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Posts tagged adaptação

Livro O Segredo vai virar filme

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Lições de pensamento positivo pelo diretor de Os Smurfs!

 

segredo

Publicado no Adoro Cinema
Quem não se lembra da febre de vendas provocada pelo livro de autoajuda O Segredo? Por todos os lados, era possível encontrar pessoas lendo este guia com a intenção de influenciar sua vida inteira, trazendo amor, saúde, dinheiro e tudo mais que você quiser. Simples assim.

O Segredo é baseado em um documentário de 2006, com diversas entrevistas valorizando a importância do pensamento positivo. Mas parece que um só filme não foi o bastante, e agora o livro de Rhonda Byrne será adaptado em uma ficção, dirigida por Raja Gosnell (dos filmes infantis Scooby-Doo e Os Smurfs) a partir de um roteiro de Bekah Brunstetter (da série Switched at Birth).

A história vai girar em torno de uma jovem viúva com dois filhos. A vida dela está em colapso, até o encontro com um desconhecido. Este homem sedutor lhe ensina uma nova filosofia de vida – o tal segredo – que transforma totalmente a vida da personagem e de seus filhos.

Editoras apostam na adaptação do enredo de filmes em obras literárias

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Editoras apostam na adaptação do enredo de filmes em obras literárias

Mercado editorial inverte o fluxo e leva para os romances histórias já consagradas na sétima arte e nas HQs. Somente o universo de heróis da Marvel vai render 15 publicações

Fellipe Torres, no Divirta-se [via Diário de Pernambuco]

Pelo menos dez filmes indicados ao Oscar 2015 são adaptados ou inspirados em livros – ‘A teoria de tudo’, ‘Sniper americano’, ‘Garota exempla’r, ‘Vício inerente’, ‘Jogo da imitação’, ‘O Hobbit’, ‘Invencível’, ‘Livre’, ‘Os Boxtrolls’, ‘Grande hotel Budapeste’. A relação entre cinema e literatura, contudo, não é nada recente. Na primeira cerimônia organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em 1929, foram premiados três longas-metragens com roteiro criado a partir de obras literárias: ‘Lágrimas de homem’, ‘Sedução do pecado’ e ‘A vida privada de Helena de Tróia’. Quase três décadas antes, em 1901, o filme ‘Os fantasmas de Scrooge’ já propunha uma releitura dos escritos de Charles Dickens.

Com o sucesso da parceria entre mídias, o caminho inverso também passou a ser trilhado para estimular o imenso público espectador a se tornar leitor. Um dos casos emblemáticos é a saga de seis filmes Guerra nas estrelas, exibida entre 1977 e 2005, com bilheteria total de mais de US$ 4 bilhões. No ano passado, a editora Aleph apostou na tradução do livro ‘Star Wars – Herdeiro do império’ e vendeu, segundo o portal Publishnews, mais de 6 mil exemplares. Outros lançamentos já haviam trilhado o mesmo caminho, ao pegar carona na divulgação dos filmes, mas tiveram menor visibilidade. Foi o caso de ‘As aventuras de Tintim: O romance’ (2012), ‘Branca de Neve e o caçador’ (2011), ‘O discurso do rei’ (2011), ‘A garota da capa vermelha’ (2011), ‘Garota infernal’ (2009).

'O discurso do rei' virou livro depois que o filme já havia sido lançado

‘O discurso do rei’ virou livro depois que o filme já havia sido lançado

Nicho cinematográfico capaz de render bilheterias astronômicas, as franquias de super-heróis já foram alvo de tentativas por parte do mercado editorial, mas não se mostraram tão promissoras quando contadas em prosa. Na década de 1990, a editora Abril traduziu volumes de contos do Batman e do Super-Homem, além de um romance protagonizado por Clark Kent. Em 2006, foi a vez da Panini lançar livros do Homem-Aranha, Wolverine e X-men. Não vingou. Com a popularização recente da cultura nerd (ou geek?) e as cifras cada vez maiores alcançadas pelas adaptações de quadrinhos para o cinema, mais uma leva de obras do gênero começa a chegar às livrarias.

