaú criança”. Eles disputam com as obras “Monstros do cinema”, de Augusto Massi e Daniel Kondo; “Nautilus – Baseado na obra original de Jules Verne: Vinte mil léguas submarinas”, de Maurício Boff; “O negrinho do pastoreio: ;ivro animado”, de Alexandre Giaparelli Colombo; “Poemas de brinquedo”, de Álvaro Andrade Garcia; e “Quanto bumbum!”, de Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte).

A cerimônia de entrega do Jabuti acontecerá dia 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer, em São Paulo. Os primeiros colocados de todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharão o troféu. Neste dia serão revelados, ainda, os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – Não ficção, que serão contemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada.

Plágio também vale? Decorar frases prontas vira estratégia para redação do Enem

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Marlene Bergamo/Folhapress

Marlene Bergamo/Folhapress

Ana Carla Bermúdez, no UOL

O formato previsível e a importância que a redação tem para a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) estão fazendo candidatos recorrerem a fórmulas prontas e até decorarem trechos de textos de professores para usar em suas redações. Mas essa prática abre um debate: existe limite entre inspiração e plágio?

O modelo de redação cobrado pelo Enem ao longo dos anos costuma ser sempre o mesmo: um texto dissertativo-argumentativo, de até 30 linhas, com introdução, desenvolvimento e conclusão, que deve propor uma solução ao problema apresentado.

Saber lidar bem com esse formato e garantir uma boa nota na redação pode ser algo decisivo para o aluno na hora de obter uma boa colocação no Enem — o exame que avalia os estudantes que estão concluindo o ensino médio e pode garantir vagas nas principais universidades do país.

Uma das redações que tirou nota mil (a nota máxima) na última edição do Enem, por exemplo, tinha partes praticamente idênticas a outros dois textos: uma redação nota mil do Enem 2015 e um texto feito para o Enem de 2014 pelo professor Rafael Cunha, do curso de educação à distância Descomplica.

“É absolutamente normal que alguém se inspire em algo que já deu certo”, diz Cunha. O professor afirma, no entanto, que existe um limite para isso: “ele me parece ser ultrapassado quando são utilizadas exatamente as mesmas palavras que o autor original. Mas, ao mesmo tempo, as regras permitem que isso aconteça, então não vejo maiores problemas”, diz.

“É claro que, em um mundo utópico, o ideal seria o aluno fazer um texto autoral, tendo plena autonomia para exercitar aquilo ali que é pedido. Mas, na realidade, não é o que acontece”, afirma Gabriela Carvalho, coordenadora de redação do curso Poliedro.

“Quando vou tentar convencer meus alunos a não copiarem, eu pergunto: como vocês vão decorar e lembrar dessa frase? E como vão ter certeza de que ela vai caber no tema que cair?”, afirma Gabriela.

Ela conta que a cópia é uma tática recorrente entre os alunos, que têm o hábito de fazer redações ao estilo “Frankenstein”: ou seja, pegando trechos de um ou mais textos diferentes. “Eles estudam a redação acima da média como fórmula e realmente decoram as frases”, afirma.

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Modelo “mecânico”

Para o professor Cunha, é preciso questionar o modelo de redação proposto no Enem, que é “quase uma receita de bolo a ser seguida”. Segundo ele, isso faz com que os alunos acabem refletindo menos, o que levaria a um preparo mais “mecânico”.

Eduardo Calbucci, professor do curso Anglo, afirma que “o texto não pode ser uma colagem de partes feitas por outras pessoas”, mas defende: “o aluno inevitavelmente vai (fazer o exame) com uma estrutura mais ou menos pensada, porque senão seria impossível fazer a redação em quarenta minutos, uma hora. Não é receita de bolo, é apenas um ponto de partida”.

Para Gabriela, o problema vem de uma estrutura ainda maior. “Você tem corretores que estão fazendo uma correção mecânica porque precisam de dinheiro e, ao mesmo tempo, um aluno que está em uma sociedade com poucas vagas universitárias e quer se livrar dessa desgraça que é prestar vestibular”, afirma.

A professora diz que o aluno acaba repetindo a maneira com que estuda as outras matérias, como química ou matemática, por exemplo, nas quais a forma mais comum de se ensinar seria copiando e resolvendo exercícios. “Ele (aluno) está muito habituado à ideia de fórmula pronta e cópia. Então, ele acaba não percebendo nenhum problema moral ou educacional”, afirma.

Cópia da cópia da cópia

O plágio, segundo os professores ouvidos pelo UOL, acontece há muito tempo e em muitos vestibulares. “Eu aposto que existem centenas, talvez milhares de redações feitas no Brasil feitas por professores que vão conter trechos que vão ser copiados por alunos”, afirma Cunha.

Mas, para Gabriela, a origem do problema é social. “As pessoas ficam chocadas, mas elas não percebem que nos próprios comentários que fazem no dia a dia elas são incapazes de produzir pensamentos e argumentos próprios”, afirma.

