Contando e Cantando (Volume 2)

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Veja alguns livros que serão lançados na Bienal de 2018

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Imagem: Divulgação / Rocco

Andreza França, no Beco Literário

Que a Bienal do Livro é o evento literário mais importante e que mais atrai leitores no país todo mundo sabe. A Bienal, que vai de 03 a 12 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo, contará com uma vasta programação bastante diversificada e tem presença confirmada de muitos autores que estão sendo muito esperados. Alguns deles lançarão novas obras, vem ver!

Tessa Dare é aguardada com muita ansiedade pelos fãs. A romancista americana, autora da série “Castles Ever After”, virá ao Brasil para lançar o quinto e último volume da sua primeira série, “Spindle Cove”: “Como se livrar de um escândalo”. Tessa estará na Bienal no dia 04 de agosto e promete agitar o evento.

Marissa Meyer, autora de Crônicas Lunares, estará na Bienal no dia 12 de agosto lançando sua obra, “Sem Coração”. No livro descobriremos acontecimentos do passado da Rainha de Copas que fizeram com que ela se tornasse o pior pesadelo do País das Maravilhas. Quem está ansioso para ler?

Apesar de não ter sido aclamada no lançamento, a série “Escola do Bem e do Mal” fez bastante sucesso entre seus leitores. Com três livros já lançados no Brasil, Soman Chainani estará na Bienal no dia 10 de agosto e a expectativa é que traga consigo o quarto livro da série, que terá um total de cinco volumes. (Leia nossas resenhas clicando aqui).

No dia 08 de agosto, o autor Charlie Donlea estará na Bienal para lançar seu livro “Don’t believe it”. Charlie, muito conhecido pela literatura de terror e suspense, promete causar arrepios e calafrios nos leitores do início ao fim desse thriller emocionante.

Mas não só de literatura internacional viverá o visitante da Bienal. Teremos no dia 11 de agosto o lançamento da fotobiografia de Fernanda Montenegro, intitulado “Fernanda Montenegro: Itinerário fotobiográfico”. A obra conta toda a trajetória da carreira e vida pessoal da atriz através de imagens. Os fãs de televisão, cinema e teatro brasileiros já podem comemorar.

Após o sucesso do livro “Vamos pensar um pouco?” Maurício de Sousa e Mario Sergio Cortella estarão na Bienal também no dia 11 de agosto lançando seu novo livro “Vamos pensar + um um pouco?”. O livro, ilustrado com a Turma da Mônica, propõe momentos de reflexão e de observar as coisas de maneiras diferentes. E então, vamos pensar mais um pouco?

Eles que agitaram muito nas telinhas durante anos lançam seu novo livro, “Brasil do Casseta – Nossa história como você nunca riu”, no dia 09 de agosto. A obra do Casseta & Planeta garantirá muita risada de fazer a barriga doer.

Teremos ainda na Bienal outros lançamentos de autores nacionais, desde romances até antalogias. No dia 03 de agosto, a autora Myrna Andreza lançará seu segundo romante, “Até o fim” no estande da 3DEA. No dia seguinte, no estande da Eu leio livros, a antalogia “Sereias: Encantos e perigos” será lançada pela editora Delirium. Muitos outros autores nacionais estarão publicando e lançando livros pela primeira vez na Bienal.

Agora que você sabe pelo o que esperar, já pode ir reservando economias e um espacinho na mala para voltar para casa recheado de livros novos e se você ainda não garantiu seus ingressos, corre que dá tempo. Que a Bienal seja um momento de muita diversão e aprendizado para todos.

10 adaptações literárias que chegam aos cinemas em 2018

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De fantasia ao horror – passando pelo romance policial brasileiro -, fique por dentro das principais adaptações literárias para o cinema neste ano

Publicado no Portal AZ

Adaptações literárias para o cinema transitam num limiar de possibilidades. Existem aquelas que oferecem uma abordagem completamente diferente da obra original, reconhecendo a diferença de narrativas entre o texto escrito e o audiovisual. Outras buscam se manter o mais fiel possível ao livro, assumindo os riscos de tal escolha. Fato é que a possibilidade de poder assistir aquela história que tanto nos emocionou na mídia física é interessantemente ambígua.

