Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Academia Sueca

Nobel da Literatura. Academia Sueca entrega dois prêmios este ano

0

Este ano, serão entregues dois prêmios Nobel da Literatura. Isto depois de o prêmio de ano passado não ter sido entregue devido escândalo que assolou a academia sueca.

Publicado no Zap

“Haverá dois prêmios Nobel como esperávamos. Também será entregue o prêmio relativo ao ano passado”, declarou Anders Olsson, secretário provisório da Fundação Nobel ao site do jornal “Dagens Nyheter”.

Em maio do ano passado, a Academia Sueca anunciou o adiamento do Nobel de Literatura, algo que não acontecia há sete décadas. As razões foram a perda de “confiança” do mundo exterior na própria instituição e a crise que provocou a renúncia de alguns dos seus membros.

“Estou muito contente por receber esta mensagem hoje, uma vez que podemos trabalhar com tranquilidade e saber que todos os membros do comitê estarão mais motivados para o trabalho”, disse Olsson à agência sueca “TT”.

Ano passado, dezoito mulheres denunciaram ao “Dagens Nyheter” abusos de uma “personalidade cultural” próxima da Fundação Nobel, que depois foi identificada como o francês Jean-Claude Arnault, marido da membro da academia, Katarina Frostenson.

A instituição ordenou uma auditoria, que concluiu que houve fugas de informação e que o apoio económico recebido pelo clube literário que dirigia Arnault não cumpria as regras de imparcialidade, já que a sua esposa era co-proprietária.

A falta de um acordo sobre as medidas que deveriam ser tomadas e a situação de Frostenson desencadearam uma onda de renúncias, trocas de acusações entre dois grupos em conflito e o adiamento da entrega do Nobel de Literatura pela primeira vez em sete décadas.

Entre os nomes que deixaram a instituição está Sara Danius, ex-secretária que, na semana passada, anunciou sua saída definitiva, dez meses depois de deixar o cargo.

A Academia Sueca promoveu nos últimos meses várias reformas dos seus estatutos e elegeu cinco novos membros.

Arnault foi condenado pelo Tribunal de Apelação de Estocolmo a dois anos e meio de prisão, por dois casos de violação de uma mulher, em outubro de 2011, mas recorreu ao Supremo.

Academia sueca demite quatro membros após escândalo sexual

0

Prédio da Academia Sueca em EstocolmoJONATHAN NACKSTRAND / AFP

 

Instituição também anunciou o adiamento do prêmio há poucos dias

Publicado na Gaucha ZH

A Academia sueca, que entrega o Nobel de Literatura, anunciou nesta segunda-feira (7) a demissão efetiva de quatro de seus membros, nomeados inicialmente perpetuamente, após o escândalo #MeToo que sacudiu a famosa instituição.

A instituição está mergulhada em uma crise desde novembro, quando, no contexto da campanha mundial contra abusos sexuais, o jornal sueco Dagens Nyheter publicou os testemunhos de 18 mulheres que afirmavam terem sido violentadas, agredidas sexualmente ou assediadas por Jean-Claude Arnault, uma influente figura da cena cultural sueca.

Arnault, marido francês da poetisa e membro da Academia Katarina Frostenson, negou as acusações. Essas revelações semearam polêmica e discórdia entre os 18 membros da Academia sobre como reagir e, nas últimas semanas, seis deles decidiram renunciar, incluindo a secretária permanente Sara Danius.

Dois membros já não participavam há tempos dos trabalhos, reduzindo a dez o número de acadêmicos ativos. Segundo o estatuto da Academia, são necessários ao menos 12 membros ativos das 18 cadeiras para eleger um novo membro.

O rei, padrinho da instituição, anunciou em 2 de maio uma modificação no estatuto: seus membros podem agora renunciar e, portanto, serem substituídos durante sua vida.

“Lotta Lotass, Klas Östergren e Sara Stridsberg solicitaram e foram autorizados de forma imediata a deixar a Academia sueca”, indicou a instituição em um comunicado.

O quarto membro, Kerstin Ekman, afastado desde 1989 depois que a Academia se negou a condenar naquele ano uma fatwa contra o escritor britânico Salman Rushdie, também foi autorizado a se demitir. Na sexta-feira, a Academia anunciou que o Nobel de Literatura de 2018 será adiado e entregue junto com o 2019, pela primeira vez em quase 70 anos.

