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Saga de Lestat, de Entrevista com o Vampiro, será adaptada aos cinemas

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Tom Cruise, como Lestat de Lioncourt, no filme “Entrevista com o Vampiro”

Livros da escritora Anne Rice serão adaptados pela Universal Pictures

Publicado no Correio 24Horas
Aproveitando a ‘moda dos vampiros’, o personagem Lestat de Lioncourt, interpretado por Tom Cruise no filme Entrevista com o Vampiro, de 1994, ganhará uma nova história. A Universal Pictures e Imagine Entertainment já compraram os direitos dos livros escritos por Anne Rice , segundo anúncio feito nesta quinta-feira (7).

No acordo, as produtoras têm o direito de levar aos cinemas todos os dez livros já lançados pela autora na série Crônicas Vampirescas, incluindo o que já foi adaptado, Entrevista com o Vampiro, publicado em 1976.

O acordo inclui, ainda, o livro Tale of the Body Thief, escrito por seu filho, Christopher Rice, e o próximo livro da autora, Prince Lestat, que será lançado ainda este ano.

A produção dos filmes ficará sob o comando de Alex Kurtzman e Roberto Orci, que já produziram franquias de Star Trek e O Espetacular Homem-Aranha.

A série segue a história de Lestat, um aristocrata pobre que se torna um vampiro imortal no fim do século 18.

foto: reprodução

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Alavanca de carreira
Entrevista com o Vampiro arrecadou 220 milhões de dólares nos Estados Unidos em bilheteria, valor impressionante para a época. Indicado ao Oscar em duas categorias, o filme ajudou a alavancar a carreira de Tom Cruise, que interpretou Lestat, e de Brad Pitt, que viveu o vampiro Louis de Pointe du Lac.

A saga literária teve, ainda, outra adaptação para os cinemas. A Rainha dos Condenados, lançado em 2002, porém, não teve o mesmo sucesso do antecessor, arrecadando 45 milhões de dólares nos Estados Unidos.

Romance de Ariano Suassuna vai virar minissérie na TV

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Publicado no Boa Informação [via Diário de Pernambuco]

O reino fantástico de Ariano Suassuna ganhará novamente as telas com os contornos mágicos de Luiz Fernando Carvalho. O diretor, atualmente à frente de Meu pedacinho de chão, novela da TV Globo, adaptará A história de amor de Fernando e Isaura para uma minissérie televisiva.

O projeto foi divulgado por ele na quinta-feira (24), durante o velório do escritor, no Palácio do Campo das Princesas. Ele chegou de madrugada e voltou para o Rio de Janeiro, onde mora, no mesmo dia. A versão audiovisual ainda está em processo de roteirização e não tem data definida para estreia, mas pode começar a ser rodada em 2015.

Aluno do mestre Ariano. Assim Luiz Fernando Carvalho se definiu. “Eu adaptei os extremos de Ariano: A farsa da boa preguiça (1995), Uma mulher vestida de sol (1994) e também A pedra do reino (2007)”, comparou o diretor, sobre o espetáculo cômico escrito em 1964, a tragédia teatral de 1947 e o romance de 700 páginas sobre o grupo que fez ressurgir Dom Sebastião em São José do Belmonte, no Sertão pernambucano, publicado em 1971.

O”pequeno e lindo” romance, como explicou Carvalho a trama de A história de amor de Fernando e Isaura, escrito em 1956. Baseado na paixão lendária entre o cavaleiro Tristão e a princesa Isolda, o livro é ambientado em Alagoas, com muitas cenas à beira do mar.

Noveleiro declarado – a família até dizia que ele não assistia à televisão, mas brigava com ela -, Ariano não poderá participar ativamente, como fez das outras vezes, do processo de produção de Carvalho, em cujo trabalho tanto confiou. Ele ajudou na elaboração do roteiro e visitou o set de filmagens de A pedra do reino, com os pernambucanos Irandhir Santos, Prazeres Barbosa, Germano Haiut e Hilda Torres no elenco. A minissérie foi gravada em Taperoá, no Sertão da Paraíba, para onde Ariano se mudou após o assassinato do pai, quando tinha três anos.

