Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.