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Fique de olho: eles podem virar imortais

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Nathália Bottino, no Brasil Post

No mês de julho, a ABL perdeu três grandes nomes da literatura nacional: Ivan Junqueira, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. Essas cadeiras passam agora para Ferreira Gullar, Evaldo Cabral de Mello e Zuenir Ventura. E assim a vida na Academia segue. Mas a questão é: quem são os jovens de hoje que vão se sentar nas cadeiras nos próximos anos? Com base numa lista divulgada pela renomada revista literária Granta dos melhores jovens autores do Brasil e finalistas e vencedores de prêmios como o Jabuti e o Prêmio São Paulo de Literatura, fiz uma seleção com os autores promissores que podem virar imortais nos próximos anos. Vale a pena ficar de olho neles! 😉

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Daniel Galera
Nasceu em 1979, em São Paulo, mas passou a maior parte da vida em Porto Alegre. É um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual publicou o volume de contos Dentes guardados. É autor dos romances Até o dia em que o cão morreu, adaptado para o cinema, Mãos de cavalo, publicado também na Itália, na França, em Portugal e na Argentina, Cordilheira e Barba ensopada de sangue.

Por que ficar de olho?
O garoto venceu o Prêmio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional, com o romance Cordilheira. Ele está na lista da revista Granta dos melhores escritores brasileiros jovens, é finalista do Prêmio Jabuti de Melhor Romance com Barba ensopada de sangue e venceu, com a mesma obra, o melhor livro do ano pelo Prêmio São Paulo de Literatura 2013.

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Ricardo Lísias
Nasceu em 1975, em São Paulo. É autor de Anna O. e outras novelas, Cobertor de estrelas, traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças, O livro dos mandarins, atualmente sendo traduzido para o italiano. Em 2012, publicou o romance O céu dos suicidas, depois Divórcio e recentemente lançou Intervenções: álbum de crítica, obra exclusiva no formato digital.

Por que ficar de olho?
Reconhecimento não falta para ele: foi o terceiro colocado no Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006 com Duas praças, finalista do Prêmio Jabuti de 2008 com Anna O. e outras novelas, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010 e 2013 (com O céu dos suicidas) e finalista do Jabuti 2013 de melhor romance com a mesma obra. Seus textos já foram publicados na Piauí e nas edições 2 e 6 da revista Granta em português, que, aliás, indicou Lísias como um dos melhores autores jovens do Brasil.

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Tatiana Salem Levy
Tatiana é escritora, tradutora e doutora em estudos de literatura pela PUC-Rio. A autora, que nasceu em Lisboa, mas se naturalizou brasileira e vive no Rio, escreveu o ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze e os romances A chave de casa, Dois rios, e o infantojuvenil Tanto mar.

Por que ficar de olho?
Seu romance A chave de casa foi finalista do prêmio Jabuti 2008 e deu à autora o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante, além de ter sido publicado em Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Romênia. Tanto mar venceu o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil. Além disso, a autora também integra a lista Granta dos melhores escritores jovens do Brasil.

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Antonio Prata
Nasceu em 1977, em São Paulo, e, além de roteirista, Antonio tem nove livros publicados, entre eles Douglas, Meio intelectual, meio de esquerda, Felizes quase sempre e Nu, de botas. Ele já foi colunista da revista Capricho, do jornal O Estado de S. Paulo e atualmente é colaborador da Folha de S. Paulo.

Por que ficar de olho?
Antonio Prata está entre os melhores escritores jovens do Brasil, de acordo com a revista Granta, seu livro Felizes quase sempre foi finalista do Jabuti 2013 como melhor romance infantil e, com Nu, de botas, venceu o 2º Prêmio Brasília de Literatura na categoria crônicas. (mais…)

Julho de 2014: um mês triste para a literatura brasileira

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Os escritores Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro

Os escritores Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro

Publicado por Veja

O mês de julho de 2014 ficará marcado como um dos mais tristes para a literatura nacional. Em apenas 20 dias, quatro escritores, sendo três deles integrantes da Academia Brasileira de Letras, morreram, deixando leitores abalados nos quatro cantos do país — e também no exterior.

O primeiro a partir foi o poeta, crítico literário e ensaísta carioca Ivan Junqueira, aos 79 anos, no dia 3 de julho, de falência múltipla dos órgãos. Junqueira era o titular da cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por João Cabral de Melo Neto. Sua poesia o fez cruzar a fronteira brasileira, sendo traduzido para o inglês, alemão, espanhol, francês, italiano, dinamarquês, russo e chinês. Para a sorte dos fãs, Junqueira deixou dois livros no prelo pela editora Rocco: a coletânea de ensaios Reflexos do Sol Posto, prevista para agosto, e o de poesia Essa Música, programado para outubro.