Em 2018 já tivemos alguns bons exemplos de adaptações muito competentes, como “Me Chame pelo Seu Nome” e “A Grande Jogada”. Mas como o ano ainda está começando, o Cinema com Rapadura preparou uma lista com as principais estreias de obras baseadas em livros. Veja só:

“Operação Red Sparrow” (Baseado no livro “Roleta Russa”, de Jason Matthews)

A adaptação conta a história de Dominika Egorova (Jennifer Lawrence, de “Mãe!”), uma bailarina que é recrutada pela Sparrow School, um serviço de inteligência russo, onde é forçada a usar seu corpo como arma letal, tornando-se a melhor assassina do país.

O longa também conta com Joel Edgerton (“Bright“), Mary-Louise Parker (“Tudo Para Ficar Com Ela”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça“), Matthias Schoenaerts (“A Garota Dinamarquesa”), Charlotte Rampling (“Assassin’s Creed“) e Ciarán Hinds (“Liga da Justiça”). A direção é de Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final“) e o filme chega aos cinemas no dia 1º de março.

“Jogador Nº 1” (Baseado no livro homônimo, de Ernest Cline)

Na trama do longa, James Halliday (Mark Rylance, de “Dunkirk”), o criador do OASIS, morre e deixa sua fortuna como recompensa para quem conseguir desvendar todos os enigmas de uma caça ao tesouro. O jovem Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) decide entrar na disputa, competindo com empresários e adversários que farão de tudo para ganhar a recompensa. O livro contém diversas referências a ícones culturais dos anos 80, incluindo produções de Steven Spielberg (“The Post – A Guerra Secreta”), diretor desta adaptação.

O elenco conta ainda com Olivia Cooke (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como Art3mis, T.J. Miller (“Deadpool”) vivendo i-R0k, Ben Mendelsohn (“O Homem da Máfia”) como Nolan Sorrento, o executivo-chefe da IOI, empresa maligna da trama, e Simon Pegg (“Star Trek: Sem Fronteiras”) como Ogden Morrow, melhor amigo de Halliday. O filme estreia no dia 29 de março.

“Uma Dobra no Tempo” (Baseado no livro homônimo, de Madeleine L’Engle)

O longa conta a história da família Murry, cujo pai (Chris Pine, de “Mulher-Maravilha”) pesquisava a possibilidade de viajar no tempo, quando desapareceu misteriosamente. Assim, Meg (Storm Reid, de “American Girl: Lea To The Rescue”), seu amigo Calvin (Levi Miller, de “Peter Pan”) e seu irmão Charles (Deric McCabe, de “Stephanie”) precisarão viajar para outros pontos do tempo e do espaço para que Meg resgate seu pai. O trio também enfrentará forças do mal, conhecerá novos seres e planetas e descobrirá o tesseracto, que é a dobra no tempo da história.

O elenco ainda é composto por Reese Witherspoon (“Vício Inerente”), Oprah Winfrey (“Selma – Uma Luta Pela Igualdade”), Zach Galifianakis (“Amor e Tulipas”), Michael Peña (“My Little Pony: O Filme”) e Mindy Kalling (“Sexo, Drogas e Jingle Bells”). Com direção de Ava DuVernay (também de “Selma”), a estreia está prevista para o dia 29 de março.

“Berenice Procura” (Baseado no livro homônimo, de Luiz Alfredo Garcia-Roza)

O filme vai adaptar um dos principais nomes do romance policial brasileiro. Na trama, Berenice (Cláudia Abreu, de “Rio, Eu Te Amo”) é uma mulher de 35 anos, extremamente dedicada ao seu trabalho de taxista que a faz passar 10 horas diárias dentro de seu carro, num trânsito caótico. Ela tem uma paixão especial por fatos policiais e cenas de crimes. Seu ex-marido é Domingos (Eduardo Moscovis, de “Amor em Sampa”), um repórter policial que trabalha num programa sensacionalista de muita audiência, chamado “Cidade Justa”. É através dele e das páginas criminalísticas dos jornais, que lê toda manhã antes de sair para trabalhar, que a taxista se mantém informada sobre as ocorrências policiais da cidade. Um dia, Berenice se vê envolvida no caso de um assassinato no bairro de Copacabana e decide fazer sua própria investigação, vivendo uma história de mistério e emoção. Com lançamento previsto para o dia 12 de abril, a direção fica por conta de Allan Fiterman (“Embarque Imediato”).