Após escândalo de abuso sexual, secretária permanente da Academia Sueca, do Nobel de Literatura, deixa cargo

0

Escândalo na literatura (Foto: think Stock)

Crise marca instituição depois da renúncia de três acadêmicos

Publicado na Marie Claire

A secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, anunciou a saída do cargo após uma reunião realizada nesta semana, na qual discutiu a grave crise que atravessa a instituição que concede o Nobel de Literatura por um escândalo de abusos sexuais e vazamentos.

A secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, que deixou o cargo – Reuters

Sara não quis revelar se sua saída ocorreu depois de uma votação e afirmou que não foi discutido o nome de um sucessor.

O encontro foi o primeiro desde a renúncia de outros três acadêmicos – Klas Östergren, Kjell Espmark e Peter Englund –, que citaram de forma indireta o caso que afeta o dramaturgo francês Jean-Claude Arnault, ligado à instituição e marido de uma das integrantes da Academia Sueca, Katarina Frostenson.

Segundo a imprensa sueca, uma investigação externa recomendou denunciar o Fórum, clube literário comandado por Arnault, por irregularidades no financiamento recebido da Academia Sueca.

O relatório alertava que Karatina Frostenson era coproprietária da empresa que controlava o clube, o que violaria as regras de imparcialidade na concessão de auxílios, e que Arnault tinha vazado o vencedor do Nobel de Literatura em sete oportunidades.

Mas a proposta de expulsar Katarina foi negada pela maioria, o que provocou a renúncia dos outros três, que foram a público criticar os colegas por não zelar pela integridade da instituição.

Em novembro, em meio à campanha de denúncias de abusos sexuais que começou nos Estados Unidos, 18 mulheres falaram anonimamente sobre supostos abusos de Arnault nas dependências da Academia Sueca ao jornal “Dagens Nyheter”.

Ao explodir o caso, a academia cortou a relação privilegiada de Arnault e contratou uma investigação externa. Várias mulheres se uniram à denúncia original contra o dramaturgo. A Promotoria da Suécia também abriu um inquérito contra ele.

Escândalo na Academia Sueca ameaça Nobel de Literatura

0

Reunião anual da Academia Sueca em Estocolmo, em 2017

Renúncia de três membros em meio a alegações de corrupção, assédio sexual e quebra de confidencialidade abala instituição responsável por renomado prêmio. Dos 18 assentos do grêmio, apenas 13 seguem ocupados.

Bettina Baumann, no Deutsche Welle

“I’m leaving the table, I’m out of the game” (“Estou deixando a mesa, estou fora do jogo”). Foi com tais palavras do cantor e compositor Leonard Cohen que o escritor Klas Östergren se despediu, na semana passada, da Academia Sueca, que todos os anos concede o mais cobiçado prêmio literário do mundo. O problema é que outros dois membros do grêmio, Kjell Espmark e Peter Englund, fizeram o mesmo, colocando a capacidade de atuação do órgão em risco.

Dos 18 assentos da academia, apenas 13 continuam ocupados. Há alguns anos, outros dois membros já haviam se retirado devido a disputas internas. Outra integrante, a autora Sara Stridsberg, disse no final de semana que também considera parar de frequentar as sessões da instituição. Isso significaria que a academia, com seus 12 membros ativos restantes, não teria mais quórum para funcionar.

O que aconteceu?

No centro das discussões estão a escritora Katarina Frostenson e seu marido, o fotógrafo Jean-Claude Arnault. Ele é um dos nomes mais influentes na cena cultural da Suécia, também em decorrência de seu casamento com Frostenson, membro da Academia Sueca.

Devido a várias acusações, inclusive de corrupção, Frostenson deveria ter sido – mas não foi – excluída do órgão em uma reunião na última quinta-feira.

O que exatamente motivou os três membros – Östergren, Espmark e Englund – a deixarem a academia, não é certo, pois há que se respeitar a regra do sigilo. Espmark, no entanto, comentou a fracassada tentativa de exclusão de Frostenson da academia com a frase: “A amizade foi colocada à frente da integridade.” Tais palavras deixam claro o que fez com que ele – e provavelmente também seus outros dois colegas – tomasse a decisão de se retirar do grêmio.