No dia 18 de julho, outra baixa na ABL: morre o escritor, acadêmico e jornalista João Ubaldo Ribeiro, ao 73 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Ubaldo era o 7º ocupante da cadeira número 34 da ABL. Detentor de um Prêmio Camões e de dois prêmios Jabuti, por Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro, o escritor é um dos mais traduzidos da literatura nacional. Fora do Brasil, o escritor também foi laureado em países como Alemanha e Suíça. Além dos livros, Ubaldo deixou uma extensa obra de crônicas cotidianas e políticas.

No dia seguinte, 19 de julho, o Brasil ficou ainda mais triste com a partida do escritor, pedagogo e psicanalista mineiro Rubem Alves, aos 80 anos. Conhecido principalmente como cronista e autor de livros infantis, Alves escreveu mais de 120 títulos sobre pedagogia, teologia e psicanálise, suas áreas de formação. O escritor mineiro não era membro da ABL.

E apenas alguns dias após o fim do luto da Academia Brasileira de Letras pela morte de João Ubaldo, morre Ariano Suassuna, outro integrante da instituição. O escritor paraibano era um ferrenho defensor da cultura brasileira. Autor de peças, romances, contos e poemas, Suassuna é o criador de Auto da Compadecida (1955), seu texto mais conhecido, adaptado para o cinema e televisão.

Vagas na ABL – Com a morte de Junqueira, Ubaldo e Suassuna, três cadeiras estão vagas na Academia. O escritor Ferreira Gullar já oficializou seu interesse pela vaga deixada por Junqueira. Já a de Ubaldo deve ser concorrida entre Zuenir Ventura e Evaldo Cabral de Mello.

Ana Maria Machado deixa presidência da ABL com discurso inspirado

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Em cerimônia de posse, escritora passou o cargo a Geraldo Holanda Cavalcanti
Novo presidente promete continuidade

Maurício Meireles em O Globo

RIO – A escritora Ana Maria Machado foi aplaudida de pé, na tarde desta quinta-feira, na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois do seu discurso de despedida da presidência da ABL. Na cerimônia, foi empossado o novo ocupante da cadeira, o imortal Geraldo Holanda Cavalcanti Filho. Também foi apresentado um balanço das iniciativas da Academia nos dois anos em que Ana maria esteve à frente da instituição, que o novo presidente promete continuar.

— Sinto-me alegre egoisticamente, por estar recuperando meu tempo, poder me recolher e voltar a visitar os reinos silenciosos que tanto almejo, espero que prenhes de desagios e estímulo à criação — disse a imortal. — Estou com muita saudade de desligar os metafóricos focos de luz e microfones que acompanham o cargo e poder voltar a escrever, ou simplesmente viver à vontade, sem ser interrompida e sugada por agenda oficial.

Na cerimônia, também tomou posse toda a nova diretoria da Casa de Machado de Assis. A nova cúpula da ABL tem Domício Proença Filho como secretário-geral; Antonio Carlos Secchin como primeiro-secretário; e os colunistas do GLOBO Merval Pereira e Rosiska Darcy de Oliveira, como segundo-secretário e tesoureira, respectivamente.

Em seu discurso, Geraldo Holanda Cavalcanti, que ocupou o cargo de secretário-geral da ABL nos últimos dois anos, prometeu continuidade nos projetos iniciados por Ana Maria Machado, cuja gestão foi marcada por iniciativas em favelas do Rio de Janeiro e parcerias com universidades internacionais.

Sob o comando de Ana Maria Machado, a ABL também manifestou, recentemente, sua posição a favor das biografias não autorizadas. Há um mês, também foram inauguradas as novas instalações do arquivo da Academia, abertas para pesquisa. Geraldo Holanda Cavalcanti promete continuar o projeto, digitalizando os documentos no acervo dos imortais.

— Continuaremos nessa linha (de Ana Maria Machado). A esse permanente esforço de atualização substantiva deve corresponder igual preocupação com estruturar serviços de apoio de forma adequada. Também nesse espaço temos a nos favorecer os grandes passos que já vêm sendo tomados. Não faltaremos a esta nossa obrigação — disse Geraldo Holanda Cavalcanti.

O novo presidente foi eleito para mandato de um ano, com direito a apenas uma reeleição. Poeta, contista, ensaísta e ex-diplomata, Cavalcanti também é tradutor e crítico literário. Seu último livro “A herança de Apolo” (Civilização Brasileira) foi lançado em maio. Ele entrou na ABL em 2010, para ocupar a cadeira vaga com a morte do bibliófilo José Mindlin.