“Submersão” (Baseado no livro homônimo, de J.M. Ledgard)

O thriller romântico gira em torno dos amantes James (James McAvoy, de “Atômica”) e Danielle (Alicia Vikander, de “Tomb Raider: A Origem”), que são separados por milhares de quilômetros. Enquanto a bióloga explora o oceano, James luta por sua vida ao ser preso por um grupo de jihadistas na Somália. A direção fica por conta de Wim Wenders (“Os Belos Dias De Aranjuez“) e o elenco ainda conta com Alexander Sidding (da série “Gotham“) e Celyn Jones (“A Batalha das Correntes“). A estreia está marcada para 12 de abril.

“The Little Stranger” (Baseado no livro “Estranha Presença”, de Sarah Waters)

O filme contará a história de uma família que vive em uma grande mansão na Inglaterra, no período pós-guerra, e chama o Dr. Faraday (Domhnall Gleeson, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), um respeitado médico da região, para atendê-los em casa. O profissional, no entanto, acaba descobrindo grandes segredos desta família, que não deveriam ter sido revelados. No elenco ainda estarão presentes Will Poulter (“Maze Runner: A Cura Mortal”), Charlotte Rampling (“O Sentido Do Fim”), Ruth Wilson (“O Último Capítulo”) e Anna Madeley (“Na Companhia de Estranhos”) e a direção fica por conta de Lenny Abrahamson (“O Quarto de Jack”). O filme estreia no dia 31 de agosto nos Estados Unidos.

“Mentes Sombrias” (Baseado no livro homônimo, de Alexandra Bracken)

A história retrata um mundo em que a maioria das crianças e adolescentes dos EUA foram dizimadas por uma pandemia. Quando os poucos sobreviventes começam a desenvolver poderes, eles são todos aprisionados em um local provido pelo governo. A adaptação será estrelada pela atriz Amandla Stenberg (“Jogos Vorazes”) como Ruby, uma menina de 16 anos com poderes telecinéticos. A direção fica por conta de Jennifer Yuh Nelson (“Kung Fu Panda 3”), fazendo sua estreia no cinema live action. Shawn Levy (“Uma Noite no Museu 3 – O Segredo da Tumba”) irá produzir o longa que estreia no dia 30 de agosto.

“The House with a Clock in its Walls” (Baseado no livro “O Mistério do Relógio na Parede”, de John Bellairs)

O filme acompanha um jovem de 10 anos que se torna órfão e se vê obrigado a morar com o tio. Desconfiado, o garoto acaba descobrindo um mundo cheio de magia e mistérios na casa em que passa a viver, encontrando um relógio capaz de desencadear o apocalipse. Kyle MacLachlan (“Divertida Mente”) vai viver Isaac Izard, o antigo dono da casa. O elenco também conta com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Jack Black (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) e Owen Vaccaro (“Pai em Dose Dupla 2”). A direção é de Eli Roth (“Bata Antes de Entrar”) e o lançamento será no dia 20 de setembro.

“A Garota na Teia de Aranha” (Baseado no livro homônimo, de David Lagercrantz)

A trama contará a história do jornalista Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason, de “Borg McEnroe”) tentando recuperar o prestígio da revista Millenium, quando surge um novo mistério a ser desvendado por ele, fazendo seu caminho novamente se cruzar com o de Lisbeth Salander (Claire Foy, de “Uma Razão Para Viver”). Este será mais um capítulo da saga “Millenium“, mas a produção será uma adaptação totalmente diferente da feita por David Fincher (“Garota Exemplar“) em 2011. O longa será baseado no quarto livro da série contará com a direção de Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”), com estreia marcada para o dia 25 de outubro.

“Máquinas Mortais” (Baseado no livro “Máquinas Infernais”, de Philip Reeve)

A trama mostra um mundo dizimado pela Guerra dos 60 Minutos, um desastre nuclear repentino. Os poucos seres humanos que restam são forçados a viverem em cidades móveis – estruturas gigantescas e mortais obrigadas a atacaram cidades menores para se reabastecerem de novos recursos.

