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Qualidade de ensino e apelo popular pressionam capacidade da Fundação Casa

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Juízes autorizam internações para que jovens tenham acesso à educação

Daia Oliver/R7 Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Daia Oliver/R7
Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Felippe Constancio, no R7

A qualidade do ensino oferecido aos menores infratores internados na Fundação Casa (Centro de Atendimento
Socioeducativo ao Adolescente) e a pressão popular por punições a autores de delitos podem ser alguns dos motivos
para que diversas unidades trabalhem atualmente acima da capacidade ideal. Segundo dados da instituição, diversas
unidades trabalham com um excesso de capacidade tolerável de até 15% em relação à capacidade prevista.

O desembargador e professor de Direitos Humanos das Faculdades Integradas Rio Branco, Dr. Antonio Carlos Malheiros, ressalta que um dos fatores que podem contribuir para as internações de menores infratores é o apelo da sociedade diante de alguns delitos de repercussão nacional.

Além da qualidade da educação da Fundação, juízes optam por internar menores infratores como medida
socioeducativa com objetivo de aproveitar a privação de liberdade do sistema como uma medida punitiva ao
adolescente que se envolveu em algum crime, como em casos recentes envolvendo garotos abaixo dos 18 anos — o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman e a morte da dentista Cynthia Moutinho de Souza, queimada viva em seu consultório durante um assalto no ABC paulista contaram com a participação de menores.

— Certos juízes das varas especiais estão se comportando muito mais como criminalistas, também porque na Fundação Casa o jovem é obrigado a comparecer às aulas, onde o sistema de ensino é integral.

Qualidade de educação

Ainda que os centros tenham diferenças em termos de qualidade das instalações, como quadras descobertas e arquitetura que às vezes pode lembrar uma prisão, todas as unidades têm o mesmo programa educacional, conta a superintendente pedagógica da Fundação, Marisa Fortunato.

Segundo ela, para muitos jovens os centros são o primeiro contato com a arte.

— Eles têm aulas multisseriadas todos os dias, num período total de 4h30.

A reportagem do R7 visitou a Fundação Casa de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e conheceu as instalações e os programas educacionais que são oferecidos aos alunos. Em instalação, apenas a unidade de Atibaia se assemelha à de Franco da Rocha.

No período da tarde, são dadas aulas de qualificação básica, nas quais os menores escolhem uma profissão para ter um primeiro contato. O período vespertino também inclui atividades esportivas e cursos de artes.

Este é um dos motivos pelo qual o Estado de São Paulo é o que mais interna menores em centros de socioeducação. Enquanto Estados como o Rio Grande do Sul internam um a cada sete menores que cometem algum ato infracional, o Estado paulista chega a internar, em média, um a cada três jovens.

De acordo com a diretora do complexo da Fundação em Franco da Rocha, a “Novo Tempo”, Keila Costa da Silva, a
escolha do juiz muitas vezes está ligada ao acesso à educação que o menor infrator tem ao ser internado.

— A Fundação, para muitos internados, é o primeiro contato com a arte, por exemplo. Muitos deles começam a estudar
aqui, onde além de qualidade, as aulas têm presença obrigatória. Na visão de muitos magistrados, o ambiente da
Fundação Casa é melhor e o adolescente fica mais protegido.

Sistema de ensino

A forte presença de jovens que abandonaram os estudos ou não tiveram acesso ao ensino de qualidade obriga o
centro a montar um esquema diferenciado em seu sistema de ensino.

Os alunos com defasagem são alocados para séries inferiores, para que não percam o interesse e preencham as
lacunas de seu conhecimento nas disciplinas, conta Keila.

— Mais de 95% deles não estão adequados à relação série-ano. Vários adolescentes e jovens que deveriam estar na
sétima série ou mesmo no ensino médio são analfabetos e por isso são ouvintes no segundo ano.

Além disso, àqueles cuja sentença prevê um período curto de privação de liberdade, a CASA oferece o PEC (Programa de Educação e Cidadania). Nele, o jovem não tem aulas no modelo curricular proposto pela rede estadual de ensino, mas participa de atividades educativas que começam e terminam no mesmo dia, uma vez que ele pode ter sua liberdade devolvida no dia seguinte.

Câmara dos Deputados vai debater correção de redações do Enem

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Reunião foi motivada após uma série de reportagens do GLOBO mostrar erros graves de Português em provas com nota máxima e inserções indevidas como o aluno que escreveu uma receita de miojo
Com a presença do presidente do Inep, Luis Cláudio Costa, critérios de avaliação de redações serão questionados por deputados e professsores

Redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo Reprodução

Redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo Reprodução

Lauro Neto e Leonardo Vieira, em O Globo

RIO – Parlamentares, professores, linguistas e gestores da educação no Brasil vão se reunir nesta quinta-feira (09), às 10h, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para debaterem os métodos de avaliação de redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Intitulada “Os Critérios de Correção das Redações do ENEM 2012”, a audiência foi convocada pelo deputado federal Raul Henry (PMDB-PE) em março, após uma série de reportagens do GLOBO mostrar erros graves de Português em testes com nota máxima e inserções indevidas como um aluno que escreveu uma receita de miojo no texto e tirou nota acima da média. O evento será aberto ao público.

