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‘Cidades de papel’: Para John Green e Nat Wolff, filme é tão bom quanto livro

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Autor e ator estiveram no Brasil para lançar filme que estreia na quinta (9).
‘Ela se revelou uma excelente atriz’, diz Nat sobre modelo Cara Delevingne.

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Publicado no G1

John Green está impressionado com a popularidade que possui no Brasil. Em entrevista ao G1, o escritor americano falou que considera os leitores brasileiros entre os mais apaixonados do mundo. Ele também diz que os fãs de seu trabalho se unem para fazer coisas “incríveis” em prol de outras pessoas.

Ele esteve no Brasil para lançar “Cidades de Papel”, que estreia nesta quinta-feira (9). O filme é baseado em seu livro de 2008. Nat Wolff, que interpreta o protagonista, também veio. O ator conta que os fãs daqui são os que mais interagem com ele via Twitter.

Filme é melhor do que o livro?

Green fez um alerta aos seus leitores. Eles podem se surpreender com as mudanças no enredo do filme, quando comparado ao livro. Mas ele destaca que o “espírito de amizade” entre o protagonista e seus amigos, o fio condutor da história, segue intacto. Para ele, certas alterações fizeram o filme ser até melhor do que o livro em alguns pontos.

“Há coisas no filme que eu gosto mais. Há algumas coisas que Nat e os outros atores trouxeram para o filme que eu nunca tinha pensado”, explica Green.

Cantoria e Ângela
“Como no momento em que eles cantam. É uma das cenas mais divertidas e isso não está no livro. E a Ângela, interpretada pela Jaz Sinclair, tem uma participação muito pequena no livro. E achei sua performance tão forte… Eu realmente gostei daquele romance. Essas são duas coisas que eu gostei mais no filme. Mas eu gosto dos dois”, complementa.

John Green afirma que não sabe apontar por que seus livros se tornaram best-sellers no Brasil. “Os leitores brasileiros são muito apaixonados. E quando eles gostam de alguma coisa, gostam de compartilhar. Eles leem o livro e compartilham e contam para os amigos e familiares.”

Nat Wolff compartilha da opinião de Green. O ator e músico toca com o irmão no duo Nat & Alex Wolff e já se acostumou com a insistência de seu fã-clube brasileiro. “Recebemos milhares de tuítes, ‘venha ao Brasil, venha tocar no Brasil’. Eu sinto que há uma conexão com os brasileiros e espero voltar para fazer uma turnê”, avisa.

Nat e Alex têm uma música na trilha sonora de “Cidades de Papel”, chamada “Look Outside”. “Eu tenho a sorte de fazer parte de dois mundos que se encontram. Eu acho que uma coisa ajuda a outra porque são bem similares. E eu odeio ficar entediado. São as duas coisas que mais gosto: fazer música com o meu irmão e atuar em bons projetos.”

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Em “Cidades de Papel”, Nat vive Quentin, um adolescente com uma paixão platônica pela vizinha, Margo Roth Spiegelman, interpretada pela top model inglesa Cara Delevingne. Certa noite, Margo pede ajuda para um plano de vingança. Após várias emoções, a jovem desaparece e Quentin e seus amigos tentam encontrá-la.

Nat, que trabalha como ator há dez anos, elogia a modelo que começa a enveredar pelo mundo da interpretação. “Ela se revelou uma excelente atriz e também é uma excelente pessoa. Eu e John somos muito sortudos em conhecê-la.” John completa e afirma que ela é uma pessoa “sensível”, o que contribui para o sucesso do trabalho.

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Fãs de longa data x fãs novos

Após o sucesso do primeiro longa baseado em um livro seu, “A Culpa é das Estrelas”, de 2014, John Green viu o número de fãs aumentar consideravelmente.

Mesmo com um enorme número de leitores, ele nega que existam grandes rivalidades entre os fãs antigos e os que conheceram seu trabalho recentemente. Para ele, o interesse em comum destas pessoas os ajuda a construir boas coisas para a sociedade.

“Mesmo com o crescimento, ainda lembra uma comunidade, uma comunidade que pode fazer coisas importantes juntas”, garante o autor.

“Eles encontram caminhos para fazer coisas juntos, para ter projetos, como serviços comunitários, construção de casas para sem teto, angariar fundos para projetos. O que eles fazem juntos é que os realmente torna uma comunidade forte e a faz crescer. Pode parecer estranho quando cresce ao ponto de se tornar um grande fenômeno, mas também é estranho para mim também”.

