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Rubem Fonseca ganha prêmio da Academia Brasileira de Letras

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Prêmio Machado de Assis por conjunto da obra foi anunciado nesta sexta.
Cerimônia de entrega está marcada para o dia 16 de julho.

Publicado no G1

Rubem Fonseca (Foto: AE/Guillermo Arias/)

Rubem Fonseca (Foto: AE/Guillermo Arias/)

O escritor Rubem Fonseca, de 90 anos, foi nomeado vencedor do Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra. Em nota divulgada nesta sexta-feira (22), a instituição destaca que o autor “é um dos mais importantes ficcionistas contemporâneos brasileiros” e cita que ele ganhou o Camões em 2003.

“Consagrou-se por sua narrativa nervosa e ágil, ao mesmo tempo clássica e moderna, entre o realismo e o policial, revelando a violência urbana brasileira, sem perder o olhar sensível para a tragédia humana a ela subjacente, a solidão das grandes cidades ou para os matizes do erotismo”, diz o texto.

“Seu estilo contido, irônico e cortante, ao mesmo tempo denota um leitor dos clássicos e um ouvido atento ao falar das ruas em seu tempo. Exerceu profunda influência em nossa cena literária, inaugurando a tendência que Alfredo Bosi chama de ‘brutalista’.”

Dentre os principais livros de Rubem Fonseca, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979) e os romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

Nascido em Juiz de Mora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca se mudou para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950. Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao golpe militar de 1964. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime.

A cerimônia de entrega do Prêmio Machado de Assis a Rubem Fonseca está marcada para o dia 16 de julho.

Evaldo Cabral de Mello assume lugar de João Ubaldo na ABL nesta sexta

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O escritor Evaldo Cabral de Mello é um dos mais destacados historiadores do Brasil (Foto: Tomás Rangel/Folhapress)

O escritor Evaldo Cabral de Mello é um dos mais destacados historiadores do Brasil (Foto: Tomás Rangel/Folhapress)

Diplomata e historiador irá suceder João Ubaldo Ribeiro na cadeira 34.
Cerimônia acontece nesta sexta-feira (27) na sede da ABL, no Rio.

Publicado no G1

O diplomata e historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello toma posse nesta sexta-feira (27) na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele assumirá a cadeira 34, antes ocupada por João Ubaldo Ribeiro, que morreu em julho do ano passado.

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres e é considerado um dos historiadores brasileiros mais destacados. Ele se especializou em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, tema que permeou muitos de seus livros.

Diplomata, Evaldo serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Sua primeira obra, Olinda restaurada foi publicada em 1975. Em seguida publicou O norte agrário e o Império (1984), Rubro veio (1986), O nome e o sangue (1989), A fronda dos mazombos (1995), O negócio do Brasil (1998), A ferida de Narciso (2001) e Nassau: governador do Brasil Holandês (2006), este para a Coleção Perfis Brasileiros, da Companhia das Letras. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

Evaldo foi eleito membro da ABL em 23 de outubro do ano passado, com 36 votos, na sucessão do acadêmico, romancista, cronista, jornalista e tradutor João Ubaldo Ribeiro. A cadeira 34 havia sido ocupada antes por João Manuel Pereira da Silva, fundador – que escolheu como patrono o sacerdote, poeta e autor de diversas obras líricas de caráter filosófico Sousa Caldas –, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior), Lauro Severiano Müller, Dom Aquino Correia, R. Magalhães Jr. e Carlos Castelo Branco.

Na cerimônia de posse nesta sexta-feira, o acadêmico, professor e escritor Eduardo Portella fará o discurso de recepção. Antes, Evaldo Cabral de Mello discursará. Logo depois, o Presidente da ABL, o acadêmico Geraldo Holanda Cavalcanti, convidará o decano para entregar a espada, o Acadêmico Alberto da Costa e Silva, para fazer aposição do colar, e o Acadêmico Alberto Venancio Filho, para entregar o diploma ao novo imortal.

Seis livros imperdíveis de Zuenir Ventura, o novo imortal da Academia Brasileira de Letras

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Luciana Sarmento, no Brasil Post

O jornalista e escritor Zuenir Ventura tomou posse na noite de sexta-feira (6) na ABL (Academia Brasileira de Letras). O mineiro ocupa agora a Cadeira 32, que antes pertencia ao dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna, que morreu em julho do ano passado.

O mais novo imortal da ABL é colunista do jornal O Globo e já trabalhou em veículos de imprensa como o “Jornal do Brasil”, “O Cruzeiro” e “Veja”. Há alguns anos, o escritor era cotado para a ABL, mas abriu mão de se candidatar pelo menos três vezes para evitar concorrer com amigos.

Zuenir Ventura ganhou os prêmios Esso e Vladimir Herzog em 1989, pela série de reportagens investigativas sobre o assassinato de Chico Mendes, que resultaram no livro “Chico Mendes — Crime e castigo” (2003). Com seu livro mais recente, “Sagrada Família”, foi finalista do Prêmio Jabuti em 2013.

1968 – O ano que não terminou
Reconstituição dos acontecimentos de 1968 no âmbito do país. Os heróis dessa geração que queriam virar o mundo pelo avesso, seus dramas e paixões, suas lutas e vitórias estão descritos neste relato que ajuda na compreensão do Brasil contemporâneo

Editora Planeta

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1968 – O que fizemos de nós
Em 1989, 21 anos depois do emblemático 1968, Zuenir lançou 1968 – O ano que não terminou, um clássico da não ficção brasileira. Sua investigação sobre o período, no entanto, não parou por aí. Para Zuenir, era preciso também averiguar onde se ouviriam os ecos dos sonhos e as desilusões de uma geração que ao menos pretendeu mudar o mundo.

