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Posts tagged Adolescente

Jovem de 16 anos do sertão cearense escreveu um dos livros mais vendidos da Amazon

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Apesar da pouca idade, Gabriel Damasceno, de Quixadá, já escreveu o primeiro livro de trilogia sobre a história do descobrimento do Brasil sob o ponto de vista de uma índia

Gabriel Damasceno no lançamento da primeira parte da trilogia Nita Cairu (Foto: Arquivo Pessoal)

Gabriel Damasceno no lançamento da primeira parte da trilogia Nita Cairu (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado na Tribuna do Ceará

José Gabriel Damasceno Almeida tem 16 anos e mora com os pais, no município de Banabuiú, a 225km de Fortaleza. Natural de Quixadá, o adolescente já publicou seu primeiro livro: “Nita Cairu e a Espada de Gohayó“, que conta a história do descobrimento do Brasil a partir da vida da índia Nita.

Desde criança, Gabriel lê de tudo um pouco. O garoto, que deseja ser jornalista, tentará, em 2014, ser aprovado na Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou na Universidade de Fortaleza (Unifor), pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Ele conta que decidiu começar a escrever quando assistiu a um vídeo do escritor Stephen King e ouviu o seguinte “conselho”: “Um bom autor pode escrever algo quando lê um livro e reflete que pode fazer melhor”.

Foi depois de uma aula de História do Brasil que Gabriel teve inspiração para criar o livro. “Eu estava na aula sobre Brasil Colônia e me interessei muito pela história do descobrimento do nosso País. Meu livro é a primeira trilogia com esse tema”, relata.

O romance conta a história da índia Nita – única sobrevivente de um massacre que acabou com toda a tribo Cairu. Durante a saga, Nita busca alguém para reproduzir, a fim de não deixar que sua etnia seja extinta. Em meio a isso, a indígena vive um triângulo amoroso com o índio Pirajá e o português Vicente.

O livro mistura romance, traições, escravidão e mistérios e está à venda pela Internet, nos sites da Amazon e da Editora Premius. A segunda parte da trilogia tem previsão de lançamento para 2015 e, de acordo com Gabriel, a repercussão está melhor do que ele esperava “As pessoas dizem que o livro é ótimo, muito instigante, e que estão loucos pelo segundo volume”, comenta.

Gabriel ocupa a 25ª cadeira da Academia Quixadaense de Letras. Seu livro já foi lançado em Banabuiú, Quixadá e Quixeramobim. Em breve, a obra chega a Fortaleza e ao Piauí. A saga de Nita Cairu entrou para os 60 livros mais vendidos da Amazon, na categoria Literatura/Fantasia.

Filho de ferroviário arrecada R$ 15 mil na internet para bancar estudos em Stanford, nos EUA

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O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

Leonardo Vieira, em O Globo

Filho de um ferroviário e ex-aluno de escola pública, um jovem de 17 anos aprovado em nada menos que seis universidades americanas conseguiu arrecadar mais de R$ 15 mil em uma campanha na internet para financiar sua graduação. Assim, Jessé Leonardo Justino Cândido embarca em setembro para a conceituada Universidade de Stanford, na Califórnia. Essa é apenas mais uma história bem-sucedida de crowdfunding na educação, prática que vem crescendo segundo sites que acolhem as campanhas.

Jessé frequentou aulas em uma escola municipal até a 4ª série do ensino fundamental, quando conseguiu uma bolsa integral para estudar no Colégio Antônio, em Ourinhos (SP). Lá, o menino começou a alimentar seu sonho pela Física e pelas engenharias. Caçula de mais três irmãos, sendo dois bombeiros e uma estudante de Medicina, ele quis traçar seu caminho.

Enquanto não chegava o momento de ir para a universidade, Jessé foi colecionando conquistas em outras áreas acadêmicas. Ao longo do ensino médio, foram 17 medalhas em olimpíadas científicas estaduais e nacionais de Física, Oceanografia, Robótica, Química, Astronomia e Astronáutica. No ano passado, em época de vestibular, o menino conquistou o 1º lugar no Desafio Brasileiro de Matemática Pré-Universitária do Brilliant.

Aprovado em Física na Ufscar, em São Carlos (SP), Engenharia Mecatrônica na UFPR e Medicina na Unioeste (PR), ele foi aceito em Columbia, Universidade de Nova York, Middlebury College, Skidmore College e Universidade Minerva.

— Escolhi Stanford não só pela qualidade do ensino. Lá eu vou cursar o ciclo básico de exatas nos dois primeiros anos e, depois, poderei escolher Física ou Engenharia. Aqui eu teria que decidir agora — explica o rapaz, que participou do programa de financiamento coletivo da Fundação Estudar, que auxilia alunos do ensino médio na obtenção de vagas em instituições americanas. Ele gravou um vídeo contando seus sonhos e pedindo uma pequena ajuda para cumprir sua meta, de R$ 10 mil. Seu apelo está desde o dia 15 de março na plataforma da fundação, com prazo que deve terminar na próxima terça-feira.

