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Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Daisy Ridley estarão em ‘Assassinato no Expresso Oriente’

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O ator Johnny Depp - MARIO ANZUONI / REUTERS

O ator Johnny Depp – MARIO ANZUONI / REUTERS

 

Kenneth Branagh vai dirigir adaptação de romance de Agatha Christie

Publicado em O Globo

RIO — Os atores Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Daisy Ridley, que interpreta a protagonista Rey em “Star Wars – O Despertar da Força”, estão confirmados no elenco da refilmagem do clássico de Agatha Christie “Assassinato no Expresso Oriente”. A informação foi confirmada por Emma Watts, presidente da 20th Century Fox.

O filme será dirigido por Kenneth Branagh, indicado cinco vezes ao Oscar. Ele também irá atuar no longa como o detetive Hercule Poirot, bem como a premiada atriz Judi Dench, que viverá a princesa Dragomiroff. O elenco ainda conta com Lucy Boynton, Tom Bateman, Derek Jacobi, Michael Peņa e Leslie Odom Jr.

A produção de “Assassinato no Expresso Oriente” começará em novembro, em Londres. A primeira adaptação do livro para o cinema foi lançado em 1974 e dirigido por Sidney Lumet. O filme conquistou seis indicações ao Oscar, com Ingrid Bergman vencendo o prêmio de atriz coadjuvante. O elenco ainda incluía Albert Finney como o detetive Hercule Poirot, Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Colin Blakely, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York.

O romance de Agatha Christie, publicado em 1934, é considerado uma das histórias mais engenhosas já inventadas. Ele gira em torno de um assassinato a bordo de um trem, e o detetive belga Hercule Poirot deve resolver o caso.

Aniversário de Agatha Christie: conheça a história do desaparecimento da escritora

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"Sra. Agatha Christie como ela foi vista pela última vez (centro), e (na esquerda e na direita) como ela pode ter se disfarçado alterando o penteado e os óculos. O Coronel Christie diz que a esposa delarou que desapareceria se ela tivesse vontade, e, levando-se em consideração que ela é autora de histórias de detetive, seria bastante natural que ela adotasse alguma forma de disfarce para levar adiante a ideia" (foto: Hulton Archive/Getty Images/Reprodução)

“Sra. Agatha Christie como ela foi vista pela última vez (centro), e (na esquerda e na direita) como ela pode ter se disfarçado alterando o penteado e os óculos. O Coronel Christie diz que a esposa declarou que desapareceria se ela tivesse vontade, e, levando-se em consideração que ela é autora de histórias de detetive, seria bastante natural que ela adotasse alguma forma de disfarce para levar adiante a ideia” (foto: Hulton Archive/Getty Images/Reprodução)

 

Hoje, ela completaria 126 anos. Há 80, desapareceu durante quase duas semanas

Publicado no UAI

Um relatório de 1926 da polícia inglesa reporta o desaparecimento de uma mulher: “35 anos, 1,70m, cabelo avermelhado e anelado, pele clara. Boa forma, vestida com um casaco cinza-escuro, pequeno chapéu verde, um anel de platina com uma pérola, mas sem anel de casamento”. Esse poderia ser o início de um livro de mistério escrito por Agatha Christie, mas, na verdade, foi a vida dela própria.

Hoje, a escritora inglesa completaria 126 anos, e, há 80, protagonizou um conto de suspense da vida real.

Em 1926, seu casamento com o militar aposentado Archibald Christie completava 12 anos, e incluía uma filha de sete. A essa altura, Agatha já tinha escrito seis livros e alcançado algum reconhecimento. O casal, porém, ainda lutava para conciliar as diferenças.

A gota d’água para a paciência de Agatha foi o anúncio do marido de que ele passaria um final de semana “com amigos”. A suspeita da escritora, que afinal conhecia tudo sobre intrigas, era que um desses amigos seria Nancy Neele, amante de Archimbold.

Agatha Christie e o marido, em 1919 (foto: Rex Features/Reprodução)

Agatha Christie e o marido, em 1919 (foto: Rex Features/Reprodução)

 

Foi o suficiente para a escritora arrumar as malas e desaparecer sem aviso. Não era o caso de uma fuga do marido, já que ela recusava o divórcio que ele supostamente tinha sugerido. Na verdade, não se sabe exatamente por que ela resolveu sumir. Fato é que durante 11 dias ela foi a personagem central de uma história tão boa quanto poderia ter escrito.