Apesar da proximidade com os bastidores, fazia questão de conferir o resultado apenas durante a transmissão na televisão ou no cinema. “Adorei a adaptação de Os Maias para a TV, que Luiz Fernando Carvalho dirigiu. Fiquei com ciúmes do Eça de Queiroz. Gosto muito do Eça, mas gosto mais de mim”, brincou, pouco antes da estreia de A pedra do reino.

Era brincadeira, claro. Ele já havia inspirado duas séries de Carvalho, Os Trapalhões no Auto da Compadecida e, em 1999, os quatro capítulos dirigidos por Guel Arraes baseados no Auto da Compadecida exibidos pela TV Globo multiplicaram o alcance da peça. As peripécias de Chicó e João Grilo, interpretados por Matheus Nachtergaele e Selton Mello, cravaram o nome de Ariano Suassuna não só na literatura brasileira, mas na produção audiovisual.

ENTREVISTA // Luiz Fernando Carvalho

Ariano Suassuna era muito criterioso com relação aos que iriam adaptar os textos dele. Como foi a relação de vocês?

Estar junto de Ariano era sempre uma grande viagem de aprendizagem. É um prazer imenso e ao mesmo tempo bem dificil de representar o Brasil sem Ariano Suassuna, que vai ser lembrado por muitos anos. Estar ao lado dele era enriquecedor, porque se em um determinado momento eu perguntava a diferenca entre jagunço e capanga, ele vinha me dar uma aula completa, sobre geografia, sobre música sertaneja, sobre geologia, sobre canto.

Como foi o processo de adaptação do texto para a linguagem audiovisual?

No processo de criação, parecíamos duas crianças. Nós ficávamos na casa de Ariano (no Poço da Panela, no Recife), sentados no chão, recortando xerox dos livros, escolhendo as frases, em um processo de colagem, mesmo. Era assim que surgiam os roteiros.

10 livros para ler num domingo de manhã

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Filipe Larêdo, no Papo de Homem

Domingo de manhã. Sete horas. Apesar de todo o cansaço que a rotina semanal de trabalho lhe trouxe, você não consegue continuar dormindo. Sendo casado, olha pro lado e percebe que sua companheira – ou seu companheiro – não está nem perto de querer se despertar. Sendo solteiro, não tem coragem de acordar seus amigos com um telefonema tão cedo. Assim, o domingo de manhã lhe envolve em seus feitiços silenciosos e tranquilos, fazendo com que você não sinta mais vontade de fazer mais nada. E eis que surge uma excelente oportunidade de ler.

Sim. Uma boa leitura num domingo de manhã é algo inestimável na vida de um mortal que quer curtir seu dia deitado, sentado, em pé ou de qualquer forma que seu corpo desejar, contanto que seja na frente de um livro.

E para deixar esse dia tão especial, separamos algumas excelentes leituras para se fazer num domingo de manhã. Todos são ótimos livros e certamente poderão ser lidos numa tacada só, às vezes por serem curtos ou por terem uma ótima fluidez.

Preparados?

A Pérola (John Steinbeck – Record, 128 páginas)

John Steinbeck, A Pérola

Ganhador do Prêmio Nobel de 1962, esse autor americano ficou conhecido por suas tramas simples, mas marcantes e intensas.

Em A Pérola, Steinbeck apresenta ao leitor um casal de pescadores que descobre a maior pérola do mundo no litoral do México.

Tamanha riqueza desperta neles e em seu povoado sentimentos vis como a inveja, a ira e o egoísmo. A história se desenrola em cima do mito da sorte grande, porém vai muito mais além, usando metáforas morais que levam o leitor a se questionar se tudo aquilo vale realmente a pena.