OUTROS 16 APROVADOS E FINANCIADOS

Além dele, outros 16 estudantes aprovados em universidades americanas se valeram das “vaquinhas” on-line. Quatro deles conseguiram atingir as metas. Andreia Sales, de 17 anos, é uma delas. Filha de um piloto de aviação comercial e uma engenheira civil, Andreia explica que quis unir os dois conhecimentos em uma só atividade: ser astronauta da Nasa. Com uma vaga garantida na Universidade do Colorado, ela ultrapassou a meta de R$ 12 mil para financiar seus estudos iniciais nos EUA:

— Quero levar o nome do Brasil cada vez mais longe e aumentar a participação das mulheres na ciência.

O crowdfunding na educação já é praticado pela Fundação Estudar desde o ano passado, quando 14 estudantes participaram e oito atingiram as próprias metas, arrecadando mais de R$ 260 mil. Somente para este ano mais de 200 alunos participam do preparatório.

A gerente de educação da fundação, Renata Moraes, explica que as universidades americanas não exigem só boas notas. Segundo ela, o ideal é o candidato participar de projetos sociais, competições e iniciativas que demonstrem proatividade:

— Enquanto você mostra suas boas notas, tem gente que também tem notas altas e ainda dá aulas em um pré-vestibular social. É isso o que as universidades americanas querem. Ir bem nas matérias é só uma obrigação.

Brasileira realiza o sonho de estudar em Harvard com apenas 15 anos

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Adolescente estuda Introdução à Relações Internacionais e Filosofia.
Programa faz parte de um curso de verão da instituição americana.

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Anna Gabriela Ribeiro Do G1

O sonho de estudar em Harvard, uma das instituições de ensino mais conceituadas do mundo, já foi realizado por uma jovem brasileira de apenas 15 anos. Moradora de Santos, no litoral de São Paulo, a adolescente estuda Introdução a Relações Internacionais e Filosofia em Harvard, nos Estados Unidos.

O programa faz parte de um curso de verão disponibilizado pela Universidade, mas pode abrir as portas para que a jovem Giovana Shammass, de 15 anos, realize a graduação na instituição. “A possibilidade de participar de um programa como este é construída ao longo da vida escolar. Durante o processo de admissão, eles solicitam bom histórico de notas, cartas de recomendação da escola e de professores, apresentação de trabalhos escritos, além de termos de comprovar proficiência em inglês. A escola onde estudo no Brasil mantém parceria com uma universidade americana, a Texas Tech, oferecendo a opção de formação complementar no High School (ensino Médio americano), que também estou cursando. Isso ajudou muito no processo de admissão”, explica Giovana.

A adolescente conta que estar em Harvard é a realização de um sonho. “Desde muito cedo tive vontade de estudar fora do meu país e conhecer o dia a dia de outros lugares. Esse assunto sempre foi tratado com muita atenção pela minha família. Já sabia que Harvard estava entre as melhores universidades e a possibilidade de fazer cursos lá, ainda nesta fase do Ensino Médio, foi citada dentro de uma palestra de orientação da escola. Harvard imediatamente tornou-se uma meta para a experiência que sempre sonhei”, afirma.

A rotina de estudos é intensa. Segundo Giovana, a preparação vai além das horas na sala de aula. “Em Harvard tenho aulas, duas vezes por semana, de cada um dos cursos que estou frequentando, mais os workshops sobre vários temas, alguns dos quais obrigatórios, outros facultativos, mas que procuro assistir. É esperado que você tenha se preparado para a aula que vai assistir. São apresentadas com antecedência as listas do material de leitura obrigatória e facultativa para cada curso. Me preparo fazendo as leituras indicadas e atividades complementares, o que me deixa sem muito tempo para outras atividades”, relata.

Apesar da correria, a garota procura fazer amizades e passear. “Nos fins de semana me dedico a lavar roupa e fazer a manutenção do dormitório, mas sempre é possível fazer passeios com os amigos que fiz aqui. É muito interessante conviver com tamanha diversidade cultural. As amizades criadas aqui serão um grande patrimônio conquistado para toda minha vida”, afirma Giovana.

Apesar das dificuldades enfrentadas, a adolescente diz que o esforço é compensador e que planeja fazer a graduação em uma instituição internacional. “O processo de admissão é rigoroso e não existe a certeza de que você será aceito no programa. Isso traz muita ansiedade. Enfrentar esta ansiedade foi um grande desafio. Graduar em Harvard ou em outra Universidade no exterior faz parte dos meus planos. Mas é certo que estar aqui hoje me ajuda a desmistificar as possibilidades que antes pareciam incrivelmente distantes de nossa realidade no Brasil. O sonho é possível, mas exige dedicação e foco”, finaliza.

