Marcus Vinicius Batista é jornalista e professor em Santos, no litoral de SP.
Obra será dividida em três temas e deverá ser lançada em dezembro.

Primeiro livro de jornalista e escritor reunirá dezenas de crônicas (Foto: Guilherme Lucio/G1)

Primeiro livro de jornalista e escritor reunirá dezenas de crônicas (Foto: Guilherme Lucio/G1)

Guilherme Lucio, no G1

O jornalista e professor Marcus Vinicius Batista, de 39 anos, está lançando seu primeiro livro, “Quando Os Mudos Conversam”. Para conseguir fundos, o agora escritor decidiu começar um projeto de crowndfouding – uma fincanciamento virtual, que funciona como uma espécie de “vaquinha”.

Morador de Santos, no litoral de São Paulo, Marcão, como é conhecido, conta que teve a ideia do livro após perceber que já tinha mais de 500 crônicas feitas. “Escrevo crônicas há 15 anos. Em 2007, recebi uma proposta para escrever em uma coluna de um jornal da cidade. Por conta de problemas no site, que a cada nova coluna excluía a antiga, decidi criar um blog. Em 2013, percebi que tinha cerca de 500 crônicas, e diversos amigos me diziam que eu poderia escrever um livro. Foi daí que eu transfrormei os 500 textos em 80 e decidi fazer o livro”, afirma.

O livro é divido em três partes: Eu, Tu e Eles. “Na parte ‘Eu’, escreverei de coisas que já vivi, experiências cotidianas minhas. Na segunda parte, ‘Tu’, as crônicas serão de histórias que conheci, de outras pessoas. Na última sessão, os textos serão de comportamento geral, sobre temas da sociedade”, explica o professor.

Sobre o nome “Quando Os Mudos Conversam”, Marcão conta que escolheu a dedo. “Quando os mudos conversam é uma das crônicas. Quando você faz um livro de coletânea de crônicas, contos, ou algo do tipo. Você seleciona uma como título. O nome me chamou a atenção e eu, como jornalista, considero o título algo fundamental. Essa crônica está na parte ‘Eles’ e fala sobre as dificuldades das pessoas em manifestar os comportamentos mínimos de educação como dizer um por favor, obrigado, desculpe. Isso me chamou a atenção e creio que seja um símbolo do que vivemos hoje”, conta.

Crowdfunding

Segundo Marcus, campanha já atingiu 20% (Foto: Divulgação)

Segundo Marcus, campanha já atingiu 20%
(Foto: Divulgação)

Marcus teve a ideia de fazer um financiamento coletivo após se reunir com a editora Realejo. “Inicialmente, fiz um investimento pequeno, do meu próprio bolso. Após me reunir com o José Luiz Tahan, que representa a editora, que já tinha aceitado me ajudar nessa caminhada, decidimos que a melhor opção era o financiamento coletivo”, explica.

Quem quiser contribuir poderá doar valores entre R$ 10 e R$ 1.000 e ainda receberá diversas recompensas, dependendo sempre do valor doado. Entre as recompensas, estão desde uma versão em PDF do arquivo até 50 exemplares mais logotipo de empresa, para interessados, além do nome na parte dos agradecimentos do livro. Interessados podem acessar o site do projeto para obter mais informações.

Marcão explica ainda que as doações estão avançadas. “Conseguimos 7% da meta em três dias, mas sei que esse número é ainda maior por conta do atraso para se confirmar os pagamentos. Já são mais de 20% da meta. A ajuda de alunos e amigos está sendo fundamental”, afirma.

Sobre o futuro, o professor pretende escrever mais livros. “Continuo escrevendo e tenho um material suficiente para pensar em um segundo trabalho. Já tenho dois livros, um mais acadêmico, que discute temas raciais, e outro com uma temática infantil, já bem avançados. Mas só vou pensar nisso depois que finalizar esse projeto”, diz.