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“Demônios estão preparados para invadir as almas”, diz Macedo sobre 50 Tons

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Publicado no UOL

Edir Macedo publicou uma “resenha” em seu blog sobre “Cinquenta Tons de Cinza”, livro de E. L. James, que deu origem ao filme homônimo. O bispo da Igreja Universal e dono da Record fez uma análise da obra, criticou o tema abordado e disse que, às vésperas da estreia nos cinemas, “demônios estão preparados para invadir as almas de milhões de pessoas”.

“Além do tema repugnante, o estilo e a trama pobres fazem do livro uma verdadeira piada ao lado de verdadeiras obras de literatura. Mas os milhões de fãs em todo o mundo e os milhões de dólares gerados não são piada. Como pode um livro que todos consideram horrível se tornar um fenômeno financeiro? É simples: demônios da perversão”, disse em um trecho do texto.

E prosseguiu. “E agora que o filme ‘Cinquenta Tons de Cinza’ já está vendendo milhões de bilhetes mesmo antes de sua estreia, esses mesmos demônios estão preparados para invadir as almas de milhões de pessoas”.

No texto, Edir Macedo –que contou a com a colaboração de Evelyn Higgibotham– afirma que “Cinquenta Tons de Cinza” transmite duas doutrinas: “Primeira doutrina: as mulheres devem encarar o abuso e a violência como algo nobre e corajoso. Segunda doutrina: perversão sexual é incrível. É uma doutrina que glorifica a excitação sexual sem amor, sem carinho, sem dar, sem Deus – o egoísmo e a dor dão mais prazer. É inacreditável, mas até mesmo os cristãos estão se deixando levar por essa doutrina”, opinou.

Baseado no livro homônimo de E. L. James, classificado pela crítica como “soft porn”, o filme retrata a relação da jovem e inocente Anastasia Steele (Dakota Johnson) com o milionário Christian Grey (Jamie Dornan), adepto de práticas sadomasoquistas. No entanto, a produção do longa já havia sinalizado que suavizaria as cenas de sexo, cortando algumas mais polêmicas e sem mostrar nu frontal.

Nos Estados Unidos, o filme recebeu a classificação R, que significa que menores de 17 anos desacompanhados de um adulto responsável não podem assistir ao filme. “Cinquenta Tons de Cinza” tem pré-estreia internacional no Festival de Berlim, no dia 11, e estreia no Brasil na próxima quinta (12).

Internautas usam cães para recriar trailer de ’50 Tons de Cinza’

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E, sim, é superfofo

Christian e Anastasia precisam de tosa. (Foto: Reprodução)

Christian e Anastasia precisam de tosa. (Foto: Reprodução)

Publicado por Revista Monet

Um vídeo assistido mais de 28 mil vezes no ‘YouTube’ traz um casal de cachorros protagonizando o trailer de ‘50 Tons de Cinza‘.

50 tons de pelo dourado". (Foto: Reprodução)

50 tons de pelo dourado”. (Foto: Reprodução)

A paródia usa o áudio original dos diálogos entre Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson) para remontar as cenas com dois simpáticos cães.

Há também recomendações (fictícias, claro) de “publicações caninas”: o ‘Trixie Canine News’, por exemplo, eloiga a obra confessando que “babou o tempo todo”.

O verdadeiro ’50 Tons de Cinza’ estreia nos EUA apenas em fevereiro de 2015.

Confira o trailer da versão com cães de ’50 Tons de Cinza’:

50 tons de cinza resumido numa única imagem

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fonte: Leticce [via Testosterona]

“Cinquenta tons de cinza” se torna febre entre os jovens ao redor do mundo

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Nova trilogia da literatura erótica (divulgação)


Gabriel Machado, no A Crítica

Alguns o consideram uma versão mais pesada do bestseller mundial “Crepúsculo”, outros já o acham uma tentativa desesperada de emplacar a próxima sensação da literatura juvenil. Fato é que não se fala em outra coisa: o livro “Cinquenta tons de cinza” se tornou uma febre ao redor do mundo e tem tudo para seguir os passos dos gigantes “Harry Potter” e “Jogos vorazes”.

A obra, escrita pela britânica E.L. James, não possui bruxinhos, jovens revolucionários ou vampiros. Pelo contrário, ela acompanha as aventuras sadomasoquistas de Christian Grey e Anastasia Steel, um executivo e uma estudante que firmam um acordo pouco comum: ele pede à garota que assine uma espécie de contrato, no qual ela concorda em desempenhar um papel de “submissa” numa série de “atividades eróticas”.

“Eu gostei muito do livro, mas reconheço que o seu conteúdo é bastante pesado e que possui cenas de sexo desnecessárias”, comentou a arquiteta Maria Margareth Pimentel, que leu a primeira parte da trilogia – completada por “Cinquenta tons mais escuros” e “Cinquenta tons de liberdade” – logo que ela saiu nos EUA, em março.

Apesar dos comentários dos fãs, que classificam a obra como “revolucionária”, o erotismo está longe de ser novidade na literatura. Ao longo dos anos, nomes como Marquês de Sade, Nelson Rodrigues e Sidney Sheldon também já abordaram o tema em seus livros. “Na verdade, o erotismo pode estar presente em várias obras. O conto de Machado Assis ‘Uns Braços’, por exemplo, descreve um rapaz que é seduzido pelos braços desnudados de uma senhora”, exemplificou Lajosy Silva, professor de Língua Inglesa e Literatura na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Erotismo x Pornografia

Uma das polêmicas que cerca a trajetória de “Cinquenta tons de cinza” é o excesso de cenas de sexo, apimentadas por uma grande leva de descrições detalhadas. O que nos deixa a questão: onde termina o erotismo e começa a pornografia? Existe diferença entre os dois?

