Posts tagged 50 Tons de Cinza

Torcida para ver Ryan Gosling em ’50 tons de cinza’ já ganhou até trailer, veja!

0

Pedro Willmersdorf, no Jornal do Brasil

É grande a torcida para que a febre 50 tons de cinza esquente também as poltronas dos cinemas. Por enquanto, nem o roteirista da adaptação do livro para as telonas foi definido, mas as especulações sobre o possível intérprete de Christan Grey não param e o coro mais forte grita pelo nome de Ryan Gosling.

O fã-clube é forte, bem organizado e sabe tudo de programas de edição de vídeo, tanto que já lançou diversos teasers falsos do filme na internet dando como certa a escalação de Ryan para o papel principal. Na tentativa de dar credibilidade ao vídeo, até falsas aspas do renomado crítico de cinema americano Peter Travers foram incluídas entre as cenas de diversos filmes já feitos por Gosling, como Drive, Tudo pelo poder e Amor a toda prova.

Brincadeira tão perigosa quanto os jogos sadomasoquistas de Christian Grey.

Depois de ’50 tons de Cinza’, mais pessoas estão interessadas em sadomasoquismo

3

Publicado originalmente no Fórmula do Amor

Uma pesquisa feita pelo site YouPorn (caso você não conheça, é um YouTube só de vídeos, como o nome diz, pornôs) revela que, depois do lançamento da série “50 tons de Cinza“, as buscas por vídeos com conteúdo sadomasoquista aumentaram 67%.

Caso você não saiba, os livros, que tem como estrelas Christian Grey e Anastasia Steele, são chamados de ‘pornô para mamães’, pelo seu conteúdo erótico e por sua popularidade entre mulheres de meia idade – aliás, estou pensando em resenhar a série aqui para o blog, o que vocês acham? O casal principal ficou conhecido por práticas S&M, como dominação, bondage e sadismo, entre outras.

E, cada termo individual relacionado ao S&M, teve um enorme crescimento nas buscas no YouPorn. Confira a tabelinha:

Agora eu quero saber: alguém aí já leu o livro? Qual é sua opinião? Depois da leitura, desejos diferentes surgiram? – não precisa comentar com seu nome verdadeiro.

 

O homem que vende elogios entusiasmados para autores de livros

1

Não é fácil para o consumidor escolher entre tantos livros lançados

Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Está na lista das reportagens mais lidas do NY Times, mas o assunto já vinha gerando uma boa discussão na internet há algum tempo.

O protagonista é o americano Todd Rutheford. Ele montou um negócio que vende o seguinte: resenhas cinco estrelas que vão, em geral, parar na Amazon.

Uma resenha custa 49 dólares. Um pacote de 20, 499. Cinquenta, 999. Rutheford faz tudo às claras. Em seu site, ele anuncia candidamente o seu produto. A grande mídia é que demorou para notar: ele não se escondeu. Não pode ser acusado de propaganda enganosa, e nem de anunciar uma coisa que não vende.

Sozinho, ele não daria conta das encomendas. Por isso, contrata jovens redatores. É um trabalho fácil para eles. Não é necessário sequer ler os livros altamente elogiados. Uma pesquisa no Google, uma passagem pela orelha e pronto: o mais é dizer que o livro é um suspense eletrizante etc etc – a rigor, todos os clichês consagrados pelos críticos profissionais.

Resenhas de leitores são mais acreditadas por consumidores de livros do que as resenhas da mídia ou a publicidade convencional. Rutheford viu nessa verdade básica uma oportunidade de ganhar dinheiro. Especialistas calculam que um terço dos depoimentos de consumidores de variados produtos seja fajuto.

A Amazon não se pronunciou até aqui. Mas ela vai ter que encontrar defesas contra resenhas encomendadas industrialmente, ou suas recomendações ficarão sob suspeita. Sou um freguês frequente da Amazon. Embora quase sempre faça a compra de algo que já tenho em mente, muitas vezes examino as resenhas de leitores. Muita gente faz isso.

Ruthford começou trabalhando numa editora. Batalhava para conseguir que as publicações resenhassem livros de sua empresa. Esta é uma luta épica, dado o número de lançamentos de livros – e o reduzido espaço que a mídia tradicional reserva a eles.

A internet mudou o jogo, e Rutheford viu que poderia montar seu próprio negócio num ramo que conhecia bem, o das resenhas. Não precisava mais que o editor de livros do NY Times, por exemplo, publicasse uma resenha de algo de sua editora. Bastava ele próprio produzir e publicar resenhas em sites como a Amazon – e cobrar por isso.

É um empreendedimento de baixo nível ético. Mas de falta de transparência ninguém pode acusar este peculiar empreendedor digital.

Go to Top