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As melhores histórias de Vingança na Literatura

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Publicado por Dito pelo Maldito

O Imperador romano Marco Aurélio disse uma vez que a melhor vingança é agir diferente daquele que te feriu. Claro, é um sábio conselho, mas onde fica a diversão nisso tudo? Afinal, poucas coisas estimulam tanto o enredo de um livro, ou filme, do que uma boa história de vingança.
Seja uma peleja que envolva nações inteiras em busca de desforra contra seus arqui-inimigos, ou uma vítima solitária tramando alguma punição geniosa para retaliar seus rivais, o fato é que a própria história da humanidade ostenta cenas de vinganças reais que deixariam a de ‘Kill Bill’ no chinelo. E como na ficção literária a coisa toda sempre ocorre de forma mais intensa, separamos aqui nossos contos favoritos de Vendetta.

✔ Ilíada, de Homero

1Primeiro livro da literatura ocidental, a Ilíada parece se tratar, pelo título, apenas de um breve incidente ocorrido no cerco dos gregos à cidade troiana de Ílion, a crônica de aproximadamente cinquenta dias de uma guerra que durou dez anos. No entanto, graças à maestria de seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas, repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre no imaginário ocidental.

É nesse épico homérico que surgem figuras como Paris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon, e em seus versos somos transportados diretamente para a intimidade dos deuses, com suas relações familiares complexas e às vezes cômicas.

Mas, acima de tudo, a Ilíada é a narrativa da tragédia de Aquiles. Irritado com Agamêmnon, líder da coalizão grega, por seus mandos na guerra, o célebre semideus se retira da batalha, e os troianos passam a impor grandes derrotas aos gregos. Inconformado com a reviravolta, seu escudeiro Pátroclo volta ao combate e acaba morto por Heitor. Cegado pelo ódio, Aquiles retorna à carga sedento por vingança, apesar de todas as previsões sinistras dos oráculos.

✔ Carrie, de Stephen King

1Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana.

 

 

 

 

 

✔ O Conde de Monte Cristo , de Alexandre Dumas

1Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O Conde De Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique a razão de a obra do escritor francês Alexandre Dumas ter se transformado em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.

No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

 

 

 

 

✔ A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon

1Jennifer Baker, filha de um advogado do interior, realiza o sonho de sua vida ao ingressar na Promotoria Distrital de Manhattan, em Nova York, disposta a lutar por justiça. A brilhante ascensão de sua carreira, no entanto, dura tempo suficiente apenas para cair em uma cilada durante o primeiro julgamento do qual participa. De repente, a jovem vê seus planos irem por água abaixo e sua vida sofrer uma inesperada reviravolta: além do risco de ter sua licença cassada ela ainda pode ir para a cadeia. Em meio a tudo isso, Jennifer ainda precisa lidar com as questões de seu coração dividido, ela se envolve com Adam, político casado, e com o mafioso Michael. Tem um filho com o primeiro e, por esconder isso de ambos, vira alvo do ódio de Michael.

 

 

 

 

 

✔ A Vingança do Poderoso Chefão, de Mark Winegardner

1O livro encerra, com muita intriga e reviravoltas, a saga dos Corleone. A trajetória da família atinge o clímax com a interseção entre o crime organizado e a política. E o encontro explosivo de cinco homens poderosos Michael Corleone, Nick Geraci, Daniel Shea, Carlo Tramonti e Tom Hagen numa nova aventura da Cosa Nostra.Michael Corleone, chefe da família de criminosos mais temida dos estados Unidos, luta para permanecer no controle de seu clã, dividido entre a complexidade de questões locais e interesses internacionais. Nick Gerasi, seu velho inimigo, é procurado com fervor pelos Corleone, que o querem morto, e pelos agentes federais, cujas intenções são obscuras. Daniel Brendan Shea é um promotor público ambicioso. Carlo Tramonti busca vingança. Capo do sindicato do crime de Nova Orleans, tudo o que deseja é dar o troco a quem o submeteu à humilhação pública, custe o que custar. Tom Hagen é um homem numa encruzilhada, o consigliere irlandês no mundo italiano. Sua tarefa é conseguir um acordo quase impossível para livrar sua organização da ira do governo. Executá;-la é colocar-se em perigo mortal.Recheado de amargas rivalidades, belas mulheres, homens perigosos e ligações obscuras, ‘A Vingança do Poderoso Chefão’ é o desfecho perfeito para a saga literária que marcou leitores no mundo inteiro.