O livro foi adaptado para o cinema em 1946 e contou com a ajuda do próprio Steinbeck no roteiro. Na tevê brasileira, coube a Dias Gomes fazer a adaptação.

O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry – Agir, 96 páginas)

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“O quê? Um livro infantil?”. Respondo que sim, senhores, O Pequeno Príncipe é um livro infantil tão fascinante, que deve ser lido por todos, inclusive adultos. Isso porque ele transporta o leitor para o mistério da infância, para uma época que os sonhos se misturavam com a realidade constantemente.

De leitura ágil e sensível, é uma obra que comoveu milhões de pessoas de diversas nações em todos os continentes. Até hoje ela continua sendo uma referência em literatura e o fato de ter sido traduzida para mais de oitenta línguas é uma prova disso.

E se você não tem esse livro em casa – o que eu acho difícil –, ficará impressionado com a facilidade que terá de encontrar em qualquer livraria ou sebo perto da sua casa.

Leitura perfeita para um domingo de manhã.

Bartleby, o Escriturário: uma história de Wall Street (Herman Melville – L&PM Pocket, 96 páginas)

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Para aqueles que estão um pouco insatisfeitos com a rotina de trabalho e não sabem o que fazer, essa pode, ou não, ser uma boa receita literária. Tudo porque a história começa quando um bem-sucedido advogado contrata Bartleby como auxiliar de escritório.

Muito solícito e proativo, ele tem todas as qualidades de um funcionário modelo. Mas tudo mudo quando, do dia pra noite, ele resolve responder a um pedido do chefe com um desconcertante “prefiro não fazer”.

Essa insubordinação com o chefe foi aclamado por intelectuais como Albert Camus e Jorge Luis Borges, que a consideraram como uma metáfora iconoclasta de destruição das morais do mundo, principalmente aquelas construídas dentro de uma realidade sistemática que é a dos tempos modernos.

A festa de Babette (Karen Blixen – Cosac Naify, 64 páginas)

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Um livro cuja adaptação cinematográfica ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro (1988) só pode ter uma qualidade digna de recomendação.

Fugitiva do massacre à Comuna de Paris em 1871, Babette aparece misteriosamente num vilarejo na costa da Noruega, durante uma noite de tempestade. Em troca de abrigo, ela oferece seus serviços de cozinheira para duas irmãs protestantes, que prontamente aceitam.

Acontece que um dia, Babette ganha uma bolada na loteria e, em vez de deixar pra trás aquelas que a acolheram, prefere organizar um suntuoso banquete em homenagem ao pai das benfeitoras, um respeitado pastor puritano.

Lisístrata: A greve do Sexo (Aristófanes – L&PM pocket, 128 páginas)

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Cansadas das guerras e sem nenhuma representação na política ateniense, as mulheres decidem fazer a única coisa que está ao seu alcance para acabar com os conflitos na Grécia do séxulo V a.C.: recusam-se a fazer sexo com seus maridos. E declaram que vão permanecer com essa postura até que seja assinado um tratado de paz.

Que coisa, não?

Em forma de teatro, essa comédia apresenta a heroína Lisístrata, líder da revolta feminina, que comanda as mulheres contra a destruição que vem sendo feito pelos homens. De caráter pacifista, é uma obra que merece ser lida.

A Arte de Produzir Efeito sem Causa (Lourenço Mutarelli – Companhia das letras, 208 páginas)

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Como já é de seu estilo, Mutarelli não perde tempo com cenas desnecessárias e imprime um ritmo rápido e alucinante em suas narrativas. E é esse o caso de A arte de produzir efeito sem causa.

Com diálogos longos e intensos, o livro conta a história do infeliz Júnior, que depois de abandonar o emprego e o casamento, pede abrigo ao pai. Sem ânimo para recomeçar, passa os dias no sofá da sala, no bar onde bebe com seus antigos amigos desocupados ou nas conversas com Bruna, uma bela estudante que também mora no apartamento do pai.

