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Posts tagged 40 Anos

Candidato que completou ensino médio aos 40 anos sonha em cursar letras: “Sempre estudei pelos livros”

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 Elias Rodrigues, 47 anos, achou o primeiro dia de prova cansativo Jéssica Teles/R7

Elias Rodrigues, 47 anos, achou o primeiro dia de prova cansativo Jéssica Teles/R7

Por falta de professores, Elias Rodrigues não conseguiu concluir os estudos quando era jovem

Publicado no R7

Elias Rodrigues, 47 anos, de Miracatu, interior de São Paulo, não completou o ensino médio quando era jovem. No entanto, anos mais tarde, correu atrás e conseguiu completar os estudos em 2008, aos 40 anos.

Rodrigues pretende cursar letras e achou o primeiro dia de prova cansativo

— As 90 questões estavam bem elaboradas e exigiram muito.

O candidato também contou que estudou bastante para a prova de humanas através dos livros, assim como fazia quando pequeno.

— Não tive professor no ensino fundamental, sempre estudei pelos livros.

Para este domingo (25), Rodrigues espera que a prova seja mais tranquila e disse que veio mais preparado. Trouxe um lanchinho reforçado para aguentar as 5h30 de prova.

Os candidatos que farão o segundo dia do Enem enfrentarão uma prova mais longa, com uma hora a mais de duração do que a deste sábado (24). Isso porque hoje é o dia da temida redação. Além do texto, serão cobradas nesta segunda etapa as questões de múltipla escolha sobre linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Cerca de 7,7 milhões de pessoas se inscreveram para o exame, mas a abstenção foi de 25,31%, ou seja, em torno de 1,8 milhão não compareceram ao local de prova. No sábado, foram cobradas as questões sobre ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias.

*Colaborou Jéssica Teles, estagiária do R7

‘Turma da Mônica’ ganhará versão adulta

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Série vai acompanhar o envelhecimento dos personagens a partir dos 25 anos de idade

Mauricio de Sousa e os bonecos dos personagens da 'Turma da Mônica' (Foto: Divulgação)

Mauricio de Sousa e os bonecos dos personagens da ‘Turma da Mônica’ (Foto: Divulgação)

Publicado em O Globo

Já imaginou Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão adultos, inseridos no mercado de trabalho, cuidando da casa? Pois depois da “Turma da Mônica” jovem, vem aí “Turma da Mônica” adulta. O quadrinista e empresário Mauricio de Sousa está planejando uma revista em que seus famosos personagens aparecem a partir dos 25 anos.

Em formato de folhetim, a série prevê que Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, entre tantos outros, envelheçam junto com os leitores. A ideia é que a história seja contemporânea, acompanhando os acontecimentos do Brasil.

A equipe do estúdio de Mauricio de Sousa chegou a fazer esboços de como Monica-quarentonaseria a Mônica de 40 anos (veja ao lado). “Foi apenas uma adaptação feita no estúdio. Não significa que essa será a imagem dela nessa série da turma adulta”, explicou o cartunista José Alberto Lovetro, o JAL, que trabalha com Mauricio de Sousa.

Na “Turma da Mônica jovem”, que retrata os personagens na adolescência, Mônica e Cebolinha apareceram aos 25 anos. A cena, parte de um especial, mostrou o casamento dos dois.Previsto para “daqui a alguns anos”, o projeto seguirá junto com a “Turma da Mônica” clássica e a “Turma da Mônica” jovem. Para desenvolver as novas tramas, mais maduras, Mauricio de Sousa, de 78 anos, tem se consultado com colegas como o novelista Walcyr Carrasco, das novelas “Caras e bocas” e “Amor à vida”.

O ‘Poema 15’ de Pablo Neruda em 21 idiomas

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Publicado por BBC

Pablo Neruda morreu em 1973, após o golpe de Estado no Chile

Pablo Neruda morreu em 1973, após o golpe de Estado no Chile

Há 40 anos, morria o poeta chileno Pablo Neruda, um dos mais traduzidos do mundo.

Ele faleceu apenas 12 dias a após o golpe de Estado que derrubou o presidente Salvador Allende e instaurou um regime militar no Chile, em 1973.

Neruda ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1971 e sua obra é lida e recitada em muitos países de todos os continentes.

