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Posts tagged agressão

Câmera flagra professora agredindo e puxando alunos pelo cabelo

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Agressões ocorreram na escola municipal Ângelo Carana, em Catanduva.
Secretaria de Educação diz ter afastado professora após denúncias.

Câmera flagra agressões dentro de sala de aula contra crianças (Foto: Reprodução / TV TEM)

Câmera flagra agressões dentro de sala de aula contra crianças (Foto: Reprodução / TV TEM)

Publicado no G1

Câmeras de segurança flagraram uma professora agredindo crianças entre três e quatro anos na escola municipal Ângelo Carana, em Catanduva (SP). Nas imagens, feitas em agosto do ano passado, a professora dá tapas e puxa o cabelo dos alunos. Em uma delas, chega a sufocar uma criança. Em outra gravação, a mesma professora bate no braço do aluno, empurra a cabeça dele contra a mesa e deixa o menino sozinho na sala no escuro. O menino se senta no chão e é puxado pelo cabelo e arrastado.

A professora que aparece nas imagens foi afastada das salas de aula, mas continua trabalhando na secretaria de outra escola municipal.

Uma mãe, que não quer ser identificada, diz que percebeu as agressões quando o filho de três anos mudou de comportamento. Ao ser questionado, ele contou que apanhava na escola. Ela chegou a conversar com a professora, que negou as acusações. Revoltada, a mãe registrou o caso na polícia e comunicou a Secretaria de Educação de Catanduva. Outras mães também identificaram agressões nos filhos.

Na delegacia de Defesa da Mulher a delegada responsável não quis falar sobre o caso, mas confirmou as acusações contra a professora e disse ainda que as imagens solicitadas à Secretaria Municipal de Educação chegaram há poucas semanas e o material está sendo analisado. Sobre a demora em entregar as imagens para a polícia, a Secretaria de Educação informou que, assim que recebeu o ofício, encaminhou o material. De acordo com o delegado seccional de Catanduva Pedro Artuzo, o laudo da perícia irá indicar qual o tipo de crime foi cometido pela professora.

Oito meses depois do caso ser registrado, os pais das crianças agredidas questionam a punição dada à professora. Ela foi afastada das salas de aula e agora trabalha na secretaria de outra escola municipal. A confirmação de que a professora continua trabalhando em uma escola deixou as mães indignadas.

A assessoria da Secretaria de Educação de Catanduva disse que assim que recebeu a denúncia afastou das funções a professora que aparece nas imagens.

Enquanto as investigações do caso continuam, os pais tentam superar os traumas dos filhos. Segundo a Secretaria de Educação, toda a documentação e o relato da mãe foram anexados num processo administrativo interno e no processo civil, que estão em tramitação. A Secretaria disse ainda que defende a segurança e o bem estar dos alunos.

Agredida por pai de aluno, diretora diz que educador não tem reconhecimento

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Publicado na Folha De S.Paulo

V.M.K., 48, diretora de uma creche municipal na região de Ermelino Matarazzo (zona leste de São Paulo), está afastada do trabalho por ter sido agredida por um pai de aluno, na entrada da própria escola. Ela se protegeu com o braço para não levar um tapa no rosto e ficou com hematomas.

Quase um mês depois da agressão, ela afirma que ainda não tem condições emocionais para retornar ao trabalho. No boletim de ocorrência registrado na polícia, o pai disse que foi ele o agredido, depois de uma discussão.

A diretora pediu para que os nomes não fossem revelados, por temer retaliações.

…Depoimento a
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

No começo deste mês fui perguntar a esse pai por que o filho dele não foi à escola nas férias. A Justiça obrigou todas as creches a abrirem em janeiro se as famílias mostrassem interesse.

Explicamos aos pais que é importante as crianças ficarem um tempo com a família. E que abrir em janeiro significa que os professores terão de tirar férias durante o ano letivo, prejudicando as atividades.

Esse pai disse, lá atrás, que precisava do atendimento ao filho. Ele e mais 29 foram inscritos. Nove apareceram. O dele, não.

Ao ouvir minha pergunta, na entrada da escola, ele se descontrolou. Falou que fazia o que bem entendia, que éramos empregados dele.

Respondi que somos servidores públicos, sim. E, por isso, temos de garantir que as crianças tenham as melhores condições.

