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Bienal do Livro de São Paulo atrai 684 mil visitantes em dez dias

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Público da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo passa pelo Pavilhão de Exposições Anhembi neste sábado (3) (Foto: Divulgação)

Público da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo passa pelo Pavilhão de Exposições Anhembi neste sábado (3) (Foto: Divulgação)

 

Evento terminou no domingo com público menor que nas últimas edições.
Organização esperava receber 700 mil pessoas no Anhembi.

Publicado no G1

A 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou neste domingo (4) com público de 684 mil visitantes em dez dias, sendo 118 mil alunos de 1,71 mil escolas.

O número total está abaixo das 700 mil pessoas esperadas pela organização no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Também é inferior ao registrado nas duas últimas edições: 750 mil em 2012 e 720 mil em 2014.

O investimento da Bienal do Livro de SP 2016 foi de R$ 34 milhões, o mesmo de 2014, informa em nota a organização. Ao todo, participaram 388 autores: 370 brasileiros e 18 estrangeiros. Os destaques foram os best-sellers internacionais e os youtubers brasileiros (como Kéfera Buchmann e Jout Jout).

Com o tema “Histórias em todos os sentidos” e extensa variedade de debates (sessões de autógrafos, apresentações de música e teatro, exposições, programa para crianças e atividades que iam da gastronomia ao rap e ao repente), a Bienal do segiu a proposta de 2014: ser mais que feira de livros para comprar obras com desconto.

O evento teve ainda 280 expositores, representando 650 selos. Desses, 35 eram internacionais, vindos de Alemanha, China, Portugal e Itália.

Estudante rifa livros escritos pelo avô para ir à Bienal do Livro em São Paulo

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Diego Varella, de 13 anos, conta que lê, geralmente, um livro por semana (Foto: Arquivo pessoal/Diego Varella)

Diego Varella, de 13 anos, conta que lê, geralmente, um livro por semana (Foto: Arquivo pessoal/Diego Varella)

 

Diego Varella, de Cachoeira Paulista, foi a São Paulo com valor arrecadado.
Ele conta que lê um livro por semana e juntou R$ 400 para usar na feira.

Camilla Motta, no G1

Para realizar o desejo de ir a Bienal do Livro, um estudante de 13 anos rifou seis livros escritos pelo próprio avô para conseguir dinheiro para ir à feira — que chega ao fim neste fim de semana. Ele conseguiu arrecadar R$ 400 para pagar as despesas e comprar novos livros.

Diego Varella mora em Cachoeira Paulista (SP) e embarcou para São Paulo neste sábado (3). Com a falta de dinheiro para bancar os custos da viagem, entrada do evento e a aquisição de novos livros, o pai dele deu a ideia de fazer a rifa.

Ele arrecadou dinheiro para comprar novos livros (Foto: Arquivo pessoal/Diego Varella)

Ele arrecadou dinheiro para comprar
novos livros
(Foto: Arquivo pessoal/Diego Varella)

“Meu pai deu a ideia e achei legal porque queria muito ir. Meu avô deu os livros e começamos a vender as rifas. Agora, além de ter dinheiro para ir, vou conseguir trazer alguns livros novos também. Estou muito feliz por ter conseguido”, conta Diego, que já visitou bienais de outras cidades anteriormente.

Ele fez duas rifas e cada uma tinha como prêmio três livros. Somadas, foram vendidas mais de 400 rifas no valor de R$ 10. Tudo foi vendido em um mês. Os sorteados receberam o prêmio nesta sexta-feira (2). “É um grande evento e tem muitas novidades na literatura. O dinheiro é para comprar esses livros diferentes e lançamentos que eu ainda não li. É o lugar de quem gostas de ler”, diz.

Leitura
O amor pelos livros e o hábito pela leitura são heranças do avô Carlos Varella, que já tem nove livros de contos publicados e acaba de produzir um inédito. A prática de Varella acabou incentivando o neto a entrar no universo literário. O primeiro livro do avô foi lido por Diego aos oito anos. Atualmente, ele afirma ler cerca de um livro por semana e tem preferência pelo gênero da fantasia.

“A leitura abre os horizontes, te faz conhecer e descobrir coisas novas. A leitura faz parte da minha vida e do meu conhecimento”, contou o estudante

Para o avô, o hábito de Diego é motivo de orgulho. “Sempre incentivei ele e minha outra neta a lerem. Isso me deixa muito contente porque eu também gosto muito de ler e escrever. O mais legal é que todo mundo na idade dele é muito conectado com a internet, sempre está no celular ou no computador, e ele sempre está com um livro”, contou.

Em SP para a Bienal do Livro, Marian Keyes diz que sua obra ajuda a salvar vidas

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Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise - Edilson Dantas

Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise – Edilson Dantas

 

Escritora irlandesa lança livro de receitas e uma nova edição de seu romance de estreia

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Com um sorriso amplo que faz brilhar os olhos claros, a escritora irlandesa Marian Keyes não dá muitas pistas da alcoólatra e suicida que se salvou escrevendo seu primeiro e maior sucesso no mundo dos livros, o best-seller “Melancia” — a saga de Claire Walsh e o abandono do marido após o nascimento da filha de ambos. Nem da autora que em 2009 buscou na culinária e nos bolos uma espécie de refúgio para uma dor que não sabia de onde vinha, impedia-a de trabalhar e novamente tirava-lhe a vontade de viver. Para marcar sua segunda passagem pelo Brasil (a primeira foi a passeio, e desta vez como convidada da 24ª Bienal do Livro de São Paulo), a Bertrand Brasil está lançando “Salva pelos bolos”, com as receitas que a tiraram do atoleiro, e uma nova edição de capa dura de seu romance de estreia.

