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Posts tagged acervo online

Acesse bibliotecas online da USP e da Unesp de graça

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Adriana Nakamura, no Quero Bolsa

Você sabia que a USP (Universidade de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) disponibilizam acervos de documentos, jornais, revistas e livros em uma biblioteca online e gratuita?

Pois é, gente! Não precisa ser aluno dessas universidades. É totalmente liberado a todos o acesso à Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP, por meio do SIBiUSP (Sistema Integrado de Biblioteca da USP), e à Biblioteca Digital da Unesp.

Nelas você pode encontrar milhares de títulos, entre jornais, revistas, mapas e livros sobre Química, Educação Física, Agricultura, Direito, Educação, Filosofia, Letras, Medicina, Medicina Veterinária, Zootecnia, Odontologia, Engenharia de Alimentos, Biociências, Oceanografia, História de São Paulo, Música, entre outros assuntos.

Então, antes de sair gastando rios de dinheiro nas livrarias e sebos comprando livros ou de encher os bolsos do tio da xerox da sua faculdade, que tal dar uma pesquisada no SIBi e na Biblioteca Digital da Unesp para ver se você encontra o que precisa para fazer seu trabalho de faculdade? 😉

Clique aqui para acessar o acervo da USP.

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Escolha o seu livro e bons estudos!

Biblioteca Nacional conta com acervo de raridades que remontam ao século XI

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Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN

Publicado no Correio do Estado

Caça-palavras de Hrabanus Maurus (1605) (Foto: Divulgação/Ministério da Cultura)

Caça-palavras de Hrabanus Maurus (1605)
(Foto: Divulgação/Ministério da Cultura)

O que membros da corte brasileira comeram durante o último baile do Império na Ilha Fiscal? Como Leonardo da Vinci, em 1509, ilustrou o livro sobre proporção áurea de seu amigo Luca Pacioli? Como era a planta de um navio negreiro que transportava escravos ou o primeiro atlas impresso? Essas são algumas raridades guardadas na divisão de obras raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN.

A divisão foi criada em meados do século 20, por decreto presidencial, a partir de uma seleção do acervo geral da FBN. Embora não haja número exato de obras, calcula-se que são tantos títulos nessa seção que eles ocupariam uma estante linear de 2,1 km.

Ana Virginia Pinheiro, bibliotecária chefe da divisão de obras raras da Biblioteca Nacional e professora da Escola de Biblioteconomia da UniRIO, nunca perdeu o encantamento de trabalhar lá, desde seu primeiro dia, em 1982. Volta e meia, depara-se com alguma curiosidade do acervo geral que, em sua opinião, deveria fazer parte da divisão de obras raras.

“A Biblioteca Nacional vive de fazer descobertas. Sempre descobrimos tesouros, e a razão de ser da biblioteca é a preservação da memória, independentemente do partido político ou da ideia defendida em algum momento da história”, conta. “Nas épocas de exceções, muitas obras foram escondidas aqui”, revela.

A história do acervo da FBN se confunde com a do próprio país. “É a única Biblioteca Real das Américas. Veio com Dom João VI, em 1808, e foi comprada pelo Governo Imperial. O Governo Imperial não hesitou em comprar a biblioteca, que seria a base da construção da história nacional, a base que formou as mentes, os primeiros brasileiros independentes, aqueles que fizeram literatura brasileira e formaram ideias brasileiras”, relata Ana Virgínia.

A Bíblia de Mogúncia

A Bíblia de Mogúncia (foto acima), impressa em 1462, é um dos exemplares mais raros da Biblioteca Nacional e faz parte da Coleção Real, trazida por Dom João VI. “É um monumento da tipografia e prova que, no século 15, o homem estava avançado em termos de tecnologia, senso moral e intelectual. A Bíblia é um monumento de técnica e arte”.

O exemplar mais antigo da FBN, considerado também o mais antigo da América Latina, foi doado por uma família no século 19. Trata-se de um manuscrito do século 11 com os quatro Evangelhos (Matheus, Lucas, João e Marcos).

No acervo, há também o exemplar completo da famosa Encyclopédie Française, uma das obras de referência para a Revolução Francesa. O primeiro jornal impresso do mundo, datado de 1601, e os primeiros jornais manuscritos que circularam no Brasil também estão lá.

Outra obra de valor inestimável é o livro do autor Hrabanus Maurus, exemplar único, publicado em 1605. “Ele criou o caça-palavras. Fez isso em forma de poesia visual. É considerada raríssima e extremamente curiosa por causa do design. É surpreendente que alguém publicasse livro como esse em 1605”, afirma Ana Virgínia. A crônica de Nuremberg, de 1493, é outra preciosidade do acervo por ser considerado o livro mais ilustrado do século 15. Nele, há mapas xilogravados tidos como os mais antigos em livro impresso.

Descoberta

Ao longo de mais de 30 anos de dedicação à Biblioteca Nacional, houve uma descoberta que emocionou a chefe do departamento. Por ocasião de uma entrevista, Ana Virgínia estava à procura de um livro diferente no acervo.

virginia“Um título me chamou a atenção. Era sobre tráfico de escravos e vi que havia um volume dobrado dentro. Era a planta de um navio negreiro com o desenho das pessoas que iam nele”, diz Ana Virgínia. “Tinha ideia que os escravos iam amontoados, e essa planta mudou minha ideia. Os escravos eram mapeados para ficarem deitados. Era marcado no chão o lugar onde se deitariam homens, mulheres e crianças”, relata. A descoberta rendeu à bibliotecária o livro “Às Vésperas dos 200 anos da Biblioteca Nacional”.

“Conto como achei o livro e o que há nele. É doloroso ver que o ser humano fez isso, e [a obra] muda nossa ideia mal informada sobre como era o transporte de escravos”, afirma. “Eu adoro trabalhar aqui, a descoberta diária e a sensação de ter contato imediato com pessoas que estiveram aqui há 300 anos”, conclui.

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