O escritor colombiano Gabriel García Márquez chegou a dizer que ele foi “o melhor poeta do século 20 em qualquer idioma.”

A BBC reuniu repórteres dos 21 idiomas nos quais transmite o Serviço Mundial para recitar o Poema 15, uma das obras mais conhecidas do poeta chileno.

Aspirantes a escritor evitam o ‘não’ das editoras recorrendo a prêmios

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Concursos apresentam ao leitor brasileiro uma nova safra de autores que talvez não entrariam em grandes editoras.

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Há prêmios que reconhecem o trabalho de um escritor ou a qualidade de um livro e dão um respiro à saúde financeira dos literatos – muitas vezes precária, já que é consenso dizer que não se vive da venda de direitos autorais. Nesta terça-feira (13), serão anunciados os finalistas do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, que premia o autor do melhor romance com R$ 150 mil. Há 10 dias, o Prêmio São Paulo de Literatura encerrou as inscrições – concorrem 187 obras. Este ano, ele passa a premiar em três categorias: melhor romance (R$ 200 mil), melhor romance de autor estreante com menos de 40 anos (R$ 100 mil) e melhor romance de autor estreante com mais de 40 anos. O Portugal Telecom, que paga R$ 50 mil aos vencedores das categorias romance, conto/crônica e poesia e mais R$ 50 mil ao melhor dos três, revela até meados de setembro quem está no páreo. Existem outros nessa linha, como o Jabuti, o Paraná, o Benvirá etc.

E há prêmios que priorizam a produção literária de jovens autores ou de autores que nunca publicaram. Os melhores exemplos são os do Prêmio Governo de Minas Gerais, que ainda não lançou o edital deste ano, mas que tem uma opção interessante para jovens escritores mineiros (entre 18 e 25 anos): o autor do melhor projeto de livro ganha R$ 25 mil para tocá-lo adiante. E o Prêmio Sesc, que só aceita originais de autores inéditos nos gêneros romance ou conto.

Desde que foi criado há 10 anos, o Prêmio Sesc apresentou aos leitores brasileiros uma nova safra de escritores que talvez não teriam entrada em grandes editoras. Já revelou 17 escritores das mais diferentes profissões – um professor universitário de química, um servidor público, uma estudante, um redator publicitário, um psicanalista e por aí vai. Pessoas com pouca ou nenhuma circulação pelo mundo literário. Alguns deles ficaram pelo caminho, outros, com esse pontapé, investiram na carreira. É o caso, por exemplo, de Lúcia Bettencourt, André de Leones e Luisa Geisler. Vêm novos nomes por aí – as inscrições estão abertas até 30 de agosto.

A questão do ineditismo é o que difere o Prêmio Sesc e o São Paulo, que também tem uma categoria de autores estreantes – mas neste caso, só concorrem livros já editados. Portanto, de autores que já venceram a primeira barreira.

Acostumado a receber originais, o editor Marcelo Ferroni, da Alfaguara, já foi um autor estreante. Seu Método Prático de Guerrilha saiu pela Companhia das Letras e ganhou o Prêmio São Paulo em 2011 nesta categoria, o que acabou dando mais visibilidade a sua obra. Em 2014, lança, pela mesma editora, Da Parede, Meu Amor, os Escravos Nos Contemplam. Como editor, diz que prêmios podem ajudar um autor, mas que não é só isso o que importa: “Se o autor tem algo no currículo, ou se é indicado por alguém de confiança, isso facilita seu caminho, para que ele seja lido mais rapidamente pelo editor. Mas no final, o que conta mesmo é a qualidade do livro.”

Naquele ano, o São Paulo ainda pagava R$ 200 mil. Já o do Sesc não envolve dinheiro – e isso não importa aos vencedores ouvidos pelo Estado. Mais relevante é, na opinião deles, a oportunidade de ver o livro editado e distribuído pela Record, a maior editora do País. É esse o prêmio. Por sua vez, o Sesc organiza um intenso tour com os vencedores por suas unidades e por outros eventos, como a Jornada de Passo Fundo e a Flip – na programação paralela que a instituição promove durante a festa. Anualmente, o Sesc investe R$ 500 mil nessas ações.