No elenco estão Hera Hilmar (“Amor em Tempos de Guerra”), Robert Sheehan (“Tempestade: Planeta em Fúria”), Jihae (da série “Mars”), Ronan Raftery (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Stephen Lang (“O Homem nas Trevas”) e Hugo Weaving (“Até o Último Homem”). Previsto para chegar aos cinemas em 13 de dezembro, o filme tem direção de Christian Rivers (“Minutes Past Midnight”) e produção de Peter Jackson (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”)

Como ler mais livros no ano de 2018

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Aprenda a inserir o hábito da leitura na sua vida e leia um maior número de livros por ano.

Publicado no Blasting News

Ler é um hábito pouco comum entre a maioria dos brasileiros. Ainda que esse número tenha aumentado nos últimos anos, é menor que em muitos países. Mas mesmo contra as estatísticas é possível ler mais aderindo a alguns hábitos diários:

Criar meta de páginas diárias: O ideal é começar com poucas páginas toda manhã e depois se torna mais fácil manter o hábito. Cinco páginas por dia durante 365 dias do ano seria o mesmo que ler 1.825 páginas, o que equivale a vários livros. Este tempo de #leitura pode ser logo depois do café da manhã e não deve demorar mais que 10 minutos.

Esquematizar: Quando se planeja o dia, é preferível escolher o turno da manhã para fazer leitura, pois a mente está mais livre e descansada.

A melhor opção é inserir dentro do planejamento esse horário como se fosse um compromisso e assim fica tudo mais organizar e fácil de seguir.

Planeje a leitura depois do exercício: Nem todo mundo se exercita, mas mesmo um alongamento é benéfico e existem livros que comprovam que ler depois do exercício é muito bom, pois ativa os neurotransmissores do cérebro.

Torne o processo de ler agradável: Ler em lugares agradáveis. Isso vai do gosto de cada pessoa, como um café ou em um lugar que se sinta bem torna mais fácil em dias que a preguiça bater. Isso pode ser feito em casa também obviamente.

Elimine as distrações: Celulares e computadores são grandes distrações, assim como sons aleatórios ou pessoas que possam distrair do objetivo que é somente ler.

Antecipar os problemas antes que sejam uma barreira: Ter sempre os materiais e livros necessários para completar a leitura e outros itens que precisem ser arrumados no dia anterior, não escolher locais barulhentos ou com pessoas que queiram conversar, pois isso se tornará um problema ao longo do dia e não será possível tornar a tarefa concluída.

Externalizar o desejo de ler: Falar para as pessoas que está lendo certo livro faz com que se crie uma relação de importância e medo de fracassar frente as outras pessoas. Isso ajuda a criar mais responsabilidade e cumprir a tarefa.

Ler durante o caminho: Quando se está no ônibus ou metrô é possível ler muito e geralmente ajuda a ser menos entediante.

Audiobooks: São livros em áudio, na internet há milhares de opções e ainda pode ajudar se estiver aprendendo outro idioma, pois ouvir é uma parte muito importante do processo de aprendizagem.

Ler enquanto espera: Ler na fila de espera é muito fácil, quando se está sentado esperando ser chamado para uma consulta no médico, por exemplo.

Incêndio atinge escola no PI e destrói todos os livros que seriam usados em 2018

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Escola foi atingida por incêndio (Foto: Divulgação/Prefeitura de Joaquim Pires)

Secretaria de educação informou que vai registrar boletim de ocorrência, mas acredita que o fogo teve início com um curto circuito devido a uma forte chuva.

Maria Romero, no G1

Um incêndio destruiu nessa quarta-feira (10) centenas de livros que seriam usados na unidade escolar municipal Pedro Alves Cabral, em Joaquim Pires, 229 km de Teresina. Segundo a secretária de educação Lêda Miranda, todo o material didático que seria usado este ano na escola foi destruído, além de salas de aula.

Um curto circuito teria causado o incêndio, segundo a secretária. Ela informou que as chamas iniciaram na madrugada de ontem e os vizinhos ajudaram a controlá-las. Não houve feridos porque ninguém estava na unidade escolar no momento do fogo.

Sala de aula ficou destruída (Foto: Divulgação/Prefeitura de Joaquim Pires)

“Muitas pessoas nos ajudaram, mas o fogo atingiu justamente o almoxarifado, destruindo todo o material didático e todo o material de limpeza. Todos os livros que seriam usados este ano foram queimados”, relatou.

Ela disse que durante a madrugada houve muita chuva e fortes trovões, que a secretária acredita ter dado início ao curto circuito, mas somente a perícia da Polícia Civil vai determinar a real causa.