Fruto de negociação com a norte-americana Marvel Comics, a editora Novo Século publicou recentemente os títulos Guerra civil (com Homem de Ferro e Capitão América) e Homem-Aranha – Entre trovões. Com forte estratégia de divulgação, programada para coincidir com os próximos filmes das franquias, a casa editorial tem um calendário com mais outros 13 romances de heróis. Vem por aí ‘X-Men – Espelho negro’ (março), ‘Homem de Ferro – Vírus’ (abril), ‘Vingadores – Todos querem dominar o mundo’ (maio), ‘Homem-formiga’ (junho), ‘Guerras secretas’ (julho), ‘Wolverine – Arma X’ (agosto) e ‘Capitão América – A morte do Capitão América’ (setembro), ‘Novos vingadores – Fuga’ (outubro) e ‘Homem-Aranha – A última caçada de Kraven’ (novembro).

Os Vingadores é a franquia mais rentável do cinema

Os Vingadores é a franquia mais rentável do cinema

“No mercado norte-americano tem feito muito sucesso as histórias romanceadas dos heróis. Queremos dar continuidade à saga até 2017, e alcançar tanto os fãs de quadrinhos quanto aqueles menos interessados em HQs, mas frequentadores de cinema e leitores de romances”, justifica a editora de título estrangeiros da Novo Século, Renata de Mello. Para ela, quem está ligado ao universo geek encontra similaridade com as narrativas originais dos gibis, pois são produtos complementares, escritos e editados por profissionais com atuação no meio. “É a oportunidade se aprofundar em informações não encontradas nos filmes (com limitação de tempo) ou nas HQs (com caracteres reduzidos). No livro, a palavra corre solta”.
DUAS PERGUNTAS – Marcus Ramone, jornalista especializado em quadrinhos, editor portal Universo 20150126142241106282iHQ

Como os fãs de HQs têm visto a publicação dos romances com heróis?
Nenhuma outra editora brasileira ousou, até agora, apostar nessa quantidade de títulos. Como leitor contumaz, acompanharei a coleção, mas temo uma possível interrupção, caso as vendas dos primeiros volumes não alcancem o público esperado, como sempre aconteceu. O leitor de quadrinhos costuma ser fiel a memorabilias de seus personagens preferidos, mas quando o assunto é livro, não há um histórico favorável no Brasil. Além disso, a média de leitura no país é muito baixa. Por outro lado, é crescente o número de geeks, nerds, dos festivais de quadrinhos. São sinais de crescimento do mercado.

Os livros têm potencial para atrair quem não lê quadrinhos?
Não acho, pois os livros não são baseados nos filmes. Alguns são adaptações fiéis das sagas dos gibis. Não é como assistir às adaptações da obra de Stephen King e se interessar em ler os livros. Super-heróis habitam um universo à parte, muito fechado e que exige conhecimento básico sobre sua extensa (e chata) cronologia. Além disso, são tidos como “coisa de criança” pelos leigos. Guerra civil, por exemplo, serviu de base para o novo filme do Capitão América, mas o livro não tem nada a ver com o longa. As motivações, o desenvolvimento e as consequências são diferentes. Muitos personagens-chaves da saga não estarão no filme.

Bilheterias das franquias com heróis estão entre as maiores do cinema

Bilheterias das franquias com heróis estão entre as maiores do cinema

MINA DE OURO
As franquias protagonizadas por heróis estão entre as mais lucrativas da história do cinema. Confira as mais promissoras:
Os Vingadores (14 filmes) – US$ 7 bilhões
Homem-Aranha (7 filmes) – US$ 3,9 bilhões
Batman (13 filmes) – US$ 3,7 bilhões
X-Men (8 filmes) – US$ 3 bilhões
Homem de Ferro (3 filmes) – US$ 2,3 bilhões
Super-Homem (8 filmes) – US$ 1,5 bilhão
Capitão América (3 filmes) – US$ 1 bilhão
Thor (3 filmes) – US$ 1 bilhão
Wolverine (3 filmes) – US$ 791 milhões
Guardiões da Galáxia (1 filme) – US$ 700 milhões
Hancock (1 filme) – US$ 624 milhões
Quarteto Fantástico (3 filmes) – US$ 618 milhões
Hulk (2 filmes) – US$ 508 milhões
Blade, o caçador de vampiros (3 filmes) – US$ 417 milhões
Motoqueiro fantasma (2 filmes) – US$ 378 milhões
X-Men Origens: Wolverine (1 filme) – US$ 374 milhões
Zorro (2 filmes) – US$ 375 milhões
Hellboy (2 filmes) – US$ 260 milhões
Kickass (2 filmes) – US$ 160 milhões
RoboCop (3 filmes) – US$ 100 milhões
O Justiceiro (2 filmes) – US$ 64 milhões
Soldado Universal (4 filmes) – US$ 47 milhões

Steven Spielberg seleciona novata para estrelar adaptação de livro infantil

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Fantasia The BFG acompanha a história de uma menina que faz amizade com um gigante estigmatizado.