O plágio nos vestibulares, segundo ela, tende a não ser notado, pois é bastante difícil que o corretor consiga conferir se há cópia em um texto desse tipo.

Mas Calbucci afirma: “se isso escapa às vezes no Enem, é sinal de que os corretores são muito pressionados a corrigir muitas redações em pouco tempo”.

“Isso vai dar problemas mais para a frente, quando a pessoa já estiver na faculdade, por exemplo. Ela vai ter que escrever muito e aí vai perceber a importância desse processo de fazer um texto”, afirma Gabriela.

Ela ressalta: “se a gente tem a possibilidade de ajudar o aluno, só sendo muito honesto com ele. É dizer: você faz parte do problema, mas também da solução”.

Mercado de livros fecha 1º semestre de 2017 melhor que no ano passado e vê ‘volta’ de autoajuda e biografias

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Faturamento cresceu 6,59% e volume de vendas 5,47%. Ao G1, presidente de sindicato do setor diz ver resultado com ‘cautela’: ‘Reverte parcialmente as perdas’.

Cauê Muraro, no G1

Após um 2016 que esteve mais para história de terror do que para contos de fada, o mercado de livros do Brasil começa a dar sinais de recuperação.

O setor fechou o primeiro semestre de 2017 com dados positivos tanto em faturamento (alta de 6,59% com relação ao ano anterior) quanto em volume de vendas (alta de 5,47%).

Nos primeiros seis meses de 2017, foram R$ 931,6 milhões – contra R$ 873,9 milhões no ano passado. Já o número de exemplares vendidos cresceu de 20,9 milhões para 22 milhões.

Os números estão na edição mais recente do Painel das Vendas de Livros no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (3).

O livro 'Batalha espiritual', do padre Reginaldo Manzotti, o mais vendido no primeiro semestre no Brasil, segundo o site PublishNews (Foto: Divulgação)

O livro ‘Batalha espiritual’, do padre Reginaldo Manzotti, o mais vendido no primeiro semestre no Brasil, segundo o site PublishNews (Foto: Divulgação)

Divulgado mês a mês e agora com o balanço do semestre, o estudo é feito pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pela Nielsen. A pesquisa baseia-se no resultado da Nielsen BookScan Brasil, que verifica as vendas em livrarias, supermercados e bancas.

Vale registrar que 2016 foi considerado um ano bastante difícil para o setor. Além da crise econômica, faltou um fenômeno editorial.

‘Reverte parcialmente as perdas’

Mas como o mercado de livros vê o balanço deste primeiro semestre de 2017? “Com bons olhos e com cautela”, responde o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira, em entrevista ao G1.

A avaliação é que o resultado “reverte parcialmente as perdas” do ano passado. “Acredito que a estabilidade da economia, a interrupção do aumento do desemprego e a queda da inflação, impactaram positivamente as vendas em geral”.

Pereira cita ainda que os primeiros três meses registraram a maior parcela do crescimento, atribuindo o aumento aos “resultados positivos no volta às aulas e promoções no Dia da Mulher”.

“Os números de 2017 também são relevantes por não estarem vinculados à nenhum fenômeno específico”, afirma ele, citando que “algumas promoções das principais redes de livrarias ‘puxaram’ as vendas para cima”.

Sem fenômeno como livros de colorir

Em 2015, houve o fenômeno dos livros de colorir. Em 2016, não houve fenômeno nenhum – os YouTubers até ajudaram, mas não deu para chamar de febre.

E em 2017: alguma tendência, pelo menos, no horizonte? Não exatamente. Mas dá para notar que livros de não ficção estão em alta (ou seja, nada de romance, contos ou poesia, por exemplo).

“Há uma volta ao livro de autoajuda e espiritualidade, em que autores como Mario Sergio Cortella, Augusto Cury, Prem Baba e o padre Reginaldo Manzoti se destacaram”, lista o presidente do Snel.

“Vale mencionar o crescimento das biografias, que após a decisão do Supremo Tribunal Federal passar a ocupar consistentemente as listas de mais vendidos.”

Em junho de 2015, os ministros do STF decidiram, por unanimidade, derrubar a necessidade de haver autorização prévia de uma pessoa biografada para publicação de obras sobre sua vida. A decisão liberou biografias não autorizadas pela pessoa retratada (ou por seus familiares) publicadas em livros ou veiculadas em filmes, novelas e séries.

O Painel das Vendas de Livros no Brasil informa que, no primeiro semestre de 2016, os livros de não ficção haviam vendido R$ 196,8 milhões. No mesmo período de 2017, vendeu R$ 220,8 milhões.

Simbolicamente, dá para lembrar que o best-seller do Brasil no ano passado foi o doce e romântico “Como eu era antes de você” (Intríseca), de Jojo Moyes, segundo o site PublishNews. Já em 2017, o campeão até aqui é “Batalha espiritual” (Petra), do Padre Reginaldo Manzotti.