✔ O PAU, de Fernanda Young

1Diz a crença popular que a vingança é um prato que se come frio. Em ‘O Pau’, Fernanda Young fala do tema ao contar a história de Adriana, uma bela designer de joias que descobre sinais da traição do namorado, 14 anos mais novo.

Linda, bem nascida e com uma carreira de sucesso, Adriana tem 38 anos e sofre com as inseguranças que atingem boa parte das mulheres de sua idade. O corpo, embora cuidado com esmero, não tem mais a firmeza encontrada nas meninas de 20. No rosto, começam a despontar as primeiras marcas de expressão, e temores como o aumento do grau dos óculos para vista cansada são uma constante. Por dentro, as marcas de sucessivas decepções amorosas a tornaram extremamente desconfiada. Tudo parecia ir bem até uma noite em que, acordada sozinha na sala da casa do namorado, ouve o celular dele apitar com uma mensagem de um remetente sem nome. Em poucos minutos, a desconfiança de Adriana cresce e ela descobre a identidade de quem mandou o torpedo: uma modelo e atriz que diz ter 21 anos. Diante dos sinais de traição, a designer monta um elaborado plano de vingança, com o objetivo de destruir o que acredita ser a única coisa com a qual seu namorado se importa: o próprio pênis.

As 10 bibliotecárias mais gatas do Brasil – Edição 2014

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Moreno Barros, no Bibliotecários Sem Fronteiras

Em comemoração ao dia dos bibliotecários, com a bênção do Rei Júlio, ei-las:

Monique Garcia

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Monique mora em Florianópolis e trabalha no sistema de bibliotecas da UFSC, universidade onde cursou biblioteconomia.

Ingrid Zahlouth

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Ingrid é da cidade de Belém de Pará, cursou biblioteconomia na UFPA, tendo trabalhado no Museu Paraense Emilio Goeldi e na própria universidade.

Adriana Quincoses

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Adriana é de São Paulo, tem 43 anos, casada com um guia turístico e mãe de três filhos. Estudou na FESPSP e no Senac onde fez o técnico. Hoje trabalha na Província Camiliana Brasileira em um seminário, implantando uma biblioteca para padres e seminaristas com temas de teologia, história da igreja e bioética.

Críchyna Madalena

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Críchyna Madalena mora em Florianópolis, é formada em biblioteconomia pela UFSC. Trabalha como bibliotecária em um escritório de advocacia.

Ludmylla Cavalheri Sá

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Graduada pela FESPSP/FABCI, já trabalhou na Biblioteca do Lar Dom Luciano, na Alexandria Docs & Bytes e atualmente é colaboradora no grupo Livrarias Curitiba.

Djuli De Lucca

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Bibliotecária, formada na UFSC em 2012/2. Nasceu em Criciúma/SC e mora em Florianópolis/SC desde 2009, ano que começou o curso de graduação. Faz mestrado em Ciência da Informação na mesma universidade, com pesquisa na área de Competência Informacional.

Bruna Junqueira

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Bibliotecária formada pela UFRGS, fez todo o curso em Porto Alegre, onde mora até hoje. Trabalha em uma escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Também é professora de inglês e estuda Letras.

Dayane Dornelles

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Day mora em Floripa, se formou na UDESC em 2009. Trabalha há alguns anos na biblioteca do CEAVI – UDESC.

Tamini Nicoletti

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Tamini é de Porto Alegre e cursou Biblioteconomia na FABICO/UFRGS. Atualmente trabalha como coordenadora do núcleo de documentação na Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Francielli dos Anjos

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Francielli é de Florianópolis, mora em Palhoça e se formou em 2012 na UFSC. Trabalha como arquivista na empresa Boomerang Doc Solutions.

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É praticamente impossível tornar um post com as bibliogatas mais do que um concurso de beleza, tirando o foco da aparência e da imagem, para o trabalho das bibliotecárias. Mas talvez não seja tão difícil transformar um lista de bibliotecárias mais bonitas em algo que reverta um antigo problema com a imagem da profissão.

