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Menino de 9 anos usa sua mesada para comprar livros para detentos

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“Se essas pessoas começarem a ler, vão ocupar a mente”

Publicado no Razões para Acreditar

Diferente da maioria das crianças de sua idade, que, geralmente, usam sua mesada para comprar doces ou mesmo um brinquedo, o menino Tyler Fugett, do Tennessee, nos Estados Unidos, usa o dinheirinho que ganha dos pais mensalmente para comprar livros e doá-los para a biblioteca de uma prisão.

Assim que ganha sua mesada, Tyler vai a uma das livrarias do Condado de Montgomery, onde mora, e compra os livros que já tem destino certo. Os títulos não são para crianças, mas para os presos que estão cumprindo pena no presídio do Condado.

“Quando estou com maus pensamentos, gosto de ler para espantá-los. Se essas pessoas começarem a ler, vão ocupar a mente e também não terão tempo de pensar em coisas ruins”, disse Tyler em entrevista a ABC News, demonstrando uma maturidade de encher os olhos.

 

A biblioteca é extremamente importante no processo de reabilitação dos detentos. Lá, os presos aprimoram suas habilidades de leitura e escrita. Diversos estudos já comprovaram que a educação ajuda a reduzir a taxa de retorno às prisões. Ou seja, o gesto de Tyler tem um impacto real na vida dessas pessoas!

Mas, Tyler não pretende parar por aí. Ele planeja doar livros, comprados com o dinheiro da sua mesada, para hospitais, abrigos e centros de acolhimento de veteranos de guerras.

Graças a Tyler, a cadeia do Condado de Montgomery possui cerca de 100 títulos. A mãe acredita que o menino tomou essa iniciativa porque ele tem um parente que já ficou presou por um tempo. Porém, isso é o menos importante: o que importa mesmo é que Tyler está apenas começando…

Fotos: Montgomery County Sheriff’s Office

Após ficar 9 anos sem estudar, gari surpreende ao passar em dois cursos na federal

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Publicado no Amo Direito

Este ano foi de conquistas para uma gari do Tocantins. Após ficar nove anos sem estudar, Solange Ribeiro Chagas, 27 anos, resolveu concluir o ensino médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) e surpreendeu ao ser aprovada em dois cursos na federal: odontologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e licenciatura em computação pelo Instituto Federal do Tocantins (IFTO). Além disso, foi aprovada na primeira fase em medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Em 2007, Solange decidiu parar de ir a escola. Ela estava no primeiro ano do ensino médio e morava em Peixe, região sul do estado. Com filhos para criar, a necessidade de ajudar no orçamento em casa falou mais alto. “A dificuldade era demais, chegava em casa cansada. Ficava desanimada de ir para a escola. Não consegui e parei”, contou ao G1 neste sábado (8).

Em 2015, ela e o marido decidiram fazer o concurso de gari da Prefeitura de Almas. Os dois foram aprovados e se mudaram para a cidade. Nesta época, ela era cobrada pelos irmãos, de que tinha que voltar à sala de aula para concluir o ensino médio e ter uma vida melhor.

No início de 2016, ela resolveu. Mesmo com tantas dificuldades, fez a matrícula no Colégio Estadual Abner Araújo Pacini. “Eu estava muito atrasada, três filhos menores para criar, de 9, 6 e 5 anos. Então decidir fazer pelo EJA e concluiu o ensino médio em dezembro do mesmo ano”.

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Neste período, a rotina ficou ainda mais apertada. Solange acordava às 4 horas, fazia o café e deixava a merenda das crianças pronta. Depois, saia para trabalhar com o marido. Voltava para casa, fazia o almoço e em pouco tempo depois já tinha que estar no trabalho novamente. Terminava o expediente às 17h, descansava e ia para o colégio.

Para ajudar nos estudos, um irmão de Solange que mora em Palmas, sempre levava apostilas e livros atualizados. Ela estudava para o vestibular depois que chegava do colégio até à 1 hora da madrugada. Muitas vezes, preciou abrir mão do sono.

Este ano, ela colheu os frutos. Primeiro, passou no processo seletivo do Instituto Federal do Tocantins, câmpus de Dianópolis, para licenciatura em computação. Fez a matrícula e começou a fazer o curso. Meses depois, outra surpresa. Foi aprovada na Universidade Federal de Santa Catarina, para o curso de odontologia, na cota para quilombola.

Solange também foi aprovada na primeira fase da Universidade Federal do Pará (UFPA) para o curso de medicina.
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Isso foi fruto do meu esforço, vendo as dificuldades do dia-a-dia. A única solução que eu tinha e tenho é o estudo.