Rapidamente o leitor vai penetrando na consciência distorcida de Júnior e descobre que o personagem está no limite de sua própria sanidade.

Como se Preocupar Menos com Dinheiro (John Armstrong – Objetiva, 168 páginas)

como se preocupar menos com dinheiro

Dinheiro é um negócio complicado. Normalmente, quanto mais temos, mais queremos ter, e nunca ficamos satisfeitos com o que conquistamos. Além disso, quando olhamos pro lado e vemos aquele antigo amigo da escola esbanjando sucesso financeiro, sentimos inveja e frustração. E é pra resolver esse problema que John Armstrong nos entrega o seu livro.

Diferente da maioria dos livros sobre o assunto, que insistem em indicar caminhos para ganhar mais e viver com menos, esse vai direto ao ponto e analisa a maneira como nos relacionamos com o dinheiro e qual o seu significado em nossas vidas.

Com uma perspectiva mais humana, que debate temos como a necessidade e o querer, o apego e o desapego, o livro é uma excelente indicação para aqueles que se preocupam demais com dinheiro e acordaram no domingo de manhã se perguntando sobre como resolver seus problemas financeiros.

A Metamorfose (Franz Kafka – Companhia das Letras, 104 páginas)

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Se sente estranho? Acordou bem nessa manhã de domingo? Tem certeza que não nasceu uma dura carapaça em suas costas?

Desculpem a brincadeira, caros leitores, mas a intenção era mostrar a sensação que Gregor Samsa teve ao acordar de um sono intranquilo e descobrir que havia se transformado num monstruoso inseto. No início, pensou que estivesse sonhando, mas aos poucos foi descobrindo que aquela condição ainda lhe traria muitos problemas.

A mais popular de todas as novelas de Kafka, A Metamorfose também é uma das mais importantes obras da história da literatura. Suas pitadas de humor associam o inverossímil ao trágico da existência humana e levam o leitor a uma obra-prima de um mestre da ficção universal.

Azul é a cor mais quente (Julie Maroh – Martins Fontes, 160 páginas)

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Infinitamente mais dramático que o filme, essa bande dessinée — como os franceses chamam os quadrinhos — traz o selo de qualidade que os quadrinhos feitos na França costumam receber. A obra impressa guarda algumas relações com sua versão cinematográfica, mas no fim, a experiência é completamente diferente.

Por meio de textos do diário de Clémentine — que no filme se chama Adèle –, vamos acompanhando seus passos, desde o primeiro encontro com Emma, uma jovem de cabelos azuis por quem se apaixona, até as primeiras descobertas, prazeres, tristezas e tragédias que essa relação reserva.

De sensibilidade aguda, a obra foi merecidamente premiada no Festival d’Angoulême, o mais respeitado evento de quadrinhos do mundo.

Um Copo de Cólera (Raduan Nassar – Companhia das Letras, 88 páginas)

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Um verdadeira clássico da literatura brasileira, esse livro sintetiza o estilo intenso e vibrante de Raduan Nassar.

Depois de uma noite de amor, o homem se irrita com as formigas que destroem sua cerca-viva, e a mulher brinca com o fato de seu amante querer destruir nervosamente o formigueiro. A partir daí o embate entre eles cresce em agressividade, levando-os a um ciclo de destruição e de recriação que se renova no final do livro.

Apesar de sua prosa complexa, com uma oralidade muito próxima da poética e longos períodos, seu ritmo é instigante do começo ao fim. Ao final das 88 páginas, o leitor terá a sensação que pode facilmente reiniciar a leitura, pois tudo volta de onde partiu.

Agora é esperar os domingos que virão e acordar mais cedo de propósito. Claro, temos espaço aberto para mais livros serem comentados aqui nos comentários.