Ele levantou a mão em minha direção. Perguntei: “Você vai me bater?” Ele disse: “Se você continuar a me provocar, sim.”

Então, ele veio para dar um tapa na minha cara. Me protegi com o braço, levei a pancada. Em seguida, ele agarrou meu outro braço. Funcionários da escola o afastaram. Fiquei com hematomas.

Era hora da entrada, as crianças ficaram assustadas, choraram. Fomos à delegacia registrar boletim de ocorrência. Levei testemunha. O pai disse que eu o encurralei, que ele era vítima. Tenho 1,59 m, ele deve ter 1,80 m!

A situação fez com que eu pedisse afastamento da escola por um tempo. Em abril, farei nova perícia para verificar se posso voltar. Enquanto isso, a escola sofre. Só eu posso assinar alguns gastos. Como não estou lá, estamos devolvendo dinheiro para a prefeitura, com tanta coisa para fazer na escola –telhas quebradas, lâmpadas queimadas.

O pior é que a agressão que sofri é corriqueira na educação. As famílias não valorizam nosso trabalho, querem saber apenas se a criança tem onde ficar. E nos sentimos desamparados. Quando ocorre um problema desse, a GCM [Guarda Civil Metropolitana] até chega rapidamente, mas eles não estão lá todo dia para evitar o problema.

Tenho duas graduações, uma pós-graduação, 22 anos de magistério. A três anos de me aposentar, posso dizer que me arrependo de ter escolhido o magistério.

Ganho R$ 4.500 líquidos hoje, como diretora de um centro de educação infantil com 150 crianças.

Meu marido tem uma empresa que fabrica peças. Uma delas, que demora duas horas para ficar pronta, vale mais que o meu salário do mês. Trabalho muito, ganho pouco e não tenho reconhecimento.

Após ser agredida em sala de aula, professora de Santos (SP) desiste da carreira

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Com o olho machucado, professora mostra agressão

Com o olho machucado, professora mostra agressão

Bruno Lima, no A Tribuna

“Não volto mais para a sala de aula. Antes que a situação piore e a minha saúde fique mais abalada eu prefiro abandonar a profissão”. O depoimento é de uma professora de 39 anos, que agredida por um aluno de 13 anos dentro da escola, afirma estar arrependida da carreira que escolheu.

A violência aconteceu na tarde de sexta-feira(19), dentro da Escola Estadual Zulmira Campos, no Castelo, na Zona Noroeste de Santos. Na ocasião, outra professora também foi agredida pelo mesmo aluno.

Ainda com lesões no corpo e na alma, ela, que por insegurança prefere não revelar seu nome, contou como foram as agressões que sofreu e a difícil decisão de parar de lecionar.

A vítima foi agredida com socos pelo estudante, enquanto conduzia uma fila de alunos ao pátio para o recreio. “Nós não temos autorização para liberar os estudantes. Organizei as filas de meninos e meninas e descemos uma das escadarias do colégio. Quando cheguei ao térreo fui empurrada por ele (o aluno infrator, que não pertencia à turma guiada por ela)”, contou.

Após ser empurrada, a professora esticou o braço e impediu a passagem do garoto. Até então, ela achava que poderia ser um dos alunos dela. Veio então o segundo tranco. “O empurrão me fez dar três passos para a frente. Ele correu e fui atrás, mas não tive tempo de falar nada. Ao inclinar o corpo, recebi os socos no rosto”.

Assim que constatou o ocorrido, uma professora mediadora – que avalia o comportamento dos alunos durante as aulas – tentou segurar o estudante e também foi agredida com socos e chutes.

“Fiquei muito nervosa e fui levada para a sala dos professores. Lá, desmaiei”. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para atender a vítima, que teve uma crise hipertensiva.

Diju e reunião

Acionada, a Polícia Militar compareceu ao colégio, assim como a mãe e a avó do estudante. “A avó dele dizia para a PM: ‘Pode levar’. A mãe alegava que ele tinha sido agredido, mas não apresentou as lesões”. O caso foi registrado na Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de Santos pelo delegado Rubens Nunes Paes.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, o mesmo aluno que agrediu as duas mulheres na sexta-feira já havia tido problemas com outra professora anteriormente. Porém, naquela ocasião, não houve registro de boletim de ocorrência.