Ela trancou o curso de licenciatura em computação e já fez a matrícula para o curso de odontologia. Este mês recebeu várias homenagens no colégio e na prefeitura, onde trabalha. “Está todo mundo orgulhoso”, conta ela sorrindo.

Fonte: g1 globo

Felipe, 9 anos, 18 livros em um bimestre: “Não resisto nem a rótulo de comida”

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Nada de tablet; amante da leitura em papel, Felipe ganhou no ano passado o certificado de leitor ano da biblioteca da escola

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Publicado em Último Segundo

O pequeno Felipe Ellero da Silva não se esquece do dia em que Claudia, sua mãe, lhe mostrou um livro e explicou: “As histórias todas que te conto estão aqui. Quando você começar a ler, vai poder fazer isso sozinho.”

Estava dada a autorização para que o menino, hoje com nove anos, se permitisse escolher o passeio favorito para os finais de semana: frequentar livrarias e bibliotecas. E não só a seção infantil. Leitor voraz desde os cinco anos, Felipe gosta de livros de arte, de música, biografias e o que mais lhe apetecer nos corredores.

Houve a época dos dinossauros, e então ele ganhou uma porção de enciclopédias sobre o assunto. Depois vieram os livros de mitologia. Nas aulas de música, quando começou a aprendeu sobre Luiz Gonzaga, ganhou uma sanfona antiga dos pais e aprender a tocar Asa Branca.

No ano passado, durante a Copa do Mundo, Felipe montou o álbum de figurinhas, como todos os amigos. Mas não parou por aí: ganhou dos pais um livro com os hinos de todos os países e um atlas para pesquisar as bandeiras. “Quando gosto de um tema, quero saber tudo sobre ele”, resume, com a frase curta e tímida típica da infância.

Tão tímido que responde apenas com um “ahã” quando a repórter pergunta se era mesmo verdade que ele ganhou, no fim do ano passado, o “certificado de leitor” da biblioteca do Colégio Santa Maria, onde cursa o 4º ano do fundamental. Neste ano, o certificado também deverá ir para sua coleção. Só no primeiro bimestre de 2015, Felipe emprestou 18 livros na biblioteca.

“Vou à biblioteca na hora do recreio e já começo ler o livro na fila, enquanto espero para fazer a retirada. Depois continuo no carro. Rapidinho termino”, conta ele, que também não resiste a um rótulo de alimento ou de xampu. “Quero ler tudo”

Menina de nove anos publica 1º livro com histórias de uma adolescente

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Beatriz já está com o segundo livro pronto e escreve o terceiro da coleção.
Lançamento foi feito dentro da sala de aula, em Cascavel, no Paraná.

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Publicado no G1

Com apenas nove anos, Beatriz Kusdra, de Cascavel, no oeste do Paraná, publicou o primeiro livro. “Diário de Fabiana, uma garota não muito normal” conta histórias e dúvidas do cotidiano de uma adolescente, com ilustrações feitas pela própria escritora.

Filha de professores e dedicada em sala de aula, Beatriz afirma que a ideia de escrever surgiu durante uma conversa com uma colega. “Eu falei que gostava muito de ler e pensei em escrever um livro. Minha amiga achou uma ótima ideia”, conta. O livro demorou um ano para ser escrito.

Beatriz Kusdra demorou um ano para escrever e ilustrar seu primeiro livro (Foto: Reprodução/RPCTV)

Beatriz Kusdra demorou um ano para escrever e ilustrar seu
primeiro livro (Foto: Reprodução/RPCTV)

A publicação do livro foi feita no fim do mês de outubro, dentro da sala de aula e com autógrafos e dedicatórias para os colegas. Beatriz tornou-se exemplo e inspiração para os colegas, que aprovaram a iniciativa. “Um dia ela chegou e contou que ela tinha escrito um livro. Eu pedi para ela trazer e quando ela trouxe eu fiz a leitura do livro em sala de aula. Todos os colegas gostaram e queriam uma cópia do livro”, afirma a professora Adriana Fontana.

A mãe, Débora Kusdra, disse que a menina aprendeu a ler aos cinco anos e não parou mais. Ela afirma ainda, que aos dois anos a filha trocou a chupeta por dois gibis. Hoje, Beatriz tem mais de 500 em sua coleção.

Para os pais da menina fica o orgulho.“Eu não sei mensurar o quanto eu estou orgulhosa dela”, afirma Débora. Além do livro que lançou, Beatriz já está com o segundo pronto e ainda escreve o terceiro. Seu objetivo é escrever uma coleção de nove livros.

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