Dos jornais londrinos ao The New York Times, vários veículos de comunicação cobriram de perto as buscas por Agatha. Uma manchete de 9 de dezembro de 1926 do The New York Times, seis dias após a fuga, aponta que “500 policiais e aviões procuram pela Sra. Christie; o terrier [cachorro com bom faro] favorito dela também participa das buscas pela escritora inglesa desaparecida”.

Até o criador do detetive Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, se envolveu no caso, e entregou uma luva da escritora a uma médium, para que ela contatasse espíritos que ajudassem a localizar Agatha.

"Beagles foram utilizados ontem na busca renovada ao redor das Newlands Corner pela Sra.Agatha Christie, a escritora desaparecida, cuja última fotografia aparece acima. À direta, está Rosalind, a filha de sete anos da autora, fotografada nas terras da casa em Sunningdale" (foto: Hulton Archive/Getty Images/Reprodução)

“Beagles foram utilizados ontem na busca renovada ao redor das Newlands Corner pela Sra.Agatha Christie, a escritora desaparecida, cuja última fotografia aparece acima. À direta, está Rosalind, a filha de sete anos da autora, fotografada nas terras da casa em Sunningdale” (foto: Hulton Archive/Getty Images/Reprodução)

 

Fãs temiam que ela pudesse ter sido assassinada, e as suspeitas recaíam sobre o marido. A tensão aumentava quando, finalmente, um admirador, que tocava música em um spa, reconheceu a escritora entre os hóspedes. Ela se hospedeu usando o nome Tereza Neele – curiosamente, o mesmo sobrenome da amante do marido.

Ela não deu explicações públicas sobre o sumiço, e assinou o divórcio dois anos depois, em 1928. Andrew Norman, um dos biógrafos da escritora, levanta a hipótese de que o caso tenha sido um episódio de “estado de fuga”, uma breve amnésia causada por estresse.

A Agatha Christie da Noruega chega para assustar os pequenos brasileiros

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Unni Lindell, da Noruega | Divulgação

Unni Lindell, da Noruega | Divulgação

Afonso Borges, em O Globo

Os números é que são assustadores: escreveu 73 livros, entre romances policiais, literatura infantil e adulta, traduzidos em 20 países; seis de seus livros foram filmados. Além de escritora, é jornalista e tradutora, e vem do país de um conhecido dos brasileiros; Jostein Gaarden: a Noruega. Ela se chama Unni Lindell e será, finalmente, publicada no Brasil pela Editora Autêntica.

A história de Unni no Brasil começa com o seu maior sucesso, a série “Assustadora Stella”, destinada às crianças. Stella é um fantasma de tecido de tecido que vive dentro de uma oficina de costura com outros fantasmas adultos e crianças. Durante o dia, todos dormem empilhados numa prateleira; à noite, os adultos saem para assombrar os humanos e as crianças vão para a Escola Noturna, comandada pela professora Sofia Malévola, para receber importantes ensinamentos sobre o que significa ser um fantasma. No fundo, ela quer descobrir as Dez Verdades sobre a vida e a morte.

Os primeiros títulos que vão para as livrarias, em junho, são “Assustadora Stella e a Escola Noturna – a Primeira Verdade” e “Assustadora Stella e a Sétima Estrela – a Segunda Verdade”. Os livros são ilustrados por Fredrik Skavlan, um jornalista norueguês, famoso nos países escandinavos como apresentador de talk show.

Segundo o autor de “O Mundo de Sofia”, Jostein Gaarden, “com Assustadora Stella, um universo fantástico e único foi criado. Um golpe de gênio.” Com a onda de filmes e livros de terror, a série tem tudo para agradar os pequenos brasileiros.

Cientistas criam algoritmo para solucionar mistérios de Agatha Christie

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Agatha Christie, surrounded by some of her 80-plus crime novels.