John Green vem ao Brasil em julho para divulgar filme

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Escritor será acompanhado pelo ator Nat Wolff para lançamento de ‘Cidades de Papel’

O escritor John Green atende aos fãs em Nasville, nos Estados Unidos (Rick Diamond/Getty Images/VEJA)

O escritor John Green atende aos fãs em Nasville, nos Estados Unidos (Rick Diamond/Getty Images/VEJA)

Publicado na Veja on-line

O escritor americano John Green virá ao Brasil com o ator Nat Wolff para a divulgação do filme Cidades de Papel. Este é o segundo longa baseado em um livro de Green, que no ano passado se tornou sucesso de bilheteria com a adaptação de outro best-seller, A Culpa É das Estrelas. Os dois chegam ao país no início de julho – o filme está previsto para estrear por aqui no dia 9 de julho.

Wolff, que em A Culpa interpretou Isaac, um personagem coadjuvante, agora ocupa o papel do protagonista na pele de Quentin. Na trama, o rapaz alimenta uma paixão platônica por sua vizinha Margo (Cara Delevingne). Certo dia, a jovem aparece de surpresa em sua janela e pede ajuda para realizar uma série de vinganças. Na manhã seguinte, ela desaparece, mas deixa pistas para ser encontrada. Logo, Quentin parte em seu encalço.

Além de Cidades de Papel, outros livros de Green estão previstos para serem adaptados para o cinema. São eles Quem É Você Alasca?, o primeiro escrito pelo autor, em 2005, e Deixe a Neve Cair, parceria de Green com Maureen Johnson e Lauren Myracle, que recentemente teve os direitos adquiridos pela Universal.

Spielberg dirigirá adaptação do livro “Jogador Número 1” no cinema

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Publicado em Olhar Digital

Um dos livros mais geeks de todos os tempos, “Ready Player One”, lançado no Brasil como “Jogador Número 1” está chegando aos cinemas e já tem diretor definido. A obra, cheia de referências a games e à cultura pop dos anos 1980, não poderia ser chefiada por outra pessoa além de Steven Spielberg.

Segundo o site Deadline, Spielberg começará a comandar a obra assim que encerrar a adaptação do livro The BFG para o cinema, na qual trabalha atualmente.

“Ready Player One” foi escrito por Ernest Cline, e conta a história de um futuro no qual as pessoas se conectam a um mundo de realidade virtual chamado OASIS. Quando seu criador morre, as pessoas descobrem que ele deixou escondido um “easter egg”; quem encontrá-lo poderá ter acesso a toda a sua fortuna. Toda a busca por este prêmio é recheada de referências a games e à cultura pop oitentista.

Portanto, poucos diretores seriam mais habilitados a criar uma adaptação cinemática do que Spielberg, envolvido em projetos como “Indiana Jones”, “Jurassic Park”, “ET”, “Os Goonies” e “De Volta para o Futuro”. Várias das obras do diretor são citadas no livro.

Veja fotos de ‘Cidades de papel’, filme baseado no best-seller de John Green

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Autor é o mesmo de ‘A culpa é das estrelas’; longa faturou US$ 300 milhões.
Com Natt Wolff e Cara Delevingne, nova adaptação estreia em julho.

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Publicado no G1

O jornal “USA Today” divulgou, nesta quarta-feira (18), fotos do filme “Cidade de papel”, baseado no best-seller homônimo escrito por John Green. Ele também é autor de “A culpa é das estrelas”, filme lançado em junho do ano passado que faturou mais de US$ 300 milhões no mundo todo.

Em entrevista ao “USA Today”, Green destacou as diferenças entre as duas obras. Enquanto “A culpa é das estrelas” era um drama romântico sobre dois jovens com câncer, “Cidades de papel”, que estreia em julho de 2015, pode ser descrito como uma “dramédia romântica”.

“‘Cidades de papel’ é muito diferente de ‘A culpa é das estrelas’, de todas as formas possíveis”, afirmou Green. “Hollywood está tão acostumada a franquias. Mas, aqui, não se trata de uma série de filmes. [‘Cidades de papel’] É uma história que não tem relação [com ‘A culpa…’] e é bonita e engraçada.”

A trama que chega aos cinemas neste ano retrata, essencialmente, o amadurecimento de um adolescente. De acordo com a sinopse oficial, a história é centrada em Quentin (papel de Nat Wolff) e em sua enigmática vizinha Margo (papel da modelo britânica Cara Delevingne). A jovem gosta tanto de mistérios, que acaba se tornando um.

Depois de levar Quentin para uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para o amigo decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, ele deve entender o verdadeiro significado de amizade e de amor.

Ao “USA Today”, John Green comentou que, em princípio, não aprovou a ideia da supermodelo britânica Cara Delevingne se encarregar de Margo. “Quando ouvi que [cara] estava fazendo testes, meio que pensei: ‘Não’. É claro que achei que fosse loucura. Mas depois vi a audição. Ela entendeu Margo de maneiras que ninguém que eu já conheci entende.”