A prefeitura determinou obra imediata para recuperar o almoxarifado e as duas salas de aula vizinhas ao espaço, que também tiveram sua estrutura danificada. Para a reposição do material escolar, a prefeitura informou que vai buscar ajuda junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento à Educação (FNDE).

“Esperamos que isso não prejudique o ano letivo, que vai iniciar em 5 de fevereiro. As obras iniciarão imediatamente. Atendemos na escola cerca de 250 alunos, com idades entre 6 e 9 anos”, finalizou Lêda Miranda.

Livros foram totalmente destruídos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Joaquim Pires)

Carlos Heitor Cony planejava lançar “Operação Condor” em 2018

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Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A obra seria uma reedição revista e ampliada de O Beijo da Morte. Funeral do jornalista e escritor será na terça-feira (9/1)

Publicado no Metrópoles

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu na sexta (5/1), aos 91 anos, no Rio de Janeiro, planejava lançar, este ano, Operação Condor, reedição revista e ampliada de O Beijo da Morte, romance-reportagem em coautoria com a escritora e jornalista Anna Lee, sobre a morte de JK, Jango e Carlos Lacerda, de acordo com a Ediouro.

“Com a exumação do corpo de Jango, Anna colheu novas informações, viajou, entrevistou diferentes pessoas, pesquisou documentos e está finalizando o original para entregar à Nova Fronteira”, informou a editora, em nota.

Cony morreu de falência múltipla de órgãos e será cremado na próxima terça-feira (9/1), no Memorial do Carmo, no Rio.

Cony deixou orientação por escrito, lavrada em cartório, para que seu velório e enterro fossem reservados aos familiares. Ele dispensou todo ritual ao qual, como membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), teria direito.

Biografia
Ele trabalhou como funcionário público da Câmara Municipal do Rio de Janeiro até 1952, quando se tornou redator da Rádio Jornal do Brasil. Depois, passou por diversas redações, incluindo as dos jornais “Correio da Manhã” e “Folha de S. Paulo”.

Cony já publicou contos, crônicas e romances. O romance mais famoso dele é de 1995, “Quase Memória”, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marcou o retorno do jornalista à atividade de escritor/romancista. Seu romance “A Casa do Poeta Trágico” foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção.

Biografia
Membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 1926. Sua estreia na literatura se deu com os romances “A Verdade de Cada Dia” e “Tijolo de Segurança”. Lançados em 1957 e 1958, os dois livros receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida – abrindo uma carreira de distinções literárias que mais tarde incluiriam o Prêmio Jabuti (em 1996, 1998 e 2000) e o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, além da comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês.

Em meados dos anos 60, Cony já tinha oito livros publicados – além de ficção, coletâneas de crônicas. “Todos eram romances de forte afirmação do individualismo, numa época e num país com pouca tolerância para com individualismos. As esquerdas viam Cony com desconfiança, apesar de seus livros saírem por uma editora sobre a qual não restava a menor dúvida: a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, um homem ligado ao Partido Comunista. Ênio podia não concordar com Cony quanto à linha apolítica e alienada que imprimia a seus romances, mas não abria mão de tê-lo entre seus editados. Cony era talvez o maior escritor profissional do Brasil – produzia um romance por ano, firmara um público certo e não dava bola para os críticos”, escreveu Ruy Castro sobre o autor no Estado no final dos anos 90.

Em 1967, no entanto, lançaria um livro seminal em sua trajetória: “Pessach, a Travessia”. A obra retrata um escritor carioca que, em pleno regime militar, rejeita qualquer tipo de posição política mais radical, assim como renega sua origem judaica. Pouco depois de completar 40 anos, no entanto, acaba se comprometendo, involuntariamente, com questões políticas. O livro continha crítica dura ao Partido Comunista. Em 1999, o autor voltaria ao tema com “Romance Sem Palavras”, no qual continuava a história do escritor Paulo.

Ditadura
Em entrevista publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 2008, Cony relembrou o período da ditadura ao falar do romance “O Ventre” – e tratar da melancolia e do pessimismo que são normalmente associados à sua obra, influência, naquele instante, do pensamento de Sartre.