A mestre do suspense é a autora mais lida de todos os tempos

André Bernardo, na Galileu

Desde 1920, quando lançou o romance O Misterioso Caso de Styles, até sua morte, em 1976, a britânica Agatha Mary Clarissa Christie escreveu 241 histórias. Mestra em narrar a solução de crimes, sua volumosa produção também foi alvo de investigações literárias. Afinal, como Agatha conseguia escrever uma nova história a cada três meses? Para responder a essa pergunta, os pesquisadores Jamie Bernthal e Dominique Jeannerod releram 27 dos 66 livros policiais da autora à procura de pistas que ajudassem o leitor a identificar o assassino, desenvolvendo um algoritmo capaz de entender seu estilo de criação (veja quadro abaixo). “Infelizmente, o algoritmo não funciona para tudo que ela escreveu. Dois de seus livros mais famosos, Assassinato no Expresso do Oriente e Cai o Pano, não se encaixam no padrão”, diz Bernthal.

“Mas Agatha não seria a ‘rainha do crime’ se não tivesse quebrado algumas regras.” Estima-se que tenham sido vendidos 4 bilhões de exemplares dos seus livros, com traduções para mais de cem idiomas — ela é a autora mais lida de todos os tempos, atrás somente da Bíblia e de William Shakespeare. A vida de Agatha também teve seus mistérios: em dezembro de 1926, ela desapareceu durante 11 dias e até Arthur Conan Doyle, pai de Sherlock Holmes, ajudou nas buscas. Depois de 40 anos de sua morte (completados em 12 de janeiro), biógrafos afirmam que o sumiço aconteceu por conta de uma depressão após a perda da mãe e a descoberta de uma traição do marido.

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4 autoras para ler (e reler!)

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Tico Farpelli, no Correio de Uberlândia

Em 8 de março de 1857, um grupo de mulheres ocupou uma fábrica têxtil norte-americana para protestar por melhores condições. Diz-se que foram trancafiadas dentro do local, que foi, posteriormente, incendiado. 130 mulheres morreram em 8 de março, que ficou conhecido como o DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Aproveitando a data e as importantes discussões feministas que tomaram conta de nosso país nos últimos anos, peço que neste dia, você leitor, seja menino ou menina que lê, reflita sobre as atitudes que têm no dia a dia que possam estar vinculadas ao machismo e ao conservadorismo patriarcal que, por meio de um discurso de manutenção da ordem social, silencia as vozes femininas e as transforma em vítimas de agressões físicas e morais, muitas vezes invertendo valores e as colocando como causadoras do próprio sofrimento. Não desejo parabéns pelo dia da mulher, desejo respeito, pois cada ser humano merece ter o respeito e a dignidade que lhe são devidas.

Aproveito também esta data para indicar a vocês 4 escritoras que merecem ser lidas. Quer por sua importância histórica, quer por sua habilidade narrativa, cada uma dessas 4 mulheres merece um lugar nesta lista e no seu coração. Confira:

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– Agatha Christie

A mestra do suspense policial na literatura mundial publicou mais de 80 livros durante a vida. Recebeu o apelido de “Rainha/Dama do Crime” e segue como a autora popular que mais vendeu livros no mundo, com 4 bilhões de cóprias vendidas, perdendo em número apenas para Shakespeare e a Bíblia.

Principais Obras: “Assassinato no Expresso do Oriente”, O Caso dos dez negrinhos” e “Cai o Pano”.

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– Jane Austen

Também britânica, Jane Austen é considerada por uma corrente de pensadores como conservadora, entretanto, sua literatura traz algumas quebras de paradigmas que contrasta com a moral da época. Austen criou personagens femininas memoráveis que, em suas pequenas ações, demonstravam o repúdio pela condição feminina de mulher, esposa e moeda de troca por riqueza e influência familiar.

Principais obras: “Persuasão”, “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito”.

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– Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia, mas naturalizada brasileira, Clarice Lispector é um grande expoente da literatura nacional. É considerada como uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX. Publicou contos, romances e novelas que retratam, na simplicidade do dia a dia, os aspectos psicológicos que trazem reflexões e momentos de epifania dos personagens.

Principais obras: “A Hora da Estrela”, “A Paixão Segundo G.H.” e “Laços de Família” .

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– Chimamanda Ngozi Adiche

Escritora Nigeriana, expoente da literatura africana e feminista contemporânea no mundo. A autora é uma voz forte que atravessa o mundo levando, por meio de suas histórias e postura empoderadora da mulher, um grito que pede por liberdade e respeito.

Principais obras: “Meio Sol Amarelo”, “Hibisco Roxo” e “Americanah”.

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