Quando você pensa em uma bibliotecária, que imagem vem à mente? Poucas pessoas fora do nosso círculo profissional e de amigos íntimos conhecem bibliotecários pessoalmente e temos relativamente escassa presença na mídia. Não é apenas coincidência que o post das bibliotecárias mais bonitas de 5 anos atrás seja até hoje um dos mais visitados do blog, tendo recebido imenso número de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais e aparecido até mesmo na capa dos portais de notícia mais importantes da época.

Na verdade eu não vejo muitos retratos de bibliotecários sob uma luz negativa, simplesmente porque não existem quaisquer descrições ou representações dos bibliotecários no mundo real. Minha pesquisa no google sobre “imagem do profissional bibliotecário”, “estereótipo das bibliotecárias” e termos relacionados revelam muitos artigos escritos em nossas revistas de área. Mas eu queria saber o que está sendo dito fora da nossa profissão.

Será que toda essa angústia sobre a forma como olhamos a nós mesmos e tentamos mudar é realmente necessária em 2014? Sinceramente, mesmo com alguns anos na área, eu não me sinto confortável todas as vezes contando para um público não-bibliotecário que eu sou um, e explicar o que faço. Não é um saco essa coisa do biblioquê e do estereótipo da bibliotecária? Ok, antes de entrar no curso eu também não fazia a mínima ideia. Pois bem, então não se trata de nós, como uma profissão, e sim dos outros. É preciso manter atualizada nossa imagem aos olhos do público em geral até que eles saibam o que somos e o que fazemos. E acima de tudo, precisamos mostrar que os bibliotecários não são o que as pessoas lembram das suas bibliotecas escolares nas décadas de 70 e 80.

Embora a bibliotecária velhinha com dedo em riste fazendo shiiiii possa ser válido também. Eu me preocupo que com nossas tentativas de quebrar o estereótipo desgastado que nos persegue por tempos imemoriais, nós nos transformaremos em um novo estereótipo.

Existe diversidade na biblioteconomia? Ainda bem que sim. Esse post das bibliotecárias mais bonitas versão 2014 é desonesto? Não. Ele não representa algum tipo de universo impossível da biblioteconomia. Existem muitas bibliotecárias gatas. Eu mesmo casei com uma, gatíssima. Eu acho que o que esse post diz é: aqui estão as bibliotecárias mais bonitas para sua curiosidade, mas elas são pessoas como você, que amam seu trabalho e estão dispostas a oferecer seus rostos como uma representação da profissão que escolheram.

Acho que não há qualquer necessidade de drama ou recalque ou clamores sexistas em relação à uma lista de bibliotecárias mais bonitas. Podemos concentrar esforços em outras atividades, mais importantes. Não há dúvidas que as bibliotecárias aqui são lindas, e certamente elas não representam as profissionais como um todo. Espero que a gente continue a expandir ou eliminar as fronteiras e celebrar todos os tipos de bibliotecários, em vez de meramente dizer: “Bem, vocês não representam bibliotecárias como um todo e esse post seria mais realista se aparecessem mais mulheres de 40, negras, nordestinas, cheinhas ou lésbicas.”

Projetos como esse assumem um formato único que é lido, consumido, discutido e em algum momento esquecido. Mas ele não é definitivo. Deveria haver uma sobrevida e eu gostaria de ver mais fotos e conhecer mais bibliotecárias e bibliotecários, fazendo uma justaposição entre o que fazemos e como somos.

Joguei no ar a ideia de circular em um CBBD ou SNBU com uma boa câmera a tira-colo fotografando bibliotecárias e bibliotecários. Quem sabe isso não viraria um livro patrocinado pela FEBAB ou pelo Britquet. Eu pretendo fazer. Se alguma outra pessoa fizesse, eu compraria esse livro.

Eu proponho um desafio: compartilhem o post das bibliogatas nas suas redes sociais e perguntem aos seus amigos e amigas não bibliotecários o que eles acham. Se fazer com que as pessoas se deem conta e falem sobre bibliotecárias e o seu trabalho, então a ideia realmente funcionou.