Vista pelos críticos literários como uma mistura de autora de romances para jovens adultos e livros de autoajuda, Marian é também uma grande vendedora. “Melancia” vendeu 500 mil exemplares no Brasil. Na esteira desse fenômeno, a Bertrand publicou outros 12 títulos dela, incluindo o romance mais recente, “A mulher que roubou a minha vida”. No mundo, foi traduzida em 33 línguas e vendeu mais de 30 milhões de livros. Com tudo isso, ela não demonstra ressentimento com o fato de ser alvo do desprezo da intelectualidade. E avalia que é o modo como escreve que atrai os leitores, a maior parte jovens e uma boa quantidade de mulheres:

— Escrevo principalmente sobre jovens mulheres, pós-feministas, que têm a vida completamente bagunçada. E faço isso de uma maneira direta, honesta e sincera, que é como falo normalmente. Acho que as pessoas sentem-se identificadas e confortáveis — disse ela em entrevista concedida sábado ao GLOBO, um dia antes de seu encontro com leitores na Bienal, em que se emocionou mais de uma vez ao responder perguntas da plateia.

Marian se encaixa como uma luva no perfil dos principais convidados estrangeiros do evento, que desde a edição anterior investe principalmente nos ídolos da tendência “jovem adulto” e autores egressos de outras plataformas, como o YouTube. A escritora irlandesa crê que essa é uma tendência a ser explorada, porque os jovens se identificam mais com os mundos criados nessas séries dedicadas a eles:

— Não sei se é culpa das redes sociais, mas os adolescentes falam mais abertamente de seus medos. E os livros para jovens adultos estão cheios de metáforas sobre suas vidas. As ficções distópicas, por exemplo, são representações do ensino médio, com suas tribos e disputas. E esses leitores articulam suas preocupações com esse tipo de história. Para mim, estar vivo pode ser muito difícil e esses livros ajudam-nos a passar pelas dificuldades — comentou ela.

O próximo livro, ainda sem título definido, é uma variação de seus outros romances, com uma protagonista que, depois de 18 anos de casamento e dois filhos, surpreende-se com a decisão do marido de se ausentar por seis meses para tirar uma espécie de “licença”:

— Essa é uma tendência, li muitos relatos sobre casos parecidos. Como as pessoas estão vivendo mais, a tendência é que passem mais tempo juntas. Só que a perspectiva de passar 40 ou 50 anos com o mesmo par é assustadora.

Criadora de personagens que muitas vezes lembram ela mesma e partes de sua história, Marian é uma feminista declarada e admite que o feminismo tenha adquirido um aspecto mais assustador para algumas pessoas, talvez por representar uma ideia errada de oposição aos homens, o que ela chama de “bobagem”. Diferentemente da época em que se popularizou, nos Estados Unidos, nos anos 1960 e 1970:

— Ali era uma defesa feita pela mulher branca de classe média — explicou ela. — Hoje em dia, abrange muito mais gente e, inclusive, atravessa questões de classe social e de gênero. Fico muito triste quando idiotas como Kim Kardashian dizem que não são feministas. Poderia chorar quando ela diz que não é feminista, mas luta pela igualdade entre gêneros. Mas tenho esperança de que estamos melhorando.

COM AÇÚCAR E COM AFETO

Mais do que sugestivo, o título “Salva pelos bolos”, livro de receitas de Marian Keyes que a Bertrand está lançando na Bienal do Livro de SP, é literal. Em 2009, Marian curou uma profunda crise nervosa cozinhando bolos. Depois que surpreendeu uma amiga com um quitute, Marian sentiu que os sintomas da depressão profunda — pânico, vontade de se matar — acabaram desaparecendo. Uma das razões, disse ela, era a concentração e o método. Passou então a escolher receitas multinacionais. Um deles, “Bolo brasileiro com cerveja preta”, é uma homenagem ao país. “Não se preocupe com a cerveja, porque o álcool evapora e, portanto, você pode oferecer o bolo para qualquer um”, escreve ela.

Bienal do Livro de SP anuncia Yeonmi Park, Marian Keyes e Becky Albertalli

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A jovem Yeonmi Park, autora de 'Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade' (Foto: Divulgação)

A jovem Yeonmi Park, autora de ‘Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade’ (Foto: Divulgação)

 

Best-sellers são destaques; veja lista de convidados divulgados até agora.
Youtubers terão espaço; evento acontece de 26/8 a 4/9 no Anhembi.