No centro da polêmica: Katarina Frostenson e o marido, Jean-Claude Arnault

Frostenson, que é membro da Academia Sueca desde 1992 e, portanto, tem poder de voto na concessão do Prêmio Nobel de Literatura, é alvo de uma série de acusações. Uma delas é a de que teria violado a regra de confidencialidade ao revelar ao marido os nomes dos futuros ganhadores do Nobel de Literatura.

Além disso, descobriu-se que ela era sócia do clube de arte comercial particular do marido. A instituição recebia regularmente apoio financeiro da Academia Sueca, permitindo assim que, na prática, a escritora de 65 anos decidisse sobre doações para si mesma.

No próprio clube, também teriam sido cometidos delitos, tal como a distribuição ilegal de bebidas alcoólicas e fraude fiscal. Um escritório de advocacia a serviço da Academia Sueca chegou a propor que o clube fosse formalmente denunciado.

De assédio sexual a estupro

E como se tudo isso não fosse o bastante para desacreditar a até então prestigiosa academia do Nobel de Literatura, em novembro do ano passado, bem em meio ao debate da campanha #MeToo, também vieram à tona acusações de assédio sexual.

Dezoito mulheres afirmaram ao jornal sueco Dagens Nyheter terem sido assediadas pelo marido de Frostenson – e em um caso, até com relato de estupro. Muitos dos abusos teriam ocorrido no centro cultural de Arnault, cofinanciado pela academia, mas também em apartamentos em Estocolmo e Paris, que foram disponibilizados a ele pela Academia Sueca.

Arnault teria usado suas ligações com a instituição para pressionar as vítimas, dentre as quais estariam aspirantes a escritoras e ex-funcionárias do clube de arte. Ele nega todas as acusações.

Como a Academia Sueca lida com o caso?

Depois do escândalo, a secretária permanente da academia, Sara Danius, apontou um escritório de advocacia para investigar as alegações de obtenção de vantagens pessoais. A maioria das acusações contra Arnault, as quais perfazem um período de 21 anos, provou não ser passível de punição.

Já a questão de apropriação indevida de fundos continua sob investigação. Segundo a agência de notícias alemã DPA, conclusões são esperadas até o fim desta semana.

Na quinta-feira passada, a Academia Sueca submeteu à votação a exclusão de Frostenson. Contudo, a maioria necessária de dois terços não foi alcançada.

“Isso é extremamente lamentável, mas eu entendo a decisão”, comentou Danius ao periódico Svenska Dagbladet. Ela mesma havia defendido a exclusão de Frostenson.

O que será da instituição?

Após a tentativa fracassada de excluir a escritora, Englund, Espmark e Östergren disseram ter abandonado seus assentos na academia, mas isso, na verdade, não é permitido de acordo com o estatuto da entidade. Quem é eleito para a academia adquire o status de membro vitalício e pode decidir apenas não participar das sessões.

É possível, porém, que isso mude em breve. Danius anunciou que a possibilidade de deixar um assento no futuro será revista. “Se um membro quiser deixar a academia, isso deveria ser possível.”

Enquanto isso, a capacidade de atuação do importante órgão segue em risco. Caso Stridsberg ou outro membro da academia decida se afastar, a instituição deixará de ter quórum. Por outro lado, se Frostenson se retirar voluntariamente, há esperanças de que Englund, Espmark e Östergren reconsiderem sua decisão.

Juntamente com o rei sueco, Carl 16 Gustaf, Danius deve encontrar uma saída para a crise nos próximos dias. Considerado “alto protetor da academia”, o rei chamou o episódio de “um triste desdobramento”, mas se disse confiante de que tais problemas serão “resolvidos mais cedo ou mais tarde”.

Bob Dylan, finalmente, recebe o Nobel de Literatura na Suécia

0
O Nobel de Literatura para Bob Dylan foi anunciado em outubro de 2016 (foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

O Nobel de Literatura para Bob Dylan foi anunciado em outubro de 2016 (foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

 

Academia confirmou que prêmio foi entregue ao músico, que fez apresentações em Estocolmo, agendadas previamente ao anúncio de sua vitória, em outubro passado

Publicado no UAI

Após meses de suspense, Bob Dylan finalmente recebeu, neste sábado, seu Nobel de Literatura em uma reunião com a Academia Sueca, que lhe concedeu o prêmio por sua poesia.