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Problema do filme ’50 Tons’ é o mesmo do livro: a autora

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Apesar da história inverossímil, adaptação do best-seller erótico ganha pontos pela direção, bons atores e cenas de sexo leves, mas suficientes

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Raquel Carneiro, em Veja

Exceto pela retomada da clássica série Star Wars, que estreia seu episódio 7 em dezembro, não é exagero dizer que a adaptação cinematográfica de Cinquenta Tons de Cinza é o filme mais aguardado de 2015. A espera de dois anos pelo longa baseado no best-seller de E.L. James chega ao fim nesta quinta-feira, quando a produção assinada pela cineasta Sam Taylor-Johnson entra em cartaz em 1.090 salas.

A fantasia para moças recatadas começa com Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma garota desajustada, tímida e virgem, que substitui uma amiga em um trabalho da faculdade de jornalismo e, assim, tem a missão de entrevistar Christian Grey (Jamie Dornan). O rapaz é um bilionário bonitão, jovem, de corpo malhado e olhar penetrante. Em poucos minutos, e sabe-se lá por quê, a mocinha sem graça se torna objeto de desejo do partidão cobiçado — trama que remonta aos primórdios de Cinquenta Tons, nascido como fanfic da puritana saga vampiresca Crepúsculo, na qual a menina de baixa autoestima Bella vira alvo do garoto mais desejado do colégio, o vampiro Edward.

Ao esmiuçar a produção, percebe-se que a diretora Sam Taylor-Johnson se mostrou esforçada e que merece bons adjetivos. O mesmo serve para falar do casal de protagonistas Dakota Johnson e Jamie Dornan. Porém, o grande problema do filme erótico é o que sempre existiu: o texto pobre e inverossímil da escritora E.L. James. A fidelidade aos livros— que venderam mais de 100 milhões de cópias no mundo — foi motivo de discussão entre a cineasta e a autora britânica, que possui total controle sobre a história, como reza o restritivo contrato assinado por ela com o estúdio Universal, o responsável pela adaptação. O jeito foi seguir o script e adicionar um pouco de plasticidade às cenas, com pitadas de ironia, o que fez da produção um soft porn classudo e deu aos personagens rasos um tom mais divertido.

O que deixa levemente interessante essa história sofrível é a tentativa de explorar o misterioso universo do sadomasoquismo. No cinema, os elementos sexuais aparecem rápido, quando, no primeiro encontro oficial, Grey leva Anastasia de helicóptero para a sua cobertura em Seattle. Lá, a jovem se mostra disposta a “fazer amor” com seu par, e logo é advertida por ele: “Eu não faço amor”. O bilionário pergunta se a jovem quer saber mais sobre seus gostos peculiares. A resposta positiva da donzela virginal serve como chave para o Quarto Vermelho, que abriga todos os “brinquedos” de Grey. Mal a garota se recupera da surpresa, ele já explica os termos do possível relacionamento. Se quiser desfrutar da companhia do empresário, Anastasia deve assinar um contrato aceitando ser sua submissa. Pelo acordo, ela diz também se concorda ou não em fazer em uma relação sexual, seu tipo de alimentação e os médicos que deve consultar, se preciso, entre outros detalhes.

Um tanto confusa, mas muito segura para uma mulher que nunca teve uma relação sexual na vida e que acaba de conhecer um homem afeito a chicotes, Anastasia revela que ainda é virgem. Situação rapidamente resolvida pelo magnata, que abre uma exceção e transa — do jeito convencional — com ela em seu quarto pessoal.

As faladas cenas de sexo ficam dentro do esperado para um filme comercial, que almeja bilheteria estrondosa e possui censura quase livre. Sem nus frontais, quem se expõe mais é Dakota. A atriz passa bastante tempo sem roupa e até deixa à mostra alguns (muitos) pelos pubianos — depilação à la Cláudia Ohana, amplamente debatida com a diretora antes de ser filmada. A preocupação dos fãs em relação à química entre os atores é dissipada nos primeiros minutos. Em um sincronizado pas de deux, Dakota e Dornan provam que mereciam os papeis e mostram desenvoltura no jogo de falas, olhares e, o mais importante, na pegação. Destaque para a cena em que Anastasia leva o tal contrato para uma reunião de negócios na empresa de Dornan. A fotografia com iluminação avermelhada cria o tom certo para a conversa sensual da dupla. Momentos raros que deveriam fazem valer a pena o valor do ingresso, mas, que, infelizmente, são mesmo raros.

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