Um dos convidados para o evento é o presidente do Inep, Luis Cláudio Costa, que já confirmou presença. Em artigo publicado no GLOBO no mês passado, Costa considerou a polêmica de “bom debate”, e problematizou a questão do rigor da avaliação quanto à norma culta:

“(…) boas redações, nas quais, em cerca de 30 linhas, o estudante demonstra domínio da língua escrita, revelando que as exigências da norma padrão foram incorporadas a seus hábitos linguísticos, devem ser punidas por desvios que não se repetem ao longo do texto?”

Outro convidado que comparecerá à audiência é o professor Cláudio Cezar Henriques, da Uerj. O docente adiantou que vai defender a norma culta e combater o conceito de variantes linguísticas no ensino médio, onde o uso de expressões regionais e coloquiais seria aceitável no momento da correção de redações.

– Vou abordar exatamente a necessidade de se valorizar a língua escrita padrão, ou seja, aquela que é prestigiada pela sociedade letrada. Essa língua padrão pode ser exemplificada nos textos científicos que os estudantes terão de ler e escrever na vida acadêmica – e depois na vida profissional -, mas também na vida comum de pessoas que pretendam desfrutar dos bens culturais da sociedade em que vivem, desde os mais populares até os mais sofisticados – explicou Henriques.

Quem concorda com o professor é o deputado Raul Henry, responsável por convocar a audiência. O parlamentar disse que vai usar as reportagens do GLOBO como argumento para defender a norma culta. Segundo ele, na época da divulgação dos erros de correção das redações do Enem, houve deputados que denunciaram um “preconceito linguístico” ao não dar nota máxima a estudantes que cometeram deslizes de gramática.

– Não se trata de uma prova de poesia popular e regional. Eu mesmo sou fã de Luiz Gonzaga, mas esse não é o caso. Línguagem oral é diferente da linguagem escrita, e o que o Enem avalia é a escrita. O que queremos é que o Inep reconheça que errou e corrija o erro – disse o parlamentar.

Editora vende livros em triciclo em forma de carrinho de sorvete

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Venda de livros alternativos acontece nos ‘points’ da cidade, e roteiro é divulgado pelo Facebook

Mariana Filgueiras, em O Globo

"A Bolha Móvel", projeto itinerante d'A Bolha Editora Divulgação

“A Bolha Móvel”, projeto itinerante d’A Bolha Editora Divulgação

Desde que fundou no Rio uma editora alternativa com foco em “narrativas visuais”, a escritora Rachel Araújo sabia que não seria fácil formar seu público. Aos poucos, no entanto, foi ampliando os domínios d’A Bolha. Para atrair os leitores até a sede-livraria, no alto da antiga fábrica Bhering, no Santo Cristo, bolou eventos culturais de fim de tarde, com cinema e jazz, organizou feiras de arte impressa e montou até uma piscina de plástico no terraço para quem quisesse levar as crianças. A ideia agora é levar os produtos exclusivos da editora — que tem no catálogo títulos como “O Babaca”, primeira obra do quadrinista punk americano Gary Panter publicada no Brasil, ou “Gigantes do jazz”, biografias ilustradas de músicos do gênero, assinadas pelo historiador americano Studs Terkel — para toda parte. Para isso, as sócias Rachel e Stephanie Mauer compraram um carrinho de sorvete, batizaram a minilivraria de A Bolha Móvel e encheram a caçamba de livros.

A partir deste fim de semana, A Bolha Móvel estará em algum lugar da cidade às quarta-feira, aos sábado e aos domingo. Sempre com muito humor, como se vê pelos condutores de máscaras nas fotos acima. O local exato será divulgado na página da editora no Facebook, mas pode ser na Rua Joaquim Silva, na Lapa; nos jardins do MAM, no Aterro; na Praça Paris, na Glória; ou na orla de Copacabana…

— O importante é repensar estruturas tradicionais de distribuição. Se os leitores não chegam até o Santo Cristo, nós chegamos até eles — diz Rachel, que lançou a ideia há alguns dias, numa versão itinerante da livraria, montada na loja da estilista Isabela Capeto, em Ipanema. — Vamos usar as redes sociais para indicar nossa localização, como fazem aqueles food trucks americanos. Quem sabe não conseguimos levar essa ideia para Brasília e São Paulo? — aposta Rachel, que lança este mês “Shrimpy e Paul”, do cartunista canadense (e nonsense) Marc Bell, e acaba de produzir o lançamento de “Cartas de um sedutor”, da escritora Hilda Hilst, para lançamento nos Estados Unidos em coedição com a renomada Nighboat Books.