Obs.: algumas capas são de outras editoras e outras possuem versões atualizadas. Ao correr atrás de um desses livros, vale verificar qual é a edição mais recente.

Veja dicas de adaptação das crianças e dos pais na volta às aulas

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Especialistas falam sobre o impacto da escola nas vidas dos pequenos.
Evitar atrasos, ter paciência e não forçar amizades são algumas das dicas.

Publicado por G1

Pais podem acompanhar de perto o reinício das aulas e ajudar seus filhos na readaptação (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Pais podem acompanhar de perto o reinício das
aulas e ajudar seus filhos na readaptação
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Escolas de todo o país retomam as atividades entre esta semana e o início de fevereiro. Neste ano, o calendário foi reformulado e as aulas devem começar mais cedo para que o recesso do meio do ano seja conciliado com a Copa do Mundo, a partir do dia 12 de junho. O período, mesmo para as crianças que já estão acostumadas com a vida escolar, é de adaptação e exige acompanhamento dos pais.

O G1 conversou com especialistas que dão dicas de como ajudar as crianças a passarem mais tranquilamente por este período:

No primeiro dia, não se atrase

Na primeira vez que uma criança vai à escola, as reações variam e, por isso, não há uma normativa única que se aplique a todos os casos, segundo explica a psicóloga e psicanalista Vânia Ghirello Garcia. Mas um comportamento dos pais pode ser chave para evitar problemas no segundo, terceiro e demais dias de aula. “No primeiro dia é importante não atrasar para buscar a criança na escola. Porque, se atrasar, a fantasia que a criança vai criar é que ela foi abandonada, que a mãe não vem mais. E aí, como ela vai para a escola no dia seguinte?”

De acordo com Vânia, é importante cumprir o combinado para que a criança tenha confiança, e isso facilita o processo de adaptação. Em geral, as escolas já têm suas regras sobre a permanência de mães e pais na sala de aula, ou em outro espaço da escola, nos primeiros dias. Mas, assim como em outras novidades na vida infantil –como o desmame–, também vale a regra de que a tranquilidade dos pais ajuda a tranquilizar os filhos. Uma dica de Vânia é conversar com outras mães que estão passando pelo mesmo processo. “Ao ouvir alguém falar de algo pelo qual você também está passando, você fica mais confortável.”

Aulas iniciam entre esta semana e o começo de fevereiro(Foto: Edivaldo Souza/G1)

Aulas iniciam entre esta semana e o
começo de fevereiro(Foto: Edivaldo Souza/G1)

Evite frases como ‘coitado, vai para a escola’

Nos casos das crianças que já estão na escola, e agora voltam das férias, Andrea Ramal, doutora em educação, afirma que “a criança não entra no ritmo de uma hora para outra, os pais precisam entender e se envolver na dinâmica da volta às aulas”.

A especialista diz que esta é uma ótima oportunidade para que os pais reforcem a importância do estudo e evitem frases do tipo “agora acabou a brincadeira” ou “coitado, vão começar as aulas, vai ter de voltar para a escola”.

Segundo ela, “frases assim passam a ideia de que o estudo, prazer e diversão são opostos. Pais devem falar para as crianças que esta é uma época para evoluir, fazer amigos, que o estudo acrescenta, e mostrar que é algo valioso”.

Se houver resistência por muito tempo, procure a escola O período de adaptação na escola é um momento de crescimento para o aluno que vai sair de sua zona de conforto, conhecer novos colegas, novos professores, segundo Andrea. "É positivo para a criança, desenvolve outras competências, como a inteligência emocional." Apresentar resistência no início é natural, mas os pais devem observar se a criança tem problema de adaptação por muito tempo. Neste caso, o ideal é procurar a escola para verificar se há um problema específico. Mudança de escola exige paciência Quando o filho vai para uma escola nova, em uma turma que já tem grupos de amigos formados, os pais devem acompanhar sua adaptação de maneira próxima. Se a substituição ocorreu por conta de uma mudança de cidade ou de bairro, a criança pode se sentir deslocada por ter quebrado laços afetivos. Andrea suger ao pais acompanhar a criança de perto para que ela tenha a certeza de que não está sozinha. "Se possível, levá-la e buscá-la na escola, perguntar como foi o dia, mostrar interesse."Se houver resistência por muito tempo, procure a escola