Parabéns a todos pelo dia do bibliotecário. E obrigado as lindas colegas por terem concordado em participar.

Generosidade cria corrente de leitura

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Apaixonada por livros, estudante de 12 anos ganha dezenas de exemplares após a mãe dela publicar anúncio em jornal pedindo doações

Kamila Eduarda Pereira gosta tanto de livros que lê em média duas obras por semana: uma verdadeira bibliófila (Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Kamila Eduarda Pereira gosta tanto de livros que lê em média duas obras por semana: uma verdadeira bibliófila (Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Denise Paro, na Gazeta do Povo

Um anúncio de jornal fez a estudante de Foz do Iguaçu, Kamila Eduarda Pereira, 12 anos, encher a estante de livros e semear uma corrente do bem em favor da leitura. Tudo começou com uma ideia da mãe dela, a dona de casa Keller Adriana Soares, 37 anos. Sem recursos para comprar livros para a filha, que lê em média duas obras por semana e pode- se dizer que é uma verdadeira bibliófila (que ama livros), Adriana resolveu colocar um anúncio em um jornal de classificados, de Foz do Iguaçu: “Aceita-se doações de livros para uma menina de 12 anos que adora ler”. A intenção era acessar outras crianças que já tinham lido as obras preferidas da filha e que poderiam repassá-las.

Em dois meses, Kamila recebeu 28 livros de quatro pessoas, incluindo uma coleção de ‘diários’ que ela diz adorar e vai se somar aos 150 livros já lidos ao longo da sua vida: Diário de um Anjo; Diário da Bailarina; Diário de um Banana; e Diário de uma Garota.

Sem pretensões de que o anúncio tivesse repercussão, Adriana ficou surpresa, tempos depois, ao receber um telefonema da Alemanha. Era a segunda doação batendo às portas. Quinze livros enviados por uma brasileira que comprou as obras pela internet. Foi aí que ela descobriu que a informação não se restringiu ao jornal. Um leitor achou o anúncio curioso e fez uma postagem em um grupo de troca e vendas, de uma rede social. A partir daí, o pedido ganhou o mundo.

Futuro

Antes da doação da Ale­manha chegar, Kamila recebeu livros de uma menina da Vila A, bairro vizinho da Vila C, onde ela mora. Depois, apareceu outro doador de Cascavel, que enviou três caixas de livros. “Esse doador falou que ele era como a Kamila quando criança, adorava ler”, conta a mãe.

Kamila já recebeu telefonemas de moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo interessados em doar livros e jornais.

Agora a estudante, que também frequenta aulas de balé, pretende retribuir a solidariedade e repassar os livros recebidos. “Quero doar para crianças como eu, que amam ler”, diz.

Com gosto pela leitura e com uma coleção de notas altas na escola, a menina não pensa em seguir uma carreira ligada, diretamente, aos livros. A pretensão dela é ser delegada da Polícia Federal.

Para Kamila, a leitura vai ajudá-la bastante no curso de Direito. “Ler é tudo. Nós podemos perceber outro mundo. A gente sai do nosso e entra em um completamente diferente”, descreve.

A mãe conta que a jovem Kamila gosta de ler desde criança. Na idade em que frequentava creche, ela sempre levava um livrinho. Hoje, o bom hábito tornou- se rotina.

Nova escola

Mãe da estudante, Keller Adriana diz que as dificuldades para adquirir os livros começaram depois que a filha precisou mudar de escola. Ela era bolsista em um colégio particular que tem uma biblioteca grande. Mas precisou ser transferida porque levava uma hora e 15 minutos para fazer o trajeto da Vila C até a escola. No bairro onde mora, Kamila não tem oferta e variedade de livros para a idade dela. O jeito seria comprar as obras, algumas custavam até R$ 70, o que pesaria no orçamento da família. Felizmente, as doações resolveram esse problema.

dica do Chicco Sal

‘Quero atuar na Nasa’, diz aluno de 10 anos que já dá aulas de astronomia

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Menino começou a se interessar pelo assunto aos cinco anos de idade.
Atualmente, ele faz pesquisas diárias sobre o assunto e dá palestras.

