Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged 50 reais

Fast food em São Francisco pagará 50 reais por hora para equipe ler livros

0

Combo de hambúrguer e batata-frita da Creator: hamburgueria abriu as portas há um mês, com uma proposta inovadora para o fast food (Creator/Divulgação)

A hamburgueria Creator, operada por robôs, encontrou uma boa forma de manter seus funcionários ocupados: a leitura educativa

Mariana Fonseca, na Exame

São Paulo – Lembra daquela história de que os robôs irão tomar empregos, especialmente os mais operacionais? Na Creator, uma hamburgueria de São Francisco (Estados Unidos), o conto virou parcialmente realidade. Um robô de mais de quatro metros usa sua inteligência para produzir 120 sanduíches por hora. Mas isso não significou o fim dos empregos humanos. Pelo contrário: agora, os funcionários recebem também para fazer cursos online e lerem livros educativos.

Nem sempre Alex Vardakostas, criador da hamburgueria, teve esse plano. Inclusive, no longínquo ano de 2012, quando o negócio ainda se chamava Momentum Machines, ele afirmou que “[nosso equipamento] deve servir para remover os funcionários completamente”, de acordo com o Business Insider.

Após oito a nove anos de desenvolvimento e muitas especulações sobre o fim do trabalho para adolescentes, a Creator abriu suas portas há um mês, com um posicionamento bem mais no estilo do Vale do Silício. “A ideia de não ter de falar com ninguém me parece distópica”, corrigiu-se Vardakostas para a Forbes. “Estamos em um ponto no qual realmente acreditamos que você não pode automatizar a criatividade e a interação social humanas.”

A máquina-chef da hamburgueria Creator, de São Francisco (Creator/Divulgação)

As duas máquinas, com produção total de 240 hambúrgueres por hora, focarão em processos que os humanos não poderiam fazer melhor. Por exemplo, eles usam sensores para determinar a temperatura ideal para cada hambúrguer; fazem um processo de moeção difícil de reproduzir apenas com as mãos humanas; e conseguem cortar vegetais milimetricamente.

Enquanto isso, os funcionários devem se concentrar em tarefas mais complexas, como ajudar o cliente na hora de pensar no pedido ideal. Os benefícios aos funcionários estão mais para Google do que para fast food: cursos grátis na plataforma online Coursera e 5% da jornada de trabalho dedicada à leitura de livros educacionais, que podem ser colocados na própria lanchonete da Creator.

Espaço da hamburgueria Creator, com livros nas prateleiras (Creator/Divulgação)

O salário dos funcionários é de 16 dólares por hora (na cotação atual, cerca de 50 reais). Mas Steve Frehn, cofundador da Creator, afirma que alguns funcionários podem aproveitar oportunidades de trabalho a partir do seus convívios com as máquinas-chefs. “Neste momento, se você está se candidatando a um curso superior, você pode não colocar seu trabalho em um restaurante de hambúrgueres no currículo. Mas seria bem legal colocar que você trabalhou na Creator, e é assim que nós sabemos que fizemos um bom plano de carreira”, completa Vardakostas.

Com menos gastos na produção dos hambúrgueres e com aluguéis de espaços grandes para a cozinha, a Creator consegue cobrar seis dólares por seus hambúrgueres, em linha com o cobrado na gigante McDonald’s. Cerca de 40% dos custos da Creator vai para os ingredientes, incluindo iguarias como a ameixa japonesa umeboshi e o molho francês aioli feito com ostras defumadas. Com ingredientes gourmet e atendentes intelectuais, a Creator alcança o feito de concorrer, ao mesmo tempo, como hamburgueria mais tecnológica e mais hipster de São Francisco.

Compra de livros representa 82% das operações com Vale-Cultura

0

Publicado por EFE [via UOLcartao-vale-cultura-1408738517643_300x300]

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nesta sexta-feira (22), durante a abertura da 23ª Bienal do Livro de São Paulo, os dados atualizados sobre o uso do vale-cultura, criado para fomentar o acesso à cultura entre trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.

De acordo com Marta, o vale-compras no valor de R$ 50 tem sido usado majoritariamente na compra de livros, jornais e revistas, que concentram 82% das operações realizadas com o cartão.

“Eu lembro que, quando fazia campanha com (o ex-presidente) Lula, ele dizia que o sonho dele era dar comida três vezes ao dia para todos os brasileiros. Acho que isso está praticamente encaminhado, agora o brasileiro quer alimento para a alma”, comentou a ministra.

De acordo com dados do Ministério da Cultura, em seis meses já foram emitidos mais de 223 mil cartões com potencial de movimentação no setor de R$ 25 bilhões por ano.

Marta insistiu ainda na defesa de uma nova imagem cultural do Brasil, baseada na produção cultural em áreas ainda pouco divulgadas, como a literatura, a partir de uma série de políticas de incentivo à leitura.

Entre os projetos, está a implementação de um Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cujo decreto foi assinado durante a cerimônia de abertura da Bienal e que prevê investimentos para a ampliação e reforma de bibliotecas e ações de incentivo à leitura.

Tido pela ministra como “o mais importante” projeto para o incentivo à leitura, o decreto está sendo transformado em projeto de lei e deve ir ao Congresso em setembro.

“O Brasil vai ter um política de Estado para o desenvolvimento da leitura. Quando você carimba como política de Estado, as coisas ganham outro nível”, ressaltou a ministra.

Go to Top