— É o projeto “Obá obá”, como a gente diz, para combater a inexistência da literatura brasileira na América do Norte.

dica do Ailsom F. Heringer

Mais uma semana de comemoração para a Saraiva

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Selo Caramelo e ação promocional subiram a editora no ranking

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Fazia tempo que não se via uma disputa tão apertada pelos primeiros lugares da lista. Com uma diferença de apenas 74 livros, Cinquenta tons de cinza (Intrínseca)- sim, parece que alguém tomou um remedinho azul – ficou a frente do surpreendente Sonho grande (Primeira Pessoa), que pulou do 9º para a 2º lugar na lista geral. A disputa foi tão grande que entre o 1º e 4º lugares a diferença foi de 310 exemplares.

Outro gol de placa foi marcado pelo livro Casagrande e seus demônios (Globo) que assumiu a liderança da tabela na lista de não ficção.

As novidades da semana foram: ficção, mais um thriller de Harlan Coben, Fique Comigo (Arqueiro) e mais um livro de Assassin’s Creed, Revelações (Galera); não ficção, Guia ilustrado Zahar de filosofia (Zahar); infanto juvenil, Brilhe estrelinha, Vai, equipe!, Voe, abelhinha! e Um dia de sol, todos da Caramelo.

No ranking das editoras o destaque continua para a Editora Saraiva, que com 10 livros do selo infantil Caramelo e 1 da Saraiva foi para a vice liderança. A editora se beneficiou também da ação promocional que fechou com a rede de Livrarias Saraiva para os produtos licenciados da Nickelodeon, que saíram pelo selo Caramelo. Acima da Saraiva, só a Sextante, com 16 títulos. Em 3º vem a Intrínseca, seguida da Ediouro e Record, com 8 cada.

Brasil tem a menor média de anos de estudos da América do Sul, diz Pnud

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Adulto estuda em média 7,2 anos; MEC contesta e diz que média é 7,4.
ONU divulgou dados do Índice de Desenvolvimento Humano nesta quinta.

Publicado por G1

Sala de aula (Foto: Reprodução/RPC TV Londrina)

Sala de aula (Foto: Reprodução/RPC TV Londrina)

A média de escolaridade no Brasil, um dos critérios educacionais que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) leva em conta na elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é de 7,2 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo órgão. Ela permaneceu estagnada no Brasil entre 2011 e 2013. O número é o menor, ao lado do Suriname, entre os países da América do Sul (veja tabela abaixo).

O Ministério da Educação contesta os dados do órgão da ONU. Em nota, diz que os dados da pesquisa são defasados e que o IBGE de 2011 revelou que a média de escolaridade no país é de 7,4 anos. Se fosse considerado este índice, o Brasil ficaria à frente de Colômbia e Suriname na América do Sul.

O estudo do Pnud mostrou também um aumentou o índice de anos de escolaridade esperados para o Brasil: em 2011, ela era de 13,8 e, agora, subiu para 14,2. A média de adultos alfabetizados no Brasil é de 90,3%, segundo o estudo, e quase a metade da população acima de 25 anos (49,5%) tem pelo menos o ensino médio. A evasão escolar no ensino fundamental no país, de acordo com o estudo, é de 24,3%.

O estudo destacou o aumento de investimento em educação e desraca ainda o programa de bolsa de estudos do Brasil e campanhas de alfabetização.

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No IDH 2013, o Brasil caiu uma posição e ficou no 85º lugar em uma lista de 185 países. O índice brasileiro, porém, subiu de 0.718 para 0.730 e continua na categoria “desenvolvimento humano alto”. O IDH é medido em uma escala de 0 a 1 e leva em conta dados sobre saúde, educação e qualidade de vida, incluindo renda. O país que lidera a lista é a Noruega, com IDH de 0.955.

1MEC diz que dados estão defasados
A tabela do IDH indica que os dados educacionais dos países são referentes a 2010 (para a média de escolaridade) ou às informações mais recentes. Em nota, o Ministério da Educação afirmou que “os dados utilizados no cálculo são defasados para o Brasil e diferenciados entre os países” e “apresentam graves distorções devido aos dados utilizados” nos cálculos do governo.

No caso do Brasil, segundo o MEC, os dados sobre a média de anos de escolaridade são referentes a 2005, mas dados do IBGE 2011 citados pelo ministério mostram “um valor de 7,4 anos para a população de 25 anos ou mais”.

Ainda de acordo com o comunicado, os dados usados pelo Pnud a respeito do anos de escolaridade esperados não levam em conta as crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola, bem como das matriculadas nas classes de alfabetização. “Ou seja, são desconsiderados no cálculo cerca de 4,6 milhões de matrículas de crianças brasileiras”, diz o MEC.

Pelos cálculos do governo, considerando esses números, “o valor correto de anos de escolaridade esperados para o Brasil seria de 16,7”.

Dois importantes indicadores da dimensão educação, Média de Anos de Escolaridade e Anos de Escolaridade Esperados, apresentam graves distorções devido aos dados utilizados em seus cálculos.

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