Adriana Justi, no G1

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo
assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

“Eu sempre fui muito curioso e sempre quis saber coisas novas”. A afirmação é do menino Lucas Varella, de 10 anos, estudante do quarto ano do ensino fundamental de um colégio particular de Curitiba. Fanático por astronomia, ele divide os conhecimentos com outros alunos e até com professores. A paixão é tanta pelo tema que o garoto já começou até a escrever um livro.

“Eu gosto e sempre gostei da astronomia em geral, mas o que eu mais gosto de falar é sobre Astrofísica, que lida com a Física do Universo e sobre a Agência Espacial Brasileira (AEB). Os colegas gostam quando eu explico e conto sobre o assunto. É muito legal”, comemora.

O dia da palestra com os educadores, que segundo a coordenadora da escola, Vera Cristina Kussek, reuniu mais de 200 pessoas, foi marcante para a vida de Lucas. “Tenho certeza que foi um dos mais felizes que já vivi. Eu fiquei emocionado em passar conhecimento para pessoas muito mais velhas e mais sábias que eu. Tanto que nem acreditei quando todo mundo me aplaudiu”, relata Lucas.

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

“Para nós é orgulho imenso ter o Lucas como nosso aluno. Além de ele ser estudioso na área dessa ciência desde muito cedo, ele também tem uma facilidade para passar isso adiante. É natural nele uma habilidade de falar com muita fluência e uma facilidade de colocar começo, meio e fim na fala e transmitir o conteúdo de maneira bem dinâmica e objetiva”, avalia a coordenadora. “Eu acredito e torço para que ele vá longe nesse sonho”, complementa a educadora.

Livro está 50% concluído, segundo Lucas (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro está 50% concluído, segundo Lucas
(Foto: Adriana Justi / G1)

O livro – Guia Prático do Universo – tem 39 páginas concluídas. Segundo Lucas, o conteúdo deve ter em média 80 páginas. “Eu começo explicando sobre a Via Láctea e não sei ainda onde vou terminar”, afirma. “Eu tive que dar uma pausa porque os meus gatos estão doentes e que tenho que ajudar a cuidar. Mas depois que eles melhorarem, eu pretendo terminar logo a minha publicação, que deve ser a primeira de muitas”. No rascunho, o garoto chegou a até estipular um preço para venda – R$ 20,90.

Futuro

Ainda longe de se concretizar, mas muito bem planejado, o futuro do garoto parece estar mais próximo do que ele imagina. O sonho de ser um astrônomo começa com a conclusão do curso no Rio de Janeiro. Depois, o garoto pretende atuar no observatório Gêmeos Keck, parceiro na Nasa e que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. O observatório está localizado no cume do monte Mauna Kea, no Havai, nos Estados Unidos.

Depois, quando já tiver mais adquirido experiência, Lucas conta que pretende trabalhar na Nasa. “Esse é mesmo o meu sonho. A única coisa ruim nisso tudo é que eu vou ter que morar longe dos meus pais. Mas isso a gente resolve, eu dou um jeito”, argumenta.

Telescópio do Papai Noel

Um dos presentes do Natal passado surpreendeu Lucas, já que ele tinha feito o pedido desde quando começou a se interessar por astronomia. “Sempre quando chegava perto no Natal eu olhava pelos cantos do meu pinheirinho, atrás da cortina e nada. Até que o ano passado eu vi um embrulho bem grande. Eu peguei aquele negócio pesado, coloquei no sofá e não acreditei quando vi que era um telescópio. Eu chorei muito de felicidade e queria agradecer ao Papai Noel pessoalmente, mas sei que ele não costuma aparecer pra gente”, conta.

“Eu tenho certeza que demorou pra chegar porque não é um presente simples e também não é fácil de mexer. Hoje é muito difícil de visualizar o céu porque tem muita poluição e muitas nuvens, me especial, aqui em Curitiba’, acrescenta.

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na
Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Admirações

Lucas lamenta a morte do astronauta Neil Alden Armstrong em agosto de 2012, aos 82 anos. “Desde que eu comecei a me interessar pelo assunto eu o admirava e pesquisava muitas coisas sobre ele. Fiquei muito triste”. Armstrong foi piloto de testes e aviador naval na história do século XX e da humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua, como comandante da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

“Mas eu também gosto e admiro muito o Nicolau Copérnico, que desenvolveu a teoria do Sistema Solar e o físico alemão Albert Einstein”, finaliza.