Escritor disponibiliza seus trabalhos gratuitamente em site

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Seus trabalhos são, essencialmente, voltados para a educação

Samuel Charles, no Surgiu

Escritor paulista cria site para ajudar as crianças de todo Brasil no incentivo a leitura. Vovô Joca como é conhecido
João José da Costa criou um site na internet para poder colocar suas obras a mostra e disponível para todos.

O site http://www.literaturaeducativa.com.br nele você encontra livros educativos infanto-juvenis, com temas inteligentes, sensíveis, culturais e conteúdo literário.

O escritor João José da Costa nasceu em 1941 na cidade do Rio de Janeiro, é advogado, administrador e professor, tem quatro livros publicados e reside em Americana, São Paulo.

No site estão disponibilizados cerca de 60 trabalhos, e o leitor poderá baixar os livros de seu interesse, divididos em 6 categorias: Infantil, Infanto-Juvenil, Juvenil, Adolescente, Temática Brasileira e Adulto.

Adolescente que criou teste para detectar câncer rejeita rótulo de nerd

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Raul Juste Lores na Folha de S.Paulo

Jack Andraka, 16, nasceu em Crownville, Maryland, nos EUA. No ano passado, ele recebeu o grande prêmio da Feira Internacional de Ciência e Engenharia, nos EUA, por sua pesquisa sobre um novo método para diagnosticar câncer de pâncreas.

Em novembro, deu uma palestra sobre inovação no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e, na semana passada, escreveu um artigo para o “New York Times” sobre o ensino de ciência. Jack, que é gay, quer se tornar referência para jovens cientistas que pertençam a minorias.

Leia o depoimento dele à Folha.

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Já estive quatro vezes na Casa Branca com o presidente Obama e fui convidado a dar palestras em conferências médicas na França, na Itália, na Austrália e no Reino Unido, quase sempre falando sobre inovação e a importância de se estimular o interesse científico nas escolas.

Jack Andraka dá palestra em conferência TED nos EUA no início deste ano

Jack Andraka dá palestra em conferência TED nos EUA no início deste ano

Aos 15 anos, desenvolvi um teste que consegue diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas. Meu tio morreu por causa disso e fiquei pensando no que eu podia fazer. Diferentemente das mulheres com tumor de mama, as vítimas desse câncer só têm o diagnóstico muito tarde, com uma alta taxa de mortalidade. Só 5% sobrevivem.

Desenvolvi um sensor usando papel-filtro e nanotubos para detectar proteínas ligadas ao câncer rapidamente, cem vezes mais que outros testes [ver ao lado].

Ganhei o primeiro prêmio da Feira Internacional de Ciência e Engenharia (ISEF) no ano passado, no maior evento para cientistas pré-universitários, e não parei.

ESTÍMULO

Depois de procurar mais de 200 cientistas e centros de estudos e ser rejeitado por todos, fui abrigado pelo Anirban Maitra, pesquisador de câncer de pâncreas da Universidade Johns Hopkins, um dos maiores centros de pesquisa no mundo.

Minha escola é normal, ninguém estava preparado para me estimular ou ajudar nas pesquisas. O ensino científico ainda é fraco e raro. Ler artigos em publicações especializadas é caríssimo.

Meu laboratório mesmo é a garagem de casa, onde meu pai tinha uma marcenaria e, desde crianças, meu irmão e eu podemos fazer mil testes e usar ferramentas que nosso pai sempre nos deu ou emprestou. Lembro de uma maquete com um rio de brinquedo onde a gente aprendeu física e como os objetos flutuam. Meu irmão mais velho ganhou prêmios científicos antes de mim.

Pouca gente da minha idade se interessa por ciência. Sou gay, contei aos meus pais e amigos quando tinha 13 anos, e quero servir de exemplo para jovens gays. Há pouca mulher, pouco gay, poucas minorias em geral fazendo ciência. É um clube de garotos heterossexuais (ri).

Nunca sofri preconceito, mas as minorias trarão outras questões, outros problemas, enriquecerão a ciência.

“NERDICE”

A mídia tem um papel enorme. Aquele seriado “The Big Bang Theory” mostra nerds e cientistas como gente antissocial, os estranhos que não sabem se relacionar. A série “Bones” é melhor, mostra que ciência é legal.

Não sou um nerd clichê. Pratico esportes, tenho amigos, não me sento escondido no canto.

Ainda não sei nem que faculdade vou cursar. Só sei que quero continuar com pesquisas. Fui procurado por quatro grandes laboratórios que querem comercializar a minha invenção. Estou vendo qual é o melhor. Depois vem uma longa fase de testes e a aprovação pela FDA [agência reguladora de remédios dos EUA]. Leva de 5 a 10 anos até poder ser comercializado.

As escolas estão atrasadas em estimular a ciência. Encontrei vários estudantes brasileiros nas feiras de que participei. O “Team Brazil” era bem animado. Eles têm bastante apoio por lá?

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