Segundo Lajosy, o primeiro está ligado ao sensorial e à sugestão do desejo, enquanto o segundo é a mera exposição da sexualidade nua e crua, sem floreios. O professor, responsável por lançar uma coleção de obras eróticas no ano passado, como parte do projeto “Clube do Autor”, porém, faz uma ressalva: “O que separa esses elementos tem mais a ver com os valores morais estabelecidos pela sociedade e o senso comum que se atribui a essas duas palavras”.

’50 Tons’ para homens: editoras agora investem no ‘daddy porn’

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Bruno Astuto, na Revista Época

O mercado está desesperado para encontrar uma “resposta” ao fenômeno 50 Tons de Cinza. A palavra de ordem nas editoras inglesas é descobrir quem será o próximo ou a próxima E.L. James com seus milhões e milhões de livros eróticos vendidos em todo o mundo. Uma autora contou recentemente a um tabloide que desistiu de oferecer seu romance infanto-juvenil, meio magia à la Harry Potter, meio vampiresco à la Crepúsculo, porque estava cansada de lhe “bateram a porta na cara”. Segundo ela, os editores avisavam que a prioridade agora eram os romances adultos, de cunho erótico, os chamados ‘mummy porn’.

É interessante essa evolução dos fenômenos editoriais nos últimos anos. As cifras espetaculares começaram com Dan Brown e seu Código da Vinci, uma ficção policialesca que tentava decifrar e dessacralizar os dogmas cristãos, evidenciando a religião como instrumento de controle. Em seguida, como se tivéssemos nascido de novo, veio Harry Potter e seu mundo mágico de bruxaria. Um menino bem ao estilo Avenida Brasil; educado durante toda a adolescência para vingar a morte dos pais pelo feiticeiro malvado, alternando momentos de inocência dignos de Rita/Nina e o caráter duvidoso de Carminha. Seguiu-se a saga Crepúsculo, com seus vampiros, lobos e zumbis açucarados e apaixonados, que freavam os ímpetos de morder o pescoço alheio em nome do coração. E foi a partir dela que E.L. James cunhou seus 50 Tons de Cinza, soltando, na base do chicote, a franga e a repressão sexual.

Durante o império do Código, muitos tentaram — sem sucesso — criar fábulas de mistérios religiosos almejando as listas dos livros mais vendidos. Enquanto Harry Potter voava em sua vassoura, nenhum outro herói infantil conseguiu roubar-lhe a vedete. Aberrações vampirescas também sobravam, empoeiradas, nas livrarias ao passo que as sequências de Crepúsculo desapareciam delas. De onde se deduz que a febre sadomasô de 50 Tons também tende a morrer com ele.

Mas há os que ainda tentam, caso da reedição da trilogia The Hand Reared Boy, de Brian W. Adliss. Para quem não conhece os livros, eles foram os 50 tons de toda uma geração de garotos sexualmente reprimidos do início dos anos 70. Trata-se da saga de um menino, Horatio Stubbs, durante a descoberta de sua sexualidade. A editora alardeia o relançamento como a “resposta masculina à trilogia de E.L. James”. O herói passa boa parte do tempo se masturbando, procurando mulheres em série, comendo o mundo inteiro. Até que vai para a guerra, perde as ilusões da juventude e se torna um homem mais consciente – embora não menos tarado. Tudo é descrito à maneira crua masculina, sem o requinte ou a frieza de Christian Grey, herói de 50 Tons. Horatio é um homem como todos os outros, que tenta, até o último momento, alimentar o garoto que existe dentro de si.

Nos 50 Tons, a protagonista encontra o amor à sua maneira; em The Hand Reared Boy, Horatio é até um pouco patético em suas desventuras sexuais. Ele não é sexy, não é um herói do coito. Na verdade, desperta até uma certa piedade diante de seu drama para levar as mulheres para a cama. É o anti-herói erótico, que se parece com a maioria dos homens da vida real. Talvez, por isso, os leitores masculinos possam até se identificar com ele.

Mas o mundo mudou, e não estamos mais no início dos anos 70 quando os garotos tinham que bolar peripécias para ver a vizinha pelada ou conseguir uma revista masculina que aliviasse seus hormônios em ebulição. O sexo está hoje escancarado em toda parte; nas novelas, nos filmes, nos comerciais e, sobretudo, na Internet. Garotos que sonhavam com os seios das atrizes de cinema hoje os encontram com uma banalidade frugal. As divas sexuais não estão trancadas nos dancings ou nos teatros de revista; elas estão, de biquíni, nos reality-shows da TV, rebolando o enorme patrimônio calipígio para todas as idades.

Muito mais excitáveis por estímulos visuais do que por palavras da literatura erótica, qualquer homem hoje em dia achará The Hand Reared Boy um conto de Chapeuzinho Vermelho. Não haverá, portanto, um ‘50 tons’ masculino ou um ‘daddy porn’. Você, aliás, conhece um único homem que tenha gostado do livro? A imaginação sexual dos adolescentes morre quando eles descobrem a senha do pay-per-view do pai ou encontram no YouTube o banho caudaloso de Viviane Araújo na Fazenda. Por isso, quem sabe, Christian Grey esteja fazendo tanto sucesso com as mulheres. Ele sabe manipular o Viagra que mais funciona com elas: a fantasia.

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