Escritor Silviano Santiago é o vencedor do prêmio Machado de Assis, da ABL

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Publicado por Folha de S.Paulo

O romancista, contista e crítico literário mineiro Silviano Santiago foi o vencedor do Prêmio Machado de Assis.

O prêmio da ABL (Academia Brasileira de Letras) é dado a um autor pelo conjunto da obra desde 1941.

A cerimônia de premiação será no dia 18, quinta-feira, na sede da ABL. Além de Santiago, que receberá R$ 100 mil, serão entre entregues prêmios no valor de R$ 50 mil aos vencedores em outras categorias.

O escritor Silviano Santiago na Flip de 2012 - Adriano Vizoni/Folhapress

O escritor Silviano Santiago na Flip de 2012 – Adriano Vizoni/Folhapress

O premiado em poesia foi Antônio Cícero, com o livro “Porventura”; Lya Luft ganhou o prêmio na categoria ficção, romance, teatro e conto por “O Tigre na Sombra”; o prêmio para ensaio, crítica e história literária foi dividido entre Pedro Meira Monteiro (autor de “Correspondência entre Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda”) e Lúcia Bettencourt, por “O Banquete”; Luis Raul Machado venceu a categoria literatura infantojuvenil com “As 17 Cores do Branco”, e Caetano Waldrigues Galindo a de tradução, por “Ulysses”; em história e ciências sociais venceu Sidney Chalhoub, por “A Força da Escravidão”; com o roteiro do filme “Corações Sujos” David França Mendes ganhou a categoria cinema.

Cena do filme "Corações Sujos"; o escritor David França Mendes ganhou o prêmio da ABL na categoria cinema pelo roteiro do filme (Divulgação)

Cena do filme “Corações Sujos”; o escritor David França Mendes ganhou o prêmio da ABL na categoria cinema pelo roteiro do filme (Divulgação)

O prêmio Francisco Alves, dado a cada cinco anos ao autor da melhor monografia sobre o ensino fundamental no Brasil e sobre a língua portuguesa, foi para ” José Rogério Fontenele Bessa, autor de “Atlas Linguístico do Estado do Ceará.

FHC é eleito imortal e deve ganhar fardão de R$ 70 mil

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Gil Alessi, no UOL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi eleito nesta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista João de Scantimburgo (1915-2013) na ABL (Academia Brasileira de Letras). Ele é o segundo carioca eleito, e a Prefeitura do Rio de Janeiro deverá desembolsar mais R$ 70 mil para custear o fardão, roupa tradicional usada pelos ‘imortais’ durante as sessões. O município já pagou a roupa de Rosiska Darcy de Oliveira, empossada este mês.

Vestidos com o fardão da ABL, avaliado em R$ 70 mil, membros da academia participam de evento

Vestidos com o fardão da ABL, avaliado em R$ 70 mil, membros da academia participam de evento

A roupa é feita de sarja inglesa na cor verde escura e tem ramos da café bordados com fios de ouro, o que justifica parte do alto custo da vestimenta.

“Tradicionalmente quem paga a roupa é a prefeitura da cidade natal do eleito, ou o Estado, se for um município pobre”, informou a assessoria de imprensa da ABL. “Como o ex-presidente é carioca mas teve projeção política em São Paulo, não sabemos quem irá pagar a roupa.”

No Diário Oficial do município desta terça-feira (25), foi publicada a “aquisição de fardão da Academia Brasileira de Letras” por R$ 68 mil, pagos à Diógenes Alfaiataria e Camisaria Ltda, referentes ao traje de Rosiska Darcy.

O processo é feito sem licitação, segundo a Prefeitura, devido à “inexigibilidade” prevista na lei federal 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da administração pública.

DINHEIRO PÚBLICO

Governo eleva gasto com maquiagem e penteado para falas de Dilma na TV

Governo eleva gasto com maquiagem e penteado para falas de Dilma na TV

“Eu acho que jamais essa despesa deveria ser bancada pela prefeitura. Quem precisa pagar é a Academia ou o próprio eleito. A roupa ‘padrão Fifa’ [referência ao bordão usado por manifestantes para questionar a qualidade dos serviços públicos] é desnecessária, especialmente no atual momento político do país”, afirma Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da ONG Contas Abertas, que acompanha gastos públicos.

Para ele, “do ponto de vista legal”, não há qualquer problema aparente na compra sem licitação, porque se trata de um item “que não se compra em qualquer esquina”.

“Mas a questão que se coloca é a prioridade do gasto. Os Estados e municípios falam em conter gastos públicos, e o fardão é totalmente secundário nesse panorama”, ressaltou.

Até o fechamento desta reportagem, as prefeituras do Rio de Janeiro, de São Paulo e a assessoria de imprensa de Fernando Henrique Cardoso não haviam se pronunciado sobre o assunto.

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