Uma neuropsicóloga a favor da educação

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Vagner de Alencar, no Porvir

Aos 16 anos, ela quase repetiu de ano por conta das disciplinas vilãs: matemática e física. Isso só não aconteceu por conta das metodologias próprias criadas por ela, nas quais atrelava os conteúdos escolares sempre a coisas cotidianas. O recurso deu tão certo, que, no ano seguinte, a própria escola passou a indicá-la como professora particular para estudantes do ensino fundamental. A experiência, na adolescência, foi o combustível que despertou em Adriana o interesse em entender quais eram os estímulos necessários para aumentar a capacidade de aprendizagem nas pessoas. Hoje, mais de duas décadas depois, Adriana Fóz carrega um currículo extenso e a superação de um AVC, que a fez adentrar na neurociência. Entre seus ofícios, dedica-se aos avanços da neurociência na educação, já escreveu livros sobre o funcionamento do cérebro, inclusive, para crianças, além de coordenar um projeto voltado à prevenção e saúde mental, em que capacita professores sobre como lidar com a raiva e a ansiedade no convívio escolar.

Aos vinte e poucos anos, Adriana já acumulava uma graduação em educação e o título de pós-graduada em psicopedagogia. Na época, ela estava determinada a descobrir como mobilizar a emoção dos alunos para alcançar a chamada aprendizagem significativa, termo cunhado pelo psicólogo norte-americano David Ausubel ao afirmar que aquilo que é aprendido sempre precisa fazer algum sentido para o aluno.

Giovanni Cancemi / Fotolia.com

Giovanni Cancemi / Fotolia.com

Mergulhada na teoria de Ausubel, ela começou a formar grupos de estudos com a presença de especialistas renomados, como o neurocientista Nelson Annunciato, PhD em programas de reabilitação neurológica da Universidade de Munique, na Alemanha, e o neurologista José Salomão Schwartzman, especialista em neurologia infantil. “Eu era bem mais jovem que eles. O que era uma honra para mim. Era como se eu fosse um peixe fora d’água nadando no imenso oceano”, afirma ela, que então vivia o auge de sua vida profissional. Nessa época, inclusive, abriu uma clínica multidisciplinar formada por diferentes profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas familiares. “Era algo muito inovador.”

Aos 32 anos, Adriana teve sua vida virada ao avesso: sofreu um AVC hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação.

No entanto, aos 32 anos, sua vida deu uma reviravolta quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação. Perdeu os movimentos do lado direito do corpo e não reconhecia nem mesmo seu próprio marido, com quem estava casada havia dez anos. “Eu, que era especialista em leitura e escrita, não sabia mais ler nem escrever”, conta. “Foi como se tivesse dado um reset no meu HD interno, no qual eu precisava colocar tudo novamente.”

Com depressão patológica e limitações físicas e cognitivas, Adriana parou de clinicar e começou a buscar outras atividades à medida que sua recuperação progredia. Fez aulas de samba, para reaprender cognitivamente a andar, e curso de palhaço, para rir de si mesma. “Fui desenvolvendo habilidades que até então eu não precisava, já que antes eram automáticas, como andar ou segurar uma escova de dentes.”

Esses “novos” hábitos foram fundamentais para que ela adentrasse mais a fundo no campo da neurociência. “Eu precisava entender por que, apesar de eu não ter tido um derrame no cerebelo (parte do cérebro responsável pela ação motora), eu não podia andar direito. Por que a minha visão havia ficado comprometida, se minha região occipital (parte do cérebro que comanda a visão) não havia sofrido nenhum dano? Por que não sabia mais ler nem escrever, se a região parietal (responsável pela leitura e escrita) estava sem nenhuma lesão?”

“A neurociência chega a ser vital. Na educação, ela tem a função de dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções.”