E foi lá em Paraty, no mês passado, que o advogado paranaense Marcos Peres, de 28 anos, fez seu debut literário. Vencedor da última edição do prêmio com o romance O Evangelho Segundo Hitler, ele é exemplo de um novo movimento: de autores que têm preferido encarar outros concorrentes num prêmio do que esperar um milagre ou uma carta-padrão de uma editora negando o original. Quem o inspirou a tomar esse caminho foi o conterrâneo Oscar Nakasato, o professor que, com Nihonjin, seu romance de estreia, venceu o 1.º Prêmio Benvirá e o Jabuti.

Há 10 anos, concurso possibilita a estreia literária de aspirantes a escritor

Mostrar o primeiro livro para um estranho não é tarefa fácil. A carioca Lúcia Bettencourt que o diga. Tímida, ela passou a vida estudando literatura, escrevendo contos e cuidando do marido e dos quatro filhos. Resistia em mostrar sua ficção porque tinha uma carreira acadêmica e achava que passaria vergonha. Seu marido Guilherme ficou sabendo do Prêmio Sesc, que estava então em sua terceira edição, e disse que não havia mais desculpas. Como a inscrição seria feita com um pseudônimo, se não desse certo ninguém saberia. Foi ele quem organizou e imprimiu os textos e inscreveu o livro da mulher.

Mas Guilherme morreu em outubro de 2005, antes de saber que Lúcia tinha vencido – o anúncio seria feiro em março do ano seguinte. “O prêmio foi minha tábua de salvação. Se não fosse por ele hoje eu estaria numa clínica de repouso, pirada”, comenta. Estavam juntos há 36 anos. “Ele se foi, e a literatura me deu sustentação.”

Ela deixou de ser Lúcia, a mulher de Guilherme (ele era executivo de uma grande empresa), e virou Lúcia, a escritora. O luto ela viveu viajando pelas unidades do Sesc. No interior do Paraná, ouviu de um leitor que um de seus contos tinha sido escrito para ele, e essa nova profissão começou a fazer sentido.

Outros livros vieram depois de A Secretária de Borges, e há um mês ela recebeu a notícia de que O Banquete, obra baseada em sua tese, tinha recebido o prêmio da Academia Brasileira de Letras na categoria crítica literária e R$ 50 mil.

André de Leones, vencedor na categoria romance com Hoje Está Um Dia Morto no mesmo ano em que Lúcia ganhou, também não inscreveu o livro sozinho. À época, ele tinha terminado um curso de cinema em Goiânia e estava de volta à casa dos pais, em Silvânia. Entre os 19 mil habitantes, estava o escritor Aldair Aires, que tomou a iniciativa. “Se não fosse pelo prêmio, é provável que eu estivesse lecionando no interior de Goiás e dependendo de editais para, com sorte, publicar meus livros localmente”, conta o escritor. Numa das viagens para divulgar o prêmio, conheceu, em Paranaguá, sua primeira mulher. Foi a deixa para ir embora de vez de Goiás. Participou do projeto Amores Expressos, publicou mais quatro livros pela Record e pela Rocco e está em outras tantas antologias – internacionais, inclusive. Vive hoje em São Paulo e é colaborador do Caderno 2.

No ano seguinte, foi a vez dele dar uma mão a um colega. Wesley Peres, psicanalista em Catalão, não achava que seu romance Casa Entre Vértebras seria considerado no prêmio “porque estava no limite entre prosa e poesia”. Foi Leones quem a inscreveu. Wesley já tinha lançado dois livros de poemas. Depois do prêmio, investiu num segundo romance, o Pequenas Mortes, publicado recentemente pela Rocco.

Luisa Geisler foi a mais jovem escritora premiada pelo Sesc e tem uma das carreiras mais promissoras. Ela tinha 19 anos e fazia a oficina literária do Luiz Antonio de Assis Brasil quando soube do concurso. Ajeitou alguns contos, fez outros e inscreveu Contos de Mentira na premiação. Levou. No ano seguinte, em 2011, resolveu experimentar o romance, e escreveu Quiçá. Levou de novo. No mesmo ano, foi selecionada para a Granta Melhores Jovens Escritores Brasileiros e o romance que escreve agora sairá pela Alfaguara, uma das principais editoras na área de ficção. “Sem o Prêmio Sesc, minha carreira estaria na estaca zero em termos de publicação”, conta a estudante de Relações Internacionais e Ciências Sociais.