Para isso, investigou a maneira como os jovens da primeira década do século XXI se relacionavam com seus próprios corpos, com os corpos dos outros, com as drogas, com a política, ouvindo os filhos da revolução que não aconteceu. O resultado foi 1968 – O que fizemos de nós, lançado originalmente em 2008 e que viria a se firmar como outro clássico de um dos mestres do jornalismo brasileiro

Editora Objetiva

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Chico Mendes – Crime e Castigo
O livro reúne reportagens escritas por Zuenir Ventura a respeito do maior líder ambientalista que o Brasil já teve. Quando foi assassinado, em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes estava com 44 anos e era mundialmente reconhecido por sua luta pela preservação da Amazônia

Companhia das Letras

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Cidade Partida
A “cidade partida” do título deste livro é o Rio de Janeiro, cenário de uma verdadeira guerra: a da sociedade contra os bandidos.

Durante dez meses, Zuenir Ventura frequentou a favela de Vigário Geral (tristemente famosa pela chacina de 21 pessoas em agosto de 1993), convivendo com (mais…)

Jornalista e escritor Zuenir Ventura toma posse na ABL nesta sexta-feira

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Jornalista vai ocupar a cadeira 32, que era de Ariano Suassuna.
Zuenir Ventura tem 83 anos e foi eleito em 2014 com 35 votos.

Publicado no G1

Zuenir Ventura vai tomar posse na ABL nesta sexta (Foto: Reprodução/TV Globo)

Zuenir Ventura vai tomar posse na ABL nesta sexta
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Zuenir Ventura vai tomar posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio, nesta sexta-feira (6), às 21h. O novo acadêmico foi eleito na sucessão do dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna, que morreu no dia 23 de julho de 2014. Ventura foi eleito no dia 30 de outubro o mesmo ano com 35 votos.

O jornalista e escritor mineiro tem 83 anos e há 51 é casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos: Elisa e Mauro.

Carreira
Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, Zuenir Ventura é jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Colunista do jornal O Globo, ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960 e 1961 conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. De 1963 a 1969, exerceu vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de Reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.

No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro. Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de Redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, exercendo o mesmo cargo. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.

Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro 1968 – o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.

Em 1989, publicou no Jornal do Brasil a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Em 1994, lançou Cidade partida, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em fins de 1998, publicou O Rio de J. Carlos e Inveja – Mal Secreto, que foi lançado depois em Portugal e na Itália. Já vendeu cerca de 150 mil exemplares. Em 2003, lançou Chico Mendes – Crime e Castigo.

Seus livros seguintes foram Crônicas de um fim de século e 70/80 Cultura em trânsito – da repressão à abertura, com Heloísa Buarque e Elio Gaspari. No cinema, codirigiu o documentário Um dia qualquer e foi roteirista de outro, Paulinho da Viola: meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe. Suas obras mais recentes são Minhas histórias dos outros, 1968 – o que fizemos de nós e Conversa sobre o tempo, com Luis Fernando Verissimo. Seu livro mais recente é o romance Sagrada Família.

Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Ao comentar sua série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia, The New York Review of Books classificou o autor como “um dos maiores jornalistas do Brasil”. A revista inglesa The Economist definiu-o como “um dos jornalistas que melhor observam o Brasil”.

Bilionário, Paulo Coelho entra na lista das 300 pessoas mais ricas da Suíça

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Paulo Coelho

Divulgação

Paulo Coelho, que vive há anos na maior cidade da Suíça, Zurique, teria uma fortuna equivalente a R$ 1 bilhão

Publicado no Midia News

A Bilan, conceituada revista de economia da Suíça, divulgou nesta semana a lista dos moradores mais endinheirados daquele país, entre eles está o escritor brasileiro Paulo Coelho, que figura no 300º lugar.

Paulo Coelho vive há anos na maior cidade suíça, Zurique, e sua fortuna ficaria entre 400 e 500 milhões de francos suíços, o equivalente a R$ 1 bilhão.

O escritor, conhecido e aclamado mundialmente por uma legião de fãs, já vendeu 175 milhões de livros no mundo, 70 milhões apenas do livro “O Alquimista”. Suas obras são traduzidas para mais 80 idiomas.

Coelho entrou para o Guiness Book of Records como autor que mais assinou livros em edições diferentes (dia 9 de outubro de 2003, Feira do Livro de Frankfurt). Em outubro de 2008, entrou, pela segunda vez, para o Guiness Book of Records pelo seu livro O Alquimista – livro mais traduzido no mundo (69 idiomas).

Com uma história de vida cheia de polêmicas, antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou com diretor e autor de teatro, jornalista e compositor.
Conhecido como “O mago”, Coelho é dono de histórias polêmicas que incluem até um pacto com o diabo.

Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da música brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Gita”, “Al Capone”, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil.

É membro da Academia Brasileira de Letras, oitavo ocupante da cadeira número 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

Paulo Coelho nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 24 de agosto de 1947. Filho do engenheiro Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho. Fez seus estudos no Rio de Janeiro. É casado, desde 1981, com a artista plástica Christina Oiticica.

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