Como Thomas Mann, Albert Camus, Samuel Beckett, Gabriel García Márquez e Doris Lessing, o cantor e compositor americano, de 75 anos, entrará no panteão dos homens e mulheres de letras que foram recompensados pela Academia Sueca desde 1901.

Mantida em segredo até o final, a entrega do prêmio foi confirmada na noite de sábado, 1, por um dos membros da Academia, Horace Engadahl, que não deu detalhes. “Sim”, respondeu Engdahl à rede de televisão pública SVT, que lhe perguntou se Dylan tinha recebido o prestigioso prêmio, que foi anunciado em outubro passado.

No entanto, não foram explicadas as circunstâncias exatas da entrega da medalha e do diploma do prêmio, nem se esta ocorreu antes ou depois do show de Dylan no sábado na capital sueca.

O mistério permanece em torno ao discurso de aceitação, que poderia ser uma canção, e que tem que ser pronunciado por todos os premiados no período de seis meses após a cerimônia de entrega, neste caso antes de 10 de junho.

“A Academia Sueca e Bob Dylan concordaram em se reunir neste fim de semana. A reunião será pequena e íntima e nenhum meio estará presente, só comparecerão Bob Dylan e os membros da Academia, conforme o desejo de Dylan”, escreveu a secretária permanente da Academia, Sara Danius, em seu blog.

“Não se pronunciará nenhum discurso Nobel. A Academia tem razões para pensar que posteriormente será enviada uma versão gravada”, acrescentou Danius. Este discurso é o único requisito para receber as oito milhões de coroas (839.000 euros, 870.000 dólares) que acompanham o prêmio.

Bob Dylan tinha previsto realizar dois shows em Estocolmo, no sábado e no domingo, para iniciar uma turnê europeia com ocasião do lançamento do seu novo trabalho, “Triplicate”, um disco triplo de versões de canções de Frank Sinatra.

Pouco antes do show de sábado, às 19H30 (14H30 de Brasília), seus fãs começavam a encher as imediações do Stockholm Waterfront, onde a apresentação seria realizada.
Ylva Berglof, redatora de 62 anos, ia ver o cantor nos palcos pela 18ª vez. “Merece [o Nobel], apesar de eu achar que ele não administrou bem isso. Poderia ter mostrado mais gratidão”, disse.

“Arrogância”

Em uma escolha inesperada, que gerou indignação em algumas pessoas, Bob Dylan, cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmerman, foi premiado em outubro por criar “novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana”, segundo o anúncio da Academia.

O compositor de “Blowing in the Wind” e “Mr. Tambourine Man” é o primeiro músico a receber o prestigioso prêmio. Seu nome, como o do canadense Leonard Cohen, falecido em novembro, figuravam com frequência entre os possíveis candidatos.

Enquanto os críticos mais puristas esperavam que o prêmio fosse para seus compatriotas Philip Roth ou Don DeLillo, a secretária permanente Sara Danius sempre defendeu a escolha da Academia, inscrevendo a poesia cantada de Dylan na tradição de Homero.

Após o anúncio, Bob Dylan ficou em silêncio, o que aumentou a polêmica. Um dos notáveis da Academia, Per Wästberg, chegou a criticar sua “arrogância”. Durante o banquete de entrega dos prêmios, em 10 de dezembro, foi a embaixadora dos Estados Unidos na Suécia que leu seu discurso de agradecimento, no qual afirmava que não podia acreditar que seu nome figurava ao lado de autores como Rudyard Kipling (1907) e Ernest Hemingway (1954).

“Esses gigantes da literatura cujas obras são ensinadas na sala de aula, abrigadas em bibliotecas ao redor do mundo e das quais se fala em tons reverentes, sempre me impressionaram profundamente”, disse então.

Para Martin Nyström, crítico musical do jornal Dagens Nyheter, o músico “tem uma agenda incrível. É um artista, escreve livros, textos, música e está em turnê com a sua banda sem parar”.

Nesta sexta-feira, o cantor, natural de Minnesota (norte dos Estados Unidos), publicou um álbum triplo, “Triplicate”, onde presta uma homenagem à idade de ouro da composição americana, com versões de clássicos dos anos 1940 e 1950.

Go to Top