“Havia nessa época um tom exagerado de bossa nova, de desenvolvimento, que não me encantava. Da mesma forma que não aderi à literatura engajada que surgiu depois da Revolução de 1964, mesmo depois de preso pelos militares. Nessa época, escrevi “Antes, o Verão”, um romance completamente alienado, sem nenhum referência política, assim como “Balé Branco”, que veio em seguida. Mesmo “Pilatos”, que saiu em 1973, quando a situação continuava difícil. É curioso que alguns críticos entenderam ao contrário, identificando o homem castrado do romance como uma alusão ao que viviam os cidadãos, alijados politicamente. Mas não era nenhuma metáfora para mim. Minha crítica aberta estava nos textos que escrevia para os jornais, especialmente o Correio da Manhã”, disse.

“Pilatos” é ainda hoje considerado por muitos o grande livro de Cony – inclusive pelo próprio autor. Lançado em 1973, narra a história de um homem que, após sofrer um acidente, vaga pelas ruas do Rio com o órgão sexual mutilado em um jarro, encontrando diferentes personagens pelo caminho. Havia na obra uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil. E o autor, feliz com o resultado, decidiu abandonar a escrita de romances. Foi o que fez, ao menos pelos próximos 20 anos, até a publicação, em 1995, de “Quase Memória”.

Nele, o escritor explora território nem sempre claro que existe entre a ficção e a memória – e o faz a partir das lembranças que têm do pai. O cineasta Ruy Guerra trabalha há anos na adaptação para o cinema da obra e, em 1996, em texto publicado no caderno Cultura, explicaria como a relação entre pais e filhos o levou à produção.

“Houve mesmo uma vez que cheguei a aflorar o assunto e dediquei-lhe um rápido parágrafo, quando falava de algumas lembranças da minha juventude. Só que depois achei que ele merecia mais, e melhor, e resolvi deixar para outra ocasião. Só que agora a questão se tornou muito mais difícil. Surgiu um livro. Um livro magnífico, que conta as aventuras de um pai que faz lembrar o meu. Talvez por isso me tenha tocado tão profundamente o seu humor e sua ternura. Quase Memória é o livro que eu gostaria de ter escrito sobre o meu pai. Como escrever agora algo sobre a matéria? Só me resta aceitar a sabedoria do destino, fazer um filme com o seu romance, e assim cumprir a minha promessa de infância, de outro modo, sob uma outra forma, com um outro pai.”

Relações humanas
Ainda que toque em temas políticos, a obra de Cony tem como foco, antes de mais nada, as relações humanas – e, em direção ao final da vida, essas relações se transformam na possibilidade de reencontro. “Quase Memória”, na aproximação que o autor tenta com a figura paterna, faz parte desse processo, assim como “A Casa do Poeta Trágico”, lançado em 1997, que evoca a ideia de que todo homem tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, mas nem sempre a sabedoria de se decidir por um ou outro. Como coloca o professor gaúcho Antonio Hohlfedt, em texto publicado na edição dos “Cadernos de Literatura Brasileira” dedicada a Cony, o autor lança mão de recursos memorialísticos para contar histórias da classe média urbana, no quadro da falência da família e da busca da identidade e do sentimento de vazio dos narradores”, dentro do conceito de que “a literatura é um modo de resistência”.

O modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado. O jornalista Zuenir Ventura, amigo do escritor, discordaria, no entanto, em texto também publicado nos Cadernos de Literatura Brasileira. “Desconfiem do auto-proclamado Cony pessimista e muito menos acreditem no Cony cínico. Ou melhor, acreditem, mas considerem que é uma atitude filosófica, moral, intelectual, uma visão do mundo que é desmentida a cada dia por sua prática de vida. Gozador, ele deve se divertir com o efeito sobre os outros da imagem que criou de pessimista, mal-humorado e rabugento.”

Na mesma entrevista de 2008 citada acima, Cony falava dos problemas de saúde – “Segundo Ruy Castro, eu já me tornei o mais antigo doente terminal do Brasil” – e da falta de disposição para escrever novos romances. De lá para cá, a Alfaguara realizou trabalho de reedição de suas obras – mas Cony se dedicaria apenas ao jornalismo, seja nas colunas que publicava no jornal Folha de S. Paulo, seja na publicação de reuniões de crônicas. “Com 60 anos de carreira jornalística, é só abrir a gaveta e sacar alguma”, brincava.

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