As investigações prosseguiram e acabaram dando origem ao livro A Cura do Cérebro, em que Adriana desvenda, a partir de sua batalha e recuperação do AVC, outras indagações como: por que ela precisava raciocinar para que então pudesse andar ou por que a recuperação da memória era gradual. A viagem pelo cérebro avançou também rumo à academia. Anos depois, já reabilitada, a educadora especializou-se em neuropsicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Neurociência, uma questão vital

“Hoje, para mim, a neurociência chega a ser vital. O professor tem como tarefa, durante o processo de aprendizagem dos alunos, trabalhar a leitura, a matemática, mas imagina se ele também conseguir entender o funcionamento do cérebro. É essa a principal função da neurociência na educação: dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções”, afirma.

De acordo com ela, isso é fundamental para minimizar um dos principais problemas que envolvem os professores: o desgaste profissional. Em muitos casos, afirma, o educador não percebe que cada aluno possui um ritmo diferente de aprendizado e que naturalmente ele também precisará de orientações durante esse processo. “O único momento da vida do ser humano onde a região do prazer tem menos neurotransmissores passando pelo cérebro é na adolescência. Por isso os jovens, normalmente, têm aquela inércia, preguiça, crise. Se o professor entende que isso acontece por conta do funcionamento cerebral e não porque o aluno está sendo folgado, ele consegue ajudar muito mais e otimizar a tarefa de educar”, afirma Adriana, que também coordena o projeto Cuca Legal, iniciativa realizada pela Unifesp, que trabalha a prevenção e saúde mental com educadores.

Divulgação

Divulgação

Bye, bye, tristeza!

Desde o ano passado, a neuropsicóloga usa elementos da neurociência para ajudar professores de escolas públicas de Paraisópolis – a maior favela de São Paulo, na zona sul da capital – a terem melhores condições de preparar suas aulas. “Para dar aula, o educador precisa, primeiro, aprender a se respeitar enquanto ser humano, que fica estressado, com raiva. Essa compressão é fundamental para que ele também entenda essas características em seus alunos e consiga lidar melhor com eles, tanto do ponto de vista comportamental, quanto pedagógico”, assegura.

“Os professores dessa escola especialmente queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano.”

Segundo ela, a partir do momento que o professor compreende que um determinado aluno de ensino fundamental tem certa aptidão para aprender linguagem até os dez anos de idade, por exemplo, o professor passa a se tornar mais responsável por interferir diretamente nesse aprendizado e se ajudar a ajudar o aluno.

O projeto está sendo realizado em duas escolas da região. Na escola estadual Maria Zilda Gamba Natel, desde 2012, os professores estão participando das oficinas periódicas, que incluem rodas de discussão sobre como agir e trabalhar aspectos voltados a raiva, ansiedade, tristeza, entre outros. “Os professores dessa escola queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar especialmente com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano e como eles podem ajudar esses alunos a identificá-la para poder dar espaço ao que é prioridade. Acabamos não só ajudando os professores, mas também o aluno, já que ele passa a perceber a mudança de atitude do educador e melhorar a relação cotidiana”, diz.

A partir deste ano, outra instituição de ensino – a escola estadual Etelvina Góis de Marcucci – também contará com a capacitação dos professores. O projeto pretende, no primeiro ano, trabalhar o comportamento dos professores para, no ano seguinte, promover um avanço pedagógico na escola.

Dentro do cérebro infantil

Mas o cardápio de iniciativas de Adriana parece não ter fim. Além da formação dos professores em Paraisópolis, ela também está à frente de um projeto no Departamento de Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein. Lá, ela desenvolve uma coleção de livros para crianças, de cinco a dez anos, sobre o funcionamento do cérebro. “Trazemos exemplos da realidade da criança. Explicamos que andar de skate, por exemplo, estimula o sistema límbico – responsável por comandar as emoções. É a limbilândia, uma mistura de límbico e Disneylândia.” A primeira obra, afirma, já foi produzida e será lançada em setembro deste ano.

Do ponto de vista prático, Adriana afirma que, há dois anos, realizou esta experiência, piloto, em escolas públicas de São Paulo e de Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, foi possível observar uma melhoria na atitude das crianças quanto ao aprendizado em sala de aula. “Ao entender como funciona seu cérebro, elas passam a mudar seu comportamento e atitude, sentem-se mais estimuladas a aprender outras coisas”, afirma.

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