Ruby Barnhill main pic (Photographer Paul Worpole).jpgJoão Vitor Figueira, no Adoro Cinema

A menina Ruby Barnhill, de 10 anos de idade, foi escolhida para protagonizar The BFG, próximo filme de Steven Spielberg. A jovem atriz inglesa vai interpretar a personagem Sophie na adaptação para os cinemas do livro infantil homônimo escrito pelo galês Roald Dahl (1916 – 1990) e publicado originalmente em 1982. Este é o primeiro trabalho de Barnhill nos cinemas. Ela atua há dois anos em peças de teatro e já trabalhou na série infantil 4 O’Clock Club, exibida pela BBC.

“Eu acho que Roald Dahl teria achado Ruby tão maravilhosa quanto nós a achamos. Nós descobrimos um incrível Sophie em Ruby Barnhill”, afirmou Spielberg em comunicado oficial.

desenho

Na trama, Sophie é uma menina orfã que inicia uma amizade com um Grande Gigante Amigável (traduzido de “Big Friendly Giant”, que também está representado na sigla “BGF” que dá nome ao filme e ao livro). BFG é um ser de mais de 7 metros de altura que tem uma audição privilegiada e uma incrível velocidade. Seu objetivo de vida é coletar e distribuir bons sonhos para as crianças. Sophie e BFG se unem para enfrentar os gigantes malvados, que querem devorar os humanos.

O ator Mark Rylance, de Intimidade, A Outra e Anjos E Insetos, já está confirmado no papel do BFG.

The BFG estreia nos cinemas dos Estados Unidos no dia 1º de julho de 2016. No Reino Unido, o longa desponta nos cinemas dias 22 de julho de 2016. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

Animação de “O Pequeno Príncipe” chega aos cinemas em 2015 e o trailer já é emocionante

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Publicado por Hypeness

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” A famosa frase é do livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Sanint-Exupéry, uma das obras mais vendidas em todo o mundo e que, até o fim de 2015, será lançada em forma de animação. A adaptação será dirigida por Mark Osborne, diretor de do longa animado “Kung Fu Panda” e traz vozes de famosos como James Franco (raposa), Marion Corillard (a rosa) e Benicio Del Toro (a cobra).

O trailer do filme, liberado esta semana pela Paramount Pictures, traz como trilha sonora o belíssimo cover de Lily Allen da música Somewhere Only We Know e é em francês, sem legendas. Para quem não entender o que é dito durante os 1 minuto e 26 segundos de vídeo, a gente dá uma mãozinha no final.

Confira o vídeo:

Trailer Le Petit Prince

Segue o diálogo em tradução livre:

Piloto: Oh! Oh! Eu estou aqui em cima! Boa noite!

Menina: Era uma vez em que um pequeno príncipe… que precisava de um amigo?

Piloto: Eu viajei para quase todos os lugares do mundo, até que um milagre aconteceu…

Pequeno Príncipe: Por favor, desenhe para mim uma ovelha

Piloto: Eu sempre quis encontrar alguém com quem eu pudesse compartilhar minha história, mas eu acho que o mundo se tornou adulto demais. (…) Este é apenas o começo da história.

Lily Allen – Somewhere Only We Know (Keane)

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‘Grande sertão: veredas’ ganha adaptação em quadrinhos com edição de luxo

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Cena do pacto de Riobaldo com o diabo, no romance de Guimarães Rosa - Reprodução

Cena do pacto de Riobaldo com o diabo, no romance de Guimarães Rosa – Reprodução

Com tiragem de 7 mil exemplares, versão em HQ tenta expressar em imagens a ambiguidade do clássico da literatura brasileira

Mauricio Meireles, em O Globo

RIO – O diabo na casa, no meio da escrivaninha. O Cão, o Sete Peles, o Cramulhão, o Pé de Bode, o Coisa Ruim, o Capiroto — pausa para respirar, porque são muitos os nomes do Tinhoso — quis que o artista plástico e cineasta Eloar Guazzelli caísse em tentação. A tentação era, diante da devoção a “Grande sertão: veredas”, não conseguir cortar o texto do romance para que ele coubesse na adaptação em quadrinhos do clássico de Guimarães Rosa. Guazzelli precisou pegar o Capeta pelos chifres