Publicado no G1

A organização da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (13) a participação de mais três best-sellers estrangeiras: Yeonmi Park, autora da biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade”; a psicóloga americana Becky Albertalli, autora de “Simon vs. a agenda homo sapiens”, que tem como um adolescente gay; e a irlandesa Marian Keyes, dos hits “Melancia”, “Sushi” e “Tem alguém aí?”.

Com forte presença de Yoububers brasileiros, o evento vai acontecer entre 26 de agosto de 4 de setembro de 2016 no Pavilhão de Exposições Anhembi. Os ingressos custam R$ 20 (visitas entre segunda e quinta-feira) e R$ 25 (visitas entre sexta-feira e domingo). As vendas começaram em 6 de maio no site da Tickets for Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços). Há pacotes promocionais (veja opções abaixo).

Os outros autores estrangeiros anteriormente confirmados são Jennifer Niven, Kevin Hearne, Ava Dellaria, Tarryn Fisher, Lucinda Riley, Amy Ewing e Jen Sterling, além dos Youtubers RezendeEvil, Maju Trindade, Lucas Rangel, Kéfera Buchmann, Bruna Vieira, Jout Jout e PC Siqueira.

Leia série do G1 sobre Youtubers.

Também participam escritores com obras de sucesso entre os jovens, como Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Babi Dewet. Estão escalados ainda Mário Sérgio Cortella, Luiz Felipe Pondé e Alexandre Matias.

Todos os nomes anunciados até aqui vão estar no espaço chamado Arena Cultural, voltado ao público jovem. A programação completa deve ser divulgada no final de julho.

O tema da Bienal do Livro 2016
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é “Histórias em Todos os Sentidos”. Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, descreve: “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai”..

Além do Salão de Ideias, da Arena Cultural e do Espaço Mauricio de Sousa, a Bienal terá, pela quarta edição seguida, o espaço chamado “Cozinhando com Palavras”, que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.

De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem 150 expositores individuais e autores independentes.

Veja abaixo os estrangeiros confirmados até agora na Bienal do Livro de SP 2016

Amy Ewing – sem data confirmada
Autora do segmento Young Adults e frequentadora da lista de best-sellers do jornal “The New York Times”, a americana Amy Ewing é famosa pela trilogia “A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é “The white rose”, sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, “The black key”, chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Ava Dellaira – 28 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil “Cartas de amor aos mortos” (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável do sucesso da autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, “17 years”, que deve sair em 2018.

Becky Albertalli – 3 de setembro, às 19h, na Arena Cultural
Psicóloca de formação, a americana Becky Albertalli é conhecida pelo livro “Simon vs. a agenda homo sapiens” (Intrínseca), que tem como protagonista um adolescente gay de 16 anos que vive o drama de assumir ou não a homossexualidade. A autora também foi, durante sete anos, orientadora de um grupo de apoio em Washington que atendia crianças com não conformidade de gênero.

Jen Sterling – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Best-seller do jornal “The New York Times”, Jen Sterling – ou J. Sterling – é conhecida pelo best-seller “O jogo perfeito” (Faro Editorial). A mesma editora lançou no Brasil “O jogo mais doce” e “Virando o jogo”. Na Bienal, debate com Tarryn Fisher.

Jennifer Niven – 27 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, “Por lugares incríveis” (Seguinte). Virou best-seller do jornal “The New York Times” e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning (“Super 8”) no papel da protagonista.

Kevin Hearne – 27 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de “Star Wars”. Escreveu “Herdeiro do Jedi” (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana “The Iron Druid Chronicles”.

Lucinda Riley – 3 de setembro, às 15h, na Arena Cultural
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda, que vem para lançar dois livros: “A garota italiana” (Arqueiro) e o terceiro volume da série “As sete irmãs” (Arqueiro).

Marian Keyes – 28 de agosto, às 11h, na Arena Cultural
Nascida em Limerick, na Irlanda, em 1963, a autora é uma das maiores best-sellers do Reino Unido. Traduzida para mais de 20 idiomas, já vendeu 30 milhões de cópias de seus livros, informa seu site oficial. Suas obras mais conhecidas são “Melancia”, “Férias!”, “Sushi”, “Casório?!” e “É agora… ou nunca!”, todos lançados no Brasil pela Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record. Por aqui, os livros de Marian venderam 1 milhão de cópias.

Tarryn Fisher – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Outra best-seller do “The New York Times”. Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia “Love me with lies”. O volume incial, “A oportunista” (Faro Editorial), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão “A perversa” e “O impostor”. No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram “Marrow”, escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Yeonmi Park – 26 de agosto, às 19h, na Arena Cultural
A norte-corena escreveu, com ajuda de Mryanne Vollers, a biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade” (Companhia das Letras), em que conta sua fuga, aos 13 anos, da Coreia do Norte. Nascida na cidade de Hyesan em 1993, Yeonmi hoje mora em Nova York, nos Estados Unidos, e trabalha na organização Liberty in North Korea (LiNK), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China.

Bienal de Livro de São Paulo 2016

Quando: de 26 de agosto a 4 de setembro
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana)
Ingressos: R$ 20 (visitas de segunda a quinta-feira) e R$ 25 (visitas de sexta-feira a domingo)
Onde comprar: site da Tickets For Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços)
* Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso

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