Contagem Regressiva ENEM 2017: 9 dicas para turbinar o seu cérebro e se preparar

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Quer ficar pronto para o Enem 2017? Veja o que fazer para turbinar o seu cérebro e se preparar

Publicado no Universia Brasil

Quando o assunto é Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , escutamos muito que é preciso estudar, revisar e treinar. Mas, além de se dedicar aos estudos, algumas mudanças no dia a dia e dicas simples podem ajudar o seu cérebro e turbinar o seu aprendizado para o Enem 2017.

DICAS PARA A HORA DE ESTUDAR

Existem estratégias que podem te ajudar – e muito! – na hora de estudar. São elas:

1. ORDEM ALFABÉTICA

Um problema comum quando temos muitas anotações é encontrar uma determinada informação em meio às páginas. É comum que os estudantes façam as notas conforme as matérias forem passadas em aula, mas essa prática pode prejudicar a eficiência dos estudos. Ao invés de usar a ordem cronológica, procure empregar a ordem alfabética.

2. ANOTAÇÕES

Muitas vezes o professor faz um comentário ou passa determinada informação que não está nos livros ou textos de apoio. As anotações são importantes por conta disso. Além de que, com elas, você consegue entender os dados com suas próprias palavras e interpretação.

3. CÓDIGOS

Na correria para anotar todas as informações importantes é comum que os alunos recorram a códigos e abreviações. O importante é não se esquecer delas para que mesmo meses depois você consiga interpretar corretamente essas notas. Se necessário, faça um glossário no fim do caderno.

4. MURAL DE NOTAS

Além de fazer as tradicionais anotações em seu caderno, você também pode criar um mural em seu quarto ou ambiente de estudos com as informações mais importantes de cada matéria, que não podem ser ignoradas ou esquecidas. Esse tipo de mural ajuda a criar uma memória visual que é fácil de ser acessada durante as provas, além de auxiliar você a estabelecer conexões entre os tópicos de estudo.

5. CORES PARA ORGANIZAR

Essa dica é frequente, mas vale a pena repetir. Usar cores para organizar seu material de estudo pode facilitar muito a rotina diária. Você pode distribuir as cores por ordem de importância, por assunto ou por urgência, de acordo com sua necessidade de critérios para organização.

6. CARTÕES OU FICHEIROS

Além das costumeiras anotações no caderno, você também pode fazer anotações em cartões separados para os conceitos que apresentam maior dificuldade ou mais relevantes. Por exemplo, para as aulas de gramática, você pode criar um cartão para cada figura de linguagem. Para as aulas de física, para as fórmulas e suas aplicações.

E COMO AJUDAR A SUA MENTE?

Você com certeza já escutou alguém falando sobre o poder da mente. Na hora de se prepara para uma prova como o Enem 2017, a força do pensamento é mais do que aliada. Por isso, é importante dar atenção também a esse aspecto na hora de estudar.

7. A ARTE DE NÃO PENSAR

Procure separar algum tempo para não pensar em nada, especialmente quando a prova estiver se aproximando. Sim, essa é uma daquelas coisas que são mais fáceis na teoria que na prática. Nossos cérebros estão programados para pensar constantemente, e simplesmente parar pode ser uma experiência difícil e estranha. Mas vale a pena o esforço.

As técnicas de meditação vêm mostrando resultados há séculos, como grandes recursos para aliviar estresse, aumentar a concentração, melhorar o funcionamento do cérebro, a qualidade do sono e vários outros benefícios. Existem vários métodos de meditação (não necessariamente envolvendo quartos escuros e pernas cruzadas), procure o que mais se encaixa com você!

8. PAUSAS ESTRATÉGICAS

As revisões são um período de estudo estressante, mas principalmente nessa etapa do ano, a última coisa que você quer é manter o seu cérebro preocupado. Por isso, faça pausas entre seus estudos. Um estudo recente de Harvard mostrou que quando alguém trabalha intensamente por mais de 90 minutos, o corpo humano automaticamente entra em estado de “lutar ou fugir”.

Para impedir que isso aconteça, tire sonecas durante o dia. Acomode no seu horário, entre cada 90 minutos de estudo, ao menos 15 minutos de sono. A técnica, também conhecida como power nap, no curto prazo aumenta o poder de concentração do cérebro, e no longo prazo reduz o estresse.

9. CONVERSE COM ALGUÉM

Muitos estudantes podem acidentalmente se isolar de amigos e familiares nessa época do ano. Não deixe que isso aconteça com você. Mesmo para quem estuda em grupo, conversar com alguém que não está diretamente envolvido com a prova é ótimo para que você tenha uma visão mais ampla da sua vida. Passar todo o seu tempo estudando pode dar a impressão de que a prova é mais importante do que ela é, e manter conexões saudáveis mostra que na verdade o vestibular é só mais uma parte da sua vida.

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