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/livros/grande-sertao-veredas-ganha-adaptacao-em-quadrinhos-com-edicao-de-luxo-14687193#ixzz3KO9k7Pcm
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O artista é responsável pelo roteiro da versão em HQ de “Grande sertão: veredas”, ilustrada por Rodrigo Rosa, que a Globo Livros lança em edição de colecionador e numerada (são 7 mil exemplares de tiragem). O livro, que começa a chegar às prateleiras hoje, será vendido pela Livraria Cultura, por conta de um acordo de exclusividade entre a rede livreira e a editora. A ideia é que em algum momento, porém, uma edição comercial seja lançada.

— É um inferno. A narrativa de um roteiro é baseada no gesto brutal do corte. Fui tentado pelo demo a não cortar, mas me orgulho de ter feito essa travessia — ri Guazzelli. — Quando a gente se refere a cortar um texto como “Grande sertão: veredas”, a coisa fica mais difícil.

O pecado capital, diz ele, seria não alcançar a fidelidade à obra de Rosa. Mas a linguagem dos quadrinhos é diferente. Por isso, Guazelli, que fez roteiro e storyboard da adaptação, precisou trabalhar sobre a história do jagunço Riobaldo, protagonista do livro.

Na obra original — famosa por sua prosa poética, de sintaxe inovadora —, a narrativa é pontuada por idas e vindas no tempo, além de pausas nas quais Riobaldo reflete sobre questões que lhe interessam: a existência ou não do diabo, a religião, o mal, a guerra, o amor, a vingança, entre outros. Na adaptação, porém, o leitor vai encontrar a cronologia em ordem. Por isso, a cena famosa, em que Riobaldo e Diadorim se conhecem, ainda crianças, está quase no começo do livro.

— “Grande sertão…” tem uma estrutura que lembra romances como “Dom Quixote”, com uma história dentro da história dentro da história… Li e reli várias vezes, foi um trabalho braçal grande. Mas quis manter o poeta Guimarães Rosa. Não à toa, a versão em quadrinhos usa o próprio texto do romance — diz Guazzelli, que já adaptou também obras como “O pagador de promessas”, “Escrava Isaura” e “O bem amado”.

Quem teve também teve de lidar com um desafio grande foi Rodrigo Rosa, o ilustrador. Como representar em imagem um livro que usa a ambivalência como recurso literário, num jogo de ocultamento? O exemplo mais famoso dessa ambiguidade é o “jagunço” Diadorim, que na verdade é mulher. Riobaldo se apaixona por ela, mas não segue adiante porque acredita ser ela homem. Tudo bem que a essa altura do campeonato muita gente já conhece o mistério da personagem, mas Rodrigo buscou um traço andrógino para ela — sem revelar de cara seu segredo.

— Foi uma das coisas mais difíceis de desenhar, acho que fizemos seis versões. Tive cuidado para não ficar a cara da Bruna Lombardi — diz Rodrigo, em referência à atriz que interpretou Diadorim na versão televisiva do romance, em 1985.

Outro momento difícil de transformar em imagem é o suposto pacto que Riobaldo faz com o diabo. Afinal, o personagem conta sua história de vida a um interlocutor a fim de convencê-lo — e convencer a si mesmo — de que o demônio não existe. Assim, nem ele tem certeza se o pacto foi feito.

— Como no livro o pacto não é claro, tentei passar essa dúvida. Mostro Riobaldo na encruzilhada e o desenho vai ficando com um traço mais surrealista, como se fosse um estado de loucura — observa Rodrigo, que trabalhou na adaptação de “Os sertões”.

Perguntado se a ideia é criar um jeito de introduzir novos leitores à obra de Guimarães Rosa, Eloar Guazzelli diz não gostar dessa definição. A ideia, diz, não é reproduzir “Grande sertão: veredas”, mas representá-lo.

— Poderíamos usar 600 a mil páginas e não ficaria bom. O mapa não reproduz a terra, mas a representa — diz Guazzelli. — O livro é pontuado pela ideia de travessia, que tem muito a ver com o fazer artístico. O sertão é também a página em branco.

SERVIÇO

“‘Grande sertão: veredas’ em quadrinhos'”

Autor: João Guimarães Rosa

Roteiro: Eloar Guazzelli

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Arte: Rodrigo Rosa

Editora: Biblioteca Azul (Globo Livros)

Quanto: R$ 199,90

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