O período de adaptação na escola é um momento de crescimento para o aluno que vai sair de sua zona de conforto, conhecer novos colegas, novos professores, segundo Andrea. “É positivo para a criança, desenvolve outras competências, como a inteligência emocional.”
Apresentar resistência no início é natural, mas os pais devem observar se a criança tem problema de adaptação por muito tempo. Neste caso, o ideal é procurar a escola para verificar se há um problema específico.

Mudança de escola exige paciência

Quando o filho vai para uma escola nova, em uma turma que já tem grupos de amigos formados, os pais devem acompanhar sua adaptação de maneira próxima. Se a substituição ocorreu por conta de uma mudança de cidade ou de bairro, a criança pode se sentir deslocada por ter quebrado laços afetivos. Andrea suger ao pais acompanhar a criança de perto para que ela tenha a certeza de que não está sozinha. “Se possível, levá-la e buscá-la na escola, perguntar como foi o dia, mostrar interesse.”

Nos primeiros dias, deixa rolar, para ver como vai ser, depois isso [fazer novos amigos] vai acontecer. Cada um vai ter um tempo de fazer amizade”
Vânia Ghirello Garcia,
psicóloga e psicanalista

Forçar novas amizades para reduzir a solidão do filho, porém, pode ser uma má ideia. A dica é evitar, no início do ano letivo, convites para brincar em casa e outras atitudes que obriguem o filho a conviver com os colegas recém-feitos fora da escola. “Nos primeiros dias, deixa rolar, para ver como vai ser, depois isso [fazer novos amigos] vai acontecer. Cada um vai ter um tempo de fazer amizade”, alerta a psicóloga Vânia.

Se a mudança ocorreu por um motivo negativo, como uma reprovação por exemplo, os pais devem mostrar o aspecto positivo de a criança estar numa escola, como a oportunidade de refazer a imagem, construir uma nova história. “Mudança de escola nunca é fácil, mas pode ser muito positiva”, explica Andrea.

Ano de Copa e eleições

A Copa do Mundo e as eleições prometem movimentar o currículo das escolas brasileiras neste ano. Os temas devem ser abordados de maneira mais forte e esta também será uma oportunidade de passar o conteúdo de forma interdisciplinar, aproveitando várias disciplinas, segundo Andrea Ramal.

“Será possível ligar o conteúdo da escola com a vida prática, levando o aluno a ler mais jornais, sites, competências cobradas até no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]. Mas é importante trabalhar de maneira integrada com os diversos professores para que não haja repetição de conteúdos. Vai ser um ano muito bom ser as escolas souberem aproveitar tanto no ensino fundamental como no médio”, afirma Andrea.

Estreia em janeiro a adaptação de ‘A Menina que Roubava Livros’

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Publicado no Correio do Estado

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Foto: Divulgação
Adaptação é um dos filmes mais aguardados do ano

Um dos filmes mais aguardados do ano, a adaptação cinematográfica “A Menina que Roubava Livros” chegará aos cinemas brasileiros no dia 17 de janeiro. Na trama, adaptada por Michael Petroni, Liesel Meminger (Sophie Nélisse) é acolhida por uma nova família e encontra na literatura uma forma de lidar com a dura realidade da Alemanha Nazista.

Selecionado entre os 30 filmes cotados para o Oscar 2014, é estrelado por Geoffrey Rush e Emily Watson, e conta com direção de Brian Percival, responsável pela série britânica Downton Abbey. Veja o trailer:

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