Ainda com o rosto inchado, a professora compareceu ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos na manhã de ontem e foi submetida a exame de corpo de delito. “Estou jogando a minha carreira no lixo. Foram mais de dez anos de estudos e 14 de profissão. Amanhã (hoje) tenho uma reunião com o representante da Secretaria da Educação do Estado e vou comunicar que não volto mais. Não tenho certeza de que vou sair de casa para trabalhar e voltar bem”, concluiu a docente.

Procurada, a Diretoria Regional de Ensino de Santos, vinculada a Secretaria da Educação do Estado, informou que uma apuração preliminar foi aberta para apurar a conduta de todos os envolvidos no episódio.

Segundo o órgão, o Conselho do Zulmira Campos irá se reunir nos próximos dias para discutir a transferência do aluno, que está suspenso das aulas desde o ocorrido.

Dica do Fernando Costa de Paula

Continuei dando aula com olho sangrando, diz professor atingido por azulejo

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Bruno é professor de biologia da rede particular de Salvador (Foto: Arquivo pessoa)

Bruno é professor de biologia da rede particular de Salvador (Foto: Arquivo pessoa)

Publicado por BBC Brasil [via UOL]

Um professor de biologia de uma escola particular na Bahia reverteu a hostilidade dos alunos após discursar por uma hora com o olho sangrando depois de ter sido atingido por um azulejo atirado por um aluno.

O caso ilustra o problema da violência contra professores, um tema de pouca ressonância nos programas eleitorais, mas que foi destacado por leitores da BBC Brasil em consultas sobre os grandes desafios da educação promovidas pelo #salasocial, que usam as redes sociais em busca de uma maior integração com o público.

A pedido da BBC Brasil, internautas compartilharam diferentes relatos sobre atos de violência contra profissionais de ensino. A partir de indicações dos leitores, ouvimos professores das redes pública e particular sobre a questão. Leia alguns relatos:

Azulejo no olho

Bruno, professor de biologia da rede particular de Salvador

“Era meu primeiro dia de aula numa escola privada de Itapuã, em Salvador (BA). A escola era privada, bem popular, com preço baixo de mensalidade e quase todos os alunos eram moradores do próprio bairro.

A direção parecia tratar o estudo como um negócio local mesmo, sem proposta pedagógica nenhuma. Fui contratado para substituir uma professora de biologia que não aguentou ficar por lá.

Meu primeiro contato com os estudantes foi por meio de um azulejo azul, arremessado por um aluno do 3º ano em meu primeiro dia de aula. Fui atingido acima do olho esquerdo e lembro de ter sangrado muito.

Decidi não recorrer à direção e tentar resolver tudo ali na sala mesmo. Seriam duas aulas seguidas, um total de 100 minutos.

Fiquei esse tempo inteiro sangrando e discursando sobre o ocorrido com os alunos. Tentei mostrar o lado do professor, que está ali ralando para ganhar pouco. Falei do contexto socioeconômico do bairro deles, que era muito precário, abandonado pelo Estado, e que eles deveriam aproveitar as oportunidades que tinham para aprender, trocar experiências, tentar promover uma vida de mais qualidade para eles, para a própria família, para o bairro.

Fui dando exemplos de coisas que aconteciam na comunidade. Ao invés de a população se organizar para melhorar a própria vida, eles mesmos se entrematavam, se agrediam, depredavam o próprio bairro… Atitudes como essa não ajudariam em nada.

Mais por compaixão pela minha situação, já que fiquei mais de uma hora falando enquanto sangrava, do que pelo discurso, alguns alunos aos poucos foram trazendo exemplos de pessoas que eram cordiais no bairro, que ajudavam uns aos outros etc.

O rapaz que jogou o azulejo, que eu sabia quem era, mas acabou achando que ficou no anonimato, ficou o tempo todo calado.

Fiquei dando aula nessa escola por apenas oito meses, pois surgiu outra oportunidade melhor para mim, mas depois desse dia senti uma aproximação melhor dos alunos comigo, parece que eles entenderam, acabamos ficando muito amigos… Inclusive esse aluno que jogou o azulejo ele passou a ser bem cuidadoso e respeitoso.

Acredito que tenha sido uma forma de se autoafirmar como o ‘malandro’ da sala, o cara perigoso, para ganhar certa autoridade perante os colegas. Acho que nesses lugares mais sofridos, essa é uma forma de elevação de autoestima comum entre os jovens. É se afirmar pela violência.”