“A ideia é justamente essa: que o prêmio dê o primeiro empurrão na carreira literária dos autores, e que eles possam assim construir as suas trajetórias”, explica Henrique Rodrigues, um dos idealizadores do concurso.

De fato, o prêmio deu o pontapé na carreira de muitos dos vencedores. Alguns passaram a acreditar na vocação, abandonaram a ideia de autopublicação ou de publicação por uma editora regional, e tentam viver de literatura. Outros conciliam a profissão com a escrita. É o caso de Marcos Peres, servidor do Tribunal de Justiça, em Maringá e autor do melhor romance deste ano. “A questão de ser apenas um escritor é quase uma utopia. Eu consigo conciliar o ato de escrever com meu trabalho”, diz.

O publicitário João Paulo Vereza, vencedor este ano com os contos de Noveleletas, conta que ainda não descobriu o que é ser escritor. Sempre escreveu, nunca publicou. “A literatura sempre foi meu playground, o espaço onde me sinto livre e confortável.”

Ex-alunos da USP são homens, têm até 40 anos e atuam no setor público

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Estudo feito pela vice-reitoria analisou 10 mil questionários e traçou perfil.
Egressos da pós-graduação são mais velhos e têm salários maiores.

Publicado por G1

Sala de aula na USP (Foto: Ely Venâncio / EPTV)

Sala de aula na USP (Foto: Ely Venâncio / EPTV)

Pesquisa feita pela vice-reitoria da Universidade de São Paulo (USP) sobre o perfil dos estudantes formados na graduação pela instituição mostra que, em média, eles são homens, têm até 40 anos, ganham entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, 49% atuam no setor público e 8% em empreendimentos próprios. O aluno que se forma na pós-graduação tem até 45 anos, recebe de R$ 6 mil a R$ 10 mil e 62% trabalham em órgãos públicos.

O levantamento divulgado nesta semana pela USP foi feito entre os meses de outubro a dezembro do ano passado, por meio de um questionário disponibilizado na internet. Cerca de 12 mil foram respondidos e, após a filtragem dos dados, 10.301 foram selecionados para a análise. Todas as unidades de ensino estavam representadas na pesquisa. Havia questões sobre ano de formação, área de atuação, faixa salarial e avaliações sobre a infraestrutura física e acadêmica da USP.

Perfil dos ex-alunos da USP:

Graduados: Em média, são homens, têm até 40 anos e ganham entre R$ 3 mil e R$ 6 mil

Pós-graduados: Maioria é formada por homens com até 45 anos e salário entre R$ 6 mil e R$ 10 mil

Quanto ao porte da empresa, 60% dos egressos de graduação afirmaram que hoje estão trabalhando em grandes empresas. Na pós-graduação, essa porcentagem chega a 65%. A variação entre o percentual de cada faixa salarial é menos significativa. Na graduação 26% ganham entre R$ 3 mil e R$ 6 mil e, na pós-graduação, entre R$ 6 mil e R$ 10 mil (32%).

Do total, 3.194 entrevistados responderam que fizeram apenas cursos de graduação na USP, enquanto 7.107 fizeram tanto a graduação quanto a pós-graduação na universidade. Nos dois grupos, a maior parte é formada por homens (53% na graduação e 52% na pós-graduação).

A faixa etária de grande parte dos graduados é de até 40 anos, representando 73% da amostra. Na pós-graduação, 74% deles têm até 45 anos. No que se refere à formação no ensino médio, 33% dos egressos o cursaram exclusivamente em escola pública. Em relação ao ensino fundamental, essa porcentagem chega a 38%.

Nota baixa para equipamentos
O questionário também reuniu perguntas sobre a qualidade da USP. Os ex-estudantes tiveram a oportunidade de avaliar, em uma escala de um a cinco (péssimo a excelente), itens sobre adequação do currículo, biblioteca e infraestrutura, entre outros.

O resultado das análises, que tiveram valores ligeiramente elevados na pós-graduação, mostrou que os sete itens pesquisados foram avaliados como ótimos. Entretanto, a questão da qualidade dos equipamentos foi a que teve pior avaliação, com média de 3,6. A qualidade docente ficou com a maior média entre os grupos (4,1).

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