‘O PCC entrou na escola’

Felipe, professor de matemática da rede pública de São Paulo

“Em minha escola, há toque de recolher. Os professores descem o morro em comboio. A polícia entra na escola e agride alunos violentos. Ficamos numa região extremamente vulnerável em termos de segurança. A área é comandada pelo PCC.

Por um tempo, dois alunos estavam colocando bombas no banheiro. Aquela velha história, sabe? Não, você não sabe.

Após algumas bombas e carros de polícia aparecendo atrás dos responsáveis, o chefe da facção criminosa entrou no colégio. Ele passou de sala em sala, uma por uma, dizendo que as bombas estavam atrapalhando o negócio dele.

E eu, professor lá, sem poder fazer nada. O homem dizia que, se os responsáveis continuassem, haveria revide. Ele não queria polícia toda hora na região, isso é ruim para as vendas.

No dia seguinte, já não tinha mais bomba. É assim que se resolvem as coisas?”

‘Quebrou um vaso em minha cabeça’

Antônio, professor de história da rede pública de São Paulo

“Minha aula era das últimas da tarde. Quase no fim, dois meninos apareceram querendo entrar. Não deixei e mandei eles conversarem com a coordenadora. Ela pegaria seus dados e entraria em contato com a família para entender o atraso. Essa é a rotina normal.

Mas o menino estava muito alterado e partiu para a grosseria. Eu via que ele estava nervoso. Ele piorou, continuou xingando e ofendeu minha mãe, meu pai, minha família. Sexta série, 12 anos. Veja bem.

Ligamos imediatamente para a mãe dele. Ela chegou por volta de 18h10. Na sala de espera, ele sentou de um lado, a mãe do outro, ambos em frente a uma mesa de centro. Ali, ficava um vaso de flores de argila, trabalho feito por um aluno em sala de aula.

‘O que foi que aconteceu com meu filho?’, perguntou a mãe. Antes de eu responder, o vaso quebrou com força na minha cabeça. Era o menino.

Desmaiei na hora e, aos poucos, voltei. O impacto foi muito forte. Aí não teve mais conversa: fui direto para o hospital, fui medicado, e felizmente não houve nada mais grave.

Ele foi transferido para outra escola ali do lado. Continuávamos nos vendo. Aos poucos, voltamos a ter contato. Ele passou na minha casa, pediu desculpas. Desculpei.”

‘O trauma continua’

Jorge, professor de sociologia da rede pública de São Paulo

“Toda vez que eu ia para a lousa, eles começavam a bater as mesas contra o chão. Era um barulho ensurdecedor. Quando eu me virava, todo mundo ficava quieto. Voltava e eles repetiam de novo. Depois paravam. Sem fim.

Eram dois alunos que comandavam a sala, eu sabia disso. Uma hora, já tremendo, eu não aguentei e dei uma bronca neles. Quando voltei novamente à lousa, um deles falou um palavrão e ameaçou jogar uma cadeira na minha cabeça. Sempre anonimamente. Covardes.

Durante muito tempo, eu entrava em pânico antes de entrar na sala de aula. Ficou só na ameaça, mas o trauma continua. Você vive com medo.

Foram vários episódios, não só comigo como com colegas. Há muitos alunos que ameaçam, quebram carros, muitos já cometeram transgressões e voltaram para ressocialização.

Sei de um caso em que jogaram uma toalha no rosto de uma professora e a socaram. Casos de professoras que foram empurradas nas escadas. Ficou tudo tão banalizado que não sei nem se essa reportagem pode ajudar.”

Aluno joga professora no chão após ter celular confiscado

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Estudante foi detido e acusado de agressão, enquanto docente ficou hospitalizada por algumas horas

Publicado em O Globo

Um estudante de 16 anos perdeu a cabeça quando uma professora substituta de 66 anos confiscou seu celular e a agrediu jogando-a no chão em Houston, no Texas. O incidente ocorreu na semana passada na escola secundária Nimitz, onde não é permitido uso de telefone em sala de aula. O aluno foi preso e acusado de agredir uma pessoa maior de idade.

Um dos estudantes gravou a cena com o celular e postou na internet. No vídeo, é possível ver o momento de tensão em que a professora se aproxima do aluno, que a empurra várias vezes até cair no chão, assustando os colegas.

Após a queda, a mulher ficou hospitalizada por algumas horas.

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